> "Eu disse há meses atrás..."
António José Seguro, 16:05 horas, Antena 1
E à frente?...
Pau de Ferro
colaborador
A GRIPE DAS NOTÍCIAS
»» "Passos já culpa Sócrates pela austeridade"- TVI24
Paulada fresca:
Nem precisa. A não ser que o povão nem tenha reparado nos números de circo do artista que deixou a tenda a abanar...
»»"Passos quer menos deputados, voto preferencial opcional"- Sic N
Paulada antiga:
- Sistema eleitoral que contemple conjugação com círculos uninominais
- 99 a 180 deputados no máximo, e acabar com os votos em manada na AR.
- Ninguém deve poder concorrer fora do distrito ou concelho onde resida ou exerça actividade regular pelo menos nos últimos três anos.
Válido para autarquias.
- Todos os concorrentes e eleitos pelo menos para os mais altos cargos, só portadores reconhecidos de bom comportamento moral e
cívico, com submissão obrigatória a testes de apuramento de efectiva idade adulta e comprovada sanidade mental.
- Acabar com o exclusivo das ditaduras partidárias (onde os medíocres afastam os melhores para sobrevivência indigente) na
participação e representação política do País, deixando espaço para iniciativas da sociedade civil poder ter participação e
representação efectiva, nomeadamente, na AR.
- Considerar representação política fora da alçada dos partidos, nomeadamente, no parlamento, começando por
contemplar o direito a assento por inerência a representantes de organizações sindicais, patronais e outras não estatais
com expressão efectiva na sociedade, e ainda representação por profissões como operários, engenheiros, médicos,
professores, .................
- Da obediência aos partidos só entraria gente por eleição mas com ligação efectiva ao eleitor. Regra dos 3 x 33 = 99
deputados. 1/3 Por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atrás assinalados e, finalmente,
1/3 para eleitos em nome dos acantonamentos partidários.
- Deixar uma cota ainda que residual para representação dos considerados analfabetos estruturais à antiga, que se ainda
existirem facilmente podem provar que muitas vezes possuem mais cultura geral e conhecimentos de vida de que muitos
doutores novos que por aí passeiam ignorância.
-Reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo
(X) para esse efeito em cada boletim de voto Esta intransmissível, pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir
a dignidade de voto validamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha obrigada a ficar na rua
em vala comum de incertos? Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina
partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Ponham lá uma cruzinha para a abstenção,
para quem queira.
»»"Cavaco alerta para a austeridade sobre os novos pobres"-TVI 24
Paulada fresca:
Na tropa, o corneteiro também avisava, fazendo soar o clarim, mas não era ele quem comandava...
»»"Vítor Gaspar tem uma nova linguagem técnica" - Santos Silva
Paulada fresca:
Descobriu a pólvora. Todos sabemos que essa hipótese nunca deixou de ser considerada, não obrigando necessariamente a cair na asneira grossa de a andar a badalar por aí. Será que acompanha o líder do seu partido na consideração de que mais uma avaliação positiva da troika foi nociva para o País? Antes de eventual patamar de reajustamento tem que ser demonstrado ao credor que se cumpre com as obrigações a que nos comprometemos. "Momento mais favorável" claro que sim Senhor doutor Santos Silva. Ou achava melhor passar pela vergonha de ser caloteiro e depois pedir nova esmola? Vê algum mal se a iniciativa caso venha a acontecer seja de iniciativa troikana?
»»"Escutas a Sócrates agora publicadas, isso é assustador" - Fernanda Câncio
Paulada fresca:
Não se assuste. Ou está incomodada porque a tesourinha articulada não chegou á fita magnética? O visado não se importará de explicar o texto e contexto que a Senhora Jornalista tão prestimosamente veste e reveste no seu comentário?
> Sem comentários: beatas, restos de comida, garrafas vazias e mijadelas de cães, tudo serve para "prendar" o placar de informação da Junta de Freguesia de Alvalade...
Pau de Ferro
colaborador
ETIQUETAS VICIADAS
> "Os idosos fazem falta e podem ser aproveitados?"- é carimbo revelador de mentes perversas e razões distorcidas. Uma introdução de tema de forma preconceituosa, que só pode continuar a pulverizar e envenenar a sociedade.
"Demonstrar utilidade" é como ameaçar remeter as pessoas menos jovens para uma avaliação típica de cuidados ambientais a cargo de ETAR's ou de incineração em cimenteiras com filtro na chaminé.
Todos devem ficar a saber quem plantou antes para nos oferecer, as castanhas, o azeite ou o vinho com que nos vamos alimentando. Vista a situção nos termos que se propõem, seria então lícito perguntar, que falta faz ou para que pode ser aproveitada muita da chamada juventude que por aí vagueia.
Pessoas mais antigas e maduras claro, que idosos mentais, descontada a falácia do bilhete de identidade temos que bonde entre a badalada juventude. Capacidades, conhecimento e motivação a valorizar, sem que falte apoio nas fragilidades seja qual for a idade, é exigência permanente sem guetos pré-definidos.
Temos "velhos" com 30 anos e "jovens" com mais de 80.
> Vai haver festa da grande no estádio do Boavista. Quando já se falava em morte do clube, eis que, ressuscita das cinzas porque o tribunal deu razão ao Boavista. O tribunal exige “reintegração” na Liga.
Parabéns à luta titânica de Álvaro Braga.
> Todos os anos apanho a vacina para a gripe. E nunca fiquei engripado. Este ano, fui apanhado por uma gripe de tal modo forte que ia indo desta para melhor. Agora, oiço no rádio que em Fevereiro se registou um número anormal de óbitos de idosos e desconfia-se que as vacinas contra a gripe eram falsas.
> Um leitor do 'DN' escreveu um texto de grande interesse - "Os lugares elegíveis" - que comenta a nossa cavernosa lei eleitoral colocando-lhe os podres a nu, a propósito das eleições autárquicas que se avizinham. Vale a pena ler:
"1) Desde a instauração da "democracia" que a qualidade dos partidos portugueses tem caído sempre, estando hoje ao nível do Lixo. Os portugueses não têm controlo sobre os seus políticos. A "casa da democracia" é na realidade a casa da partidocracia. O "julgamento nas urnas" é um logro, pois os candidatos das listas perdedoras têm garantia prévia de que se mantêm no parlamento, duma maneira que não tem relação com a vontade dos eleitores. Não há julgamento sem punição, mas os eleitores não têm oportunidade de punir os primeiros lugares das listas. Podem ser espiões, maçons ou outra coisa qualquer, não interessa: a ida para o parlamento não depende dos votantes. A raiz do problema é a ausência do voto nominal no sistema eleitoral.
2) Os portugueses têm menos direitos democráticos que os outros europeus. As direções partidárias fazem listas cuja ordem é essencial, mas é imposta. As listas não figuram no boletim de voto e é impossível votar num membro da lista sem os anteriores terem sido já "eleitos". Daí os "lugares elegíveis", que dão aos candidatos dos maiores partidos a garantia (!) de que vão ser deputados, independentemente dos votos. Em cada eleição, o cenário é sempre o mesmo: semanas antes de ser deitado o primeiro voto, parte do elenco parlamentar já está decidida. Como não existe uma relação entre o voto e a atribuição dum lugar de deputado, os deputados NÃO representam os eleitores. Seguramente representam alguém, mas não é quem vota.
3) As consequências deste sistema são muitas e graves: a) Os barões dos principais partidos vivem na impunidade. Sabem que não podem ser desalojados do parlamento pela via dos votos. Mesmo quando as intenções de voto estão baixas, têm muitos "lugares elegíveis" para onde se refugiarem. Isto influencia o seu comportamento de maneira decisiva. b) Corrupção: os lóbis contornam o eleitorado e agem diretamente sobre os oligarcas do parlamento para fazer valer os seus interesses. Na prática, são os lóbis que têm representação no parlamento, não os eleitores. c) Cria-se o "fosso" entre políticos e o "País Real". Crescem os (fortes e crescentes) sentimentos de desprezo e ressentimento dos cidadãos para com os políticos portugueses.
4) d) A ausência de voto nominal bloqueia a renovação interna dos partidos. "Renovação" é uns serem substituídos por outros. É o papel do eleitorado dizer quem vai e quem fica, através dos atos eleitorais. A maneira natural e democrática de conduzir a renovação é os novos políticos que têm mais votos ascenderem gradualmente às chefias dos partidos. Mas como o sistema eleitoral impede os eleitores de expressar preferências dentro duma lista, o que o sistema faz realmente é impedir o eleitorado de exercer o seu papel na renovação partidária. Atualmente, as direções partidárias perpetuam-se e só os que têm a sua anuência sobem nas estruturas partidárias.
5) Não é por acaso que os políticos nunca falam do sistema eleitoral. Querem-no tal como está, pois é a sua grande zona de conforto. Livres do escrutínio democrático, os partidos foram tomados por oligarquias que detém o monopólio do poder político. Com o passar das décadas, essas oligarquias partidárias capturaram não só o sistema político como o próprio regime e as instituições do Estado. A maioria dos problemas de demagogia, corrupção e desgoverno vêm daí, direta ou indiretamente. Também se percebe porque razão a denúncia de atos escandalosos é geralmente recebida pelos seus causadores com indiferença. Se mantiverem uma boa posição no partido, o pior que lhes acontece é passarem o mandato seguinte no parlamento. Grande julgamento.
6) Analisando o nosso sistema político, percebemos que é injusta a ideia de que os políticos são maus porque os eleitores são maus, ou maus a escolher. Os eleitores até são bastante exigentes: o problema é que não dispõe dos meios para impor os seus padrões de exigência na seleção dos políticos. A maioria das opções democráticas são-lhes negadas pelo sistema político. Não podem dar força eleitoral a quem o merece, o voto branco não é tido em conta na atribuição dos lugares de deputado, não têm o direito de iniciativa legislativa, os referendos estão limitados nas matérias sobre que podem incidir, o parlamento pode bloquear uma iniciativa referendária, os ministros não têm de ser deputados, etc, etc.
7) Não é possível desbloquear a partidocracia sem acabar com os lugares elegíveis. Há uma maneira simples, que não altera o equilíbrio entre os partidos, dispensa círculos uninominais (para evitar o risco de negociações intermináveis). É manter o atual sistema, mas com um voto preferencial a ordenar as listas. As listas são incluídas no boletim de voto e os eleitores votam num candidato duma lista, voto que também conta como um voto na lista. O método de D'Hondt continua a poder ser usado como agora. O que muda é ordem de atribuição dos lugares de deputado, que passa a ser em função de quem recebeu mais votos. Nenhum candidato tem garantia prévia de ser eleito: passa a haver escrutínio."
> Por que será que esta moto está em cima do passeio?
É simples. Porque, infelizmente, em Portugal ainda há muita falta de civismo e de respeito pelos outros. A moto não pode estacionar no lugar que lhe está destinado porque os energúmenos-automobilistas que não respeitam os sinais de estacionamento exclusivo de motociclos, ocupam precisamente o espaço para motos.
> - É pá, Lisboa está sob um manto de nevoeiro enorme!
- Ó pá, ainda bem! É de maneira que não se vê a troika...
© texto: jes
© ilustração: jpb
> Há uma nova modalidade desportiva que poderá ser aprovada para os Jogos Olímpicos de Londres. Fácil de praticar, basta despir-se de preconceitos, ser adepta do fio dental e arranjar pau e bolas... veja aqui
> Não perca a extraordinária qualidade da cantora cabo-verdiana Carmen Souza. Um jazz muito especial. Gosta do cartaz? A autora foi a minha filha Catarina.
Pau de Ferro
colaborador
TARDE E MAL
* Esta receita foi divulgada especialmente para que este blogue participasse no 1º Desafio Culinário dos Blogs do SAPO
TIMOR SOUP - a sopa sem água -
Uma receita original, invulgar e peculiar que foi apresentada pela minha mulher, que é timorense, ao longo da vida a diversos convidados para jantar em nossa casa.
Sopa para 6 pessoas
Ingredientes:
1 litro de Vinho Branco de grande qualidade
2 copos de Cerveja
1 copo de Sumo natural de laranja
1/2 copo de Azeite
2 cálices de Cognac
2 cálices de Vinho do Porto
2 cálices de Whisky
1/2 Kilo de Ameijoas
1 Lagosta pequena cortada às rodelas com casca
1 Lavagante cortado às rodelas com casca
2 postas de Peixe aos quadrados
1/2 Kilo de Camarões descascados
250 gramas de Polvo cortados às rodelas
250 gramas de Lulas cortados às rodelas
1/2 Kilo de Mexilhões
1/2 Kilo de Tomate sem pele e sem grainhas
2 Cebolas
5 dentes de Alho
Uma mão cheia de Salsa picada
Sal q.b.
(piri-piri para quem desejar)
Os ingredientes devem ser introduzidos no tacho bem lavados, em cru e simultaneamente, mantendo ao lume até que cada um dos cozinheiros entenda que tudo está bem cozido, nomeadamente, o polvo e o peixe.
Atenção: Quem quiser pode juntar - depois de tudo cozido - duas gemas de ovos bem batidas e 1 iogurte.
Prove, porque é uma receita única no mundo, originária da ilha longínqua de Timor onde os portugueses deixaram as suas raízes. Simples. Uma receita "Ovo de Colombo". Bom apetite!
Capas de Rui Garrido
> O meu particular amigo Rui Garrido acaba de ganhar o prémio do Melhor Designer de 2011 atribuído pela LER/Booktailors. Aqui no PPTAO sempre referimos Rui Garrido como um designer de excelência e de nível internacional. Quem não se lembra das capas dos livros de José Saramago, da extraordinária front page do livro 'Salazar', de Filipe Ribeiro de Menezes e de tantos outros. Parabéns, a Rui Garrido e a todo o seu staff que com ele trabalha.
"O Retorno" é o livro do ano nos prémios LER/Booktailors e Rui Garrido o melhor designer.
> - Ó querida, a que propósito é que a Alexandra Lencastre faz parte de um júri de canções?!
- Ai, rica, a menina não percebe nada de pedantismos... deve ser por a Xanocas saber cantar...
© texto: jes
© ilustração: jpb
> Há curtas e compridas. Não não estamos a falar de farpas que se usam nas corridas de touros. Nem sequer das mangas curtas ou compridas dos casacos dos homens que agora são comprados nos prontos-a-vestir. Há curtas deleciosas e luzes vermelhas que encantam. Aonde? AQUI
> O diário espanhol 'Público' deixou de se publicar em papel. As dificuldades no caderno de publicidade e o abaixamento nas vendas levou ao seu encerramento. Esta é uma realidade triste dos nossos dias e que a pouco e pouco irá atingir grande parte dos jornais que se publicam em papel, incluindo os portugueses.
Já não vai haver mais papel para o diário espanhol 'Público', noticia o 'i'.
Pau de Ferro
colaborador
ROSCANDO
"Parlamento decide manter discriminação na adopção"
> A coisa nasceu torta por linhas tortas logo de início, com a febril aberração de proclamarem constituir casal a junção de duas pessoas do mesmo sexo. Claro que deve ser reconhecida a legitimidade da opção, usufruindo de direitos civis e fiscais logo que declarada a união. Até nas coisas da mecânica um parafuso só pode acasalar com uma porca, e num armazém, a reunião de um conjunto de peças iguais só pode ser um atado, um balde ou uma palete.
O imbróglio começará a compor-se quando lhe chamarem por exemplo, laço, junção ou parelha.
> ... de deputados drogados...
> Vou apresentar-vos um caso que tanto pode ser a pura das coincidências e da realidade, como um papel químico do que se passa na Austrália transportado para o nosso país. Então, é assim: era uma vez uma Austrália grandiosa e política, onde pela primeira vez foi eleita uma mulher para o cargo de primeiro-ministro. Julia Gillard provocou a inveja de muitos políticos-homens incluindo no interior do seu próprio Partido Trabalhista. No entretanto, têm inventado as histórias mais mirabolantes e absurdas sobre a senhora. Como quase nada do maldizer pegou na opinião generalizada do povo eleitor (particularmente o facto de porem a correr a informação de que a primeira-ministra ora tinha muitos namorados ora era lésbica), os seus comparsas do partido e seus críticos não desistiram de tentar mandar abaixo a senhora Gillard da chefia do Governo.
Acontece, que Julia Gillard anunciou ontem ter convocado uma votação para escolher a nova liderança do Partido Trabalhista e desafiou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Kevin Rudd, para concorrer ao lugar, já que é este ilustre que lhe tem andado a fazer a cama por todo o lado. Rudd acaba de pedir a demissão de ministro dos Estrangeiros alegando que teve o apoio de colegas do Governo para deitar abaixo Gillard.
Eu já tinha visto esta história, mas na suposição das minhas conjecturas sobre a política portuguesa. Garanto-vos que algo de muito semelhante poderá acontecer no seio do Governo português. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, continua a sonhar em ser primeiro-ministro e as "bicadas" que amíude o CDS já dispara contra o PSD (veja-se a Câmara do Porto) mostram bem como Portugal poderá assistir a eleições legislativas antecipadas, podendo ser o CDS o partido mais votado e, consequentemente, Paulo Portas o novo chefe do Executivo. Pois, são só conjecturas... fia-te na virgem e não corras!
> É gooooooooolo do Spoooooooorting!!! O Sporting jogou com garra e venceu 1-0 os polacos passando à eliminatória seguinte da Liga Europa.
Um golo confirmou o apuramento.
> Ganhar não foi suficiente para o Sp. Braga em Istambul.
> Xanana Gusmão, na sua qualidade de resistente pela liberdade do seu povo timorense, sabe bem quem foram os seus companheiros de luta nos diversos quadrantes de actuação. Apelo ao primeiro-ministro Xanana que decrete a nomeação em novas artérias de Díli que contemplem os nomes de Manuel Carrascalão, João Carrascalão, dois grandes obreiros da resistência e da libertação de Timor-Leste e da jornalista heróica Marie Colvin, que foi agora assassinada pelas tropas sírias e que em 1999 ajudou, em Díli, a salvar muitos timorenses dos algozes indonésios.
Manuel Carrascalão com Xanana
João Carrascalão
Marie Colvin
> Nas hostes do Ministério Público está tudo maluco. Há o DCIAP e há o DIAP. Não me perguntem a diferença entre os dois departamentos porque possivelmente apenas se trata de uma guerra entre Cândida Almeida e Maria José Morgado, procuradoras do MP. De Maria José Morgado sei eu que é profissionalmente competentíssima. Guerras deste estilo provocam resultados ridículos e absurdos. O interesse geral deveria ser o combate primordial e a respectiva minimização do crime, a consequência.
Evitar o crime devia ser o mais importante para as forças de segurança e de investigação.
O ridículo veio a público. A GNR em face de informações concisas sobre um assalto que se iria realizar a uma caixa de multibanco informou o DIAP. Parece que tudo foi boicotado porque já existiria outra investigação a cargo da PJ. Para mim, volto ao que já escrevi aqui várias vezes. Que Portugal tenha juízo neste campo e que acabe de uma vez por todas com as várias polícias que se combatem a si próprias só com o fim de mostrarem serviço. Que seja instituída a Polícia (ou Guarda) Nacinal com os diversos departamentos necessários e correspondentes ao que existe. Com uma diferença fundamental, tudo seria emanado de um Comando Central, sobre a mesma tutela.
> Quando um jornalista medita sobre as suas centenas de reportagens que realizou ou sobre os milhares de notícias que redigiu, parece que já nada o impressiona. Parece. Quando se medita sobre o que ainda se gostava de oferecer à comunidade e não se encontra forma de, então, há ainda muita coisa que impressiona.
Na televisão, sob imagens horríveis e revoltantes do que se está a passar na Síria, ouve-se: "Os corpos dos jornalistas estão ali debaixo dos destroços provocados pelo bombardeamento". Neste momento, não se aguenta, e chora-se.
Passados alguns minutos, na RTP chega Rita Ramos com uma reportagem extraordinária a merecer um prémio de verdadeiro profissionalismo. A jornalista mostra-nos como alguns dos 400 mil idosos, que vivem sozinhos, se encontram no centro de Lisboa ou no profundo Trás-os-Montes. Abandonados à sua sorte e apenas com a visita de duas briosas militares e um graduado da GNR. Uma reportagem que nos mostra como um homem vive sem casa de banho, sem água potável, sem electricidade, sem rádio, sem televisão e sem telefone. O idoso apenas salientou à reportagem que no dia em que morrer hão-de encontrá-lo já todo comido pelos ratos e pelas abelhas. Obviamente, que neste momento, também não se aguenta, e chora-se.
> Só pode. Quando Pinto da Costa senta André Villas-Boas entre si e Reinaldo Teles para assistir ao jogo Manchester City-FC Porto (4-0), só pode ser um recado: o regresso ao Porto daquele que numa época ganhou tudo. Vítor Pereira demite-te.
photo tozécanaveira
> Tozé Canaveira é o seu nome profissional. E que profissional. De excelência. De requinte. De charme. De risco. De análise. De instantâneo. De beleza, especialmente, a feminina. Tozé Canaveira é um fotógrafo que você deve conhecer nem que seja para o contratar a fim de realizar a reportagem do casamento da sua filha. A sua veia artística é um dom de muito poucos. As melhores palavras sobre o artista é apreciá-lo: AQUI
> Apoiar uma equipa de futebol não dá direito aos actos mais vergonhosos e violentos que se possam imaginar pelas ruas da cidade. Em Lisboa, estão a chegar os adeptos de um clube de Varsóvia que vem jogar contra o Sporting. Alguns desses adeptos polacos têm-se comportado como autênticos selvagens. Há pouco tive a oportunidade de observar um "bando" desses selvagens numa estação de Metropolitano. Completamente bêbedos gritavam como gorilas, davam murros nos placares de publicidade, atiraram com garrafas para o meio da linha do comboio e pssaram das marcas quando, um deles, apalpou o rabo e as pernas de uma utente que se ia sentar num dos bancos. A PSP já deteve alguns destes selvagens por distúrbios que têm cometido. A tipos destes, em Alvalade, que os sportinguistas lhes possam dar uma lição, caso os vejam a ofender as mulheres portuguesas.
Pau de Ferro
colaborador
MEMORIAL DO SONOLENTO
> Alegre não descobre os cheques, Lelo não faz ideia do que é comunhão de bens, Santos Silva não sabe o que tem na carteira. O Ricardote não acha os gravadores, o fax de Macau evaporou-se, Cravinho perdeu-se nas scut's.
Navegam beatos no acto de fé de Matosinhos com Seguro a nunca mais aprender a ler, escrever e contar.
E no retiro da mixórdia ninguém repara na farta herança de Sócrates.
> No espaço de quatro dias perdi dois grandes amigos. Porra, que isto dói muito. Depois do meu cunhado João Carrascalão, hoje estou a anunciar-vos que a voz de ouro da Rádio Macau, Johnny Reis, deixou-nos. Companheiro inseparável no 98FM da Rádio Macau, o Johnny foi sempre um grande amigo pronto a colaborar e a aceitar os desmandos de muita porcaria que por lá apareceu. Lamento o seu desaparecimento. Macau ficou mais pobre.
João Eduardo Severino
Outros à PAUlada
A Insustentável Beleza dos Seres
Amor e uma cabana (a dos parodiantes)
Antigos alunos do Liceu de Macau
Comadres, Compadres & Companhia
O homem que cheira mal dos olhos
Pleitos, Apostilas e Comentários
Semeador de ventos... e nuvens











