Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Bom 2008


A todos quantos visitam este blogue quero desejar um Ano Novo de 2008 cheio de muita saúde, sorte e dinheiro para gastos. Abraço a todos e não se esqueçam: se conduzirem não bebam álcool.
por João Severino às 17:04
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Bagão Felix critica Governo e Banco de Portugal


"Este Governo está a introduzir uma forma de social capitalismo nas empresas", afirma Bagão Félix um dos nomes que integra a lista ao Conselho de Administração apresentada por Miguel Cadilhe, ontem à noite.
O ex-ministro das Finanças confessa que não é natural nem saudável, o Governo imiscuir-se na vida das empresas privadas. "Independentemente da pessoa e capacidade de Santos Ferreira não faz sentido, sendo mesmo incoerente, que de um dia para o outro o presidente de uma instituição bancária, que ainda por cima é estatal, passe para outro banco, o maior banco privado, por sugestão de qualquer governo ou ministro".
Aliás, embora não esteja na lei, "quando um quadro da banca sai de uma instituição em que trabalha e vai para outro banco assume normalmente um período de nojo. É uma questão de ética, mais do que uma questão legal". O que na opinião de Bagão "deveria ser seguido pelos mais altos dirigentes das instituições".
Bagão Félix, afirmou ao Expresso que aceitou o desafio de Miguel Cadilhe porque independentemente da lista ganhar ou perder em Assembleia Geral de accionistas, também por considerar que este "é um caso estranho", em particular no que toca à posição do Banco de Portugal. E adianta: "A entidade de supervisão deveria interrogar-se sobre as suas próprias debilidades em vez de lançar dúvidas sobre todos os administradores do BCP desde 1999".
Bagão Félix afirma que "é escabrosa a presunção generalizada de que são alvos os administradores do banco. As pessoas têm a sua dignidade e o Governador do Banco de Portugal deveria perceber que há limites para tudo. Ou há inibições ou não há".
Segundo Bagão Félix "a entidade de supervisão deve tratar das suas falhas e actuar em conformidade com as mesmas em vez de lançar reptos generalizados".
por João Severino às 17:00
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Chá das cinco (26)

Foto Avelino Oliveira

Com um cházinho de Tília ou Camomila limpem bem essas barriguinhas agora para que mais logo a partir das 22.00 possam atacar os whiskys e champanhes.
por João Severino às 16:44
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Na Austrália já é 2008

Foto Sydney Morning Herald - Ponte de Sydney e Opera House

Para o meu filho, meu neto e muitos amigos que ali tenho desejo-lhes um BOM ANO de 2008. Na Austrália já se festeja a entrada do Novo Ano. Abraços e beijos a todos.
por João Severino às 15:23
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Blogando com prazer (49)

Cat Power - Jukebox

Cat Power vai editar um segundo álbum com versões de temas de outros artistas. O registo chama-se Jukebox e incluirá temas celebrizados por Frank Sinatra, Bob Dylan, Billie Holliday e Janis Joplin. Com chegada prevista às lojas no dia 22 de Janeiro de 2008, o álbum incluirá também um tema original da cantora dedicado a Bob Dylan: «Song to Bobby». Jukebox sucede a The Greatest , o mais recente álbum de originais editado por Cat Power em 2006. The Covers Record , o primeiro registo de versões da cantora, data de 2000 e inclui canções dos Rolling Stones, Velvet Underground e Bob Dylan.

(Blitz)

Cat Power Myspace
In Omissão Impossível
por João Severino às 15:14
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Meio-dia (30)


Foto Miguel Silveira

- Nem com este sol maravilhoso me apetece sair ao meio-dia...
por João Severino às 12:01
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Fumadores mudam de hábitos


A partir de amanhã é proibido fumar na maioria dos locais públicos, especialmente, cafés e restaurantes. Os fumadores vão ter que se habituar a beber a bica sem o cigarro, o que, imagino, deve ser um grande sacrifício. Uma nova lei, repleta de muito fundamentalismo e na onda das grandes empresas ligadas ao enorme poder das farmacêuticas que geram já a maior diversidade de produtos para se deixar de fumar. Tudo é negócio. Tanto a venda do tabaco como a proibição de fumar. O que não se vê, mais uma vez, é ter-se em conta a liberdade do cidadão. Pacheco Pereira tem toda a razão quando fala em fascismo higiénico...
por João Severino às 11:47
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Por mares nunca dantes blogados (20)

Voltei a Madrid.
Depois do Natal em Espinho, bacalhau cozido, passagem por Lisboa, capital às escuras, esburacada, capital de casas frias, húmidas, sem aquecimento porque a luz está cara e não há para isolamento nas janelas, capital do comércio tradicional à beira da extinção sempre por culpa do governo que não proíbe as grandes superfícies, capital deprimente de um país de deprimidos. Sim, Portugal é um país afogado numa depressão da que não se quer curar, numa depressão que curte e da que se orgulha. Olhei durante uma semana para televisão do meu país e vi programas para o povo apresentados por mamalhudas anafalbetas especializadas em entrevistar famílias de desdentados que se queixam de casas a cair de podres, telejornais feitos de entrevistas de rua a um povão que se queixa da subida do euribor, comentaristas políticos que se queixam da crise do BCP, o líder da oposição que se queixa porque não pode controlar a Caixa Geral de Depósitos. A queixa é líder de audiências na televisão portuguesa.
E que faz o Governo na quadra natalícia com o povo neste estado? Brindar-lhe com mensagens de esperança? Não, fecha serviços de urgências no interior abandonado do país na véspera de Natal, manda cartas de penhora de contas, proibe fumar, ameaça com a ASAE (notazinha mental - não me fodam pá: enquanto toda a Europa premia o produto artesanal e manda levar no cu os burocratas de Bruxelas, neste meu país gerido por atrasados mentais penalizam-se os métodos tradicionais e os meios de subsistência centenários), deixa que as iluminações natalícias de Lisboa sejam patrocinadas pelo Santander. E avisa que a coisa só vai melhorar graças ao esforço do Governo. No discurso natalício do Primeiro Ministro não ser ouve uma palavra de agradecimento pelo sacrifício das economias familiares, uma voz de ânimo, força, estamos quase lá! Que arrogante, este pequeno Sócrates que se pensa o fazedor de tratados só porque consta no título o nome de Lisboa, só porque se abraça ao namorado da Carla Bruni, só porque trata por tu o Zapatero.
Sim, voltei a Madrid, fugida de uma Lisboa que sempre amei e que agora me dá urticárias. Não posso com tanta queixa feita cancro de nós, não posso com este rame-rame obrigatório, com este modo de viver que recompensa a lamúria. Tenho pena e queria desejar-vos Bom Ano, que sejais felizes, mas só se me ocorre pedir-vos para desligar a televisão. Saiam à rua, encham os bares, obriguem os donos dos restaurantes a ligarem o aquecimento, iluminem as ruas de Lisboa com as luzes das vossas árvores de Natal, fujam dos centros comerciais e levem os vossos filhos aos jardins, namorem nos bancos dos parques e esqueçam que somos uma campanha publicitária chamada a Costa Oeste de Europa. Somos um país de gente pouco alegre, bem sei, mas também não merecemos estar sempre a levar nos cornos, caralho.

Rititi, in Rititi (Recomendo)
por João Severino às 11:36
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Mães portuguesas que preferem Espanha


Desde 5 Junho de 2006, último dia em que funcionou o serviço de obstetrícia da maternidade de Elvas, que fazia mais de 200 partos/ano, meio milhar de crianças portuguesas já nasceram do lado de lá do Guadiana e pelo menos 2000 utentes já frequentaram o serviço e o aconselhamento pré-natal do Hospital do Perpétuo Socorro de Badajoz. São números do próprio hospital, onde o ritmo de nascimentos de bebés portugueses é à razão de um por dia desde há ano e meio.
Desde que a maternidade fechou em Elvas, Badajoz acaba por servir também a maioria das pessoas da raia alentejana. Os preços são mais baratos, há mais gente, mais jovens, há lojas e centros comerciais, os hospitais são melhores, os cursos de Medicina estão cheios de portugueses e muita gente já procura ali trabalho porque os ordenados são melhores e há mais emprego.
Também não é difícil encontrar no parque de estacionamento algumas matrículas portuguesas. Vêm de Elvas, de Campo Maior e das várias freguesias dispersas na vastidão da planície. É mais perto ir a Badajoz do que ir a Portalegre, a Évora ou a Beja, já para não falar do facto de quem precisa de uma ambulância e de ter de estar horas à espera.
por João Severino às 11:27
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Delícias para a visão (70)


Foto RAPHAEL o pensativo
por João Severino às 11:16
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BT da GNR sem razão


Ontem assisti na televisão a uma cena ingrata. Então, é assim: a Brigada de Trânsito da GNR passou a ter novos carros com motor potente não-identificados para a detecção de carros que circulem a alta velocidade. Determinada brigada vê passar um carro com alguma velocidade, possivelmente no limite de 120-130 km/h e ataca. Vai atrás dele e encosta-se à traseira. Esta é a primeira manobra perigosa por parte da BT. Se o condutor perseguido olha naquele momento, particularmente de noite, para o espelho e se assusta, pode travar de repente e o acidente é inevitável. Depois a BT continua a "apertar" com o perseguido e este acelera mais um bocado ou um bocadão, caso seja um carro muito potente e rapidamente pode chegar aos 180-200 km/h ou mais. Nesse momento a BT registou a alta velocidade, liga os avisos sonoros e luminosos e manda encostar. Começa a discussão. A BT refere a infracção de excesso de velocidade e o condutor salienta a manobra perigosa e forçada executada pela BT.
E eu acrescento: quem é que disse ou não disse aos senhores da BT que eu tenho todo o direito de acelerar, - nem que seja até aos 400 km/h, no caso de conduzir um Bugatti, - se pretender fugir a um assalto ou a um gangue que me pretende fazer mal. Eu não faço a mínima ideia de quem é que se colocou atrás de mim, encostado à traseira do meu carro e com que intenções. Posso dar um exemplo: Na Austrália sucedeu-me exactamente isto, eu acelerei, fugi do carro perseguidor e quando parei numa estação de serviço e passados segundos chegou o carro-patrulha referi aos policiais que a minha aceleração se deveu ao receio de ser alguém que me pretendia assaltar. A sua compreensão foi total e cada um de nós seguiu o seu destino.
A GNR está mais papista que o Papa na caça à multa e neste tipo de perseguição não tem razão. Ainda gostava de ver qual a decisão de um juiz perante um cidadão que lhe aparecesse pela frente a defender-se com a tese de que acelerou porque se sentiu ameaçado por desconhecidos...
por João Severino às 10:44
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Boicote às operações "Stop"

A PSP de Lisboa, Porto e outras cidades ficaram perplexas quando se deu conta que as suas tão preparadas operações "STOP" eram boicotadas de maneira simples. A redução de carros a transitar pelos locais onde decidiram operar começou a ser uma realidade estranha. Na verdade, as mensagens por SMS passou a ser o maior e activo aviso de muitos condutores para os seus amigos. Através de uma mensagem, tipo "cuidado, stop bófia 24 julho", centenas de condutores evitam passar pelo local indicado e onde decorre uma operação policial.
por João Severino às 10:37
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Ano acaba mal na rede

Durante o dia de ontem tive as maiores dificuldades para navegar nesta rede que resolveu terminar o ano da pior maneira. O servidor não funcionava a preceito, de uma lentidão enorme e a provocar-nos o desespero. Por isso, o número diminuto de mensagens que vos proporcionei. Hoje não está muito melhor mas vou tentando conseguir alguma coisa, especialmente algumas novidades sobre o nosso Portugal para aqueles que nos venham ler no estrangeiro onde estão a passar esta quadra da passagem de ano. Daqui a pouco tempo os nossos leitores do Extremo-Oriente e da Austrália vão estar a festejar a entrada do novo ano. Especialmente para eles envio desde Lisboa o meu voto de um 2008 com tudo do melhor, muita felicidade e muita paz. BOM ANO NOVO!
por João Severino às 10:17
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Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Pinto Monteiro alerta que violência no Porto pode voltar


O Procurador-Geral da República afirma hoje em entrevista ao Correio da Manhã que a violência e criminalidade no Porto "estão longe de ser desmanteladas e controladas", alertando que "regressarão em breve" caso não forem tomadas medidas adequadas.
"A violência e a criminalidade na área metropolitana do Porto estão muito longe de ser desmanteladas e controladas e, a não serem tomadas medidas adequadas, regressarão em breve", afirmou Pinto Monteiro.
De acordo com o Procurador-Geral da República existem ainda "muitos factos a investigar, devendo a situação ser devidamente enquadrada e esclarecida".
"Estou certo de que todos os intervenientes no processo vão colaborar e o poder político vai apoiar inequivocamente a actuação do Ministério Publico", afirmou.
"Não é possível ser de outro modo num Estado de Direito", acrescentou o responsável.
Na entrevista publicada na revista do Correio da Manhã, Pinto Monteiro sublinhou que a questão é "demasiado grave" para ser discutida na praça pública, confessando, no entanto, que começou a "estar cansado de ler e ouvir tanta mentira e meias verdades".
"Um dia será tudo esclarecido. Por ora, quero apenas afirmar que a investigação vai prosseguir sob a coordenação e orientação da senhora procuradora Helena Fazenda, que é a pessoa certa no lugar certo", disse.
Pinto Monteiro lembrou que Helena Fazenda é "magistrada prestigiada" do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e que "detém a competência para a investigação em causa".
O Procurador-Geral da República disse ainda que a "Operação Furacão" tem todos os meios necessários e que esta tem de "acabar em 2008".
Na entrevista, Pinto Monteiro criticou também o Governo por causa do Código de Processo Penal, considerando que este "tem tido pouca maleabilidade na questão".


por João Severino às 19:07
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Miguel Cadilhe vai à luta no BCP

Miguel Cadilhe disse ao Expresso que vai avançar com a candidatura à presidência do Conselho Executivo do BCP- Millennium. Um dos nomes da lista de candidatura do ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva é o gestor João Carvalho das Neves.


por João Severino às 18:58
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4000 visitas

O nosso blogue PPTAO iniciou a sua contagem de visitas no passado dia 4 de Novembro. Em menos de dois meses acabámos de atigir o bonito número de 4000 visitas. Relativamente ao número de mensagens que aqui vos deixámos já atingimos as 1125. A todos agradecemos e voltem sempre.
por João Severino às 09:40
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Soraia em alta


A actriz Soraia Chaves é a grande atracção do novo filme Call Girl, do realizador António-Pedro Vasconcelos. A actriz, de 25 anos, que interpreta o papel de uma prostituta de luxo, disse que vai aproveitar o fim do ano para abrandar o ritmo de trabalho e realizar uma introspecção e avaliação pessoal. O filme está a ter uma grande procura de bilheteira.
por João Severino às 08:38
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Jardim à espera de Cavaco

A 31 de Março de 2008, Alberto João Jardim celebra 30 anos à frente dos destinos da Madeira. Em Abril recebe oficialmente na região o Presidente da República, Cavaco Silva, com quem manteve relações tensas, de conflito aberto, e a quem apelidou de "senhor Silva". Julga-se que Jardim nunca perdoou ao então primeiro-ministro que tivesse citado a Madeira como exemplo negativo de governação numa campanha contra a regionalização do País. Mas o tempo passa. As notícias esbatem-se e faz-se tudo em nome da unidade nacional.
Daí que os madeirenses aguardem pela chegada do primeiro-ministro antes da campanha eleitoral de 2009, ou seja, uma visita de José Sócrates em 2008, caso contrário corre o risco de terminar o mandato sem pisar solo madeirense.
por João Severino às 08:29
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Minogue condecorada


Ordem do Império Britânico para Kylie Minogue

Foto EFE

A cantora australiana Kylie Minogue, de 39 anos, e que ultrapassou a luta contra um cancro, será condecorada com o cargo de Oficial da Ordem do Império Britânico pela rainha Isabel II de Inglaterra, com o objectivo de reconhecer o seu contributo à música. Minogue afirmou que stá "profundamente comovida" pela distinção outorgada pelo "seu país adoptivo".

por João Severino às 08:14
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Estado deve milhões às Câmaras

O Estado deve mais de 150 milhões de euros a 101 câmaras, dívida derivada essencialmente de pagamentos em atraso da Administração Interna, Cultura e Obras Públicas.
A maior fatia, 133,6 milhões de euros, reporta-se a obras ou programas de responsabilidade do Governo, executados por autarquias. Os restantes 16,5 milhões são de compromissos assumidos durante anos por vários governos, protocolados mas não executados, porque ministérios, secretarias de Estado, direcções-gerais ou institutos não pagaram aquilo a que se comprometeram. Este valor foi considerado dívida pois, em muitos casos, as autarquias fizeram despesa. É o caso de um protocolo entre o Ministério da Educação e um município (Alcácer do Sal), em que este se obrigou a dar o terreno para construir uma escola. Para o comprar, a câmara recorreu a empréstimo, limitou a capacidade de contracção de dívida, provavelmente pagará despesas em tribunal devido à expropriação, e a escola ainda não existe.
Com que direito o Estado pode obrigar o cidadão a pagar quando o seu exemplo é o que se vê?...
por João Severino às 08:10
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Portugueses passaram milhões em cheques 'carecas'



Os portugueses passaram 1724 milhões de euros em cheques "carecas" nos primeiros 11 meses deste ano. Em média, por dia, chegaram aos bancos cerca de 5,161 milhões de euros em cheques sem cobertura. No total, foram passados mais de 600 mil chques sem provisão. O passado mês de Maio teve a maior verba passada em cheques "carecas" desde 2005. Ao todo, os bancos foram confrontados com quase 190 milhões de euros sem contrapartida nas contas bancárias de quem os passou. E quem pensar que estes problemas estão relacionados exclusivamente com transacções de pequeno valor está enganado. Este ano já foram devolvidos quatro cheques de valor superior a cinco milhões de euros. E saiba ainda que 95 milhões de euros foi o cheque de maior valor devolvido este ano em Portugal. Uma autêntica fortuna devolvida. Na lista negra estão 102.583 nomes de pessoas. Como é que meio país pode continuar a enganar o outro meio? Assim não vamos lá...
por João Severino às 07:43
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Delícias para a visão (69)


Pico, Açores - Foto Francisco Reis
por João Severino às 07:37
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

O que é bom é para se ver (55)


Foto A Brito
por João Severino às 19:56
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Para o público feminino (30)


Foto Nuno Manuel Baptista
por João Severino às 19:52
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O Ninho da Prostituta (2)

Após o telefonema exploratório Lena acertou com o seu cliente a hora a que o recebia e o quantitativo a ser pago pelo momento de sexo. O cliente bateu à porta e Lena abriu.
- Olá!
- Boa tarde. Eu sou o Carlos que lhe telefonou há vinte minutos.
- OK, Carlos. Pode passar ali para o quarto...
- Você é muito bonita...
- Gosta? Pela voz ao telefone pensei que fosse mais velho.
- Quantos anos me dá?
- Talvez uns quarenta e picos...
- Não. Tenho 38.
- Não andei muito longe... bem, antes de se lavar gostaria que me pagasse o que acordámos.
- Ah... sim, sim... a Lena tem um corpo adorável...
- Obrigado. Eu sei que tenho... então, não se despe?
- A Lena sabe... eu queria dizer-lhe que adorava fazer sexo consigo... já estou excitado...
- Queria? Já não quer?
- É que eu vim cá para lhe pedir um grande favor. Tenho a vida toda encalacrada e gostaria que me pudesse emprestar 100 euros...
por João Severino às 16:57
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Chá das cinco (25)


Foto jomagope
por João Severino às 16:54
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Diga lá trezentos e trinta e três (28)

- Ó Quicas, sabes que vou ficar rico?
- Rico?
- Sim, pá! Vou vender a minha editora "LL", a "Livros Lobo"...
- Tá calado! A "LL" edita um livro por ano, não vale nada!
- Tás enganado. Chama-se Lobo e o Lobo Antunes compra tudo por um dinheirão...
por João Severino às 16:39
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Pacheco Pereira e António Barreto, dois grandes pensadores

Na edição de hoje do Expresso, José Pacheco Pereira e António Barreto, em jeito de balanço de 2007, apresentam o sua análise do país onde vivem e onde pensam que nada de essencial vai mudar em 2008, a não ser a multiplicação das operações de propaganda promovidas pelo Governo de José Sócrates.
António Barreto começou por dizer que "Sócrates vai continuar com a popularidade em alta até ao momento em que encontrar alguém à altura dele ou esbarrar com uma profunda crise social". Por suavez, Pacheco Pereira afirmou que "Sócrates pode conter o desgaste, caso decida mandar dinheira para cima do betão e das obras públicas".
António Barreto
"2008 vai ser um ano de muita propaganda"

"O PSD é um partido muito descaracterizado sem poder, e o PS é um partido muito descaracterizado com poder"

"As pessoas estão irritadas com a distância despótica e arrogante de José Sócrates, que não suporta quem pense diferente, ou muito simplesmente quem pense"

"Absorvido pelo Estado, fundido com outro banco, ou comprado por uma instituição estrangeira, estou convencido de que dentro de três, quatro ou cinco anos o BCP, tal como o conhecemos hoje, vai deixar de existir"

"A Comunicação Social tem vindo nos últimos anos a perder o que eu chamo o trinómio - brio, dignidade e independência"

"Claro que a Internet vai continuar a roubar leitores aos jornais. Estou convencido de que daqui a 10 anos metade ou 1/3 dos jornais actuais desapareceu"

"O Tratado constitucional europeu é inútil"

"José Sócrates desempenhou muito bem o papel de sargento"


Pacheco Pereira
"Sócrates não tem princípios"

""Factos que seriam notícia em qualquer parte do mundo, até porque o currículo oficial do primeiro-ministro é matéria de escrutínio em qualquer país civilizado, foram durante muito tempo silenciados em Portugal"

"O PSD é um partido muito volátil e até pode acontecer que Menezes seja apeado do poder"

"Isto de dar computadores em Ferreira do Alentejo é um deslumbramento mas não tem resultados"

"A maioria dos dirigentes nacionais do PSD e do PS é regionalista"

"Não tenho dúvida de que o protesto social teria sido muito maior se não houvesse um clima de medo"

"O caso do BCP é um escãndalo"

"A geração Sócrates - ela existe em quase todos os partidos -, vive num mundo em que a privacidade não é um valor, logo não se importa que o Estado adopte medidas lesivas das liberdades individuais"

"Seria surpreendente que num país com pouca independência, a comunicação social fosse diferente do resto do país"

"Em 2008, o Kosovo vai declarar a sua independência de facto e a Europa vai dividir-se"
por João Severino às 15:24
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Queridas motos (18)


Ducati
por João Severino às 15:17
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Adeus privacidade ao telemóvel

Pessoal... acabou-se a privacidade!!!!
Nesse site, coloca-se qualquer numero de telemóvel e ele mostra um
mapa
com a localização exacta de onde esta o aparelho.
É uma parceria
de algumas operadoras com o Google Earth.
Não se esqueçam de incluir o indicativo 00351 antes do vosso
número.
por João Severino às 15:10
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Dakar: afinal como é?


Ou andam a enganar-nos a todos ou alguma coisa terá de ser esclarecida sobre o Rali Dakar. Todos temos conhecimento que o Governo assinou um contrato com a organização do rali no valor de muitos milhões de euros para que o rali se denominasse "Lisboa - Dakar Rally". Era suposto que esse apoio governamental se justificasse como propaganda internacional à promoão da imagem de Portugal. Lisboa-Dakar para a esquerda, Lisboa-Dakar para a direita, nos jornais, rádios e televisões, mas em Portugal. E a isto chama-se gato por lebre. E porquê? Porque ao vermos, por exemplo, o canal de televisão Eurosport, um dos mais vistos em todo o mundo, o rali é apresentado - sempre - como "Dakar Rally". Assim, única e simplesmente, meus caros. Afinal, aos olhos do mundo ninguém recebe o rali como "Lisboa-Dakar Rally". Hum...
por João Severino às 12:27
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Meio-dia (29)


Foto Amanda Com

- Ao meio-dia prefiro o pecado original...
por João Severino às 12:00
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O que eles dizem (22)

"Sócrates foi apenas a barriga de aluguer da sraª Merkel"
António Barreto, sociólogo

"Há um fascismo higiénico; excesso de regulamentos sobre o indivíduo"
José Pacheco Pereira, professor

"A história do BCP é absolutamente exemplar de um regime, em sentido lato, onde tudo o que são valores essenciais - incluindo a própria vergonha - parecem ter-se perdido para sempre"
Miguel Sousa Tavares, jornalista

"É preferível ser giro do que ser coirão"
Diogo Infante, actor

"Tanto ouço Mozart como Quim Barreiros"
Helder Amaral, deputado do CDS

"Penso na regeneração e na regeneração anual da ideia de regeneração que nos acontece nos Dezembros"
Ana Sá Lopes, jornalista

"O deserto faz-nos sentir muito pequeninos"
Hélder Oliveira, piloto de ralis

"A memória é, de resto, imprescindível, para compreender uma antiga definição de 'notícia', que a apresenta como 'o que muda'. À luz deste conceito o mercado televisivo português está, nos últimos tempos, repleto de notícias"
José Alberto Carvalho, jornalista
por João Severino às 11:43
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Cadilhe acusa Banco de Portugal de actuação deplorável



Miguel Cadilhe, ex-administrador do BCP, considera que a actuação do Banco de Portugal (BdP) nas investigações ao BCP é "deplorável".

Cadilhe, que foi também ministro das Finanças, pediu esta tarde o prolongamento do prazo para a apresentação das listas aos órgãos sociais do BCP. O prazo terminava hoje, mas Cadilhe alega que ele deve terminar apenas no Domingo. Uma pretensão que foi aceite pelo presidente da mesa da Assembleia Geral do BCP, Germano Marques da Silva.
Em declarações ao Expresso, Miguel Cadilhe disse que o fez por uma "questão de princípio", por considerar que se atingiu o "bom nome de instituições e pessoas de uma forma indecente", além de ter sido posta em causa a estabilidade e credibilidade do sistema financeiro português.
Em causa está o facto de o BdP ter convocado na sexta-feira da semana passada os maiores accionistas do BCP para lhes recomendar que não apoiassem ninguém que pudesse estar ligado às operações de compra de acções do BCP através de "offshores", que estão sob investigação quer pelo próprio BdP quer pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
A ideia que ficou desse encontro é que todos os membros da administração do BCP desde 1999 estavam impedidos de fazer parte das listas para os órgãos sociais, o que provocou enorme indignação, sobretudo porque só hoje o BdP veio esclarecer o assunto. Cadilhe está incluído nesse "lote".
No entanto, em comunicado divulgado hoje à tarde, o BdP esclareceu que "até à conclusão dos processos legalmente exigíveis nenhum membro dos órgãos sociais do BCP está actualmente inibido de concorrer ou exercer funções no sistema bancário, apesar dos riscos que decorrem do eventual envolvimento nos factos sob investigação que se vier a apurar". Ou seja, não há neste momento nada que impeça os actuais e anteriores administradores do BCP de fazer parte dos órgãos sociais.
Miguel Cadilhe considera que o BdP já devia ter tomado uma posição há muito mais tempo. "Deixou passar a ideia de que havia várias pessoas inibidas quando isso não é verdade", disse ao Expresso.
É uma situação "imprópria de um país que se preze, de uma democracia". Depois de o BdP ter recomendado aos accionistas que não apoiassem Filipe Pinhal e Christopher de Beck, que faziam parte da primeira lista apresentada, estes retiraram a proposta a submeter à Assembleia Geral de 15 de Janeiro.
Apareceu então uma única lista para a presidência do BCP, encabeçada por Carlos Santos Ferreira, que mereceu a concordância da generalidade dos accionistas. Mas Miguel Cadilhe considera que o tempo para apresentação de listas foi "escassíssimo", impedindo que aparecessem alternativas a Santos Ferreira, que na quinta-feira pediu a demissão da presidência da Caixa Geral de Depósitos. Além de o tempo ser curto, o prazo não foi contado como deveria ter sido, em sua opinião, desrespeitando o Código das Sociedades Comerciais, motivo pelo qual Miguel Cadilhe decidiu avançar com o pedido de prolongamento.
Significa isto que até Domingo ainda pode aparecer uma lista. Questionado sobre se está envolvido na preparação de uma lista alternativa à de Santos Ferreira, Miguel Cadilhe apenas disse que "uma lista alternativa seria bem vinda", até porque é importante que haja alternativas. O ex-ministro admite que alguns accionistas poderão não ter avançado com outras listas por considerarem que todos os administradores e ex-administradores estavam inibidos, mas não confirmou que fosse esse o seu caso.
Além da contestação de actuais administradores, que dizem não ter tido conhecimento das operações feitas com as "offshore", estando por isso a ser injustamente relacionados com elas, alguns ex-administradores têm cargos noutras empresas e bancos e a "mancha" que sobre eles caiu pode prejudicar as suas imagens profissionais. Além de Cadilhe, Pedro Líbano Monteiro, que é presidente do Banco Primus, e João Talone, que participa num fundo de capital privado ("private equity), são alguns deles. Ambos saíram do BCP entre o final de 2001 e início de 2002.
Alguns ex-administradores admitiram mesmo avançar com processos contra o BdP e o seu governador, Vitor Constâncio. Houve pedidos de audiências para esclarecimento da situação, o que terá levado inclusivamente a que o BdP tivesse a necessidade de vir a terreiro esclarecer que não há ninguém legalmente impedido de fazer parte das listas.
Cadilhe diz que está de consciência tranquila em relação às operações feitas com as "offshore". Critica o facto de o BdP ter deixado que se pensasse que a situação do banco é muito grave. "O grau de gravidade não é o que tem estado a ser pintado pela comunicação social com o silêncio do Banco de Portugal", afirma. E remata ao afirmar que "o Banco de Portugal não tem legitimidade nem competência legal" para deixar atingir o bom nome do banco e dos seus administradores e ex-administradores.

Pedro Lima, in Expresso



por João Severino às 03:37
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Delícias para a visão (68)


Foto Hugo Tinoco
por João Severino às 03:19
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O arranjinho está feito

O centrão está a decorrer da melhor forma. O PS e o PSD estão mesmo dispostos a dividir o bolo-rei pelos dois e passar a olhar por cima do ombro para aqueles pequenotes que se dizem partidos e que tudo indica que o seu destino é de ramalhete pronto-a-murchar. Depois da escolha de Santos Ferreira e de os seus súbditos socialistas para o BCP, temos agora a contrapartida com Faria de Almeida, ex-ministro de Cavaco Silva, a caminho da Caixa Geral de Depósitos. Centrão perfeito. Pataca a mim, pataca a ti... (Ensinamentos de Macau, Camilo Pessanha, Artigo 23º, Alínea a-)
por João Severino às 03:17
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Não se riam

Não se riam porque o assunto é sério. A China anunciou oficialmente há momentos que autorizou eleições democráticas e directas para a escolha do Chefe do Executivo de Hong Kong em... 2017.
por João Severino às 03:04
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Civismo à portuguesa

Esta noite as minhas companheiras de vida, a mãe com 84 anos, e a minha mulher, doente de Alzheimer, estavam particular e dolorosamente enervadas à hora habitual de se deitarem, cerca das 22.00 horas. Acontecia que no andar superior há dois anos que não se ouvia viva alma e ontem os sinais de movimento eram mais que evidentes por sonoros. Pensei que daí a momentos os ruídos, os barulhos, os saltos altos de um lado para o outro, o remexer de móveis, a queda de objectos pudesse parar. Consegui deitar as minhas queridas companheiras com uma dose redobrada de calmante e fiquei na sala a olhar o infinito através de um programa desinteressante de televisão como de costume. Chegou a meia-noite e os ruídos continuavam. Aí, comecei a ficar preocupado. Já estavam a passar das marcas e para a actual situação do meu estado de nervos, a pior coisa que poderia acontecer seria ter que ir lá acima mandá-los calar, porque não iria a bem. À 1.00 hora fui para a cama e pus-me a ouvir rádio na tentativa de não captar os muitos ruídos provocados pelos vizinhos. Já em vale de lençóis e a ficar cada vez mais enervado, apercebo-me que o ruído incomodativo tinha ligação directa com o encaixotar de objectos. E às 2.15 horas disse para a minha almofada: "Vamos ter festa. E da grossa. Isto podem ser ladrões que estão a enfiar com aparelhagens e outras coisas em caixas, só pode!". E decidi enfrentar a besta. Seja o que Deus quiser. Peguei na bengala com cabo de prata da velhota, calcei as botas mais duras e pus-me a caminho do andar superior. Toquei à campainha e apareceram-me um homem e duas mulheres.
- Vocês desculpem, mas eu e a minha família doente não conseguimos dormir e são duas e meia da madrugada. Qual é a vossa? É para continuar esta barulheira ou é para eu chamar já a polícia? Pediram-me desculpa. Disseram que têm residido no estrangeiro e que estavam a arrumar as coisas porque iam mudar de casa...
Mudanças à sexta à noite... só pode ser civismo à portuguesa. E vá lá, poupei umas bengaladas, mas talvez consiga dormir lá para as 5.00... e já fiz um chá. É o chá de outras cinco...
por João Severino às 03:00
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

O que é bom é para se ver (54)


Foto António Louro
por João Severino às 22:34
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Para o público feminino (29)


Foto J.P.Sousa
por João Severino às 22:25
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Passagem de ano com chuva nos Açores

Se a Meteorologia acertar desta vez teremos uma passagem de ano nos Açores bem molhada. As previsões apontam para condições meteorológicas favoráveis na noite de 31 de Dezembro, pelo menos em Portugal Continental e na Madeira. O céu apresentar-se-á geralmente pouco nublado ou limpo, e o vento soprará fraco. A mesma sorte não terá quem for passar o reveillon no arquipélago dos Açores, onde o último dia de 2007 será caracterizado por períodos de céu muito nublado e chuva, que pode cair sob a forma de aguaceiros.
No dia 31, nas ilhas do grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa), haverá períodos de chuva fraca, prevendo-se vento sueste fraco passando a muito fresco e forte, com rajadas que podem atingir os 75km por hora.
No grupo oriental (São Miguel e Santa Maria), os períodos de céu muito nublado serão acompanhados por aguaceiros fracos. O vento, inicialmente moderado, tornar-se-á fresco e forte, com rajadas de até 55km/h.
No grupo ocidental (Flores e Corvo), o céu apresentar-se-á geralmente muito nublado, com ocorrência de chuva a partir da noite de segunda-feira. dia 31.

por João Severino às 22:18
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Por mares nunca dantes blogados (19)

Boas notícias
é
quando Sócrates quiser

Sim, se o Natal é quando um homem quiser então também há boas notícias quando José Sócrates quiser, como se viu na sua natalícia comunicação ao país a respeito de diversos temas e designadamente sobre o desemprego. Com efeito, afirmou o primeiro-ministro que «a nossa economia já está criar mais empregos do que aqueles que se perdem» e que «nestes dois últimos dois anos e meio, a economia criou, em termos líquidos, 106 000 empregos». Convém perceber nesta altura que não há nenhuma margem para equívocos: com efeito, o primeiro-ministro falava em português corrente e não em inglês técnico (o que poderia explicar algumas dificuldades de expressão) e, deste modo, o que é irrefutável é que o que ele disse não tem nada a ver sequer com os números oficiais sobre o desemprego ( e já não falamos do desemprego real, matéria sobre a qual importa revisitar aqui o respectivo estudo de Eugénio Rosa). Também se pode pôr a hipótese provável de José Sócrates não saber o que significa a expressão «em termos líquidos». É que se ela significasse o que Sócrates julgará significar, então seria caso para proclamar (absurdamente) que já só lhe faltaria a criação de mais 44 000 postos de trabalho para dar como integralmente cumprida a sua nunca esquecida promessa eleitoral de 150 000 novos empregos (conforme cartaz abaixo).

por João Severino às 19:04
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NOVIDADE: O Ninho da Prostituta (1)


Foto X.Maya

Hoje dou início a uma nova rubrica aqui no PPTAO. Chamei-lhe "O Ninho da Prostituta". Aconteceu que há dias num café-restaurante da cidade de Lisboa uma rapariga perguntou-me se tinha um isqueiro para acender o cigarro. Respondi-lhe que não fumava, mas que teria o prazer de lhe oferecer um, já que havia uma tabacaria mesmo ao lado do café e onde se vendiam isqueiros. Agradeceu e decidiu ela ir comprar. Quando regressou perguntou-me se se podia sentar na minha mesa. Afirmativo, respondi. A moça estava interessada em saber a razão da minha oferta. E eu antecipei-me e indaguei da razão por que me pediu a mim lume para o vício se normalmente os empregados de café têm isqueiro ou podem trazer fósforos da copa. Ela, aparentando uns 28 a 30 anos, bonita, perfumada, corpo elegante e bem vestida, atirou-me logo com "já vi que você é um homem inteligente!". Garanto-vos que pensei de imediato que iria ser cravado. Que se tratava de mais uma fulana daquelas que frequentam o casino e que não se enxergam nada em pedir umas massas para fazer frente às dívidas contraídas. Pensei assim, porque nas proximidades do café está situado um casino. Enganei-me redondamente. As conversas são realmente como as cerejas e chegámos a um ponto em que fiquei a saber que a sua vida é simples, partindo do princípio que a profissão em causa da minha interlocutora tenha alguma coisa de simples. Direi que é simples porque ela passa o dia a abrir a porta. A porta do seu apartamento. Para se prostituir. Chamemos-lhe Lena.
A Lena abriu-me o livro da sua opção e eu explanei alguns episódios da minha vida relacionados com o sexo oposto. A confiança passou a ser mútua, dizendo-me que tinha gostado muito de falar comigo porque na sua condição de prostituta não tem conversas sérias com os homens que vai conhecendo. Mas sempre me adiantou que me pedira lume para apalpar o terreno junto de um homem que lhe parecera carinhoso e atencioso. Agradeci os piropos. A dada altura, depois de ver o meu cartão de jornalista, a Lena desabafou sobre a quantidade diversificada de capítulos que poderiam inserir um livro sobre a sua vida de prostituta. Fiz-lhe ver que já estão nas livrarias muitas obras sobre esse assunto. E disse-lhe mais. Que a profissão mais velha do mundo só existe porque há sempre mulheres que optam pela venda do seu corpo pelas mais díspares e controversas justificações. Uma coisa era certa. Eu tinha ficado a perceber que Lena queria testemunhar de alguma forma aquilo que lhe acontece no dia-a-dia. Nesse sentido, fiz-lhe uma proposta. Que no seu dia de folga me ditasse o que fosse de seu interesse, porque os leitores do meu blogue talvez tivessem gosto em saber algo desse bastidor tão misterioso quanto verdadeiro. Aceitou o desafio. Hoje já ouvi os primeiros episódios, os quais passarão a fazer parte desta futura rubrica "O Ninho da Prostituta". Fiquem atentos.
por João Severino às 17:54
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Não perca

NÃO PERCA UMA GRANDE NOVIDADE AINDA HOJE NESTE BLOGUE.

VOLTE CÁ MAIS TARDE PORQUE É DE ESTALO
por João Severino às 15:18
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Cuida-te, Sarko!


Mau, mau. Cecília Sarkozy está a preparar um livro. Está no segredo dos deuses. A data de publicação será anunciada no início de Janeiro. Segundo algumas fontes da imprensa francesa, o livro da ex-mulher do presidente Nicolas Sarkozy irá abordar as razões do divórcio. Cuida-te, Sarko!
por João Severino às 15:12
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Parabéns


Os nossos parabéns a Jorge Nuno Pinto da Costa pelo seu 70º aniversário que celebra hoje. Não sou portista mas tenho muito respeito e consideração pela obra que este homem conseguiu para o seu FC Porto. Goste-se ou não deste homem, a verdade é que se todos os clubes de futebol fossem dirigidos por homens como Pinto da Costa não estariam falidos...
por João Severino às 15:06
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Júdice em outro planeta

José Miguel Júdice fez publicar hoje no Público um extenso artigo sobro o problema no BCP e salientando, imaginem, que "o capitalismo sem ética é apenas um caminho para o desastre".
Mas onde Júdice mais surpreende é quando afirma que "o problema reside numa sociedade civil que não censura, e muitas vezes até aplaude, o sucesso que seja feito sem respeito pelas regras"...
Este homem vive em que planeta? Será que nunca percorreu a blogosfera? Tantos e tantos blogues que censuram e que não aplaudem o "sucesso que seja feito sem respeito pelas regras", como por exemplo, no Governo, que o senhor Júdice tanto defende. Ou os autores dos blogues críticos não são "sociedade civil"?...
por João Severino às 14:45
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Cada madeirense já deve 12 mil euros

Tolentino de Nóbrega escreve hoje no Público uma verdade triste para todos os madeirenses. Acontece que o "paraíso do bailinho" está cada vez mais endividado. Esvreve o articulista que a dívida global, directa e indirectamente, da Madeira aproxima-se dos 3000 milhões de euros (o dobro do valor do orçamento e mais de metade do PIB da região), dos quais, distribuídos pela população residente, cabem a cada madeirense mais de 12 mil euros.
Com o serviço da dívida a região terá em 2008 uma despesa de 50 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de mais de 44 por cento relativamente ao ano anterior. Mas o pior virá depois deste mandato de Jardim, com a amortização dos empréstimos que têm vindo a ser renegociados em termos de taxas mais favoráveis e prazos mais dilatados.
por João Severino às 14:34
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Blogando com prazer (48)


Vou sentir a falta dela

Benazir Bhutto
"Pinkie"
(1953-2007)
Uma mulher faz sempre falta. Mas há mulheres que fazem ainda mais falta do que outras. Pelo exemplo e pela coragem. Numa sociedade dominada pelo fundamentalismo corrupto, cobarde, machista, maledicente e ignorante, a sua presença era uma benção. Ter-lhe-ia sido infinitamente mais fácil fazer compras no Harrods ou dar conferências numa qualquer universidade do que regressar ao seu país e enfrentar a canalha. Quis voltar e pagou o preço. Os ditadores ignorá-la-ão. A democracia render-lhe-á homenagem. Eu limito-me a curvar-me humildemente perante a sua memória e a agradecer o exemplo que nos deixou.

Sérgio de Almeida Correia, in O Bacteriófago (Recomendo)
por João Severino às 14:29
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Diga lá trezentos e trinta e três (27)

- Ó Mocas, isto agora não tem graça...
- Então, porquê?
- Acabou o Gato Fedorento!
- Mas temos o Luís Filipe Menezes...
por João Severino às 14:09
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O luto de Benazir

Um facto de alto potencial é o que cria ondas sérias na superfície do espaço e do tempo. À imagem dos tremores de terra, cada facto cria determinadas ondas de choque, a vários níveis. Os factos de alto potencial são pontos de concentração de energia cuja implosão traz consequências dramáticas no decorrer dos acontecimentos que se lhe seguem. São eles que marcam, como vulcões, todo o percurso da História. Não são causa, porque manifestações de energias acumuladas, mas modificam drasticamente o sequente explanar da História. Foi o caso do 11 de Setembro.
O assassinato de Benazir Bhutto é um desses factos de alto potencial e fecha este ano de 2007 com triste chave de chumbo. Independentemente da sua real importância em termos eleitorais no país, a filha e herdeira política de Ali Bhutto representava a face de um Paquistão que, aos olhos do Ocidente, já nem sequer é muito nítida e cada vez custa mais acreditar na sua existência. Trata-se de uma elite esclarecida, ainda com alguma filiação colonial – na medida em que é educada em Inglaterra ou segundo o sistema inglês –, portadora de um islamismo moderado e voltado para o futuro, nomeadamente no que concerne a libertação das mulheres, garantia das liberdades fundamentais, dos direitos humanos, etc.. Numa expressão: o “bom Islão”. Esse mesmo que, enquanto deteve o poder, pouco fez pela igualdade e justiça social nos seus países. E que agora parece ter um lugar cada vez mais reduzido no espaço político.
No seu livro sobre o assassinato do jornalista Daniel Pearl (às mãos de um comando dirigido por um paquistanês educado na London School of Economics), Bernard Henry-Levy, que conhece profundamente o Paquistão, por ter sido assessor do governo e dominar o urdu local, dá a ver as lutas internas de poder entre facções do exército e dos serviços secretos, traçando um quadro sombrio da política paquistanesa, sobretudo se considerarmos que se trata do primeiro país a construir o que chamou orgulhosamente “a primeira bomba nuclear islâmica”.
Mais do que qualquer outro país da região, o Paquistão nasceu sob a égide do credo religioso, na sua separação da Índia. A educação religiosa é muito mais importante no país do que era, por exemplo, no Iraque: no Paquistão as madrassas frequentadas e dirigidas por clérigos fundamentalistas são às centenas e, em muitas áreas, o único acesso ao estudo. Por outro lado, o conflito com a Índia a propósito de Caxemira, levou à formação no Paquistão há muito tempo (com participação governamental directa ou não) de guerrilheiros islâmicos, cujo desempenho passava já pelos bombistas suicidas, só para referir uma das armas celebrizadas pela Al-Qaeda. Quer no passado, como no presente, é em território paquistanês que se encontram os maiores centros de formação, recrutamento e treino do terrorismo islâmico, correndo-se o risco de guerra civil a curto prazo. Sobretudo agora, depois de um facto de alto potencial, como a morte de Benazir.
Ainda segundo Henry-Levy, os serviços secretos e as células islâmicas há muito trabalham em conjunto, exactamente por causa de Caxemira, um problema que pouco dizia à comunidade internacional. O alarme é quando o alvo deixa de ser a Índia e Caxemira e se volta para outros lados. Até hoje são desconhecidas as relações entre o exército de Musharraf e os islamitas das fronteiras “inalcançáveis". Sabe-se que os americanos não têm autorização para bombardear e que os paquistaneses não têm meios ou urgência para extirpar o mal pela raiz. Exército e serviços secretos, as suas lutas palacianas e ligações aos extremistas, compõem um novelo de estranhas forças, dificultando qualquer profecia sobre o futuro próximo do país.
Os Estados Unidos têm muito investido em termos de ajuda, sobretudo militar, para verem com bons olhos o seu arsenal ser utilizado contra si próprios ou que o país se transforme num inimigo islamita, como o Irão. Por isso, no limite, poder-se-á ainda contar com uma intervenção do exército, no caso do poder se aproximar das mãos dos islamitas?
Tendo sido tradicionalmente um aliado do Ocidente, quando a Índia alinhava pela URSS, o Paquistão fez germinar no seu seio uma das sociedades mais perigosas do Médio-Oriente, sobretudo pelas desigualdades sociais que foram criadas e mantidas, sobre uma base religiosa, que transformada em lei ou doutrina não é difícil de torcer no sentido da violência. Enquanto os vizires e o exército se digladiavam para repartir os lucros, foi crescendo uma imensa mole de gente pobre e desiludida, fácil de convencer pelos fanáticos e que será cada vez mais difícil de controlar.
Como vai reagir a sociedade paquistanesa à morte de Benazir Bhutto? Que luto vai usar? A revolta, as lágrimas, a consternação, o medo? O modo como esse luto decorrer será determinante para compreender o destino próximo do Paquistão. O medo, ou será contido, ou desempenhará um fulcral papel, como sempre acontece na ascensão dos totalitarismos. Neste caso, teocrático. Que culpados serão trazidos à praça pública? As ondas de choque poderão não se ficar por ali.

Carlos Morais José, in Hoje Macau (Recomendo)
por João Severino às 14:01
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Meio-dia (28)


Foto Lu Peçanha

- Ao meio-dia prefiro o sofá...
por João Severino às 11:48
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Eis a nossa diferença com os espanhóis

El Consejo de Ministros ha aprobado hoy que el Salario Mínimo Interprofesional (SMI) para 2008 sea de 600 euros mensuales, lo que supone un incremento del 5,15% respecto a 2007, según ha informado hoy el Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales.

In El País
por João Severino às 11:46
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Na moda vai de roda (10)


Foto Salvador Pozo
por João Severino às 11:37
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33 SAP já encerrdos - O povo revolta-se


Os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, em Viana do Castelo, juntaram-se hoje a uma já longa lista de encerramentos. Desde 2006, foram fechados 33 serviços de atendimento nocturno em centros de saúde, a que vão juntar-se mais dois a 2 de Janeiro. Dados das cinco ARS apontam ainda para, em breve, o fecho de mais 23 destes serviços.
A política de encerramentos, que engloba ainda blocos de partos e urgências hospitalares, tem provocado um intenso descontentamento na população e autarquias. A própria Ordem dos Médicos não vê vantagens na cessação destes serviços, lamentando o facto de as decisões terem sido tomadas com base em critérios unicamente economicistas.
por João Severino às 11:30
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Descobri o carocha



Descobri em Lisboa a paixão do nosso comentador J.C.. O carocha mais lindo da actualidade. O VW com pintura original, capota como nova, uma maravilha. Só falta mesmo enfiá-lo no barco e enviá-lo para os Açores. A minha subscrição para ajudar na compra deste carocha já vai em 1.325 euros... nada mau.
por João Severino às 11:12
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Delícias para a visão (67)


Duna - Foto José Lima
por João Severino às 11:04
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Porque somos miseráveis

Manchete de hoje no Correio da Manhã:

GOVERNO CORTA 330 MILHÕES NA SAÚDE

Quando em qualquer país do mundo a preocupação é melhorar as condições de apoio à Saúde, eis que este miserável Portugal tem um Governo que corta 330 milhões de euros em tanta coisa que nos faz falta para não morrermos amanhã. Este Governo mata-nos ontem...
por João Severino às 10:57
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Jornais pagos a descer


Não é admirar. Os jornais pagos estão a descer nas vendas. As newsmagazines e os jornais gratuitos a subir. Num país onde nada se investe na Cultura, onde não se facilita a ida ao teatro e ao cinema, onde a escolaridade é abandonada ao 9º ano, onde não se lê Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queiroz, para não mencionar outros importantes, onde a televisão apenas oferece telenovelas de cariz piroso e inculto, onde as rádios só passam música pimba e onde os próprios jornalistas não conhecem a língua portuguesa, como é que a leitura de jornais pagos não devia descer. Os jornais gratuitos aumentam de leitura porque são feitos para apressados, analfabetos e preguiçosos. Os jornais pagos nem sequer se deram conta que uma grande parte das pessoas que os poderiam comprar não os pode ler porque o lettring é tão pequeno que não permite a leitura dos mais idosos.
O Correio da Manhã, o mais vendido, a descer. O Jornal de Notícias, o segundo que mais se vende, a descer. O Público, terceiro nas vendas, a descer.
Tenho pena, muita pena, que destes três diários não se conseguisse fundar um único grande jornal. O egoísmo dos homens, infelizmente, não o permite. Talvez um dia fechem todos as portas e depois não digam que ninguém os avisou...
por João Severino às 10:40
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Pulido Valente no seu melhor

Vasco Pulido Valente aprecia hoje os políticos que no seu entender merecem destaque. Na última página do Público, Pulido Valente titula a sua apreciação de "Homens do ano, e de anteontem". E começa por José Sócrates dizendo assim:

José Sócrates - Nunca ninguém como ele acumulou, em democracia, tanto poder: no partido, no Estado, no país. No partido, tirando a figura monumental de Manuel Alegre, a vida inteligente, na prática, acabou. No Estado e no Governo, só existem instrumentos do primeiro-ministro, que o primeiro-ministro usa, mas que por si próprios não pesam. Talvez por isso Sócrates transborda de uma vaidade quase embaraçante. A favor dele tem o défice (3 por cento), uma coisa fácil de conseguir pela força, e um pequeno crescimento do PIB (1,8 por cento do PIB), provavelmente efémero. Os portugueses, por enquanto, e à falta de melhor, lá o vão engolindo. De qualquer maneira, não há dúvida que dominou o ano político.
Luís Marques Mendes - Perdeu o partido, por causa de uma intriga menor, quando começava a adquirir alguma autoridade e alguma direcção. Já hoje muita gente o lamenta.
Luís Filipe Menezes - É raro assistir a uma queda tão rápida como a de Luís Filipe Menezes. Num dia o salvador das "martirizadas" bases do PSD, no outro uma desilusão. Desorientado, aflito, extravagante, avança, recua, guina para a esquerda ou para a direita, ou simplesmente para uma ideia de momento, absurda e supérflua. O país não o ouve e, não o ouvindo, não espera nada dele. Isto para não falar da ressurreição de Santana Lopes, que mete medo ao português mais morno.
Paulo Portas - A esquerda e uma certa direita não perdem uma oportunidade de, literalmente, o "desumanizar". A quem lê o que se escreve sobre ele, parece que Portas juntou nele toda a perversidade indígena. Não lhe reconheceram a autoria do novo modelo do debate com o primeiro-ministro. Não lhe reconhecem uma real autoridade na Assembleia da República. E levaram tempo a perceber a eficácia da "campanha" contra a "ditadura fiscal" de Sócrates.
Francisco Louça - Sem ideologia, sem doutrina, sem causas (mesmo do género "fracturante"), sem sequer um "famoso" simpático (e, de preferência, esperto) na televisão, o Bloco desapareceu. Para um terço do que faz, basta o PC. Para o resto, basta o PS.
Jerónimo de Sousa - O PC continua, como sempre, a ser o PC. Jerónimo também.
António Costa - Correu um grande risco, mas saiu limpamente da alçada de Sócrates. A Câmara de Lisboa é um bom lugar para um exílio provisório.
por João Severino às 10:08
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pptao

Um blogue onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim. O título do blogue? Porque sempre fui "pau para toda a obra". Obrigado por ter vindo. “Morrendo estou na vida, em morte vivo; / vejo sem olhos, e sem língua falo; / e juntamente passo glória e pena.”, Camões

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Jornalista com a Carteira Profissional nº 278. Já restam poucos do meu tempo. Como último cargo fui director e proprietário do diário 'Macau Hoje'. Pode ler o meu CV completo na primeira mensagem de Outubro de 2007.

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