Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
senhor cultura

 

> Luís Filipe Menezes propõe um "Senhor Cultura" para o Grande Porto.

 

 



por joão eduardo severino às 10:32
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Domingo, 19 de Junho de 2011
ainda não sabem

 

 

> Há pessoas que ainda não sabem por que razão Francisco José Viegas foi para a Cultura. Não? Ora, porque é culto...

 



por joão eduardo severino às 00:23
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
se está morto, falta o funeral

 

> Extinção de ministério da Cultura será "certidão de óbito".

 


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por joão eduardo severino às 00:15
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011
a máquina é fabulosa

 

 

> A tutela da Cultura andava a ficar nas ruas da amargura. A contestação vinha de vários sectores. Do teatro ao cinema, quase todos têm manifestado o desprezo que este Governo tem dispensado às actividades culturais. No Teatro de S. Carlos a demissão do director artístico chocou muita gente. A ministra Canavilhas era uma das apontadas a merecer remodelação. Mas, a máquina de propaganda que está ao serviço de José Sócrates é magistral. Há que concordar que em S. Bento paga-se bom dinheiro pela propaganda sem que o mesmo caia em saco roto. Rapidamente, a propaganda engendrou uma cerimónia no CCB para anunciar que a Cultura de Canavilhas está ao serviço do "povo" e que há milhões para distribuir pelos amigos, perdão, a granel por tudo o que baixar as calças anunciando que a ministra é sensacional...


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por joão eduardo severino às 15:12
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
mega ferreira tinha razão

 

 

> Quando Joe Berardo ocupou abruptamente o Centro Cultural de Belém para instalar o seu museu, António Mega Ferreira, presidente do Conselho Directivo do CCB, não concordou e alheou-se da introdução à pressão do Museu Berardo com o beneplácito do primeiro-ministro José Sócrates. Na altura, muitas personalidade ligadas à cultura pronunciaram-se no sentido que aquela "invasão berardiana" ainda haveria de dar para o torto. Sem dúvida, que Mega Ferreira tinha razão, e já se começa a vislumbrar o futuro naquela casa de cultura quando o director artístico do museu vai abandonar o cargo.

 



por joão eduardo severino às 16:05
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
até os socialistas estranham

 

 

 

 

 

 

 

> PS pede explicações ao Ministério da Cultura sobre demissão de Jorge Salavisa.

 



por joão eduardo severino às 19:21
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Sábado, 16 de Outubro de 2010
E VIVA À COLTURA!
> A cultura em Portugal é "coltura", como diz o Ti Manel da tasca que fica no quarteirão a seguir onde está situado o prédio que no rés-do-chão tem o cabeleireiro onde vai a minha prima...
Como bom exemplo de "coltura" temos o que se passa em Évora, onde as férias do pessoal obrigam o Centro de Artes Tradicionais a fechar...

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por joão eduardo severino às 12:12
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
O QUE SERÁ CULTURA PARA ESTA MINISTRA?
> Governo vai reduzir lista de monumentos protegidos por lei.

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por joão eduardo severino às 09:14
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
ALGO VAI MAL NO REINO DA CULTURA
> Pedro Mexia demitiu-se do cargo de subdirector da Cinemateca.

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por joão eduardo severino às 16:13
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010
A CULTURA FICOU MUITO POBRE

> Conheci António Manuel Couto Viana em Macau. Declamei várias vezes os seus poemas maravilhosos. Couto Viana deixa uma obra vasta que respeito e admiro. Morreu o escritor e poeta. Mais um homem bom que nos deixou.

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por joão eduardo severino às 20:02
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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
CAMÕES É BRASILEIRO

> Prémio Camões distingue Ferreira Gullar.

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por joão eduardo severino às 21:00
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
A MINISTRA QUE NÃO É PARVA
> A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, manifestou o seu desagrado perante a estratégia de aquisições adoptada pelo Museu Berardo em 2008 e 2009. Nesses dois anos, o coleccionador Joe Berardo fez entrar no museu obras de arte em vez dos 500 mil euros euros estatutariamente previstos, no total de um milhão de euros para dois anos.

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por joão eduardo severino às 09:10
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Quarta-feira, 24 de Março de 2010
CULTURA DA TRETA
> "Temos que ter a coragem de diminuir o número de apoios e apostar na qualidade". Sabem quem disse isto e o como se traduz verdadeiramente o dislate? É simples. É a treta da cultura. É a treta da nova ministra da Cultura. É a treta de mais uma política socialista que só sabe destruir o que tem a ver com o conhecimento e a arte. O que esta afirmação de Gabriel Canavilhas (todas as Gabrielas sempre me soaram a falso) traduz é o seguinte: "Qual qualidade, qual carapuça, fiquem a saber que temos de cortar nos apoios para essas porcarias de teatro, ballet, música ou pintura. Deixem-se de sonhos para receberem mais dinheiro para exposições, espectáculos, formação ou novos discos porque estamos falidos e o governo precisa do dinheiro para os TGV's e aeroportos".
Canavilhas não, canavelhas políticas, sim!


por joão eduardo severino às 09:48
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Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010
CULTURA EM SALVATERRA
Aguarela de Rafael Pessoa Antunes

> Se passar por Salvaterra de Magos visite a Cabana dos Parodiantes. Para além do bom restaurante que é e de profuzir um dos melhores doces de Portugal - os Barretes -, na Cabana dos Parodiantes também acontece cultura e não fosse o seu proprietário, Fernando Andrade, um homem das artes.
A Cabana dos Parodiantes apresenta ao público uma exposição de desenhos sob o título "A Frgmantação do Vazio", da autoria do jovem artista Rafael Pessoa Antunes, natural de Salvaterra de Magos. O seu trabalho e o modo como ocupa todo o espaço, transformou a Cabana dos Parodiantes e revelou-nos uma outra faceta. Sendo a Cabana uma senhora sofisticada, ela usa recursos para aparecer sempre renovada. Rafael, cliente desde tenra idade da Cabana, percebeu essa propriedade e brindou-nos com uma instalação que começa na montra da rua, atravessa todo o salão e culmina em apoteose no conjunto de aguarelas em pequeno e grande formato, ao fundo da sala.
Na sua viagem de Carnaval aproveite e passe por Salvaterra de Magos, terra de boa gente, de boa comida, bons doces e cultura q.b.


por joão eduardo severino às 10:03
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
...

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por joão eduardo severino às 14:51
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
UMA BOA NOTÍCIA

> Ana Paula Laborinho vai dirigir o Instituto Camões, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado. Até que enfim que o IC vai ser presidido por alguém que entende o que é a grandiosidade da língua portuguesa, incluindo por terras do Oriente e as suas especificidades. Por alguém que sempre respeitou a dignidade do seu semelhante. Por alguém que nunca colocou os interesses materiais à frente dos culturais.
A investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa é “uma personalidade que nos dá garantia de ser uma boa gestora do Instituto Camões”, afirmou Luís Amado.
A docente universitária, de 52 anos, tem dedicado a sua carreira à história da Língua Portuguesa no mundo, desde os Descobrimentos à literatura colonial, dando particular destaque à posição do português no Extremo Oriente. A nova directora viveu em Macau (em dois períodos diferentes, num total de onze anos), onde foi responsável pelo Instituto Português do Oriente.


por joão eduardo severino às 16:13
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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
DESAPARECEU A CASA DE STUART CARVALHAIS

> A casa em Queluz onde morou Stuart Carvalhais foi demolida, aparentemente sem que alguém assuma a responsabilidade. Por muitos tido como o pai da Banda Desenhada portuguesa, Stuart Carvalhais merecia mais consideração e respeito por parte das autoridades ligadas ao património cultural.
Junta-se a isto o abandono a que está votada a casa no Cacém onde morou um outro vulto do seu tempo, o republicano jornalista Ribeiro de Carvalho. Por aquelas bandas a memória histórica não prima pelo respeito, situação extensiva ás casas onde moraram o escritor Francisco Costa, organizador da Biblioteca de Sintra e a pintora Dorita Castel-Branco, levando a um apagamento larvar do valor dos locais com a ausência de medidas preventivas de tais atentados.

(Enviado por leitor)


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por joão eduardo severino às 15:48
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Escola de Maria João Pires fecha a porta
P 9.447

Quando isto acontece mais vale fechar o país. O desprezo pelos valores culturais é terceiro-mundista.

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por joão eduardo severino às 00:05
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Por cá é tal e qual!...

Tonight, the President and the First Lady will host an evening celebrating poetry, music and the spoken word. This event is designed around the theme of dialogue, showing how dialogue is important in every aspect of who we are as Americans and as human beings, and demonstrating how communication is a constant throughout the ages. The hope is also that this evening's gathering helps ensure that all voices are heard, particularly voices that are often not heard. We are fortunate to have a wide variety of upcoming and legendary performers such as Joshua Bennett, James Earl Jones, Eric Lewis, Jamaica Heolimeleikalani Osorio, Mayda Del Valle and Esperanza Spalding.

We have invited students from American, Gallaudet, Georgetown, and Howard Universities to participate in the event. And of course we also invite you to join us, as we're streaming the event live at 7pm on WhiteHouse.gov/live.

http://www.whitehouse.gov/blog/Poetry-Music-and-Spoken-Word/



por joão eduardo severino às 00:37
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Sábado, 21 de Março de 2009
Cultura socretina
"A política cultural tornou-se cada vez mais invisível, ilegível e incompreensível"

Manuel Maria Carrilho, embaixador na UNESCO

"Nem a cavaquização do país conseguiu ir tão longe como a socratização. Isto é um quarto vazio, sem portas nem janelas"

Pedro Abrunhosa, músico

"Ao longo destes quatro anos não houve um discurso do primeiro-ministro sobre cultura"

Raquel Henriques da Silva, ex-directora-geral dos Museus

"Sócrates é o negativo de Guterres: um primeiro-ministro anti-cultura e anti-educação"

Ricardo Pais, ex-director do Teatro Nacional S. João

"O Ministério da Cultura é, hoje, uma espécie de posto honorífico. É lamentável esta ausência de política"

João Mário Grilo, cineasta

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por joão eduardo severino às 11:10
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Surrealismo
Na Antena 1 decorre uma mesa redonda/debate com diversas personalidades sobre a construção do novo Museu dos Coches. Vocês não acreditam no que vos vou dizer, autêntico surrealismo: dizem os intervenientes que nada está definido com clareza; que o ministro da Cultura não tem qualquer intervenção no processo; que o ministro da Economia teria acordado um dia e ao verificar que tinha em cofre 30 milhões de euros oriundos do acordo com o Casino Lisboa teria decidido a sua utilização na construção do Museu dos Coches: que o actual Museu dos Coches passará a ser um espaço encerradoservindo apenas para a realização de umas festas, quando a Rainha Dona Amélia decidiu que o espaço era para ser utilizado pelo povo; que não houve qualquer concurso público para a escolha do arquitecto do projecto; que existem múltiplas prioridades de renovação museológica por todo o país muito antes da construção de um novo Museu dos Coches; que a construção do novo Museu dos Coches irá provocar uma vasta gama de problemas colaterais e... bem, já não aguento mais ouvir tanto surrealismo.


por joão eduardo severino às 13:53
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Terça-feira, 17 de Março de 2009
'Mares' ganha novos apoios
Três importantes entidades - o Ministério da Cultura, a Câmara Municipal de Lisboa e a Fundação Luso-Brasileira - atribuíram a sua chancela oficial ao projecto 'Mares – Olhares da Língua Portuguesa' ( http://mares-olhares.blogs.sapo.pt ). Com estes importantíssimos apoios, o projecto ganha novo fôlego e uma visibilidade crescente.
O GPEARI (Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Cultura), oferece ao projecto um apoio diversificado, que vai da ajuda na escolha de espaços adequados à realização dos eventos associados ao projecto, à articulação de agendas e divulgação, nacional e internacional. O projecto Mares será oficialmente apresentado no dia 5 de Maio – dia da Cultura Lusófona – em local e hora a anunciar brevemente.
Também a Câmara Municipal de Lisboa, através da sua Direcção Municipal de Cultura, incluirá o projecto na sua Agenda Cultural, disponibilizando ainda um circuito dos espaços municipais do MUPI (30 cartazes) pelo período de duas semanas, para divulgação do projecto nas principais artérias da capital.
Quanto à Fundação Luso-Brasileira, oferece ao Mares apoio logístico e divulgação nos dois países.
Por outro lado, o projecto ganhou ainda um importante contributo além-fronteiras com a adesão da Língua Geral, uma editora do Rio de Janeiro especialmente vocacionada para a literatura do universo lusófono. A Língua Geral representará o Mares no Brasil, em estreita parceria com as editoras portuguesas Sextante e Guimarães.
É de assinalar o apoio entusiástico que este projecto cultural tem registado desde que foi apresentado nas Correntes D’Escritas, um importante encontro de escritores ibéricos promovido pela Câmara Municipal da Póvoa do Varzim, que celebrou este ano os seus dez anos de existência. O quadro de escritores e fotógrafos convidados a participar no Mares está praticamente completo.



O projecto “Mares – Olhares da Língua Portuguesa” tem os seguintes promotores e associados:

  • Associação Amar o Mar (coordenação geral)
  • Sextante Editora, Guimarães Editores e Língua Geral (Brasil)
  • Luis Vasconcelos (coordenação fotográfica)
  • Atelier Henrique Cayatte Design (design e coordenação gráfica)
  • B&G Eventos / Imagegate (comunicação e organização dos eventos)


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por joão eduardo severino às 13:38
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Domingo, 15 de Março de 2009
A paralisia do Ministério da Cultura
Decorreu em Lisboa uma manifestação de cultura de primeira água. Em causa, uma exposição e um filme alusivos a Agustina Bessa-Luís. O Presidente da República esteve presente, mas o ministro da Cultura achou que era mais importante banhar-se nas águas de Cabo Verde.
O realizador João Botelho não teve papas na língua e afirmou que a política do Ministério da Cultura é de "paralisia".


por joão eduardo severino às 16:05
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Para a polícia arte é pornografia



O
analfabetismo na PSP de Braga é total. Vai daí, foi à feira de livros e censurou e apreendeu livros culturais que expõem a arte do famoso artista Gustave Courbet, como os quadros de mulheres nuas que se encontram expostos no Museu d'Orsay, em Paris. Aqui


Nota: este post não deve ser visto por feministas, púdicas e moralistas, porque a obra é da autoria de um pintor muito másculo...


por joão eduardo severino às 22:13
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A cultura é uma batata frita
Para o ministro da Cultura o importante é que o (de)acordo ortográfico entre em vigor rapidamente. Tudo o que seja verdadeira cultura e defesa do património é uma batata frita. Se estou errado, é ver e chorar com o último crime que está a ser cometido em Coimbra contra os nossos valores culturais e patrimoniais: um convento medieval atirado às urtigas para dar lugar a um parque de estacionamento.

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por joão eduardo severino às 10:57
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
À mesa do café
Real

- Tu vais aceitar o Acordo Ortográfico?
- Eu, não!
- Então?
- Vou atirá-lo à cara do ministro da Cultura!


por joão eduardo severino às 14:31
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Évora cultural
A bicentenária Biblioteca Pública de Évora, uma das mais antigas e ricas do país, reabriu ao público a renovada hemeroteca, um espaço que passou a disponibilizar a colecção de publicações periódicas, algumas delas do século XVII. Leia aqui


por joão eduardo severino às 10:59
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009
Colher de Pau (9)
Para o Ministério da Cultura que está a deixar morrer o património histórico de Portugal. Inúmeros locais com património UNESCO estão ao abandono, especialmente, as Sés de Évora e de Lisboa, o Convento de Cristo em Tomar, o centro histórico do Porto, os mosteiros da Batalha e Alcobaça e o castelo de Monsaraz estão a ruir. Um terço deste Património Mundial precisa de obras urgentes.

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por joão eduardo severino às 18:39
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
Portugal não reconhece os filhos
É triste quando sabemos que Maria João Pires e Manoel de Oliveira, dois must da nossa cultura, preferem usar o seu tempo por terras estrangeiras em detrimento do seu país. Têm razão. No estrangeiro são reconhecidos. Em Portugal não sentem a verdadeira recompensa que lhes é devida.
Estas duas figuras vão ser homenageadas em Espanha. Será na próxima quarta-feira, na cidade espanhola de La Corunha, a cerimónia de entrega das Medalhas Ouro Bellas Artes 2007, destinadas a distinguir personalidades do mundo da arte e da cultura. Entre os galardoados destacam-se a pianista Maria João Pires e Manoel de Oliveira. O realizador português disse considerar a atribuição "uma grande honra, principalmente por vir de um país onde tem tido um grande reconhecimento.
No passado mês de Abril, Manoel de Oliveira recebeu o prémio Terenci Moix, na Catalunha.

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por joão eduardo severino às 19:29
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Domingo, 5 de Outubro de 2008
Recordar Aristides de Sousa Mendes na Cabana dos Parodiantes



A
Cabana dos Parodiantes de Lisboa, em Salvaterra de Magos, continua a ser um local de cultura através da acção profícua do seu proprietário Fernando Andrade. Desta feita, no próximo dia 9, 5ª feira, pelas 21.00 horas, a Cabana vai receber a Fundação Aristides de Sousa Mendes, com a presença da sua presidente Maria Barroso e o neto do próprio Aristides, Álvaro de Sousa Mendes. O evento constitui a primeira 'Conversas da Cabana' dedicada aos " Heróis da liberdade", outras duas tertúlias virão, homenageando outras duas figuras portuguesas, sobejamente conhecidas do nosso imaginário.
Esta noite de 9 de Outubro será certamente inesquecível devido á curiosidade que Aristides de Sousa Mendes provoca em todos aqueles que vão conhecendo a sua grandiosa proeza de salvar 30 mil judeus da morte nas mãos dos nazis, na 2ª Guerra Mundial, contribuindo para isso a sua posição de cônsul em França e a sua incomensurável coragem.
Esta tertúlia só foi possível graças à colaboração da Casa da Europa do Ribatejo.

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por joão eduardo severino às 14:57
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Cultura da dívida
O Ministério da Cultura tem uma dívida às autarquias no valor entre 10 e 14 milhões de euros. É a cultura da dívida...

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por joão eduardo severino às 16:39
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
Eduardo Lourenço - 85 anos




Nos
próximos dias 6 e 7 de Outubro vai falar-se da grande obra de Eduardo Lourenço. Enquanto outras fundações apenas se preocupam em divulgar valores estrangeiros, a Fundação Calouste Gulbenkian dá o maior apoio ao Centro Nacional de Cultura para a realização de um congresso internacional em homenagem aos 85 anos de Eduardo Lourenço. A comissão científica do congresso é formada por Ana Nascimento Piedade, Guilherme d'Oliveira Martins, José Eduardo Franco, Manuela Cruzeiro, Maria Manuel Baptista e Miguel Real. O congresso conta com os moderadores Adriano Moreira, Almeida Faria, Guilherme d'Oliveira Martins, José Carlos de Vasconcelos, Lídia Jorge e Rui Alarcão.

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por joão eduardo severino às 15:57
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Cultura faz-de-conta
O Orçamento de Estado insere 0,20% para a cultura. É a cultura do faz-de-conta...

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por joão eduardo severino às 14:54
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Leia Maria Gabriela Llansol
«Maria Gabriela Llansol é dos escritores mais originais da literatura portuguesa. Não só da literatura contemporânea mas provavelmente de sempre.
[Penso que] será o próximo grande mito literário português. A escrita dela é fulgurante. Não há nada que se possa comparar. [...] É uma espécie de fenómeno misterioso. Alguém vindo de uma outra espécie de planeta. Quem a encontra é difícil não ficar fascinado por essa escrita.»

Eduardo Lourenço, entrevista de Carlos Vaz Marques, Ler, Setembro de 2008.


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por joão eduardo severino às 11:42
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Sábado, 13 de Setembro de 2008
Ministro que nunca devia ter sido ministro
O Presidente da República em cerimónia muito concorrida realizada em Vila Real entregou ao escritor e poeta Manuel Alegre o prémio D. Dinis atribuído pela Fundação Casa de Mateus, pela obra "Doze Naus" da autoria do ex-candidato presidencial. Cavaco Silva teve palavras de grande distinção pelo premiado Manuel Alegre.
Com tantas entidades e individualidades presentes na cerimónia, foi notada a ausência do ministro da Cultura, Pinto Ribeiro. Ministro de qual cultura?...

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por joão eduardo severino às 16:29
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
O livro é cultura (6)

Assírio publica em Setembro Maria Velho da Costa e Herberto Helder

«Oito anos depois de Irene ou o Contrato Social, a Prémio Camões de 2002 [Maria Velho da Costa] publica agora Myra, estreando-se como autora da Assírio & Alvim, onde se junta a Herberto [Helder], que em A Faca não Corta o Fogo – súmula & inédita apresenta, além da habitual depuração do trabalho anterior, material poético nunca antes publicado.» Texto sobre a rentrée, assinado por José Mário Silva, na edição de Setembro da LER.

in http://ler.blogs.sapo.pt/


Também em Setembro, chegarão às livrarias: Não se Come mal em Portugal, Miguel Esteves Cardoso; A Minha Escola não é Esta, Pedro Strecht; Gatos Comunicantes - Correspondência entre Vieira da Silva e Mário Cesariny 1952-1985; O Sentido da Vida é só Cantar, António Barahona


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por joão eduardo severino às 17:18
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Ópera em Évora

A ópera e a opereta vão estar em destaque, em Setembro, no ciclo de concertos "Música nos Claustros", em Évora, iniciativa que vai na nona edição e pretende promover eventos musicais com impacto na região transfronteiriça.
Promovido pela Associação Eborae Mvsica, o IX Ciclo de Concertos "Música nos Claustros/Encontro de Instrumentos e Vozes Ibéricas" começou em Julho e termina no final de Setembro.
O ciclo, que decorre no Convento dos Remédios, às 21:30, tem como objectivo qualificar a oferta musical em termos de turismo cultural, para criar novos públicos, e estabelecer uma programação que dê relevo a grupos musicais transfronteiriços e nacionais.
A programação do próximo mês, segundo revelaram hoje os promotores, centra atenções, sobretudo, na ópera e na opereta, mas arranca, logo no dia 6, com o Grupo Popular Ensemble a apresentar percursos em torno "de duas grandes músicas, a clássica e o jazz".
A ópera sobe ao palco no dia 13, com a soprano Ana Ester Neves e o barítono Manuel Pedro Nunes, acompanhados ao piano por Kodo Yamagishi, a interpretarem excertos de trabalhos de Verdi, Puccini, Korngold, Weber e Richard Strauss.
Um recital de clarinete e piano, com Vladimir Pavtchinskii (clarinete) e Ian Mikirtoumov (piano), que vão interpretar obras de Anton Weber, Malcolm Arnold, Franco Donatoni, Claude Debussy e Francis Poulenc, é a proposta para dia 19.
No dia seguinte, é a vez de Paulo Carrilho (tenor), Inês Madeira (mezzo soprano), Sofia de Castro (soprano) e Diogo Oliveira (barítono), acompanhados pelo pianista Abel Chaves, "inundarem" o Convento dos Remédios com excertos de óperas de Mozart, Offenbach, Donizetti, Massenet, John Kander e Schonberg, entre outros compositores.
A última actuação está agendada para dia 26, centrada em excertos de operetas de Johann Strauss, Franz Lehár, Von Suppé, R. Stoz e E. Kálmánn, interpretados pela soprano Maria do Anjo Albuquerque e pelo tenor Vítor Paiva, com João Paulo Santos ao piano.


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por joão eduardo severino às 15:11
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
O mundo perdeu um libertador


Alexandre Soljenitsyne, faleceu ontem na Rússia, com 89 anos. O escritor que denunciou o universo concentracionário soviético deixou-nos obras memoráveis, tais como o 'Arquipélago de Gulag', 'Um dia na vida de Ivan Denisovich' e 'O pavilhão dos cancerosos'. Com a sua obra, a sua prisão, o seu sofrimento e o seu exemplo, o poder soviético foi obrigado a ceder e ruiu. Soljenitsyne foi um dos libertadores que ajudou à queda da ditadura soviética.



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por joão eduardo severino às 15:27
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Bom sinal
uma hora que estou a responder a e-mails e a comentários que leitores tiveram a amabilidade de enviar, apesar de alguns nem sempre simpáticos. É bom sinal. É sinal que o blogue provoca leitura, atenção, discussão e diversão.
Um dos e-mails surpreendeu-me pela atenção profícua que certas pessoas dispensam a factos que aparentemente parecem menores. Fizemos aqui referência ao afastamento obsceno de Carlos Fragateiro do Teatro Nacional, mas um leitor explicou-me que desde o primeiro momento que se soube que Diogo Infante iria deixar o Teatro Maria Matos que toda a gente ligada ao meio artístico teatral ficou a saber que ele iria para o Teatro Nacional. E que, obviamente, aquele ministro da descultura e o seu chefe primeiro-ministro teriam que afastar um profissional de grande cultura e seriedade. Até me fez lembrar certas coisas que se passavam antigamente no Teatro de Revista e que a malta depois comentava no Parque Mayer, exclamando: "coisas de saias"...

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por joão eduardo severino às 10:27
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Parabéns à senhora do Teatro
Eunice Muñoz faz hoje 80 anos. Parabéns pela carreira tão bela que nos ofereceu e por tudo o que fez pelo teatro, cinema e poesia. Peço-lhe por tudo que suspenda a sua tristeza no dia de hoje, aquela tristeza tão chocante resultante do que o governo de Sócrates lhe fez ao despedi-la do Teatro Nacional.

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por joão eduardo severino às 10:18
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Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Em Portugal é assim...
Carlos Fragateiro era um óptimo director do Teatro D. Maria II. Foi demitido pelo governo...

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por joão eduardo severino às 19:08
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Chorrilho de asneiras
"Acontece que o Presidente da República é hoje o único alto responsável político português que tem plena consciência de que o Acordo Ortográfico é um deprimente chorrilho de asneiras. E de que a sua adopção introduzirá um cancro incurável na ortografia da língua portuguesa"

Vasco Graça Moura, escritor, hoje no DN

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por joão eduardo severino às 16:46
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Não!
É possível que o Presidente da República não tivesse outro remédio formal que não fosse o de ratificar o segundo protocolo modificativo do Acordo Ortográfico.
Mas acontece que o Presidente da República é hoje o único alto responsável político português que tem plena consciência de que o Acordo Ortográfico é um deprimente chorrilho de asneiras. E de que a sua adopção introduzirá um cancro incurável na ortografia da língua portuguesa.
O Presidente da República está ciente de tudo isso por ter mandado estudar a abundante documentação que lhe foi entregue oportunamente, coisa que, de resto, o Governo não fez e devia ter feito.
Sendo que todas as análises especializadas produzidas sobre o Acordo são profundamente negativas, criar condições para que ele entre em vigor, sem se promover uma sua revisão de fundo, gera uma gravíssima responsabilidade jurídica, moral, política, cívica e cultural que não pode ser escamoteada por ninguém e a que o Presidente da República não pode fugir.
A ratificação vai ainda tornar possível a sequência delirante e já anunciada pelo ministro da Cultura de ser promovida a aplicação do Acordo em Portugal, independentemente do que resolverem Angola, Moçambique e a Guiné--Bissau, mais uma vez contra o parecer dos especialistas mais abalizados.
Decorridos 18 anos sobre a enormidade e, entre o desuso, o desinteresse, a obsolescência e a verificação gritante da péssima qualidade do Acordo, não há razão nenhuma para acelerações e muito menos para o Governo português decidir aplicá-lo antes de Angola, Moçambique e a Guiné-Bissau o terem ratificado, o que, aliás, oxalá não façam nunca...
Ao contrário do que diz o ministro da Cultura, não é o Governo que decide quando o aplica em Portugal, dado o contexto em que toda a questão se coloca. Toda a lógica da situação obriga a que Portugal não se comporte com voluntarismos caprichosos de dono pesporrente da língua. E recomendaria a qualquer decisor político de boa-fé se aproveitasse o tempo ainda disponível para se promover uma revisão imprescindível.
Mas entretanto, o Governo tentará comprometer pessoalmente o Presidente da República com toda esta situação vergonhosa, já que o Acordo Ortográfico foi subscrito em 1990 quando o prof. Cavaco Silva era primeiro-ministro. Simplesmente, há indícios de a chefia do Governo da época ter sido grosseiramente manipulada.
António Emiliano acaba de publicar na Guimarães Editores o livro O Fim da Ortografia - Comentário Razoado dos Fundamentos Técnicos do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990).
Aí afirma, quanto à Nota Explicativa, única peça oficial em que se fundamenta o Acordo, que "com documento tão desconchavado, tão imperfeito e tão lacunar, nenhum decisor político está ou esteve em condições de apreciar verdadeiramente o teor e as consequências da reforma".
E acrescenta: "É meu parecer profissional que o texto da Nota Explicativa peca não apenas por conter erros grosseiros de análise linguística e de apreciação da estrutura, natureza e funcionamento de um sistema ortográfico, mas também por induzir deliberadamente em erro os decisores políticos quanto à verdadeira extensão das mudanças ortográficas propostas."
De resto, António Emiliano não se limita a demonstrar que o Acordo Ortográfico é um conjunto calamitoso de erros inaceitáveis.
Indo mais longe do que quaisquer outros estudos academicamente qualificados que já aqui citei mais do que uma vez, este livro demolidor interpela o sentido de responsabilidade de todo e qualquer falante do português euro-afro-asiático-oceânico.
Da sua análise implacável resulta que se está perante um verdadeiro crime contra a língua portuguesa.
Ante todo este escândalo, a sociedade civil não pode cruzar os braços. Tem de insistir no seu protesto. Tem de engrossar o caudal das suas tomadas de posição. Tem de assinar maciçamente a petição/manifesto que corre na Internet. Tem de começar a enviar sms para todos os lados, dizendo que o Acordo Ortográfico é uma vergonha nacional. Tem de provocar a revisão dessa enormidade. Tem de afirmar em todas as ocasiões que não o aceita e se recusa a dar-lhe cumprimento.

Vasco Graça Moura, escritor, in DN

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por joão eduardo severino às 16:45
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Vergonhazinha à portuguesa
uns meses foi dada a maior publicidade na imprensa e televisão sobre a aquisição por parte da Câmara Municipal de Lisboa da maior e mais valiosa colecção de discos de 78 rotações sobre Fado. Um contrato que recebeu o maior aplauso porque se tratava de um espólio de enorme valor e significado cultural que passava a ser património nacional e cuja colecção o seu proprietário retinha em Inglaterra e no Brasil. Tudo acordado, discos inspeccionados e contrato assinado, num total de 1,1 milhões de euros.
Então, não querem saber que a parte portuguesa não cumpriu os prazos de pagamento acordados. Já cá estão os discos e não querem pagar arranjando agora umas desculpas de mau pagador de que um "fonograma" é um disco e não uma composição musical como, aliás, diz o Código dos Direitos de Autor. Uma vergonhazinha à portuguesa e que levou já o proprietário dos discos a afirmar que "se não pagam os discos regressam à precedência". Autenticamente mais uma falta de vergonha.

Comentário oportuno de J.R.

E os lisboetas têm que continuar a levar co eles e não só uma vez que
O ROUBO CONTINUA!...
Aliás, isto até é também NORMA no PARLAMENTO onde estão aqueles CROMOS que votam as leis (para eles , claro)
Exemplo:
Um deputado de LISBOA concorre por AVEIRO e fica com o SUBSÍDIO de DESLOCAÇÃO ... Tadinho !!!!!!!!!!!!!
O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.
O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa. Está a viver no Porto, tendo residência oficial em Lisboa. Continua a dar aulas, ele e a mulher, na Universidade, no Porto e é Presidente da Bolsa de Valores do Porto.
Enquanto estes canalhas andam a roubar o direito ao salário e à carreira dos funcionários, ao mesmo tempo pagam-se a eles próprios 'subsídios de residência', cujos montantes são superiores ao que auferem mensalmente 80% dos funcionários no seu próprio salário! E isto só em 'subsídio'! Ou seja, a técnica é esta: Rouba-se a muitos, para dar muito, a poucos! Esta é a política do desgoverno, dito 'socialista'!

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por joão eduardo severino às 11:48
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Cantinho dos poetas (20)

PROCURA-SE UM AMIGO

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira-mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinicius de Moraes


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por joão eduardo severino às 19:17
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Terça-feira, 15 de Julho de 2008
Entrevista
Leia em baixo uma entrevista com a soprano Ana Sacramento

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por joão eduardo severino às 22:18
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Grande entrevista
Não deixe de ler uma grande entrevista hoje aqui no seu PPTAO com a soprano Ana Sacramento

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por joão eduardo severino às 10:27
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Grande espectáculo no Trindade

Quem desejar ver e ouvir um grande espectáculo vá ao Teatro da Trindade. Quem gosta de música moderna, erudita e bem interpretada e melhor dirigida, vá ao Trindade. Quem gosta de ouvir cantar uma soprano com uma voz extraordinária e melodiosamente cativante e abrangente como a de Ana Sacramento, vá ao Trindade. Quem prefere a qualidade ao banal, vá ao Trindade. Quem tem a noção de que em Portugal se produzem espectáculos tão bons como os de Paris, Londres ou Nova Iorque, vá ao Trindade. O Teatro da Trindade e Actores e Produtores Associados apresentam "Aos Peixes", uma peça cénico-musical a partir do clássico 'Moby Dick', com um texto que nos leva à solidão do azul dos mares e ao silêncio do alto de um mastro de navio, da autoria de José Maria Vieira Mendes. Um texto perfeitamente enquadrado numa musicalidade perfeita de José Eduardo Rocha, que dirige a orquestra de uma forma soberba, rítmica e encantadora. As vozes maravilhosas, cristalinas e penetrantes de Ana Sacramento e José Lourenço provocam-nos uma revolta interior quando perspassa pelo nosso pensamento a certeza de que estes cantores de nível internacional quase ninguém os conhece. E aqui cabe o nosso grito de revolta direccionado ao Ministério da Cultura e a todos quantos se promovem à custa da cultura ou a dizerem que promovem cultura. Trata-se da maior injustiça e ingratidão para com dois profissionais de tão elevado nível artístico que atravessam este deserto absolutamente inculto chamado Portugal. Um conselho aos dois: emigrem para Madrid, Paris ou Londres e tenham a certeza que o vosso êxito será rápido e globalizante. Uma referência muito especial aos actores Manuel Wiborg, que também encenou, e Cláudio da Silva. Bons intérpretes de um texto reflexivo de muitos dramas oriundos do mar com apenas um senão: as suas vozes devem estar ampliadas, porque grande parte do que interpretam não se ouve na plateia. "Aos Peixes" conta ainda com os músicos excepcionais Nuno Mourão, Vasco Lourenço, Ricardo Torres, Paulo Loureiro, Luís Sousa e Pedro Morgado.
Gostámos ainda da cenografia e figurinos a cargo de
Manuel San Payo. "Aos Peixes" vai estar em cena até ao próximo dia 20. A não perder.

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por joão eduardo severino às 10:39
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Sábado, 12 de Julho de 2008
Cantinho dos poetas (19)

RECONHECIMENTO DO AMOR

Amiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não queiras a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez - sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido
na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal

Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.

Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
Quando - por esperteza do amor - senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
Dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
Com o olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
E a pura essência em que nos transmutamos dispensa
Alegorias, circunstâncias, referências temporais,
Imaginações oníricas,
O vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
As chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
Todas as imposturas da razão e da experiência,
Para existir em si e por si,
À revelia de corpos amantes,
Pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
E se confessasse jubilosamente vencido,
Até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
Nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
A melodia, a paisagem, a transparência da vida,
Perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.

Carlos Drummond de Andrade


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por joão eduardo severino às 21:59
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Encontro de Terceiro Grau






Um
amigo falou-me do livro 'Alma', de Luísa Castel-Branco. O primeiro romance de uma mulher que me habituei a ver na televisão interpretando-a de forma diferente da maioria. Não sei se acertadamente, mas nunca registei a Luísa como uma apresentadora de talk show ou de concursos televisivos. Vi-a como algo de misterioso e intrínseco à sua personalidade forte. Sempre pensei que esta mulher teria dentro de si algo de culturalmente grandioso e que, por qualquer razão, se negava a compartilhar com os outros esse recatado tesouro. Afinal, talvez não me arrependa do que pensei desta mulher, porque o romance está a ser um êxito de vendas. Dirigi-me esta tarde à livraria Bertrand para comprar a 'Alma' de Luísa Castel-Branco e qual não foi a minha surpresa agradabilíssima, pois, a autora estava ali presente. Solicitei-lhe que me autografasse o livro e ofereceu-me amavelmente uma dedicatória. Com um pedido: quando ababasse de ler que lhe enviasse um comentário. Naturalmente que vou cumprir e tenho quase a certeza que não vou ficar desiludido com o romance só de saber que se trata de um retrato impressionante do Portugal profundo dos anos 50.

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por joão eduardo severino às 22:30
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Não perca este espectáculo e leve os filhos

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por joão eduardo severino às 14:24
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Publicidade (39)
APOIE AS BACTÉRIAS!

ELAS SÃO A ÚNICA CULTURA QUE ALGUMAS PESSOAS TÊM...

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por joão eduardo severino às 14:15
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pptao
Um blogue onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim. O título do blogue? Porque sempre fui "pau para toda a obra". Obrigado por ter vindo. “Morrendo estou na vida, em morte vivo; / vejo sem olhos, e sem língua falo; / e juntamente passo glória e pena.”, Camões
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Jornalista com a Carteira Profissional nº 278. Já restam poucos do meu tempo. Como último cargo fui director e proprietário do diário 'Macau Hoje'. Pode ler o meu CV completo na primeira mensagem de Outubro de 2007.

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