Domingo, 12 de Agosto de 2012

Macau: Parabéns ao João Pedro e ao João Rui

 

> A última vez que vi Macau com menção especial em Locarno.

 

 

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por João Severino às 16:21
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Domingo, 5 de Agosto de 2012

Macau?

 

 

 

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por João Severino às 10:11
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012

Tufão Vicente atinge Macau

 

 

> Que raio de nome para tufão. Vicente é devastador ao passar por Macau e Hong Kong. Sinal 10 e já há árvores caídas e inundações.

 

 

 

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por João Severino às 18:32
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

GRANDE SATISFAÇÃO

 

> Como já devem ter reparado introduzi na barra lateral um quadro mostrador dos visitantes do PPTAO. É com grande satisfação que registo Macau como o segundo lugar no mundo com mais leitores do blogue. A satisfação manifesta-se por eu interiorizar que ainda tenho muitos amigos naquele território e que preferem a leitura do que publico. Bem hajam, amigos de Macau. Este post é em vossa homenagem.

 

 

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por João Severino às 10:34
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

O MELHOR ADVOGADO DE MACAU MORREU HÁ 20 ANOS

 

In 'Hoje Macau'

 

 

por João Severino às 09:26
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

MATARAM O SÉRGIO ROQUE

 

 

> Quem esteve por Macau nos anos 1980 deve lembrar-se de Sérgio Roque, assessor do secretário-adjunto para as Obras Públicas Amílcar Martins. Conheci bem o Sérgio Roque e fui muito amigo dele. Há uns tempos foi para Angola, possivelmente por gostar muito de dinheiro. E foi o dinheiro que o matou. Na quarta-feira, em Luanda, foi levantar dinheiro a um banco e transportou-o numa pasta, de jipe, para os escritórios da empresa onde trabalhava. Angola não é para brincadeiras de quantias avultadas de dinheiro transportadas em pastas na mão. Quatro indivíduos conduzindo motas cercaram o seu jipe e quiseram a pasta. O funcionário que ia com ele fugiu logo e gritou-lhe para largar a pasta. O Sérgio Roque agarrou-se à pasta e tentou enfrentar os meliantes. Quatro tiros acabaram-lhe com a vida. Em certos sites de Angola pode ler-se: "Chegou a hora de matar todos os 'tugas' em Angola". Corram, corram mais para Angola, não se esqueçam, corram depressa para o dinheiro, para a morte...

 

 

 

por João Severino às 17:30
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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

ADIVINHEM QUEM É ELE?

 

 

> Na foto à esquerda, nada mais nada menos, que o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos, na companhia do seu amigo Nuno Cariano. Uma imagem tirada nos anos 1980, em Macau, onde o seu pai exercia Medicina.

 

por João Severino às 11:21
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

ANGOLA IGUAL A MACAU

 

 

 

> O espectáculo é triste. E por que será que temos de ser assim? Uns sanguessugas permanentes e itinerantes. O filme é de papel químico ao que se passou com Macau. O palco agora é Angola. Assisti a um dos espectáculos mais tristes da minha vida com tudo o que era empresa de construção civil, de comunicação social, de aviação, de gestão de aeroportos, de laboratórios, de tudo e mais alguma coisa. Foram políticos de todos os quadrantes, sindicalistas, advogados, arquitectos, engenheiros, jornalistas, livreiros, médicos, enfermeiros, hoteleiros, militares, cozinheiros, pasteleiros, filatélicos, pilotos de carros, de motos e de aviões, empresários de todos os ramos do comércio e da indústria, prostitutas, toda a minha gente era convidada ou fazia-se convidada, ou decidia-se pela aventura de uma experiência macaense. Foi um rodopio de chegadas e partidas à procura do El Dorado. Cheguei a pensar que Macau iria levar uma grande volta cultural e que de uma vez por todas a terra iria ficar aportuguesada. Debalde. O vai-e-vem que vos referi apenas teve um objectivo: sacar dinheiro. E felizes e contentes daqueles que o conseguiram. Que lhes faça bom proveito. Só lhes peço um favor: que nunca digam mal da terra.

Agora, é tal e qual o mesmo: para Angola e em força. Toda a gente quer sacar o seu. Até a RTP se deslocou para um programa vergonhoso de uma "graxa" que deve ter valido muitos milhões de euros para a sua sobrevivência. Em Macau, o governador convidava, oferecia e o pessoal debandava anunciando aos quatro ventos que se tratava do melhor português do mundo. Agora, Eduardo dos Santos deu ordens para distribuir petrodólares por tudo o que for português. Uma boa maneira de tapar a ditadura e até lhe beijarem os pés. O portuguesinho é tramado. Primeiro, para Angola que era nossa, que era preciso matar os terrorristas. Depois, demos-lhe a independência para que sigam o seu caminho sem o nosso "colonialismo". E agora, são nossos irmãos a quem é preciso sugar o que for possível em forma de neo-colonialismo, perdão, em forma de longa e fraterna amizade entre os dois povos...

 

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por João Severino às 10:39
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Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

RISÍVEL: AS CARAS DE MACAU

 

> Macau e as caras que eles (chineses) conhecem na EDP, segundo Catroga.

 

 

por João Severino às 23:21
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012

ROCHA VIEIRA "NÃO FOI" GOVERNADOR DE MACAU

 

Este jornal era meu. A ditadura da corrupção obrigou-me a encerrá-lo. Uma história que ficará escrita para os meus filhos publicarem

 

 

> Surpresa. O 'DN' ao noticiar a composição do novo Conselho Geral de Supervisão da EDP (algo que não faz falta nenhuma a não ser para arranjar mais uns tachos para amigos do Governo) salienta o que cada membro do Conselho foi na vida. E não é que ao lermos o que fez Vasco Rocha Vieira simplesmente é referido pelo jornal que foi "Ministro nos Açores no primeiro governo de Cavaco Silva". Ministro? Não teria sido "Ministro da República"?

É curioso como ninguém sabe naquele diário que Rocha Vieira foi governador de Macau e que ficou na história por ter entregue sem pestanejar a nossa colónia de Macau à China. Possivelmente mesmo por isso é que a China (agora patroa da EDP) terá indicado o seu nome para o tal Conselho dos tachos.

 

por João Severino às 11:29
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012

CRISE É EM MACAU

 

 

 

 

 

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por João Severino às 18:31
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

O PERFUME DE MÁRIO SOARES

 

> Sabia que me iria irritar. Que o livro Um Político Assume-se seria uma forma de se justificar perante a História, já que não perante a sua consciência. Mesmo assim insisti em querer vê-lo. Foi esta noite. Fui directo à página onde, na obra que diz ser de memórias políticas,  Mário Soares trata do que eu conheço de perto, por ter vivido na pele parte da trama: a história da sua ligação, enquanto Presidente da República, ao território de Macau. Detive-me nas linhas que dedica ao caso Emaudio/TDM. Poucas linhas, esclarecedoras linhas.

Diz que foi afinal uma campanha lançada «pela extrema direita» contra ele, para o envolver na história. Mente, por contrariar a verdade. A questão não tem a ver com políticos de qualquer quadrante que se tenham mobilizado contra si, mas com os factos que não se conseguem iludir.

Acrescenta que na origem da campanha esteve o Rui Mateus. Mente por sobre-simplificar a verdade. O papel de Rui Mateus é prévio na próxima ligação à sua pessoa, contemporâneo com todo o caso e posterior com maior intensidade no que se refere ao caso da Weidelplan/Aeroporto de Macau, mas o assunto transcende-o e em muito.

Para enxovalhar Rui Mateus, Soares diz que o conheceu empregado de um restaurante e que teve uma ambição tal que quis ser ministro dos Negócios Estrangeiros do seu Governo. Mente por omissão da verdade. A ligação entre os dois é muitíssimo mais vasta, próxima, e, é só ler o livro que aquele escreveu, para concluir que em matéria de "comedorias" o conhecimento não se limitou a restaurantes.

Remata, enfim, dizendo que envolveram no assunto o então Governador de Macau, Carlos Montez Melancia, que seria absolvido judicialmente. Mente por adulteração da verdade. A história do processo judicial ainda está para ser contada, como a história dos processos judiciais que nunca existiram em torno do caso. E como é que a absolvição do Governador neste processo deu em condenação em outro, o "caso do fax".

No momento em que escrevo estas linhas hesito se contarei ou não toda a história desse aproveitamento político, económico e pessoal da televisão de Macau que o livro tenta branquear.

Confesso que o descaramento do livro me incendeia um sentido de revolta pessoal. Que a "reconstrução" da História  me repugna como cidadão, como o faz tanta historiografia oficial arregimentada que tem andado a ser escrita em relação ao que nem regime político chegou sequer a ser e hoje está em estilhaços, o estado cadaveroso do País.

Sei que se o fizer, contando o que sei, serei sujeito aos efeitos da difamação e do enxovalho, porque ele e este estilo de obra são o rosto de um modo de ser que define a actual Situação, o verso dos que a criaram, o anverso dos que a consentiram. Talvez haja um direito à tranquilidade, minha e dos meus, que eu deveria saber preservar.

Por outro lado estou perante uma figura pública idolatrada a quem tantos perdoaram tudo, à direita e à esquerda, com quem tantos se arranjaram para tanto. Ficarei isolado e à mercê.

Talvez haja, enfim, o respeito devido à idade, se não houvesse o respeito devido à Nação de todos nós. Apodar-me-ão de desapiedado, logo quanto a um livro em que o seu autor se fez cercar, no lançamento, da imagem inocente dos seus netos.

Vou tentar tranquilizar o espírito e logo verei. Até passar o hálito da sordidez do caso e do perfume barato com que agora o vejo contado.

 

 José António Barreiros,15.12.2011

 

 

NOTA do autor deste blogue:

 

O Doutor José António Barreiros tem de saber que não está sozinho em qualquer assunto relacionado com Macau durante a vigência de Mário Soares como Presidente da República.

O senhor sabe que muitos sabemos que o que se passou foi escandaloso e a raiar o limite da página mais negra da história de Portugal além-fronteiras na era moderna. Macau deu para tudo. Para o saque, para o conluio, para o compadrio, para o roubo, para a corrupção, para a compra de juízes, para a traição a camaradas de partido, para "faxes" pagos a peso de ouro, para a imprensa colaboracionista e vendida a todos os valores mais degradantes da decência humana, para o afastamento de homens sérios, enfim, não vale a pena descrever durante uma hora, pelo menos, os desmandos, roubos, lavagens de dinheiro, tráfico de influências, crimes consentidos, e - em lugar de destaque deplorável - a diplomacia rasteira e homossexual a que se assistiu nas últimas duas décadas antes da entrega de Macau à China.

Apenas uma palavra para si: parabéns pela coragem.

 

por João Severino às 10:48
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

HÁ 12 ANOS

 

 

> Na noite de 19 de Dezembro de 1999 senti um dos momentos mais tristes da minha existência. Em Macau, cumpria-se uma das páginas mais negras da história de Portugal, a entrega de Macau à China. À meia-noite retirei do mastro da Redacção do meu jornal 'Macau Hoje' a Bandeira Portuguesa que sempre ali desfraldou desde que passei a proprietário do jornal mais popular de língua portuguesa publicado no território.

Hoje, cumprem-se 12 anos da passagem de administração de Macau para a sobernania chinesa e nem sequer uma pequena cerimónia alusiva à data está anunciada para qualquer local de Portugal. Vilanagem mal agradecida...

 

por João Severino às 09:49
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

MORREU MELO EGÍDIO

 

 

> O primeiro Governador de Macau que conheci no território foi o general Melo Egídio. Guardo gratas recordações das suas atitudes frontais e futuristas. Algumas das primeiras decisões em Macau no pós-25 de Abril no sentido do desenvolvimento ficaram a dever-se ao governador Melo Egídio, que teve como seu braço direito o secretário-adjunto Henrique de Jesus. O general Melo Egídio morreu hoje com 89 anos.

 

 

por João Severino às 18:54
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

90 ANOS DE STANLEY HO

 

 

> Afastado dos negócios do jogo e do jogo dos negócios, Stanley Ho celebra hoje 90 anos sem mão firme no cedro do império, muito pelo seu estado de saúde - rastilho para acirradas disputas entre as suas quatro “famílias”. O rei dos casinos de Macau comemora 90 anos de idade quando se assiste no antigo enclave português a uma proliferação de casinos inusitada.

Stanley Ho ficará na história de Macau e de Portugal. Muitos dos portugueses que hoje se encontram nos locais de decisão e de influência no poder político e económico receberam benesses de Stanley Ho e, muitos deles, a ele devem tudo o que são. Há portugueses que passaram por Macau e que tiveram em Stanley Ho um amigo de quem nunca receberam uma pataca num envelope à margem de qualquer relação comercial.

Mas há muitos que pedincharam e até roubaram aquele que tinha, e tem, muito dinheiro para conseguir toda e qualquer aprovação dos governantes. E os que tiveram poder de decisão a governar Macau ao longo de décadas embriagaram-se com a possibilidade de na troca por troca ficarem ricos. Vergonhosamente ricos.

Neste aniversário histórico de Stanley Ho não podia deixar de registar aqui a minha satisfação pela passagem da sua 90ª primavera e, ao mesmo tempo, lamentar mais uma vez a existência de portugueses que se venderam por três tostões...

 



por João Severino às 09:18
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

ARQUITECTOS DE MACAU PARECEM CEGOS

 

> Em Macau, encontram-se radicados alguns dos melhores arquitectos portugueses. A sua criatividade é imensa, diversificada, cultural, futurista e premiada. Há décadas que os arquitectos portugueses com ateliê aberto em Macau têm mostrado o seu currículo nas mais diversas obras de construção civil. Será que os arquitectos de Macau são cegos ou já estão de tal forma milionários que não necessitam de mais projectos?

Vem isto a propósito de uma notícia que nos diz que o ateliê português “Saraiva & Associados” é o primeiro a estabelecer-se em Pequim, o que aconteceu há apenas seis meses. O ateliê, com sede em Lisboa, espera dinamizar um projecto gigantesco nos arredores de Pequim e outras obras em diferentes localidades chinesas. Fundado há 15 anos, em Lisboa, o atelier “Saraiva & Associados” emprega hoje cerca de 80 arquitectos e tem quatro escritórios fora de Portugal: S. Paulo (Brasil), Oran (Argélia), Malabo (Guiné-Equatorial) e, desde Abril, Pequim (China).

Será que os arquitectos portugueses de Macau ainda não "viram" o manancial de oportunidades existente na China?

 

 

Projectos do atelier “Saraiva & Associados” na China

 



por João Severino às 10:22
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

30 anos de ctm

 

 

> Assisti em Macau em 1981 à criação da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM). Uma empresa que veio modificar todo o sistema económico do território e contribuir grandemente para o desenvolvimento de uma terra onde uma chamada telefónica era um martírio. A CTM está a comemorar 30 anos de existência e desejo expressar aos seus responsáveis e a todos os trabalhadores, os meus encómios pelo trabalho desenvolvido.

A CTM foi uma empresa que esteve sempre ao lado do meu jornal 'Macau Hoje' contra tudo e contra todos os inimigos do diário, incluindo alguns governantes que chegaram a influenciar administradores da empresa para que terminassem a relação comercial com o jornal. E isso nunca se pode esquecer. Num dos momentos de crise na imprensa local, foi a CTM [com a realização de um contrato de publicidade] que concedeu a facilitação de sobrevivência ao jornal. Parabéns, bem-haja e votos de muitos anos ao serviço de Macau e das suas gentes.

 

por João Severino às 11:33
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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011

é a história, estúpido

 

 

> A remoção do escudo português dos Boletins Oficiais em formato pdf, anteriores a 1999, depositados na página na internet da Imprensa Oficial de Macau é um tema deveras interessante e com diversas ramificações. Assim a abrir, interessa-me porque se trata de um símbolo, aparentemente o eventual elo mais fraco de uma cadeia de possíveis modificações. Se fosse a assinatura do Governador, seria mais chocante; se se tratasse do conteúdo da lei, seria atroz; e etc.. Mas não: trata-se de um símbolo e os autores (morais ou imorais) da acção não o respeitaram, pensando provavelmente que tal não era grave. Repare-se que Manuel Cansado de Carvalho, cônsul-geral de Portugal comentou, perante o facto, qualquer coisa como o design não interessava, desde que o conteúdo se mantivesse o mesmo. Contudo, acrescentou prudentemente que não estava na posse de toda a informação sobre o assunto, criando para si mesmo margem de manobra posterior, nomeadamente se o MNE português resolver tomar alguma posição sobre o assunto (já lá vamos).

Ora o ataque ao símbolo remete-nos para as teorias estruturalistas de Ferdinand Saussure, a partir das quais se explica, às vezes de forma demasiado clara, que as relações que se estabelecem entre os símbolos (significantes) acabam por ter uma relevância tal que se sobrepõem aos conteúdos (significados). Ou seja, traduzindo para macanês: retirar o escudo português da legislação pré-1999 inscreve-se num conjunto de acções, mais ou menos conscientes, que promove o apagamento da História de Macau, transformando-a num inconsciente complexo colectivo, ao invés de a esclarecer, de assumir à luz do dia, isto é, de a tornar inofensiva. É dos livros: o recalcado volta sempre ao local do crime. Logo, retirar os escudos é contraproducente e estúpido.

Depois vem à colação a questão da credibilidade, levantada por Amélia António, presidente da Casa de Portugal, e por José Rocha Dinis, director do Jornal Tribuna de Macau. Com efeito, como acreditar em documentos rasurados, onde existiu uma intervenção qualquer? Os autores da “patriótica” façanha fizeram uma coisa bem simples: retiraram crédito a qualquer documento que publiquem na internet porque já se viu que são capazes de adulterar a História. Isto é grave. Se as pessoas não compreendem a gravidade de um assunto como este então o mundo, tal qual o conheço, está mesmo perdido. E perigoso. Contamos com o Estado para nos proteger destas estranhas acções, desta espécie de maníacos, e, curiosamente,

é o próprio Estado que cria condições de insegurança e de fraca credibilidade.

Em difícil posição está Paulo Portas, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros. O que fazer perante esta situação? Provavelmente nada, porque os “negócios” entre Portugal e a China são certamente mais importantes do que a retirada do escudo português do Boletim Oficial de Macau. É certo que poderia ser invocada a Declaração Conjunta ou simplesmente enviar um protesto para Pequim face a esta bizarra facada na História. Não fazer nada significa aquiescer e aquiescer significa o habitual alheamento perante as questões de Macau e significa também que se dá luz verde a este apagamento das coisas que vão sendo consideradas inconvenientes não se sabe bem por quem. Por isso, de Portugal espera-se as habituais tibieza e cobardia. Talvez Portas nos surpreenda.

Falta considerar outros aspectos. Por exemplo, saber de quem partiu a ordem, conhecer o responsável. Terá sido um ditame do Governo Central ou um excesso de zelo de um funcionário local? Ou, talvez, alguém no meio? O Chefe do Executivo, um Secretário? Qual a grandeza real deste comando? É irreversível ou poder-se-á voltar atrás?

Quanto a nós é com tristeza que assistimos a ete tipo de acção. Afinal, a retirada do escudo não nasceu ontem, não se trata de um caso isolado e sem precedentes: tem precedentes conhecidos. É o caso famoso das fotografias de onde Estaline mandava retirar os que caíam em desgraça. O ditador russo não foi o único, tendo sido esta técnica abundantemente utilizada. Claro que o caso vertente dos escudos não tem a mesma gravidade, mas o princípio é o mesmo: certos senhores julgam-se no direito de apagar a História, crendo na sua estupidez que tal é possível e a História não ressurgirá. Estaline também morreu julgando que seria considerado um herói, mas hoje é conhecido por ter sido um paranóico e tenebroso assassino.

 

Carlos Morais José, director do 'Hoje Macau'

 

por João Severino às 10:33
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

china desilude

 

 

> A China tem tido atitudes em Macau que envergonham o seu próprio umbigo. Desde Dezembro de 1999 que existe uma fobia em apagar todos os marcos da presença portuguesa naquele território como se a História fosse algo que se pudesse apagar com uma borracha. Uma borracha gigante foi o que deve ter servido para o governo de Macau ter rasurado o escudo português de TODOS os Boletins Oficiais do tempo do "colonialismo". Sem necessidade, talvem por ódio ou por complexo... O assunto é hoje tema de manchete no diário 'Hoje Macau'.

 

http://hojemacau.com.mo/?p=21477

 

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por João Severino às 10:07
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Sexta-feira, 29 de Julho de 2011

convite

 

 

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por João Severino às 11:47
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011

convite

 

 

 

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por João Severino às 11:25
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

irmã de jorge rangel barbaramente agredida

 

 

> Gina Rangel foi insultada e barbaramente agredida por um vizinho do prédio onde reside em Macau, por ter chamado à atenção de um energúmeno racista chinês que era necessária educação na entrada para o elevedor. O agressor insultou a irmã de Jorge Rangel, ex-secretário-adjunto da Educação na administração portuguesa e presidente do Instituto Internacional de Macau, de uma forma brutal, onde o insulto "filha da puta" foi o mais suave, segundo se lê na edição do diário 'Hoje Macau'. Gina Rangel é minha amiga e quero expressar-lhe a maior solidariedade e os votos de rápidas melhoras. O diário salienta que estão a acontecer, em Macau, vários casos de intimidação a estrangeiros.

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por João Severino às 23:18
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Domingo, 12 de Junho de 2011

obrigado, humberto!

 

 

> O meu grande amigo Humberto Pinto Fernandes Abreu vai ser alvo de uma homenagem fúnebre de grande significado. É a melhor distinção que lhe podia ser concedida - um livro com os seus artigos. O Humberto sempre adorou a escrita e deixou bem patente na imprensa de Macau o que lhe ia na alma. Em boa hora, o jornalista-escritor e director do 'Hoje Macau', Carlos Morais José, edita a obra "Penso eu de que...", uma compilação de crónicas entre 2004 e 2010, cujo lançamento terá lugar no próximo dia 17, 18.00 horas, na Livraria Portuguesa, em Macau.

 


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por João Severino às 16:33
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011

restauração em macau

 

 

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por João Severino às 16:10
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

quando eu fotografava macau

 

Hotel Lisboa e Farol da Guia

 

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por João Severino às 15:22
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Terça-feira, 12 de Abril de 2011

jornalistas

 

 

> Uma foto do baú de Afonso Camões, presidente da Agência Lusa e que dirigiu o Gabinete de Comunicação Social de Macau, que me deu muita satisfação ao recordar belos tempos. Na oportunidade, o Afonso reuniu os jornalistas portugueses e chineses. Um bom momento.

 

por João Severino às 19:31
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Terça-feira, 15 de Março de 2011

o governador bom deixou-nos

 

 

 

> É com muita tristeza que vos informo que o Professor Joaquim Pinto Machado, ex-governador de Macau morreu ontem, no Hospital de S. João, no Porto onde já estava internado há muito tempo. Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, membro da ala liberal de Francisco Sá Carneiro, membro do Conselho Nacional do PSD, mandatário da candidatura presidencial de Mário Soares em 1985 e governador de Macau entre Junho de 1986 e Julho de 1987. E por quê tão pouco tempo à frente da governação de Macau?

Porque era um homem sério, culto, íntegro e bom. Este homem bom que se lamenta não ter escrito as suas memórias sobre os momentos terríveis que viveu durante a sua administração macaense. Falei várias vezes com o Professor e ele nunca compreendeu a razão pela qual os chineses olhavam os portugueses como "sacadores" da árvore das patacas. Tive a oportunidade de lhe explicar e de lhe dizer que a sua idoneidade e formação académicas nunca poderiam aceitar as máfias que reinavam em Macau, que nunca poderia aceitar as comissões em dinheiro que corriam por baixo da mesa por toda e qualquer adjudicação de obra pública ou mesmo de um simples licenciamento de importação de prostitutas, que nunca iria aceitar depósitos em contas bancárias na Suíça, Madrid ou Funchal, que nunca iria aceitar que o dinheiro sujo do jogo construisse uma casa para si no Algarve com piscina e campo de ténis, que nunca iria aceitar a oferta de vários contentores com toda a espécie de mobiliário e outros objectos da antiguidade chinesa a caminho da sua garagem, que nunca iria aceitar passeios de iate em Hong Kong onde eram acordados os quantitativos a entregar ao seu PSD, que nunca iria aceitar a existência de portugueses de primeira, de segunda e de terceira categoria num enclave dominado por meia dúzia de "imperadores" chineses e portugueses.

Enfim, as nossas conversas terminaram no dia em que me disse que eu podia publicar a notícia de que se ia embora porque, na verdade, eu tinha razão no que lhe tinha dito, acrescentando outros factos de que eu não tivera conhecimento. Aconteceu que no interior do seu próprio Governo houve quem o tivesse traído e quem o quisesse ver de Macau para fora para poder "reinar" a seu bel-prazer, o que veio verdadeiramente a acontecer.

Neste momento triste em que Macau perdeu o seu Governador mais sério e de um comportamento exemplar no sentido de provar aos chineses que Portugal ainda tem homens com espinha dorsal, quero deixar as minhas condolências à sua família dizendo-lhe que pode orgulhar-se de ter tido como vosso ente querido um homem como poucos a dignificar o nome de Portugal.

 

 

por João Severino às 10:06
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Terça-feira, 1 de Março de 2011

mais um

 

 

 

 

 

> - É pá, vai ser lançado mais um livro sobre Macau!

 

- Outro?! Quem é agora o escritor?

 

- Mais um tropa! O ex-governador Garcia Leandro!

 

- AH!... Será que ele escreve no livro que foi para Macau porque os timorenses não o quiseram em Timor?!...

 

 

© jes

 

por João Severino às 10:55
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

anónimo de macau

 

> Recebi uma mensagem de um leitor anónimo de Macau, na qual transmite o seu desagrado por eu ter citado o diário 'Hoje Macau' no concernente à compra da dívida portuguesa por parte da Autoridade Monetária e Cambial de Macau, e salientando que a fonte da notícia não era o referido jornal. O leitor anónimo patenteou uma forma educada e cordial ao dirigir-se a mim. Tenho pena que seja anónimo. Especialmente, porque gostaria de rebater pessoal e directamente todas as acusações que me faz.

De qualquer modo, na esperança que o leitor anónimo venha a ler este post, referiro-lhe que apenas leio a edição PDF do 'Hoje Macau' porque os responsáveis do jornal têm a amabilidade de me a enviar por e-mail diariamente. Que não tenho qualquer contacto com o director do jornal. Que não leio quaisquer outras fontes noticiosas sobre Macau. Que não guardo qualquer aversão ou azedume para quem quer que seja residente em Macau. Lamentavelmente, para grande desgosto meu, não me sinto mobilizado como deveria para os assuntos respeitantes a Macau. Se alguma informação ainda publico neste blogue sobre Macau é por me ter sido transmitido por várias pessoas em Portugal o seu agrado sempre que têm alguma novidade do território. Queira o leitor anónimo ficar certo de uma coisa: A vida, por vezes dura e ingrata, ensinou-me que o nosso tempo por este planeta é muito curto para termos inimigos (pensamento de Ayrton Senna) e que o perdão não é feito pelos homens, mas simplesmente por Deus. E que Este o proteja a si e a mim.

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por João Severino às 16:07
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

até macau já compra portugal

 

 

> Segundo informa a edição desta quinta-feira do diário 'Hoje Macau', a Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) adquiriu acções da dívida portuguesa, sem ser adiantado o montante. A operação foi realizada num leilão de Janeiro passado.

Mas, o pedido de joelhos deve ter sido feito quando o ministro Teixeira dos Santos aterrou de repente no território que Portugal deixou em 1999. Realmente, Macau sempre foi uma árvore de patacas... Ficou o hábito de lá ir buscar "água" para tanta sede...

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por João Severino às 23:09
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

macau há 30 anos

 

 

 

 

> No dia 18 de Janeiro de 1981 parti para Macau com a minha mulher e dois filhos menores. Faz hoje 30 anos que resolvi abraçar uma terra que ainda me vai na alma. E ainda sou um residente de Macau exilado em Portugal.

 

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por João Severino às 22:02
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

tanta arrogância para isto

 

> A administração portuguesa "reinou" em Macau durante centenas de anos com arrogância e sobranceria. Os chineses, durante as últimas décadas até ao 25 de Abril, eram vistos pelos administradores como seres menores e desclassificados. Após o golpe de Estado do 25A, os administradores, apesar da China os ter colocado em sentido, ainda governaram com arrogância e a sacar tudo o que podiam. Pelo menos, entre as dez maiores fortunas portuguesas, cinco delas pertencem a ex-comissionistas que residiram ou que mantêm residência em Portugal e em Macau.

Afinal, tanta arrogância, corrupção e prepotência, para quê? Para isto: Ministro Teixeira dos Santos em Pequim a pedir esmola.

por João Severino às 10:33
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Domingo, 7 de Novembro de 2010

ponte macau

 

 

 

> Macau é a ponte entre Portugal e a China... só é pena que tudo passe ao lado.

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por João Severino às 14:54
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

HENRIQUE DE SENNA FERNANDES ENTRISTECE AMIGOS DE MACAU







> O advogado e escritor Henrique de Senna Fernandes faleceu em Macau com 86 anos. Uma notícia muito triste para quantos têm Macau e os macaenses no coração. Este ilustre macaense sempre me dispensou a maior consideração e amizade. O causídico, ao longo de duas décadas, contribuiu para que eu obtivesse um verdadeiro conhecimento da realidade macaense e, muito especialmente, sobre a actividade sui generis da advocacia no território. 
Senna Fernandes formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Para além do exercício da advocacia, foi professor e director da Escola Comercial Pedro Nolasco da Silva, presidente da Associação Promotora para a Instrução dos Macaenses quando se criou a actual Escola Portuguesa de Macau e o primeiro presidente da Associação dos Advogados de Macau.
Com quatro livros publicados: Nam Van -- Contos de Macau, A Amor e Dedinhos de Pé, A Trança Feiticeira, e Mong-Há -- Contos de Macau, Henrique de Senna Fernandes deixa, pelo menos, três outros por terminar - A Noite Nasceu em Dezembro, integrado na iniciativa Cinco Anos, Cinco Livros da editora 'Livros do Oriente' e do jornal 'Ponto Final', O Pai das Orquídeas e Os Dores, aos quais dedicou os seus últimos anos.
Aos seus familiares endereço as minhas sentidas condolências.
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por João Severino às 16:29
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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

MACAU PASSADO





> Maria José Azevedo, mãe do jovem Luís Amorim que foi assassinado em Macau, concedeu hoje uma entrevista ao diário 'Hoje Macau', data em que passaram três anos da morte de seu filho sem que o Ministério Público de Macau demonstre o mínimo de seriedade sobre o caso que aguarda ainda por justiça.
Na entrevista, uma passagem do texto suspendeu-me a respiração, quando Maria José afirmou: "Salvo raras excepções fomos completamente abandonados. Fomos confrontados com comportamentos que não esperávamos de todo, grande parte da comunidade preferiu esconder a cabeça na areia, o caso era demasiado sensível, pesado e dos outros. Também sei que o medo e a insegurança tornam as pessoas irracionais e podem conduzi-las a comportamentos aparentemente incompreensíveis e desumanos."
Minha cara Maria José Azevedo, infelizmente, a história repete-se sempre de modo a contribuir para um sentimento muito doloroso que nos fica na alma para sempre. Aconteceu que no passado do meu Macau também senti essa dor de uma comunidade que "preferiu esconder a cabeça na areia"...
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por João Severino às 15:30
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

...


- É pá, o o ministro Teixeira dos Santos está em Macau sem agenda!

- Está descansado que os chineses oferecem-lhe uma e bordada a ouro...
por João Severino às 09:58
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

AGORA JÁ MACAU É IMPORTANTE


> Portugal tem-se comportado vergonhosamente com Macau. Tem abandonado os portugueses que ali residem à sua sorte. Até a Escola Portuguesa ficou entregue às birras de muitos que só souberam "orientar-se" em Macau. Mas, agora que Portugal está a caminhar para a bancarrota e que o cu começa a arder, estes governantes de meia-tijela já se lembraram que em Macau existem muitos empresários cheios de milhões que investem em todo o mundo excepto em Portugal. Então, qual foi a solução encontrada? O ministro das Finanças Teixeira dos Santos vai a Macau e Hong Kong procurar investidores...
Mas atenção: depois de encontrar alguns, não vale comprar prédios e quintas em Castelo Branco...
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por João Severino às 11:02
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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

AINDA HÁ SAPOS À SOLTA


> Resta-me a satisfação de constatar que ainda tenho amigos em Macau e que reconhecem a minha razão. Um grande abraço ao director do 'Hoje Macau', Carlos Morais José, pelas suas palavras que me sensibilizaram.
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por João Severino às 14:35
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

ALMEIDA E COSTA: REPOR A VERDADE HISTÓRICA


> Quando da morte do almirante Vasco de Almeida e Costa foi referido que o ex-governador de Macau tinha sido o responsável pela ideia da construção do aeroporto naquele território sob administração portuguesa. É imperioso que deixemos aqui a verdade dos factos para memória futura.
A ideia de se construir um aeroporto em Macau foi apresentada pela empresa norte-americana TAM ao ex-governador de Macau, general Melo Egídio. Este, respondeu aos interessados que iria estudar o assunto. Entretanto, foi substituído no cargo por Almeida e Costa.
A dada altura do seu mandato, Almeida e Costa em reunião do governo colocou o projecto do aeroporto em apreciação dos seus secretários-adjuntos. Depois de um estudo apurado por parte do secretário-adjunto para as Obras Públicas, coronel engenheiro Almeida Viana, este apresentou em nova reunião de governo o seu parecer. Almeida Viana foi peremptório em afirmar que a construção do aeroporto seria um fiasco económico no futuro, caso um dia a China viesse a abrir o espaço aéreo a voos directos entre o continente e Taiwan. Em face do exposto, o ex-governador Almeida e Costa colocou de parte a ideia de se avançar para a construção do aeroporto.

O projecto viria a ser equacionado pelo sucessor de Almeida e Costa, o engenheiro Carlos Melancia. E foi a partir da decisão de Carlos Melancia no sentido de avançar para a realização do projecto que um grupo de investidores e seus advogados viria a trair Carlos Melancia e a provocar a sua destituição, acusado injustamente de um alegado caso de corrupção.

Quanto ao parecer do secretário-adjunto Almeida Viana, nada mais premeditório e acertado, porquanto, hoje em dia, o aeroporto de Macau [após o início dos voos directos entre Taiwan e o continente] está à beira da falência técnica e possível encerramento.

Fonte autorizada: Ex-Secretário-Adjunto José Roque Martins do Governo de Almeida e Costa.
por João Severino às 14:48
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

O REGRESSO DA CARAVELA

> As explicações dadas pelo Governo de Pequim, para justificar a recusa em autorizar a vinda do navio-escola Sagres a Macau, pecam por serem curtas e obscuras. Se acrescentarmos a isto a confusão patente nas declarações dos ministérios portugueses dos Negócios Estrangeiros e da Defesa e nos comentários feitos pelo comandante da Sagres, resulta óbvio que haverá alguma coisa mais do que a simples “falta de condições técnicas” por detrás da proibição.
É certo que a Sagres não poderia ancorar nem no local onde esteve a última vez nem no Porto Interior. Mas o chamado porto de águas profundas de Ká Hó terá capacidade para um navio com a tonelagem e o calado do navio-escola da Marinha portuguesa.
Mesmo que não tivesse, não seria de todo impossível que a Sagres ancorasse ao largo de Macau, um pouco antes da Ponte da Amizade, e que fosse disponibilizado um serviço de carreiras marítimas, para quem quisesse visitar o navio.
Também é óbvio que o ministério dos Negócios Estrangeiros e o ministério da Defesa, em Portugal, desafinaram bastante, na versão que deram aos jornalistas.
A primeira explicação, pela voz do comandante da Sagres, dizia que a recusa tinha a ver com um “imbróglio jurídico” e que a legislação de Macau não previa a visita de navios de guerra estrangeiros.
Mais tarde, o mesmo militar da Armada corrigiu ligeiramente esta versão, adiantando que a autorização não foi concedida “porque em Macau não é permitida a visita de navios de guerra por se tratar de uma região chinesa com autonomia”.
Para compor o ramalhete e ajudar à confusão, o embaixador de Portugal em Pequim veio a público com uma nova explicação: o Governo de Pequim alegou “falta de condições técnicas” do porto de Macau para o navio Sagres poder atracar.
Saliente-se aqui o pormenor de Macau ter mais do que um porto e o embaixador não referir se a tal falta de condições técnicas abrangia os quatro portos do território.
Já depois de esta nova versão ter sido divulgada, o ministério português da Defesa, através da assessora de Imprensa do ministro Santos Silva, insiste na sua versão, que não coincide com a do ministério dos Negócios Estrangeiros.
Segundo a informação que foi transmitida ao ministério da Defesa pelo ministério dos Negócios Estrangeiros, a “razão que foi apresentada é a de que navios militares não podem atracar em Macau, seja qual for a sua nacionalidade”.
Posto isto, resta acrescentar que a responsável pelas relações com a Imprensa do Comissariado do ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China em Macau referiu apenas que a resposta enviada ao governo português, em relação ao pedido de autorização para que a Sagres viesse a Macau, foi negativa, devido ao facto de “não haver condições”, em Macau, para aceitar a visita de navios de guerra estrangeiros.
Era conveniente que este episódio fosse clarificado, por ambas as partes. Sabemos que, quando se comete uma “gaffe” ou há um lapso, envolvendo governos, responsáveis políticos e funcionários, a tendência é para tentar estender o manto do silêncio sobre o assunto.
Não nos parece que seja a melhor solução, neste caso. Porque, sem mais explicações, ficará no ar – e na cabeça de muitas pessoas – a ideia de que a decisão de Pequim em não autorizar a visita do navio-escola português poderá ter a ver com “pruridos de nacionalismo”, talvez excessivos, parafraseando o deputado Leonel Alves, num debate na Assembleia Legislativa, onde a língua portuguesa foi atacada, por construir um obstáculo ao desenvolvimentos de Macau.
Será que o Governo chinês vetou a deslocação da Sagres a Macau, devido ao facto de o navio-escola ser um símbolo de Portugal e uma reminiscência de outros tempos, de quando as caravelas portuguesas chegaram a Macau, ocupando uma parte do território chinês e aqui permanecendo vários séculos, depois de impor um “tratado desigual” ao então enfraquecido império chinês?
É uma hipótese legítima, mas não gostaríamos que se confirmasse. Daí o apelo a ambos os governos para que esclareçam, sem margem para dúvidas, esta questão: quais são exactamente as condições de que Macau carece para que seja possível que a Sagres visite o território?

Paulo Reis, in 'Hoje Macau'
por João Severino às 17:17
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

ORGULHO


> Foi com muito orgulho e satisfação que este vosso amigo, jornalista que não tem lugar em qualquer jornal, rádio ou televisão, apresentou aqui no PPTAO uma notícia em primeira mão mundial.
A proibição pela China de o "N.E. Sagres" não poder visitar Macau foi publicada aqui no domingo passado. Vários leitores duvidaram da veracidade da informação.
Foi com muito orgulho que hoje vi a confirmação da notícia com grande destaque na primeira página do 'Diário de Notícias' e ouvi a mesma confirmação através da voz do comandante do navio em várias estações de rádio, com destaque para a Antena 1 em vários noticiários.
Há pouco (cerca das 18.00 em Macau) recebi um email de um leitor residente em Macau, dizendo:

Caro João, A Rádio Macau está a dar a notícia hoje. A Capitania dos Portos "desconhece". E eu fico a pensar que é difícil compreender estes complexos, este cinzentismo. Se viesse de algumas moleirinhas bolorentas que há aqui em Macau, não me surpreenderia tanto. De Pequim, confesso que não estava à espera de uma reacção destas. Estarão com receio de algum ataque à Fortaleza do Monte?? Ou, pior que isso, ao Hotel Lisboa?! Se calhar, o melhor mesmo é completar o slogan "A China está a mudar". Basta acrescentar "Mas é pouco. E devagarinho." Um abraço Pedro Coimbra
por João Severino às 10:04
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Domingo, 15 de Agosto de 2010

'SAGRES' PROIBIDO EM MACAU


EXCLUSIVO

> As relações entre Portugal e a República Popular da China tornaram-se tensas após a proibição da visita do "N. E. Sagres" a Macau, por parte das autoridades chinesas, apurou o PPTAO junto de fonte diplomática portuguesa.
A barca-embaixadora "Sagres" devia aportar a Macau conforme estava programado e inserido na circum-navegação mundial que está a realizar. "Surpreendentemente a China apresentou uma justificação esfarrapada para proibir a presença do 'Sagres' em Macau alegando que se trata de um navio de guerra e que nas águas de Macau não poderá entrar qualquer vaso de guerra", afirmou a nossa fonte.
O caricato da justificação é agravado se atendermos que as mesmas autoridades chinesas permitiram que o "Sagres" visitasse Xangai.
Mais uma vez, estamos perante uma posição da China que traduz as intenções constantes do governo em que por qualquer razão se recorde em Macau a portugalidade ou qualquer réstia de celebração portuguesa, após a transferência de administração de Portugal para a China, em Dezembro de 1999, e que leve os residentes a recordar com saudade a presença portuguesa secular.
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por João Severino às 12:35
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

QUALQUER DIA VIVEM EM BARCAÇAS

> Macau: População aumenta para 544 600 habitantes no segundo trimestre.
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por João Severino às 11:00
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

MIRA GOMES NO LUGAR CERTO








>
João Mira Gomes foi nomeado como embaixador de Portugal na NATO. Um dos cargos mais relevantes da hierarquia diplomática que lhe assenta como uma luva. Tive a satisfação de o conhecer como assessor diplomático do governador Rocha Vieira, em Macau.
João Mira Gomes é um homem de bem, de gentileza, inteligência e disponibilidade extremas. Um verdadeiro diplomata que sempre soube distinguir o trigo do joio e, em alguns casos, pode o general Rocha Vieira agradecer-lhe as honrarias do diálogo sino-português com que a história o distinguirá.
por João Severino às 23:12
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

NA HORA DA MORTE

> Na hora da morte de personalidades ilustres há sempre o hábito de tecer loas a própósito da figura que desaparece do seio dos vivos. Macau contrariou a regra. Morreu o almirante Almeida e Costa e logo apareceram umas mentes doentias e ingratas a maldizer a figura e o trabalho do ex-governador. E ainda bem. Porque, assim, quando chegar a hora da morte desses arautos da "verdade" já lhes podemos chamar todos os nomes que foram ao longo da vida...
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por João Severino às 11:35
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Sábado, 17 de Julho de 2010

LIVROS

> Até que enfim. Lá me deu para corresponder ao pedido de vários amigos. Comecei a escrever dois livros. Um sobre Macau e outro sobre Timor-Leste. Curiosa a minha memória que já me deixou registar mais de duas mil pessoas com responsabilidades ligadas a estas duas temáticas. Um deles, já tem título: "O Bando dos Quatro caiu do Ramelau". Mas, os corruptos podem ficar descansados. Os livros só irão à estampa se os meus filhos o entenderem depois de eu viajar para o além.
por João Severino às 14:34
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

BOCAS NA RUA

Macau

- É pá, é incrível que o cônsul de Portugal em Macau não tome posição sobre o assassínio do jovem Luís Amorim!

- É natural, pá! Ele já nasceu cansado...
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por João Severino às 11:45
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Terça-feira, 25 de Maio de 2010

MACAU TRISTE

> Em Macau a comunidade portuguesa está chocada. E com razão. Há tempos, mataram um jovem e a informação "oficial" anunciou prematura e abusivamente que se tinha tratado de um suicídio. A família do jovem não gostou e lutou. Lutou muito pela verdade. E continua a lutar. E continuará a lutar porque a mentira e a falsidade imperaram na investigação à morte do bom jovem Luís. A família apresentou agora o relatório da autópsia realizada pelo Instituto de Medicina Legal de Portugal que contraria em absoluto tudo o que foi dito sobre o alegado suicídio.
O diário 'Hoje Macau', dirigido por Carlos Morais José, apresentou à estampa toda a lógica de que se tratou de um assassínio e numa passagem do seu editorial, salientou: "Uma mancha que se alastra a vários departamentos, a diversas individualidades, e mostra como pode ser, neste território, periclitante a nossa segurança, quando tudo nos diz, nomeadamente os próprios indicadores sociais, não existir uma real razão para isso. A culpa, neste caso, não é do excesso de criminosos e de criminalidade. São as falhas dos que aqui estão para proteger os cidadãos que metem mais medo que os próprios bandidos."

A este propósito, recordei-me de outros tempos em que escrevia no meu jornal ´Macau Hoje' sobre a verdade de determinado caso e recebia avisos para me calar.
Ou se publicava pontos de vista que não agradavam a governantes e recebia o corte da publicidade institucional.
Ou ainda, se inadvertidamente e sobre a explosão de um entusiasmo jornalístico absurdo dava a conhecer factos relacionados com gente poderosa e cujos escritos iriam resultar na decisão de alguém, muito "policial", tirar-me a vida.
Sim, eu sei, que estive para ser morto, e que foi precisamente quem era muito poderoso que deu a ordem para que os capangas não levassem por diante o acto criminoso. Segurança em Macau?
Puff!...
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por João Severino às 17:18
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010

JORGE SAMPAIO PODIA TER SIDO MORTO

> Hoje, um cidadão que se dedica ao estudo da História contemporânea, veio perguntar-me se lhe poderia dar uma resposta a uma questão relacionada com Macau sobre a qual ninguém se quis pronunciar. "Qual é o problema, meu caro!", disse-lhe. "Sobre Macau só tenho um problema... é andar estupidamente calado sobre tudo o que sei, mas não quero envergonhar muita gente", adiantei.

O meu interlocutor queria saber se o ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, esteve ou não para ser alvo de um atentado à bomba, em Macau no ano de 1999. A resposta foi simples: "Esteve, sim senhor, mas não era pelas razões que foram indicadas às polícias secretas da China e de Portugal. Esteve para rebentar uma bomba durante a sua visita a Macau por simples vingança contra um alegado amigo de Jorge Sampaio que tinha levado a efeito uma grande traição a uma seita secreta. A bomba rebentaria quando estivessem os dois juntos para dar brado internacional".

Especificidades de Macau que ficarão nos segredos dos deuses...
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por João Severino às 15:55
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

MACAU: QUANDO OS MILHÕES DO JOGO NÃO CHEGAM AO HOSPITAL QUE É UMA GRANDE MERDA

> Em Macau, os milhões de patacas oriundos do jogo não servem para que o governo tenha um mínimo de dignidade e de respeito pelos seus governados. Isabel Abreu, residente em Macau, viu morrer-lhe o marido Humberto Pinto Fernandes Abreu, ex-colaborador deste blogue, em condições chocantes e revoltantes. Um texto que gela os ossos a qualquer humano. Um texto que obrigaria, no mínimo, à demissão do secretário para a Saúde do governo da RAEM.
Aqui fica o testemunho corajoso de Isabel Abreu:

Este é para ti, meu amor

Dois meses e meio passaram sobre a morte do Humberto. Não é fácil acordar, viver e deitar na ausência de alguém que partilhou a minha vida durante 12 anos.

O Humberto sempre foi um enigma renovado diariamente, um desafio permanente e um descanso e alegria totais pela filosofia de vida que tinha, pela solidariedade, pela inteligência, pelo inesperado. Quem com ele de perto conviveu, sabe bem a que me refiro.

Estas linhas são a ele dedicadas e a todos quantos possam beneficiar do seu teor. Cada um fará a sua leitura.

Dia 25 de Fevereiro de 2010, entro com o Humberto nas urgências do Centro Hospitalar Conde São Januário, por volta das 11 da manhã. A luta do costume, a espera do costume, a confusão do costume, o barulho ensurdecedor do costume, a desorganização do costume, a porcaria do costume.

Dada a gravidade dos sintomas, tentei interceder junto de um clínico, de nacionalidade portuguesa, que estava nas urgências, mas que me respondeu estar ocupado e que os colegas tratariam do caso.

Finalmente atendido por um qualquer outro clínico de serviço, foi iniciado o processo com o pedido das básicas análises de sangue e urina, bem como RX e Ultra-som. As horas foram passando, os turnos iam mudando, ou assim parecia, e por volta das 5 ou 6 da tarde, depois de muita insistência da minha parte, consigo chegar à fala com um outro qualquer clínico de serviço que, depois de consultar o computador, responde em inglês macarrónico que ainda não tinham chegado os resultados da análise ao sangue. Não me parecendo normal a situação, exigi que falasse com quem entendesse, mas que queria saber o que se passava. Telefonema para aqui, telefonema para ali, e a resposta sai textualmente «they check again, maybe leukemia». Assim, na bochecha, sem mais delongas.

Reagi como qualquer mortal reagiria a uma tirada destas, assim, a seco, ali no meio da confusão. Alguém, confesso não me lembrar quem, veio pôr água na fervura e aconselhou ir até casa, que depois ligariam com os resultados finais.

Por volta das sete e tal da noite chamaram para regressar ao hospital. A confirmação veio pela voz do clínico que havia recusado assistência de manhã, ali, no meio da confusão. Era leucemia mieloblástica agressiva. Internamento imediato, num quarto isolado adjunto ao SO, dada a falta de defesas do organismo para combater o que quer que fosse. Nunca mais vi esse clínico, nem depois da morte do Humberto. Vi outros, muitos, todos indiferentes à gravidade da situação.

Dia 26 as coisas começam a complicar-se e o estado de saúde do Humberto a decair a olhos vistos. Um inferno, aquele quarto, onde o barulho era uma constante, apesar dos muitos letreiros espalhados pelos corredores a recomendar silêncio. As serventes aos gritos de um lado, a atirar com as arrastadeiras e afins, as enfermeiras aos gritos do outro, um cenário surrealista. Pedi várias vezes, até de joelhos, que se contivessem, mas sem sucesso.

A páginas tantas, entra quarto adentro um amanuense qualquer, dizendo, textualmente, «go up stairs pay money». Perante a debilidade do Humberto, respondo que iria logo que possível. Não era o caso de ele se levantar e fugir do hospital sem pagar, para além de que era residente permanente de Macau, cá vivendo há 28 anos. Cinco minutos depois, vem outro amanuense, no caso uma senhora, das poucas que sentiu a preocupação dos familiares e que, muito gentilmente, com uma declaração na mão, me informa que o Humberto tem direito a assistência gratuita. Que me dirigisse, na segunda-feira seguinte, ao rés-do-chão, munida do BIR e fotografia para que fosse processado o respectivo cartão.

Nesse mesmo dia, ao fim da tarde, e perante a situação que se agravava a cada minuto, em presença do Jorge, o irmão do Humberto, falei com um hematologista, português, ali, no corredor, sem quaisquer condições, sem qualquer dignidade, que explicou, finalmente, qual o tipo de leucemia que o Humberto tinha, bem como o plano terapêutico a seguir. Olhos nos olhos, perguntei o que podia esperar. Não me foi dada uma resposta concreta. Desapareceu, nunca mais o vi.

Compreendo que os médicos não sejam bruxos. Já não compreendo que, com tantos anos de experiência, não saibam avaliar a gravidade de um caso como o do Humberto. Não compreendo que ninguém estivesse disponível para o acompanhar permanentemente, ininterruptamente.

Quem lá esteve fui eu, e o Jorge, e a Irene, e a Loly, e o Hélder e os amigos, a dar apoio, a apanhar os vómitos, a consolar, a aconchegar. Nem quando os vómitos começaram a ser de sangue, alguém me soube dizer se era assim, se era normal no caso dele. Corri aquele maldito hospital de cima para baixo e de baixo para cima, implorei que me dessem uma resposta. Nada. Ninguém quis saber. Nem o clínico que assistia o Humberto num problema de saúde que o tinha afectado uns anos antes, que abordei no SO, e que me virou as costas sem uma palavra.

Cerca da meia-noite dizem-me que o vão levar para um quarto no segundo andar. Lá fomos e, depois de andar com a cama de elevador em elevador e em diferentes andares, chegamos a uma enfermaria onde estavam já dois pacientes. Refiro a questão do isolamento e da vulnerabilidade do Humberto. Não interessava, porque não há quartos e até dão a entender que é um favor que estão a fazer em tê-lo ali.

Seis, repito seis, entre enfermeiros e ajudantes, demoraram cerca de 10 minutos para o mudarem de uma cama para outra, não antes de me perguntarem se ele não podia passar sozinho. Nem queria acreditar no que estava a ouvir. A passagem foi feita de tal modo que rebentaram com as ligações do soro, provocando uma hemorragia, dado o nível praticamente inexistente de plaquetas no sangue e falta de coagulação. A aflição foi muita e a preocupação era que eu não estivesse a ver, insistindo sempre que esperasse fora da enfermaria. Reposta a parafernália, sempre a mandarem-se sair do quarto, dizem-me que não posso ficar com ele.

Novamente imploro que me deixem ficar, refiro que o médico que tinha estado de serviço até à meia-noite me tinha dito que sim. Pois, mas não assinou o papel que, pelos vistos, ali, é mais importante do que a vida de uma pessoa.

E, menciono a minha angústia, depois de ter passado, na urgência, por cenas caricatas, onde, por exemplo, chegaram a estar cinco urinóis utilizados, alinhados no chão, à espera que alguém os viesse recolher. Onde, por mais que os monitores apitassem, assim ou assado, ninguém ia conferir o que se passava. Onde, até os sacos para vomitar eram racionados, e por aí fora. Resposta pronta, em língua macarrónica, «aqui somos todos profissionais», Viu-se.

Dada a posição de irredutibilidade, e as portas cheias de códigos de segurança, imploro que, à menor alteração, me liguem. E assim foi, ainda não eram sete horas da manhã, dizendo-me, «Sinhor não está bem». Voei para o hospital, mas, o conceito de não estar bem, pelos vistos, naquele hospital, é estar morto. Ainda assisti a uma massagem cardíaca, manual, como se estivéssemos num outro qualquer local, que não num centro hospitalar.

Hoje, à distância de cerca de dois meses e meio, pergunto e exijo que me respondam:

Porque razão não havia um desfibrilador ao pé dele?

Porque razão puseram o Humberto numa enfermaria, pelos vistos sem o mínimo de equipamento de emergência?

Porque não o levaram para os cuidados intensivos?

Porque razão não me deixaram lá ficar?

Porque são desumanos?

Uma coisa é certa. Enquanto for viva, a minha convicção é a de que se alguém lá estivesse, ainda que não fosse eu, e tivesse dado o alarme, o Humberto estaria vivo e a fazer a quimioterapia conforme estava planeado.

Acima de tudo, nunca lhes perdoarei o facto de não ter podido estar com o Humberto nas últimas horas de vida. É uma sombra que os malditos serviços de saúde de Macau colocaram na minha vida, para o resto dos meus dias.

Curiosamente, no dia 29 de Abril de 2010, dois meses e dois dias após a morte do Humberto, recebo, pelo correio, uma carta dos Serviços de Saúde do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, dirigida «ParaP F ABREU, HUMBERTO H Familiar», contendo uma folha de papel A5 dobrada ao meio com os seguintes dizeres:

«ParaP F ABREU, HUMBERTO H Familiar

Desejamos exprimir as nossas mais profundas condolências pela perda do seu ente querido. Possa o tempo aliviar a sua dor e sarar as suas feridas.

Centro Hospitalar C. S. Januario - Unidade Associada»

Sem qualquer assinatura.

Agradeço e não aceito.

Teria agradecido se tivessem sido profissionais.

Teria agradecido se tivessem tratado do Humberto com atenção, com dedicação, com cuidado e com humanidade.

Teria agradecido terem-me chamado quando ainda teria podido confortá-lo na sua passagem.

Teria agradecido se tivessem sido coerentes e não tivessem, mais uma vez, após a morte do Humberto, e para o libertarem do hospital, voltado a insistir no pagamento de uma conta.

Teria agradecido, muitíssimo. Assim, considero esta atitude uma afronta ao Humberto, à sua memória, a mim e aos restantes familiares.

Não posso terminar esta homenagem ao Humberto sem falar do sítio onde ele tenta repousar, o Cemitério de Coloane. Todas as semanas lá vou, em dias diferentes, a horas diferentes. Invariavelmente, sou confrontada com o desrespeito de uma carreira de tiro, ali ao lado. Os disparos são constantes, desde os mais discretos, até aos que parecem de canhão.

Não aceito, de forma alguma, que até na morte não haja paz e descanso. Nem para os que lá estão, nem para os que lá vão prestar a sua homenagem e que tentam passar alguns minutos, ou horas, em reflexão e recolhimento com os seus mortos.

Em Macau, não basta aturar em vida o barulho das intermináveis obras nos prédios de habitação, nos escritórios, nas ruas, nos hospitais. Não basta aturar os pianos, as televisões, os mahjongs, os sistemas de som dos vizinhos, a todas as horas, a qualquer hora.

Em Macau, mesmo na morte, o desassossego continua com rondas de disparos que não são de honra.

Este é para ti, meu amor. Isabel
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por João Severino às 10:08
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Sábado, 3 de Abril de 2010

NÃO SE RIAM

> O Departamento de Controlo do Jogo do estado norte-americano do Nevada anunciou ter iniciado uma investigação para analisar as operações nas salas VIP nos casinos de Macau e possíveis ligações ao crime organizado chinês...

As salas de jogo são SÓ crime organizado.
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por João Severino às 11:16
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

É POR ISSO QUE ELES SÃO MILIONÁRIOS

> Há uns meses, um português que nunca saiu do país e que é motorista particular de um presidente de um banco falava-me sobre uma conversa que o seu patrão tinha tido com um amigo sobre Macau. E o motorista perguntava-me se as pessoas que estiveram em Macau eram todas milionárias. Expliquei-lhe em pormenor o assunto. Referi-lhe que há pessoas que tiveram funções de governo ou de decisão em Macau e estão realmente muito ricas - como diz o motorista - milionárias, e que há outras que lucraram com o seu trabalho bem recompensado.
Efectivamente, existe pelo menos uma centena de portugueses que possui mais de 5 milhões de euros como fortuna pessoal em resultado da sua passagem por Macau. E existem milhares que daquele território trouxeram umas mobílias chinesas, umas poupanças para a compra de um carro e de uma casa e pouco mais. O homem olhou para mim com ar de dúvida, duvidoso de não serem todos "milionários" e após outras explicações [que são impublicáveis] lá se convenceu que realmente, milionários, só alguns.
Vem esta conversa a propósito de ter lido hoje na imprensa que Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, Nairana Coissoró, Armando Vara e outros directores de empresas públicas, teriam tido umas prendas passadas pelo sucateiro Manuel Godinho na ordem dos 20, 50 ou 70 mil euros. Não acredito. É impensável que portugueses a ocupar cargos de suma importância se vendessem por uns miseráveis patacos. Se se tratasse de dois ou três milhões de euros, aí acreditava. Soube de compatriotas nossos que depositavam na Suíça mais de 1 milhão de dólares de cada vez. Há chineses que sabem o mesmo que eu sei...
por João Severino às 19:03
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

PAULO SEM REMÉDIOS

> O advogado macaense Paulo Remédios foi sempre apontado em Macau pelos seus pares como "a vergonha dos advogados". O causídico entrou em esquemas, em comportamentos e em actos profissionais altamente condenáveis. Um dia, um cidadão chinês chegou a dizer-me que o iria matar. Paulo Remédios viu-se obrigado a sair do enclave de administração portuguesa e refugiou-se na capital timorense de Díli.
Por quê em Timor-Leste? Porque durante muitos anos foi o representante dos negócios de José Ramos Horta e como este dirigente político subiu aos mais altos cargos do novo país, acto contínuo deu guarida ao seu amigo Remédios. Pelos vistos, um Remédios sem remédio. Hoje, o 'Jornal de Notícias' surpreende quando informa que a "Justiça portuguesa lança caça" a Paulo Remédios devido a um caso muito triste e lamentável. AQUI
por João Severino às 10:49
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

MACAU POLITIQUEIRO

> A asneirada politiqueira montou arraiais ao mais alto nível no novo governo de Macau. O novo secretário para a Cultura, Cheong U, quando confrontado com a possibilidade do aumento de impostos sobre o tabaco, concordou que era uma possibilidade, porque assim poderia ter efeito entre os mais jovens e as pessoas com maiores dificuldades económicas como forma de dissuadir o consumo do mesmo,...
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por João Severino às 15:45
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

DOS MEUS ARQUIVOS


> Construção do Hotel Mandarim, quando Macau era calmo e sedutor.
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por João Severino às 19:44
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Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

E AGORA MACAU?

> Nas mercearias, pequenas lojas, grande comércio ou em outra qualquer actividade é habitual no final de cada ano proceder-se ao balanço. Os media, aproveitando a deixa, acabam por seguir o exemplo e enchem as páginas dos jornais com os momentos mais marcantes de mais um ano que agora finda.

Não fugindo à regra, os canais de televisão vão-nos preenchendo com os «déjà vu» de sempre, lembrando-nos em reportagens o pior e o melhor do que aconteceu durante esses trezentos e sessenta e cinco dias.

Cata-se nos arquivos as melhores imagens, os momentos mais marcantes, as gafes dos políticos, a tristeza do atleta que caiu sem alcançar a melhor marca, lembram-se os cataclismos, os mais atrevidos recordam-nos que há povos refugiados, mostram-nos imagens daqueles que não têm para onde ir, dos que foram abandonados pelos seus governantes e deixados à sua sorte, restando-lhes a esperança que a comunidade internacional um dia olhe por eles.

Tudo isto nos é mostrado de modo a julgarmos que é algo de novo e que só aconteceu durante este ano.

O hábito de rever esta realidade todos os anos leva-nos a crer que é assim. Vamos acumulando a informação de tal modo que a repetição torna-se monótona, ao ponto de a esquecermos no dia seguinte. O povo tem a memória curta, já se sabe.

E em Macau? Bem, aqui as coisas não são diferentes, antes pelo contrário, a diferença reside na época especial que esta Região Especial atravessa, de tal modo que me arrisco a afirmar quais foram os momentos mais marcantes dos últimos 365 dias deste ano.

De Janeiro a Agosto nada de assinalável. Porém, em Agosto, mês de todas as grandes decisões políticas, Macau conseguiu eleger o terceiro Chefe de Executivo, figura esta de grande destaque e em quem a população de Macau deposita enormes esperanças na continuidade para enfrentar novos desafios.

De propósito não referi a eleição dos deputados à Assembleia Legislativa, pela simples razão da pouca importância que representa para o território, já temos um Chefe e isso é quanto baste.

De Setembro a Novembro, e porque fez imenso calor, as férias e a humidade não são boas conselheiras para que algo de relevo aconteça e, assim, neste rame rame, chegámos a Dezembro, mês de todos os acontecimentos.

Dia um de Dezembro: faltam dezanove dias para comemorar os dez anos da passagem de Macau para a administração chinesa.

Dia dois de Dezembro: faltam dezoito dias para...

Dia três de Dezembro: faltam dezassete dias...

Dia quatro de Dezembro: faltam dezasseis...

E por aí adiante até chegarmos ao dia tão desejado.

Dia vinte de Dezembro, dia de todo o rejúbilo e orgulho nacional: tomada de posse do novo Chefe do Executivo, visita do grande líder do povo chinês ao território e consequente apadrinhamento deste acto simbólico.

Seguiu-se a festança com direito a inauguração oficial e fogo-de-artifício. Tal como o fogo que se extingue, o centro de ciência e tecnologia de Macau ficará à espera de melhores dias e de que lhe voltem a acender a chama.

Dia vinte e um de Dezembro: anúncio feito à população de Macau da oferta de dois pandas.

Pode ser que desta vez os pandas venham trazer a tão apregoada harmonia a Macau e que ao mesmo tempo desfaçam aquele maldito provérbio popular que diz: o dinheiro não traz felicidade.

Dia trinta e um de Dezembro: até que enfim, estava a ver que o ano nunca mais acabava.


Nota 1: como cidadão de Macau, vivo sempre preocupado com os gastos exagerados do território e, como penso que as linhas de acção governativa não contemplavam a oferta dos ursos à população ávida de os ter como residentes permanentes, julgo de maior interesse nacional instalar os bichos nas instalações do Macau Dome, um local de eleição e com instalações apropriadas para o efeito.

Parece que já estou a ver o pessoal a patinar no gelo e os pandas repimpados a ver com deleite os artistas a evoluir na pista.

Nota 2: os pandas não devem de pagar entrada...


Pinto Fernandes, um texto para o diário 'Hoje Macau'

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por João Severino às 14:06
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Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

CHINA: DERAM-LHE TUDO AGORA AGUENTEM








HIPOCRISIA



>
É curioso assistir aos protestos pelo fuzilamento na China de um cidadão com passaporte britânico. No corredor da morte está um outro com passaporte português e não oiço nem vejo ninguém em Portugal a lutar pela sua salvação. Este português será mais um para levar com um tiro na nuca à semelhança dos mil que já foram fuzilados este ano.

Quando cheguei a Macau, em 1981, eu e os meus filhos menores ouvimos várias vezes, no canal que separava o enclave português da China, os tiros que ceifavam a vida a dezenas de chineses que tentavam a fuga para a "liberdade" macaense. E nessa altura já andavam as autoridades portuguesas aos beijos na boca com as congéneres de Pequim. A hipocrisia sempre foi total.
Por um lado, condena-se a falta de direitos humanos na China e, por outro, deu-se-lhe de bandeja todos os meios para ser a maior potência do mundo. Os principais países como os EUA, França, Inglaterra, Japão, Austrália e Alemanha entregaram à China a sua tecnologia de ponta para que ali fossem fabricados os seus produtos a mais de metade do preço. Um preço que tem saído caro. Muito caro. E que será cada vez mais caro.

Os chineses já estão bem colocados em todos os continentes para que um dia possam anunciar a realização da sua ambição, ou seja, a China como a maior e mais dominadora potência do mundo. Os consulados populares já existem e todos nós os frequentamos. Em todos os países a guarda avançada já está instalada. As lojas dos "trezentos" e os restaurantes não são mais que a representação oficiosa de uma política expansionista que com a capa de economia, emigração e trocas comerciais tem vindo paulatinamente a marcar lugar para o dia em que tudo e todos tenham de depender da China.

E podem ficar certos que esse dia vai chegar. Só quem não tenha convivido com chineses durante um período de tempo superior a dois anos é que não acreditará nas minhas palavras. A ocupação do planeta por uma raça maioritária, que não olha a meios para atingir os fins, será uma realidade tão certa como a continuidade dos fuzilamentos que forem entendidos como promotores de uma moral que nunca existiu no Império do Meio.
por João Severino às 09:36
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009

PATACAS DE OURO

> Três amigos em conversa no café. Eu entrei e um deles chamou-me. Os presentes cumprimentaram-me e um deles que se apresentou proferiu o seu nome de forma muito bem audível, o que é raro nestes momentos.
- A sua cara e o seu nome não me parecem estranhos!, disse eu.
- E a sua voz é-me familiar, retorquiu.
- A voz?... Como?... Não me lembro de termos convivido.
- Convivi eu... muitos anos... com o seu programa que tinha na Rádio Macau!
- Ah!... Já passaram alguns anos... já saiu há muito tempo de Macau?
- Não, meu caro! Continuo lá e cada vez melhor... lá é que estão as patacas de ouro... cada vez estou mais rico...
- Bem-haja, por isso! Trabalha para o Governo?
- Não! Faço uns negócios... ando ali pelo Clube Militar...
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por João Severino às 14:47
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

SEM RAZÃO

> O 'Diário de Notícias' estranha que o Governo tenha contemplado o 'Correio da Manhã' com um número maioritário de anúncios publicitários. O 'DN' não tem razão. Sempre defendi que os Governos, especialmente o de Macau, deveriam seguir a lógica dos potenciais anunciantes privados. Ou seja, se existirem vários jornais diários numa cidade ou num país, aquele que é mais popular, que vende mais e que tem mais leitores é necessariamente o mais procurado pelas agências de publicidade.
Neste sentido, é natural que o Governo também procure divulgar as suas acções ou decisões, em maior número de vezes, no jornal que for mais lido.
De recordar que, em Macau durante anos esta minha luta foi inglória. O meu jornal era o mais popular e o mais vendido e, simultaneamente, o menos contemplado em anúncios governamentais. Por quê? Porque criticava o Governo e os seus apaniguados, facto que me custou os olhos da cara...

PS - Há um palhaçote na agência Lusa que sabe bem desses desmandos e discriminação que praticou em Macau.
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por João Severino às 09:21
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Domingo, 20 de Dezembro de 2009

STANLEY HO FORA DO HOSPITAL


> O magnata dos casinos de Macau surpreendeu toda a gente ao aparecer na cerimónia de posse do novo chefe do Executivo da RAEM, Chui Sai On e onde se encontrava o Presidente da China, Hu Jintao.
Stanley Ho, internado há mais de quatro meses, depois de ter sofrido um traumatismo craniano e uma intervenção cirúrgica, surpreendeu com a sua reaparição pública.
Acompanhado por uma enfermeira e da quarta mulher, Angela Leong, fez-se transportar numa cadeira de rodas. Visivelmente diminuído e envelhecido, Stanley Ho, de 88 anos, fez questão de presenciar a tomada de posse de Chui Sai On, que contou sempre com o seu apoio na candidatura a líder da RAEM.
No final, Stanley Ho foi cumprimentado por inúmeros dos presentes na tomada de posse, incluindo o próprio presidente chinês Hu Jintao.
por João Severino às 17:18
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pptao

Um blogue onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim. O título do blogue? Porque sempre fui "pau para toda a obra". Obrigado por ter vindo. “Morrendo estou na vida, em morte vivo; / vejo sem olhos, e sem língua falo; / e juntamente passo glória e pena.”, Camões

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Jornalista com a Carteira Profissional nº 278. Já restam poucos do meu tempo. Como último cargo fui director e proprietário do diário 'Macau Hoje'. Pode ler o meu CV completo na primeira mensagem de Outubro de 2007.

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