Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Militares: não queria acreditar


momentos estava a ver o noticiário das 23.00 na SIC-Notícias. Nem queria acreditar no que ouvia: que o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Valença Pinto, concordava com as preocupações inseridas no alerta do general Loureiro dos Santos sobre o descontentamento que reina entre os militares face ao actual poder político. Após a divulgação da notícia disse para comigo, que afinal, tudo o que foi publicado aqui no PPTAO sobre esta matéria tinha a sua razão de ser sem subterfúgios. E explico a minha dúvida, se é que alguma vez existiu. É que depois do alerta de Loureiro dos Santos fomos confrontados com uns "bitaites" oriundos do Ministério da Defesa, o qual sublinhava que nada de especial se passava e que os militares e as suas posições estavam representadas pelos chefes militares dos três ramos. Que grande balde de água fria que caiu sobre a cabeça do ministro Severiano Teixeira ao constatar que, afinal, o principal chefe dos militares também está preocupado com a situação e com uma eventual tomada de posição que os praças, sargentos e oficiais possam vir a pôr em prática.
Tudo isto, depois de, ainda esta tarde, ter ouvido um grupo de pândegos que tem um programa na Antena 1, entre as 19 e as 20 horas com Ana Sá Lopes na liderança da asneira, e cujos comentadores da treta fartaram-se de criticar o general Loureiro dos Santos, chegando ao ponto de dizerem que os militares não tinham qualquer noção do tempo em que viviam e que o 25 de Abril tinha sido há mais de 30 anos, e que o Estado de Direito não permitia qualquer alteração do regime, blá, blá, blá, um chorrilho de disparates contra os militares, mas, todavia, a deixar no "ar" a ideia de que Loureiro dos Santos era um inconsciente pelo alerta que tinha proferido para a opinião pública. Obviamente que Loureiro dos Santos sabia do que falava, que está melhor informado que ninguém relativamente ao que se passa nos quartéis, que a ida de uma representação de militares a um encontro com o ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, não se tratou de nenhum "cházinho das cinco" e que o jantar de mais de 100 militares esta noite também não foi para provarem um qualquer tipo de água-pé...
Relembro apenas que antes do 25 de Abril, o Ministério da Defesa também divulgou a máxima de que os chefes militares estavam ao lado de Marcelo Caetano... e por vezes a história repete-se.
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por João Severino às 23:19
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Bom fim-de-semana e Bom feriado!

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por João Severino às 20:03
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EUA'08 press (3)





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por João Severino às 19:40
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Rapidinhas (5)

Qual é a única comida que liga e desliga?
- O Strog-On-Off...
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por João Severino às 19:26
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'Jogo Duplo' sem cultura


A RTP tem um novo programa apresentado por José Carlos Malato - 'Jogo Duplo' - que é suposto ser um veículo de incremento cultural para quantos assistem. O programa já apresentou por mais de uma vez falhas nas soluções às perguntas que são colocadas aos concorrentes. Ou seja, depois de formulada uma pergunta são apresentadas três respostas possíveis e os concorrentes têm de responder com a solução certa. Mas a cultura é algo que, infelizmente, não reina lá para os lados da produção do 'Jogo Duplo'.
Na edição de ontem à noite, os concorrentes foram confrontados com a pergunta: "Quem foi o monarca que sucedeu a D. José I?". E as três alternativas colocadas aos concorrentes foram: D. Pedro II, D. Maria I e D. João V. Alguns dos concorrentes responderam acertadamente em D. Maria I. No entanto, esses concorrentes foram prejudicados porque a resposta certa divulgada pela produção foi D. João V. Erro grande e lamentável.
Igualmente, não havia qualquer necessidade do registo "D. José Primeiro" porque não existiu em qualquer Dinastia outro rei com o nome de José. Não sei se os concorrentes prejudicados sabem que a lei preconiza que se contestarem o erro dos responsáveis pelo programa, que têm direito a receber o máximo do prémio em causa, neste caso teriam direito a 10 mil euros.
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por João Severino às 14:27
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O que eles dizem (76)

"Ao fim de quatro anos, pouca gente escapou à 'língua de pau' deste regime. Claro que, entretanto, a realidade desapareceu de cena. A realidade económica e financeira, e a realidade política. Os portugueses, por exemplo, estão longe de perceber o sarilho em que os meteram e a humilhação do Presidente da República é reduzida a uma insignificância e atribuída à democrática vontade do PS. Assim se começa."

Vasco Pulido Valente, in Público
por João Severino às 11:56
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A Melhor Primeira do Mês (3)



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por João Severino às 11:44
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Militares: corda perto de rebentar


Militares cada vez mais descontentes a caminho de uma atitude grave

Mais de 100 oficiais das Forças Armadas vão juntar-se num jantar esta noite em Lisboa para debaterem todos os parâmetros que envolvem o mal-estar no seio da classe militar. Ontem, o genaral Ramalho Eanes recebeu um grupo de oficiais no activo e ouviu as razões do seu descontentamento, depois do alerta do general Loureiro dos Santos que ontem aqui no PPTAO fizemos referência. A delegação era constituída pelo coronel Alpedrinha Pires, pelo almirante Castanho Paes e pelo general Oliveira Simões.

Entretanto, o general Silvestre dos Santos, da Força Aérea, em declarações ao Público, identifica-se com a posição de Loureiro dos Santos. "Subscrevo e aplaudo", diz. E em referência ao alerta quanto à possibilidade de "actos de desespero individual", manifesta a esperança de que "os órgãos de soberania não deixem a situação chegar a esse ponto". Considera ser necessário "pressionar o poder político para tomar posição e desfazer ilegalidades", como as que se relacionam com "todos os diplomas legais que não estão a ser cumpridos".
Para o almirante Castanho Paes " a situação arrasta-se há mais de 20 anos e tem vindo a degradar-se".
"A corda esticou e está muito próximo de rebentar", afirma, salientando que o descontentamento se estende a "muitas outras camadas da sociedade" e que estão a ser criadas "condições" para que o regime possa vir a ser contestado por amplos sectores.
Por seu turno, o general Albuquerque Seabra afirmou ter ficado "surpreendido e receoso porque nunca vi o general Loureiro dos Santos falar sem fundamento". Seabra sublinha que " o poder político actual tem vindo a empurrar os militares para a asneira" e que os militares "estão fartos de ser maltratados". Como exemplo de desconsiderações, Seabra refere o facto de o primeiro-ministro "nunca ter visitado uma unidade militar".
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por João Severino às 10:33
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Angolagate: grande escândalo com contornos mafiosos


"Luvas" de tráfico de armas para Angola passaram por bancos portugueses

Um caso de grandes repercussões com contornos mafiosos que envolve o actual Presidente de Angola José Eduardo dos Santos e outras figuras de Luanda. O diário Público apresenta hoje em manchete este grande escândalo que envolveu, entre muitos contornos obscuros, o pagamento de comissões de 54 milhões de dólares por negócios ilícitos durante o período de embargo de armamento a Angola.

Mais de 21 milhões de dólares recebidos por altos responsáveis do regime angolano no negócio ilícito de venda de armas da Rússia a Angola passaram por bancos portugueses. Os muitos milhões beneficiaram muita gente do regime angolano, tais como o Presidente Eduardo dos Santos, o embaixador Elísio de Figueiredo, o ex-chefe da Casa Civil da presidência José Leitão e a mulher e o filho deste, e altas patentes das Forças Armadas Angolanas, como os generais Salviano Sequeira e Carlos Alberto Hendrick Vaal Neto, hoje ligado a uma sociedade no negócio de diamantes, Fernando Araújo, general e na altura também conselheiro do Presidente. Também o general Fernando Miala, que foi chefe dos serviços secretos e fazia parte do círculo íntimo de Eduardo dos Santos.
Os bancos portugueses que entraram na cabala são a Caixa Geral de Depósitos (que todos pensávamos ser o banco sério do Estado português) e o Banco Comercial Português (BCP), que receberam as somas maiores em depósitos. Outros bancos citados no negócio com depósitos recebidos são o Banco Bilbao Viscaya, Banco Nacional de Crédito, Banco Nacional Ultramarino, Banco do Comércio e Indústria e Totta & Açores, Banco Pinto & Sotto Mayor e Barcklays. A negociata envolveu figuras gratas do Estado Francês e o Angolagate já começou a ser julgado nos tribunais franceses. Estão acusados como principais suspeitos de terem pago as comissões o empresário franco-brasileiro Pierre Falcone, o milionário israelo-russo Arkadi Gaydamak, o senador da UMP Charles Pasqua e o "senhor África" de Mitterand Jean-Christophe Mitterand.
Com as pressões de Luanda a fazerem-se sentir cada vez mais junto dos centros de investigação e de poder, o desfecho deste caso é imprevisível.

Faço votos para que José Manuel fernandes, director do
Público, tenha criado os mecanismos adequados para defesa e salvaguarda da integridade física da jornalista Ana Dias Cordeiro, que corajosamente assina o trabalho sobre toda esta rede de mafiosos.
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por João Severino às 09:55
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O jornal de hoje (125)

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por João Severino às 09:53
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A publicidade miserável de um autódromo

Em Portimão, Algarve, vai ser inaugurado um autódromo. Não sei se já repararam na publicidade pobre, diria mesmo, miserabilista que os responsáveis da empresa exploradora do autódromo têm produzido para a televisão. Para uma obra tão apregoada como possuindo uma grande envergadura e importância para o desporto motorizado dão a ideia que já foram à falência antes das luzes se acenderem para a primeira corrida. Os anúncios não têm qualquer categoria, são de um mau gosto atroz, não são apelativos e transmitem a ideia de que o novo autódromo anda a contar os tostões.
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por João Severino às 20:33
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Pobreza


Aqui está um exemplo de como a pobreza grassa cada vez mais por essa Europa fora. Esta mulher sem roupa e sem dinheiro para comprar uma blusinha precisa da vossa ajuda para carregarem com os sacos de plástico...
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por João Severino às 19:39
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Blogando com prazer (142)

Gosto de uma boa discussão. Sempre gostei. Gosto de construir - e «desconstruir» - argumentos, de jogar com grandes tiradas, raciocínios vistosos, afirmações cabais, de virar contra o interlocutor a sua própria lógica, de colocar, no percurso argumentativo, pequenas armadilhas, e de lhe introduzir inesperadas mudanças de rumo e contra-sensos, recuando momentaneamente para recuperar forças… E também gosto de vencer uma boa discussão, ainda que me frustre o silêncio a que, por vezes, se recolhe a outra parte, que me priva do poder de gerir (e perpetuar) a disputa e tem um inegável sabor a derrota. Pois foi este gosto polemista - que é quase um instinto - que decidiu a minha escolha profissional e que me facilitou o trabalho académico. E era esse mesmo instinto que, ainda não há muito tempo, me puxava ao terreiro do debate ideológico com um fervor e uma intrepidez juvenis. Mordia qualquer isco. E chegava ao ponto de ficar dias a fio a rever mentalmente o dito, o não dito e o mal dito, e a reformular as intervenções infelizes. De discussão em discussão, algo, porém, foi mudando, imperceptivelmente. Noto que fui perdendo combatividade, ou perseverança, ou alguma coisa em que ainda não pensei. Mas cada vez me empolgo menos. E sem verdadeiramente conciliar ideias, concilio. Já nem sequer tenho pejo em depor miseravelmente as armas ou escapulir em ziguezagues de raposa matreira, se a trégua o exigir. Digo-me, a mim própria, que o meu gosto se reconverteu; e que, para além do conhecimento de diferentes perspectivas, só subsiste enquanto aplaca animosidades e tensões, pela descoberta, na esgrima das palavras, da afinidade de um mesmo prazer desportivo; e que se perde no ponto – e há sempre um ponto – em que começa a realçar e a assanhar as diferenças, em detrimento do desporto (e do desportivismo). Digo-me que a harmonia vale bem o sacrifício de uns quantos reveses intelectuais… Nego veementemente a evidência de que me faltam argumentos sérios para sustentar discussões sérias.

Luísa, in Nocturno (nossos links)

Nota: assino por baixo
por João Severino às 17:40
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Turismo assim vale a pena...

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por João Severino às 17:29
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5 de Novembro: Direitos dos jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) vai assinalar, a 5 de Novembro, o Dia Europeu dos Direitos dos Jornalistas, com um debate público sobre as questões que se colocam aos profissionais dos média e à liberdade de informação. A iniciativa conta com a presença do professor doutor José Rebelo (ISCTE), que fará a apresentação do perfil sociológico dos jornalistas portugueses.
O debate, a realizar na sede do SJ, em Lisboa, às 21 horas, insere-se no âmbito da campanha lançada em 2007 pela Federação Europeia de Jornalistas (FEJ) sob o lema "Stand up for Journalism" (Levantem-se pelo Jornalismo), que mobiliza milhares de jornalistas em toda a Europa.
Leia mais
em: http://www.jornalistas.eu/noticia.asp?id=6922&idCanal=567
por João Severino às 17:20
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Golpe de Estado militar não é utopia



Os militares estão descontentes. Há muito. Os militares sentem-se perseguidos. Há muito. Os militares constatam que a sua classe é desprezada pelos políticos. Há muito. Os militares perderam a cabeça quando lhes retiraram os seus direitos, nomeadamente, o seu sistema de Saúde. Escrevemos aqui há dias que o Governo andava a brincar com o fogo e que se acautelasse porque os militares não são de ferro. E viu-se no dia 25 de Abril de 1974. Os militares estão fartos de serem minimizados na sua vertente pilar de suporte da segurança nacional. E não me admirava nada que já estivesse em preparação uma tomada de posição de força a levar a efeito contra os políticos que governam actualmente o país, sejam eles Presidente de República, Governo ou deputados. Os militares quando decidem pegar em armas não olham para os galões do inimigo. Essa tomada de força poderia ter vários contornos, segundo me dizem alguns militares das minhas relações, inclusivamente um golpe de Estado para impor um governo de salvação nacional. Traduzido por miúdos: pela força exigiriam a dissolução da Assembleia da República, a formação de um novo governo para determinado período de tempo e posterior eleições gerais. Utopia? Para os que acham ser esta matéria pura utopia, então, podem continuar a brincar com o fogo...

O que eu sei é que para já o antigo chefe de Estado-Maior do Exército general Loureiro dos Santos defendeu hoje que é o primeiro-ministro que tem "a responsabilidade primária" de atender aos problemas e reivindicações feitas pelas associações militares ao longo dos últimos anos. "Eu julgo que a solução deste problema passa pelas principais figuras do Estado, pelo primeiro-ministro e pelo Presidente da República - como comandante supremo, "as questões essenciais - o sistema remuneratório, o pagamento de pensões e a questão do apoio de saúde [aos militares] não têm sido resolvidas" pelo Governo de José Sócrates.

"Penso que o primeiro-ministro estará preocupado com isto, pretende resolver este problema ou pretende minorar as situações inconvenientes que existem, mas convém que não fique para as calendas, a verdade é que isto já se anda a dizer há muito tempo e em termos concretos não tem sido nada praticamente feito", afirmou o ex-chefe de Estado-Maior do Exército.

Questionado sobre os "cortes" na Assistência na Doença aos Militares (ADM), uma das principais reivindicações associativas, Loureiro dos Santos deu o exemplo dos magistrados estão a ganhar o dobro do que ganham os militares", explicou. "O Governo é que é o representante sindical da instituição militar e, por conseguinte, tem de velar pela justiça(...) não pode deixar crescer este fosso, esta distância, que vai criar uma sensação de injustiça enorme".

Segundo o general, esta conjuntura de "injustiça" pode levar a atitudes mais "irreflectidas" por parte de militares mais jovens, um alerta que já tinha deixado hoje de manhã à TSF.

"Penso que está fora de questão qualquer coisa organizada, mas [podem surgir] actos um pouco irreflectidos que normalmente as pessoas mais novas são levadas a praticar, não têm a prudência, nem a experiência, nem as precauções dos mais velhos", concluiu.

No último sábado, num artigo no jornal "Público", Loureiro dos Santos estabeleceu um paralelo entre os actuais "sinais preocupantes" que se vivem no meio militar e o 25 de Novembro de 1975.

"[Presidente da República e primeiro-ministro] leiam com atenção os sinais que saem da instituição e ajam, sem demora, em conformidade", lê-se no artigo, intitulado "Instituição militar: sinais preocupantes".

"Convém não nos julgarmos blindados contra situações desagradáveis que possam vir a surgir, nem que insistamos em pensar que 'acontecimentos (funestos) do passado não voltam a acontecer", acrescenta.

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por João Severino às 16:11
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EUA'08 press (2)





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por João Severino às 15:54
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'Diabo' da Luz condenado a um ano fora dos estádios

O "diabo" apertou o pescoço ao árbitro-assistente

O adepto do Benfica conhecido como 'Diabo de Gaia' foi hoje condenado em tribunal por invasão de recinto desportivo, por ter agredido um árbitro durante o recente 'clássico' Benfica-FC Porto, disputado no Estádio da Luz. Mil euros de multa ou 140 dias de prisão foi a sentença aplicada a Carlos Santos. Além disso, o adepto do Benfica foi também condenado, por ofensa à integridade física agravada, a uma pena de um ano de prisão ou de 180 dias de multa.

Mas a condenação não acaba aqui. Carlos Santos fica ainda inibido de comparecer em recintos desportivos durante um ano, bem como a indemnizar o árbitro agredido, José Ramalho, e que está a receber tratamento psicológico devido a este incidente, em 2500 euros.

In Expresso online

por João Severino às 15:28
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David Coulthard: uma carreira, um desgosto








Conheci
o David Coulthard, menino e moço, em Macau, como piloto de Fórmula 3. Destemido, clássico, pensante e ambicioso. Sempre sonhou chegar á Fórmula 1 e rapidamente o conseguiu. Ali instalado, em determinado ano, penso que 1996, quando estava na McLaren-Mercedes, disse-me que estava a dar tudo por tudo para ser campeão mundial.
No próximo domingo, no Grande Prémio do Brasil, o David irá dar as últimas 71 voltas da sua carreira. Aos 37 anos vai abandonar a modalidade depois de 14 anos de competição. O David termina uma carreira brilhante, sem contudo, ter conquistado um Mundial. Mas conquistou outra coisa de enorme valor: o coração de milhares de pessoas pela sua obra de solidariedade em prol das crianças com cancro. A sua mulher está grávida e vai ter um bebé em Dezembro, motivo número um para o escocês dedicar mais tempo à família e poder continuar como consultor da equipa Red Bull. Grande abraço, David. Recebe um voto de grande felicidade com a vinda do rebento. Prepara o champanhe...
por João Severino às 11:56
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Terras de Portugal que visitam o PPTAO (36)

MALTA, Guarda
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por João Severino às 11:48
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Rapidinhas (4)

Numa aula de Teologia em assuntos do matrimónio, o aluno pergunta ao professor:
- Se morre a esposa o marido passa a ser viúvo; se morre o marido a esposa passa a ser viúva; e num casamento de homossexuais, como se chama a pessoa a quem morreu o companheiro?

Resposta do professor:
- Bicha solitária!...
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por João Severino às 11:17
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Já se esperava

O líder do Bloco de Esquerda e todo o seu directório fartaram-se dos desmandos do vereador camarário de Lisboa, José Sá Fernandes. Já se esperava. O homem fazia o que entendia. Não dava cavaco, salvo seja, a ninguém do partido que o apoiou para conseguir ser eleito. Fazia alianças absurdas com o poder camarário. E por último, foi subservientemente sentar-se na primeira fila de uma conferência de imprensa destinada à justificação da vereadora Ana Sara Brito sobre a ocupação de uma casa da Câmara durante 20 anos.
Francisco Louça foi ontem convidado para palestrar e aproveitou a oportunidade para manifestar aos jornalistas que o comportamento de Sá Fernandes tinha sido "lamentável". Conclusão: o Bloco já deve ter um novo candidato para as próximas eleições autárquicas, porque Sá Fernandes já foi chão que deu uvas. E uvas que nem servem para uma boa água-pé...
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por João Severino às 10:52
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Estivadores manobrados não é sindicalismo

"Vai pró Porto, malandro! O que tu queres é boa vista da casa da Lapa e a gente quer é trabalho!", gritaram ontem à porta da Câmara de Lisboa alguns estivadores contra Miguel Sousa Tavares, por liderar um grupo de cidadãos que se opõe à construção de uma muralha de aço à beira-Tejo.
O Governo, sem concurso público, adjudicou por muitos anos a uma empresa ligada à Mota-Engil de Jorge Coelho, a exploração e aumento em construção do Porto de Lisboa, no cais de Alcântara. Um grupo de cidadãos, com Sousa Tavares como primeiro subscritor, deu início a uma petição para entregar na Assembleia da República, com o intuito de sensibilizar os deputados que a obra é um verdadeiro atentado à principal razão de existência de uma zona ribeirinha - o lazer da população.
O cais de contentores pode perfeitamente ser construído ou ampliado na zona de Santa Apolónia e não ali na parte nobre da cidade ribeirinha. Os estivadores e todos os trabalhadores do cais nunca teriam os seus postos de trabalho em perigo, antes pelo contrário, na zona de Santa Apolónia o cais poderia ter uma dimensão muito maior e consequentemente haveria mais postos de trabalho. Mas, a Administração do Porto de Lisboa em conluio com sindicatos que não parecem cumprir a sua missão, resolveu tudo fazer para colocar um grupo de estivadores à porta da Câmara, a fim de insultar quem tem desmascarado as irregularidades e os compadrios. Assistiu-se à negação do que deve ser a existência de lutas sindicais. Uma manobra de diversão triste e repugnante que envergonhou toda a história do sindicalismo.
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por João Severino às 10:38
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O jornal de hoje (124)

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por João Severino às 10:36
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Manuela Ferreira Leite tu cá tu lá


pouco mais de uma hora tinha sintonizado a SIC-Notícias para saber as últimas do mundo. Seguiu-se um programa denominado "Negócios da Semana". E reparei que a entrevistada da noite era a líder do PSD Manuela Ferreira Leite. Logo pensei no zapping porque ando farto de conversa de políticos. Há 30 anos que é mais do mesmo. E quando me remexi no sofá para sintonizar outro canal ouvi a senhora responder com uma clarividência fora do normal sobre a primeira pergunta que lhe fora colocada. Continuei a ouvir a entrevista e só vos digo que nunca imaginei que a "silenciosa" presidente do PSD tivesse tanta desenvoltura na língua para se bater com dois "provocadores" que ali estavam perante si com ar de comissários políticos do Partido Socialista. Fui ficando, fui ouvindo e retive-me com cara de parvo. Nunca tinha ouvido Manuela Ferreira Leite falar daquele modo e bater-se "tu cá tu lá" sobre os mais prementes problemas que afectam o país, nomeadamente, o encerramento de milhares de pequenas e médias empresas este ano, o aumento constante do desemprego e o fiasco da governação de Sócrates no sector económico. A senhora surpreendeu pela elevada preparação na abordagem de todas as questões, pela dureza e frontalidade com que rebateu as "teses" (que deveriam ser perguntas) dos jornalistas interlocutores e pelas alternativas que apresentou para um certo tipo de governo futuro bem diferenciado do actual.
Depois do que ouvi tenho a certeza que Manuela Ferreira Leite, que parecia uma mosquinha morta, vai surpreender muita gente, vai perturbar muitos críticos, como eu, que imaginámos a sua postura política simbolizando uma derrota antecipada. Não, depois de ver como a senhora "arrasou" autenticamente os dois economistas que tinha pela frente - um deles parece-me que é director de um jornal de assuntos económicos -, conclui que esta coisa da política, afinal, vai animar.
Confesso que nunca tinha visto Manuela Ferreira Leite num bate-papo televisivo de forma concentrada mas descontraída, contundente no contraditório, esclarecedora nos objectivos e inteligente na propaganda, acabando mesmo por dizer que não tinha que afirmar ali naquele estúdio se iria retirar a maioria absoluta, ou não, ao PS. Afirmou sim, que iria fazer tudo para ganhar as eleições. Sublinhou que quaisquer eleições "ou se ganham ou se perdem" e que ela estava apostada em ganhar e governar melhor do que o actual inquilino de S. Bento. Fiquei com a certeza que isto ainda vai dar muita luta e muita surpresa.
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por João Severino às 00:19
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Rapidinhas (3)

Como é que se fazem omeletas de chocolate?
- Com ovos da Páscoa...
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por João Severino às 22:11
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EUA'08 press (1)


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por João Severino às 22:08
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Mãe-galinha

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por João Severino às 15:38
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Se vai casar, telefone-me...







por João Severino às 15:32
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Telefonar para os jornais é que está a dar...

- Está lá?... Quem fala?
- Sou eu!... O primeiro-metalizado! Como está, o senhor director?
- Ah!... Mas que surpresa, senhor primeiro-metalizado... mas... o senhor tem tantos assessores e está a ligar-me directamente...
- É como diz, caro director! Sabe que estou a ligar-lhe porque fiquei muito chocado com o que o seu jornal publicou...
- Como assim, senhor primeiro-metalizado?
- O seu jornal anda a publicar falsidades, a inventar factos que nunca aconteceram... quero dizer-lhe que estou a interpretar este modo de fazer jornalismo como uma perseguição à minha pessoa e ao meu governo e sendo assim terei de lhe adiantar que o jornal poderá vir a ficar em muitos maus lençóis...
- Mas por aqui na redacção não temos camas!
- Não brinque comigo, senhor director! Fique sabendo que essas falsidades sobre o financiamento dos partidos vão ficar-lhe muito caras! Posso já adiantar-lhe que todos os anunciantes que simpatizam comigo e com a cor do meu cabelo irão considerar a retirada de publicidade do seu jornal!
- Mas, ó senhor primeiro-metalizado, eu por acaso não gosto da cor do seu cabelo, nem da dos seus calções com que faz jogging para inglês ver e muito menos da cor das suas gravatas pirosas que são de um monocromático pimba até dizer chega...
- Eu é que lhe digo que já chega de tanta afronta do seu jornal e digo-lhe mais...
- Diga...
- Irei falar com o patrão do seu jornal para que o senhor director dê o lugar a outro!
- Já estou cheio de medo, senhor primeiro-metalizado. O que lhe posso dizer muito claramente é que o senhor não sabe o que diz e nem lhe admito que telefone aqui para mim a pressionar-me e a tentar que o meu jornal se transforme num pasquim como alguns que andam por aí a vender a alma ao diabo em troca de um canalzinho de televisão...
- E o diabo sou eu?... Pois fique sabendo que acabaram as notícias falsas, ouviu bem?
- Eu ouvi tudo! Mas o senhor primeiro-metalizado não tem razão nenhuma porque efectivamente alguém do seu governo mexeu no Orçamento de Estado e alterou o texto de modo a tentar que sem ninguém dar por isso ficasse preto no branco que os partidos passavam a receber o carcanhol na mãozinha, percebeu, senhor primeiro-metalizado?
- Eu não percebo nada... Desculpe, só um momento... está aqui o meu chefe de gabinete a dizer-me qualquer coisa... (mudando de tom) sim, sim... como? E só agora é que me diz isso?... então, quer dizer que o tipo redigiu aquilo e não disse nada? OK, OK... Está lá?...
- Estou sim!
- Ó meu caro director, você desculpe a conversa que tivemos e esqueça o que lhe disse. Afinal, informam-me agora que sempre houve alguém que mexeu no Orçamento de Estado e queimou-nos...
- Queimou-se aonde, senhor primeiro-metalizado?
- Quer dizer... é uma forma de expressão!
- Não acho! É que queimado já o senhor anda há muito tempo desde que telefonou para o José Rodrigues dos Santos...
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por João Severino às 14:49
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Alegre recorda-me Salgado Zenha

A posição mais recente de Manuel Alegre através do seu artigo ontem publicado no DN e preconizando uma 'nova via' para a esquerda política pode ter várias interpretações. E todas elas prematuras. Não ficou líquido que o deputado socialista tenha intenção de formar uma 'frente' comum que englobasse o Bloco de Esquerda e o PCP. Nem acredito que os dirigentes comunistas alinhassem numa aliança eleitoral. Como também Manuel Alegre não deixou uma réstea de luz para a possibilidade de poder vir a formar um novo partido político tomando por base de apoio e analítica da actual situação do país, o milhão de votos nas últimas presidenciais. E aqui é que a porca torce o rabo. Se Alegre decidir abandonar o PS não é claro que todos aqueles que votaram em si para a Presidência da República voltassem a fazer o mesmo e, assim, deixando de votar PS. Aliás, para quantos já alvitram esta possibilidade apenas quero recordar o que aconteceu com um homem de resistência, de luta, de seriedade, de solidariedade, de verdadeira inspiração socialista e que parecia ser apoiado por milhares. Na hora em que Salgado Zenha decidiu confrontar o PS com uma candidatura própria, foi o descalabro...
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por João Severino às 14:31
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Terras de Portugal que visitam o PPTAO (35)

PINHEL, Guarda
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por João Severino às 12:32
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Nos bancos era à grande

A prova de que os bancos eram mal administrados e que os seus gestores orientavam-se à grande e à fartazana está aí à vista com a atitude tomada por Miguel Cadilhe relativamente ao BPN. O ex-ministro das Finanças e actual presidente da Sociedade Lusa de Negócios, a holding que controla o BPN, denunciou ao Ministério Público vários crimes financeiros praticados no seio do grupo, existindo, pelo menos, três quadros superiores já suspensos por práticas ilícitas.
E nos outros bancos, como é?
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por João Severino às 12:15
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Zé brasileiro da Covilhã

- Estou aqui de visita oficial para poder assegurar a todos os brasileiros e muito especialmente a si senhor presidente que estamos verdadeiramente apostados em manifestar que eu e o meu Governo tudo faremos para baixar as calças e permitir que o Brasil nos faça em todos os sentidos uma depilação total...
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por João Severino às 12:06
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O jornal de hoje (123)

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por João Severino às 12:05
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Ai, que me roubaram o filho...

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por João Severino às 19:07
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Bocas na rua (129)

- Sabes se o Sócrates gosta de lulas?
- Lulas da Silva, sei que gosta...
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por João Severino às 18:55
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77777 um número bonito

Hoje vi este número 77777 no contador de visitas. Uma maravilha que se deve a todos vós. Abraço
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por João Severino às 18:46
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Terras de Portugal que visitam o PPTAO (34)

SOUTO DA CASA, Castelo Branco
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por João Severino às 18:45
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O pôr-do-Sol


O grupo Cofina já deve estar certo que o Governo de Sócrates vai conceder o quinto canal de televisão a Joaquim Oliveira e ao seu grupo de média. Não foi por acaso que o DN apareceu durante dois dias com o "patrão" Sócrates na primeira página na sequência de uma entrevista de fundo, que mais cheirou a frete do que a salsichas com ovos mexidos...
A Cofina já está a desinvestir no sector da comunicação social e a decisão tem perturbado, nas últimas semanas, muitos trabalhadores ligados ao gratuito 'Meia Hora', ao 'Record', à 'TV Guia', ao 'Correio da Manhã' e para rematar, o grupo anunciou que pretende sair da sociedade accionista do semanário
Sol onde detém a maioria. Como primeira consequência poderá haver um grande "pôr-do-Sol" sem Sol...
Alguns observadores ligados aos negócios de jornais portugueses indicam que o encerramento do semanário dirigido pelo arquitecto José António Saraiva é uma forte possibilidade a médio prazo. Para esses observadores, o jornal não conseguiu atingir as metas a que se propôs, nomeadamente, chegar a um número de vendas muito semelhante ao do
Expresso.
O
Sol não conseguiu conquistar leitores pelas vias da credibilidade na informação, da investigação dos grandes temas que afectam os portugueses, da perspicácia dos seus colaboradores. O Sol não é carne nem é peixe. Não se enraizou como um jornal de referência, nem como um tablóide popularucho. É um pouco as duas coisas, o que resulta na rejeição pela maioria.
Um boato, talvez verriginoso, liquidou o
Sol, quando começou a correr pelo país que o Expresso passou a ser pró-Partido Socialista e o Sol pró-PSD. Infelizmente, para os accionistas de o Sol, a maioria, goste-se ou não, está com o PS.
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por João Severino às 18:11
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O PSD vai acabar?




Se
não vai, parece. Sempre que encontro uma criatura, homem ou mulher, que antecipadamente sei pertencer aos quadros ou às bases do PSD, pergunto se "as coisas lá no partido já vão melhor?" e a resposta é sempre a mesma. Antes de uma réplica clarificadora transmitem-me um role de críticas a este, a aquela, ao outro e a aqueloutra. Uns, porque são da facção Santana Lopes e criticam os de Passos Coelho. Outros, que são de Marques Mendes e criticam os menezistas. Uns, que simpatizam com Manuela Ferreira Leite e arrasam o Ângelo Correia, o Gomes da Silva, o Carreiras. Outras, porque pertencem ao núcleo do Prôa e detestam a Helena Lopes da Costa ou o Carmona Rodrigues ou o Durão Barroso ou o Rui Rio ou o Paulo Rangel ou a Paula Teixeira da Cruz ou o António Borges ou a Rosário Águas ou o José Luís Arnaut ou a Natália Carrascalão. Só o que sabem é dizer mal uns dos outros. Do Lipari, do Preto, do Mendes Bota, do Alberto João Jardim, do Mota Amaral, do Luís Filipe Menezes, do Marcelo Rebelo de Sousa. Caramba, que raio de partido é este onde todos maldizem todos. Que raio de união ou unidade pretende esta gente para se apresentar como alternativa em quaisquer eleições? Penso que, mais tarde ou mais cedo, a onda desfaz-se na praia...
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por João Severino às 15:46
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Manuel Alegre: 'há um grande défice de esquerda'


O deputado socialista Manuel Alegre publicou no DN um artigo onde chama a atenção para todos aqueles que pensam ser de esquerda. Alegre interroga-se sobre essa esquerda "Mas onde está ela?" e apela a que "uma nova esquerda nasça das várias rupturas das diferentes esquerdas consigo mesmas".






O poeta-político sublinha o seu pensamento desta forma: "Não se sabe que réplicas se seguirão ao tsunami que abalou o sistema financeiro mundial. Nem até que ponto irá a recessão económica e quais as suas consequências sociais e políticas. Sabe-se que nada ficará como dantes. Mas em que sentido se fará a mudança? Era aí que a esquerda deveria ter um papel. Mas onde está ela? Talvez algo de novo possa surgir de uma vitória de Obama. Pelo menos um sopro de renovação. Mas há um grande défice de esquerda na Europa. Uma nova esquerda só poderá nascer de várias rupturas das diferentes esquerdas consigo mesmas. Ruptura com as práticas gestionárias e cúmplices do pensamento único. Ruptura com a cultura do poder pelo poder e com o seu contrário, a cultura da margem pela margem, da contra-sociedade e do contrapoder".
por João Severino às 15:27
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Rapidinhas (2)

O que é que um tomate diz para o outro?
- Tomatas-me!...
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por João Severino às 15:25
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Ser cabeleireira não é fácil


A arte de uma cabeleireira não se pode medir pela quantidade de vezes que consegue ser notícia nas revistas cor-de-rosa ou do dinheiro de que dispõe para colocar publicidade ao seu salão nessas mesmas revistas. Há cabeleireiras que cobram "o coiro e o cabelo" por uma simples lavagem e corte de cabelo seguido do penteado respectivo e, no entanto, o resultado é horrível e demonstrativo de uma falta de profissionalismo atroz. Hoje em dia, as cabeleireiras tiram cursos de especialidade e estranho até porque é que não lhes chamam "doutoras", neste país onde todo o gato e rato são doutores...
Vem esta conversa a propósito, porque conheci uma senhora que é cabeleireira há cerca de 30 anos em plena ruela do Bairro de Alvalade. Elisabeth é uma senhora cabeleireira a sério, com arte, engenho, bom gosto, profissionalismo e simplicidade. Simples como o seu salão de dimensão reduzida, sem luxos, sem diplomas pregados na parede, mas de uma familiaridade exemplar. De tal modo, que a qualquer hora dos dias da semana não tem o mínimo descanso. As clientes fazem fila de espera, deixam o salão satisfeitas e correm a avisar as amigas que ali está "a melhor cabeleireira que alguma vez viram na vida". É muito bom quando a simplicidade ainda reina com eficiência e brilhantismo. Parabéns à Elisabeth e sua filha Sara pela alegria e beleza que dispensam a tantas outras mulheres.
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por João Severino às 15:03
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Austrália: tem graça...

Em 1993, após uma investigação esmerada em algumas bibliotecas da Austrália e em contacto com historiadores, investigadores e líderes aborígenes daquele país, provei por A mais B que foi o capitão Cristóvão de Mendonça o primeiro navegador a descobrir terra australiana, cerca de 250 anos antes do capitão Cook. Na altura, chamaram-me "maluco".
Esta manhã, passados estes anos oiço no noticiário da Antena 1, uma "grande" novidade. Diz o noticiarista que "tudo indica que foi o português Cristóvão de Mendonça quem descobriu a Austrália". Há coisas, que me fazem rir... de revolta.
por João Severino às 08:02
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Qualquer dia...

Um dia destes há para aí uma bronca enorme. As pessoas andam quase desesperadas com a vida ao avesso. Há anos que lhes pedem sacrifícios e contemplam-nas com impostos cada vez mais insuportáveis. Mais de 40 mil famílias deixaram de poder fazer frente ao pagamento do crédito imobiliário e ficam sem as casas com que sonharam. O mesmo se pode dizer para muitos casais que entregaram o carro à financiadora por incumprimento das prestações. O desemprego aumenta todos os dias e o primeiro-ministro continua na maior, nas passeatas pela Venezuela, Europa e Brasil. E a notícia mais chocante pode ler-se no post em baixo, na manchete do JN. 100 milhões de euros vão ser dados aos partidos. Mas, os nossos sacrifícios são para isto? E quem não tem partido?
Os partidos políticos têm de passar a financiar-se a si próprios com os dinheiros dos seus militantes e quem não pode arreia... porque com financiamentos destes continua a ser escandaloso que continuem a andar por aí uns fulanos a viver à nossa custa apregoando que andam a fazer política. E depois é o que se vê: só políticas que prejudicam todos aqueles que foram sugados destes 100 milhões e de muitos milhões ao longo dos anos.
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por João Severino às 07:45
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O jornal de hoje (122)

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por João Severino às 07:43
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Sócrates é Chefe de Estado

José Sócrates já foi promovido a Chefe do Estado português. Aconteceu na SIC-Notícias quando a correspondente da estação no Brasil, ao referir a visita do primeiro-ministro português aquele país, informou que "os dois Chefes de Estado, Lula da Silva e José Sócrates, ir-se-ão avistar em São Salvador da Baía"...
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por João Severino às 01:10
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Primeira off shore em Portugal

Francisco Louça ao intervir a noite passada no programa da RTP 'Prós & Contras' acusou o Governo de criar em Portugal o primeiro off shore a partir dos novos Fundos de Investimento Imobiliário. O professor Louça, que é verdadeiramente um 'barra' em assuntos de economia, deu uma lição de esclarecimento a um secretário de Estado presente no programa e a dois representantes da banca, desmascarando publicamente que os Fundos de Investimento não são mais que um grande "negócio da China" para os bancos.
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por João Severino às 01:03
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Ronaldo distinguido como o melhor





O avançado português Cristiano Ronaldo foi hoje eleito o melhor futebolista do ano pela FIFPro, tornando-se o primeiro não brasileiro a conquistar o prémio instituído pelo sindicato internacional dos jogadores de futebol. A FIFPro elegeu o extremo do Manchester United como melhor futebolista da época 2007/08 depois de na última época o jogador português ter apontado 42 golos ao serviço dos 'red devils', contribuindo de forma decisiva para os títulos alcançados pelo clube na Liga Inglesa e na Liga dos Campeões. "Ser reconhecido com os votos de mais de 50.000 jogadores de futebol do mundo inteiro é espectacular", disse Cristiano Ronaldo, que também é apontado como candidato à conquista da 'Bola de Ouro' da 'France Football' e do título de Melhor Jogador do Mundo da FIFA, após já ter sido galardoado com a 'Bota de Ouro', atribuída ao melhor marcador da Europa. O madeirense agradeceu o apoio aos colegas de clube, ao treinador Alex Ferguson "e a todas as pessoas que estão envolvidas no Manchester United e na selecção nacional", bem como à "família e amigos".


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por João Severino às 19:26
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Publicidade (47)

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por João Severino às 19:18
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Rapidinhas (1)

Como é que duas enzimas fazem amor?

- Uma enzima da outra...

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por João Severino às 17:25
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Lisboa: não aos contentores



Subscreva e divulgue a petição «LISBOA É DAS PESSOAS. MAIS CONTENTORES NÃO!», em http://www.gopetition.com/online/22835.html
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por João Severino às 16:45
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Mãe dos tempos de hoje...

por João Severino às 16:13
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Inteligente...

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por João Severino às 16:10
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Cavaco vetou novamente Estatuto dos Açores

Cavaco Silva continua a ver no Estatuto Político-Administrativo dos Açores um ataque aos poderes do Presidente da República e por isso, voltou a vetar o documento e já o devolveu à Assembleia da República. O Presidente argumenta que o diploma possui duas normas que colocam "em sério risco os equilíbrios político-institucionais".
"O diploma em causa, ainda que expurgado de inconstitucionalidades de que enfermava, continua a possuir duas normas - as do artigos 114 e do artigo 140, n.º 2 - que colocam em sério risco aqueles equilíbrios político-institucionais, pelo que decidi não o promulgar, em cumprimento do meu mandato como Presidente da República Portuguesa", refere Cavaco Silva, na mensagem enviada à Assembleia da República. Todavia, como o Partido Socialista insiste em apoiar a redacção do Estatuto, o veto presidencial está destinado ao insucesso.
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por João Severino às 16:01
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Este é o problema...




Quem nasceu primeiro?
Foi o ovo ou a galinha?...
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por João Severino às 15:43
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Bocas na rua (128)

- É pá, fui a São Bento para entregar uma carta ao primeiro-ministro e afinal não está cá!
- Está aonde?
- Foi para o Brasil!
- Não te esqueças que o Orçamento de Estado contempla umas passeatas...
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por João Severino às 10:15
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Crise só para alguns

Cerca de três horas foi o tempo suficiente para vender 47 dos 67 imóveis leiloados ontem em Lisboa, no Parque das Nações. Mais de 400 pessoas deslocaram-se à FIL, transformada numa montra de casas em saldo que tinham sido penhoradas.
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por João Severino às 10:13
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Terras de Portugal que visitam o PPTAO (33)

SÃO FÉLIX DA MARINHA, Porto
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por João Severino às 07:39
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pptao

Um blogue onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim. O título do blogue? Porque sempre fui "pau para toda a obra". Obrigado por ter vindo. “Morrendo estou na vida, em morte vivo; / vejo sem olhos, e sem língua falo; / e juntamente passo glória e pena.”, Camões

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Jornalista com a Carteira Profissional nº 278. Já restam poucos do meu tempo. Como último cargo fui director e proprietário do diário 'Macau Hoje'. Pode ler o meu CV completo na primeira mensagem de Outubro de 2007.

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