> "Aquilo que torna mais difícil chegar a acordo com os outros é não gostarmos de nós próprios"
Balzac
> Os até agora arautos da defesa da democracia apresentam-se como inimigos da situação. Para Vasco Lourenço, sim esse, o tachista de uma associação que inventou à base do 25A, Manuel Alegre e Mário Soares, e os muitos que irão saltar para o mesmo TGV, a situação actual não é democrática, não tem governo eleito pela maioria, não tem parlamento, não tem Constituição, não tem PR eleito, não tem nada que tinha há três anos. Vão daí e viraram-se para o lado de que está o vento e até parecem querer que as barricadas se extremam e comecem todos à estalada, vulgo, guerra civil. Soares não vai à sessão oficial do 25 de Abril.
> Na SIC N vejo um fulano a falar de cátedra. De nome Manuel Vilaverde Cabral. Será a mesma pessoa que em 1974 angariava militantes para o PCP?
> Não digam a ninguém que o Nuno Crato, Mariano Gago, Pacheco Pereira , Durão Barroso, José Mário Branco e Fernando Rosas eram maoistas. É que podem ser proibidos de entrar em Taiwan...
> Só faltava esta. Um político profissional acaba de me dizer que é bem possível que a conversa do Alberto João Jardim esteja conjugada com Cavaco Silva, que nunca teve Passos Coelho no seu "bando", e que a intenção final é deitar este Governo abaixo para se constituir aquela coisa esquisita de um "governo de salvação nacional" com cavaquistas, soaristas e sampaistas... maquiavelismo puro.
> O dirigente Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, anunciou na SIC N, durante o frente-a-frente com António Capucho, que o país irá ser alvo de uma outra greve geral. O bloquista salientou a realização de uma nova greve geral em função das medidas austeras que o Governo acaba de tomar.
> Hoje fiquei desiludido com Passos Coelho. Pensei erradamente que era um político diferente daqueles que têm passado pelo poder e que só souberam conceder tachos aos amigos. Enviaram-me um e-mail com a lista completa dos adjuntos e assessores que já foram nomeados para trabalhar com ministros e secretários de Estado. Uma lista de amigos e de militantes do PSD e do CDS que quase não tem fim. Salários entre 3 e 5 mil euros. Podem fazer muita falta e talvez não, mas chocou-me por a competência, mais uma vez, de quem possa ser útil não ter sido tomada em conta. Bardamerda aos políticos que copiam a porcaria que por cá tem andado a enterrar o país. Para mim, uma desilusão total.
> A esquerda democrática só agora é que se lembrou dos desempregados, da miséria e dos indignados. Enquanto andou a gerir o socratismo com tachos para os amigos nunca se lembrou de escrever manifestos.
> Já ouviram o comunicado a "esclarecer" o que se passou no Conselho de Estado? Nem queiram saber. Aquilo é uma nulidade completa que nada diz e nada esclarece sobre as seis horas em que os conselheiros (?) de Estado estiveram a serrar presunto. Nada de importante aconteceu numa reunião onde as divergências de pontos de vista entre os conselheiros são totais e, em alguns casos, radicais. Fingir que estão preocupados com a nossa miséria, bancarrota e insolvência nacionais? Não valia a pena estarem a incomodar-se com a deslocação a Belém porque todos os portugueses já não acreditam em reuniões deste tipo e, muito menos, na opinião que possa resultar de ex-políticos com reformas vitalícias e que ainda auferem mais uns trocos por viajar pelo mundo ou para catapultarem umas patacuadas para a comunicação social.
Únicas novidades: Mário Soares saiu mais cedo porque já não tem idade nem paciência para aturar blá, blá, blás. Cavaco Silva já não olhou - olhos nos olhos - Passos Coelho. Alberto João Jardim mostrou-se zangado com quase toda a gente, Leonor Beleza não esclareceu quando é que o povinho terá direito a ser tratado no "luxo" do seu hospital da Fundação Champalimaud e Luís Filipe Menezes já parecia que era presidente da Câmara do Porto...
REDUZIR OS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS A 50%
É muito importante que a voz popular comece a ser uma ordem. Por que não juntarmo-nos para exigir a redução dos salários dos políticos para metade do que está em vigor.
Devemos exigir igualmente que sejam retirados aos políticos TODOS os subsídios, abonos e subvenções. Apenas deverão auferir o salário.
Devemos exigir que o salário dos cargos políticos não ultrapasse um valor idêntico a 25 salários mínimos nacionais e cada um dos políticos a ocupar um cargo apenas poderá receber um salário.
> Tanta hipocrisia para quê? O governo de Passos Coelho está a sofrer ataques de toda a oposição. Já se esperava. O que não estava no programa das festas é que a contestação, a crítica e o diz-se-diz-se viesse das próprias hostes que constituem a base de apoio (?) à governação.
Marques Mendes, Carlos Amorim, António Lobo Xavier, Adolfo Mesquita Nunes, Manuela Ferreira Leite, António Pires de Lima, enfim, uma lista de críticos que aumenta todos os dias contra a governação que se tem posto em marcha. Sendo assim, acabe-se já com o governo, o mesmo será dizer, que a hipocrisia, a inveja e revanchismo não devem ter mais lugar na nossa vida política...
> - Sabe dizer-me se o Francisco Assis tamvém vai para Paris?...
> O meu café está cada vez mais frequentado por uma diversidade da nata cultural, empresarial e até política. Depois de ter visto por lá o ex-ministro Luís Amado (que será feito dele, ainda será do PS?) na companhia de Jaime Nogueira Pinto, hoje foi a vez de ver o ex-ministro David Justino (PSD) em conversa muito professoral com um jovem secretário de Estado de Assunção Cristas, que pouco depois haveria de tirar a gravata para reunir com a chefe. É que o café de Angola está na moda...
> Com tanta falta de memória, Assis e Seguro devem ser grandes consumidores de queijo...
> É depcionante quando se toma conhecimento que as Embaixadas estrangeiras em Portugal também servem para arrebanhar cidadãos de países estrangeiros para comícios políticos de partidos portugueses. É vergonhoso, escandaloso e a demonstrar que já não há vergonha. Quem é que pode pedir responsabilidades à Embaixada de Moçambique e a outras por esta vergonha?...
> Toda a gente sabe que Paulo Portas é o político mais vaidoso. Em debates é agressivo, precisamente - como os psicólogos sabem - como um resultado dessa vaidade em subconsciente. Esta noite, em debate com Francisco Louçã levou uma estrondosa lição de economia política e nem sequer esboçou um ataque com medo de perder votos. Não será que o povo também já vai ficando farto de Portas?
> Dirigir ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Procurador Geral da República, Tribunal Constitucional e Comissão Nacional de Eleições, reclamação urgente que deve ser generalizada, determinada e irredutível. Estas altas entidades não podem patrocinar uma fraude que constitui o facto de nenhum organismo oficial ter traduzido para português o acordo com a troika. Mas, é mais grave ainda que os partidos políticos subscritores, não tenham cumprido a obrigação mínima elementar de juntar aos respectivos programas orquestrados, o conjunto de todas as medidas consubstanciados nesse acordo com entidades exteriores. Para evitar um escândalo de proporções aviltantemente indignas e desrespeitadoras do cidadão eleitor, não podem ser admitidos ao próximo acto eleitoral, PS, PSD e CDS se não divulgarem inseparavelmente das próprias versões programáticas em bom português e em tempo útil esse documento. HAJA DECORO.
(Do leitor A. Marques)
> Vítor Bento diz que descida da Taxa Social Única pode ser ineficaz.
PAU COMMENTS
> No mundo de hoje desapareceram os valores do humanismo e da solidariedade. Que mais nenhum governante apareça a falar em direitos humanos para que alguém não tenha de o atirar ao mar. Ao mar por quê? Porque foi precisamente no mar que aconteceu o caso mais escabroso do novo século. Segundo o 'The Guardian' os políticos e os militares de hoje abandonaram no mar, à fome e à sede, um grupo de refugiados. Chocante. O que prova uma coisa: brancos e pretos são todos bem diferentes. Se o caso tivesse acontecido com um cruzeiro de brancos, logo apareciam 20 helicópteros e muitos navios da NATO.
(Dozens of African migrants were left to die in the Mediterranean after a number of European and Nato military units apparently ignored their cries for help, the Guardian has learned.
A boat carrying 72 passengers, including several women, young children and political refugees, ran into trouble in late March after leaving Tripoli for the Italian island of Lampedusa. Despite alarms being raised with the Italian coastguard and the boat making contact with a military helicopter and a Nato warship, no rescue effort was attempted.
All but 11 of those on board died from thirst and hunger after their vessel was left to drift in open waters for 16 days. "Every morning we would wake up and find more bodies, which we would leave for 24 hours and then throw overboard," said Abu Kurke, one of only nine survivors. "By the final days, we didn't know ourselves … everyone was either praying, or dying."
International maritime law compels all vessels, including military units, to answer distress calls from nearby boats and to offer help where possible. Refugee rights campaigners have demanded an investigation into the deaths, while the UNHCR, the UN's refugee agency, has called for stricter co-operation among commercial and military vessels in the Mediterranean in an effort to save human lives.
"The Mediterranean cannot become the wild west," said spokeswoman Laura Boldrini. "Those who do not rescue people at sea cannot remain unpunished."
Her words were echoed by Father Moses Zerai, an Eritrean priest in Rome who runs the refugee rights organisation Habeshia, and who was one of the last people to be in communication with the migrant boat before the battery in its satellite phone ran out.
"There was an abdication of responsibility which led to the deaths of over 60 people, including children," he claimed. "That constitutes a crime, and that crime cannot go unpunished just because the victims were African migrants and not tourists on a cruise liner."
This year's political turmoil and military conflict in north Africa have fuelled a sharp rise in the number of people attempting to reach Europe by sea, with up to 30,000 migrants believed to have made the journey across the Mediterranean over the past four months. Large numbers have died en route; last month more than 800 migrants of different nationalities who left on boats from Libya never made it to European shores and are presumed dead.
Underlining the dangers, on Sunday more than 400 migrants were involved in a dramatic rescue when their boat hit rocks on Lampedusa.
The pope, meanwhile, in an address to more than 300,000 worshippers, called on Italians to welcome immigrants fleeing to their shores.
The Guardian's investigation into the case of the boat of 72 migrants which set sail from Tripoli on 25 March established that it carried 47 Ethiopians, seven Nigerians, seven Eritreans, six Ghanaians and five Sudanese migrants. Twenty were women and two were small children, one of whom was just one year old. The boat's Ghanaian captain was aiming for the Italian island of Lampedusa, 180 miles north-west of the Libyan capital, but after 18 hours at sea the small vessel began running into trouble and losing fuel.
Using witness testimony from survivors and other individuals who were in contact with the passengers during its doomed voyage, the Guardian has pieced together what happened next. The account paints a harrowing picture of a group of desperate migrants condemned to death by a combination of bad luck, bureaucracy and the apparent indifference of European military forces who had the opportunity to attempt a rescue.
The migrants used the boat's satellite phone to call Zerai in Rome, who in turn contacted the Italian coastguard. The boat's location was narrowed down to about 60 miles off Tripoli, and coastguard officials assured Zerai that the alarm had been raised and all relevant authorities had been alerted to the situation.
Soon a military helicopter marked with the word "army" appeared above the boat. The pilots, who were wearing military uniforms, lowered bottles of water and packets of biscuits and gestured to passengers that they should hold their position until a rescue boat came to help. The helicopter flew off, but no rescue boat arrived.
No country has yet admitted sending the helicopter that made contact with the migrants. A spokesman for the Italian coastguard said: "We advised Malta that the vessel was heading towards their search and rescue zone, and we issued an alert telling vessels to look out for the boat, obliging them to attempt a rescue." The Maltese authorities denied they had had any involvement with the boat.
After several hours of waiting, it became apparent to those on board that help was not on the way. The vessel had only 20 litres of fuel left, but the captain told passengers that Lampedusa was close enough for him to make it there unaided. It was a fatal mistake. By 27 March, the boat had lost its way, run out of fuel and was drifting with the currents.
"We'd finished the oil, we'd finished the food and water, we'd finished everything," said Kurke, a 24-year-old migrant who was fleeing ethnic conflict in his homeland, the Oromia region of Ethiopia. "We were drifting in the sea, and the weather was very dangerous." At some point on 29 or 30 March the boat was carried near to a Nato aircraft carrier – so close that it would have been impossible to be missed. According to survivors, two jets took off from the ship and flew low over the boat while the migrants stood on deck holding the two starving babies aloft. But from that point on, no help was forthcoming. Unable to manoeuvre any closer to the aircraft carrier, the migrants' boat drifted away. Shorn of supplies, fuel or means of contacting the outside world, they began succumbing one by one to thirst and starvation.
The Guardian has made extensive inquiries to ascertain the identity of the Nato aircraft carrier, and has concluded that it is likely to have been the French ship Charles de Gaulle, which was operating in the Mediterranean on those dates.
French naval authorities initially denied the carrier was in the region at that time. After being shown news reports which indicated this was untrue, a spokesperson declined to comment.
A spokesman for Nato, which is co-ordinating military action in Libya, said it had not logged any distress signals from the boat and had no records of the incident. "Nato units are fully aware of their responsibilities with regard to the international maritime law regarding safety of life at sea," said an official. "Nato ships will answer all distress calls at sea and always provide help when necessary. Saving lives is a priority for any Nato ships."
For most of the migrants, the failure of the Nato ship to mount any rescue attempt proved fatal. Over the next 10 days, almost everyone on board died. "We saved one bottle of water from the helicopter for the two babies, and kept feeding them even after their parents had passed," said Kurke, who survived by drinking his own urine and eating two tubes of toothpaste. "But after two days, the babies passed too, because they were so small."
On 10 April, the boat washed up on a beach near the Libyan town of Zlitan near Misrata. Of the 72 migrants who had embarked at Tripoli, only 11 were still alive, and one of those died almost immediately on reaching land. Another survivor died shortly afterwards in prison, after Gaddafi's forces arrested the migrants and detained them for four days.
Despite the trauma of their last attempt, the migrants – who are hiding out in the house of an Ethiopian in the Libyan capital – are willing to tackle the Mediterranean again if it means reaching Europe and gaining asylum.
"These are people living an unimaginable existence, fleeing political, religious and ethnic persecution," said Zerai. "We must have justice for them, for those that died alongside them, and for the families who have lost their loved ones." - Jack Shenker)
> O "célebre" [e figura incontornável] José Manuel Coelho invadiu esta noite as instalações da RTP armado de uma vassoura. Coelho e Garcia Pereira, líder do MRPP, entenderam que a RTP precisava de uma vassourada pelo facto de excluir os pequenos partidos concorrentes às próximas eleições dos debates televisivos. José Manuel Coelho e Garcia Pereira confrontaram-se com a polícia.
> Quem será o pau mandado mais radical, mais tachista, mais actuante, mais eficiente?
1. Capoulas Santos
2. Jorge Lacão
3. Santos Silva
4. Correia de Campos
5. Basílio Horta
6. José Lelo
7. Vieira da Silva
> Portugal como nação soberana acabou. Depois de lermos o 'Expresso' ninguém poderá dizer o contrário de que estamos absolutamente dependentes de interesses estrangeiros. Portugal caíu na miséria. É chocante como um governo deixou o país de tal forma na bancarrota que apenas existem nos cofres dos Estado uns miseráveis 300 milhões de euros. É chocante que em breve a fome alastre por todo o continente e que milhares de portugueses tenham que se refugiar em Espanha como criados, jardineiros, motoristas, mecânicos, pedreiros, serralheiros, agricultores e tantos outros, auferindo um salário três vezes menor que o último recebido em Portugal. É chocante que se tenha roubado tanto dinheiro em consultores, projectos, estudos e quejandos, como foi o exemplo do TGV, nova ponte em Lisboa sobre o Tejo e aeroporto de Alcochete, sabendo-se de antemão que seria impossível construir essas megas obras públicas. Como afirma Eduardo Catroga, há que dar uma pequenina alegria ao povo e responsabilizar criminalmente os responsáveis por todos os desmandos que levaram Portugal à falência. No mínimo.
EDUARDO CATROGA
“O Governo de José Sócrates devia ir a tribunal. O fartar vilanagem foi uma tragédia nacional”
> José Sócrates diz que tudo fará para não haver ajuda externa.
- Passos Coelho apresenta programa de apoio às "vítimas” da austeridade.
> Teria sido preferível ver o "espectáculo" de Fernando Mendes no 'Preço Certo' do que assistir à deplorável sessão da Assembleia da República. Um espectáculo degradante para que os portugueses ainda ficassem com mais aversão a todos aqueles que se sentam no hemiciclo e denominados deputados. Divergências, o costume. Má criação, o costume. Má educação, o costume. Insultos, o costume. Desrespeito pela casa das leis, o costume. Deitar um governo abaixo, o costume. O espectáculo era dispensável, mas não se entende tanto protesto por a oposição ter tomado uma posição global contra mais um PEC do governo enviando as setas para a crise política. Qual crise? Andamos em crise desde, pelo menos, 2007. E a Irlanda não estava numa crise maior que a nossa e não realizou eleições? E a Bélgica não está sem governo há mais de 200 dias? Portugal precisa de ir em frente.
> Fartei-me de ouvir os políticos que temos. É difícil conseguir compreender esta classe que em nome do povo tudo dizem e sobre tudo mentem. Vou esquecê-los por uns tempos. São indignos da nossa depressão colectiva.
> Que país é este onde as pessoas andam tristes, desmoralizadas, preocupadas, desesperadas e pressionadas? No espaço de uma semana mais de quarenta amigos e conhecidos perguntaram-me se os bancos iam falir, se os hospitais deixavam de as tratar, se as escolas iam fechar, se os professores iam ser despedidos, se os cursos tal e tal vão acabar, se a violência vai para as ruas, se pode haver golpe de estado, se pode haver guerra civil, se podem matar o Cavaco, se as partículas radioactivas do Japão chegam cá, se podem ficar sem as pensões, se o euro vai acabar, se a GNR e a PSP podem virar-se contra as Forças Armadas, se os arguidos do Face Oculta vão presos, se o Paulo Portas recebeu dinheiro pela compra dos submarinos, se o Santana Lopes recebeu dinheiro do Casino Lisboa, se José Sócrates recebeu dinheiro do Freeport, se Angola, Venezuela e Líbia é que têm estado a injectar dinheiro na CGD, se, se, se... uma quantidade de perguntas que parece absurda mas que demonstra o estado de espírito das pessoas que andam preocupadas, tristes e desesperadas.
Que país é este onde os políticos dos vários partidos com assento na Assembleia da República não se entendem nem para tomar um café para aprovar alguma coisa em uníssono? Políticos que ainda desesperam mais os seus compatriotas com questiúnculas constantes numa demonstração global de que o patriotismo passou a ser uma treta. Hoje dizem uma coisa, amanhã o oposto. Hoje atacam o adversário, amanhã mostram-se abertos a negociações ou a diálogos. Hoje querem eleições, amanhã querem o contrário porque será a bancarrota do país.
Sabem que mais, vou tentar esquecer por uns tempos esta rapaziada que tanto mal nos tem feito e que está a matar dezenas de portugueses atingidos por depressão, preocupação, desmoralização e insatisfação.
> 1. O 'DN' apresenta hoje um trabalho excepcional sobre o que tem sido o fartar vilanagem neste país. Como é que a geração à rasca não há-de ter razão em vir para a rua gritar contra os políticos se o que está publicado hoje envergonha qualquer um que tenha passado pelos corredores da política com poder. É vergonhoso o que se pode ler e constatando os actos, as mordomias, o conluio, a promiscuidade e até a corrupção levada a efeito por deputados e ex-ministros, só restava uma atitude digna a todos aqueles que são abrangidos pelo trabalho jornalístico do 'DN': os que já foram à vidinha para grandes tachos, devolver o dinheiro ao povo. Os que se encontram em actividade, demitirem-se imediatamente. É um escândalo e uma vergonha que aconselho a ler.
2. No mesmo diário podemos ler uma extensa e interessante entrevista (quem teria sido o autor/a das perguntas?) ao constitucionalista Jorge Miranda. Um homem de leis, sábio, realista, frontal e sempre com alternativas ao que esteja menos bem. Jorge Miranda, a dado passo, coloca o dedo na ferida, perdão, na chaga profunda e vergonhosa da Assembleia da República, e diz : "É importante pôr os deputados a trabalhar"... Maior bofetada não podia ser dada.
> Os políticos iam diminuir os seus vencimentos em 15%, não iam?
Pois iam, para inglês ver. Mas agora, no Orçamento, aumentaram-se em 20% nas despesas de representação e assim compensam aquele "sacrifício". Um truque tão antigo que é um escândalo. Mas passa sempre, porque as pessoas não se dão ao cuidado de pedir contas.
Estes políticos ainda ficam a ganhar mais 5%!!! sem descontos.
Enquanto isso 102 emissoras de rádio discutem futebol na hora do almoço e a Fátima Lopes entretém as donas de casa.
(enviado por leitor)
> Quase todos os políticos têm telhados de vidro. Por uma ou outra razão, ao longo da sua carreira política, deixaram-se enrolar numa cunha, num negócio pouco claro, num compadrio, em corrupção activa ou passiva, num facilitismo consciente, numa comissão, numa adjudicação amiga, num contrato sem concurso, numa incompatibilidade profissional, num abuso de poder, num rendimento pouco claro, numa fuga ao fisco, numa falta de declaração de rendimentos, numa operação off shore, etc., etc. (lista infindável). Em face desta realidade ainda me surpreende como há políticos que não guardam as balas na gaveta. Uma coisa é possuir uma pistola, outra é disparar. Vem isto a propósito, com a conversa que mantive com um colega espanhol que está estupefacto a cobrir jornalisticamente à campanha presidencal. Diz ele que os assuntos sérios do país e da função de um Presidente de República não são debatidos e que o tempo é gasto com "balas" perdidas que só servem para estilhaçar os "telhados de vidro. E tem razão.
Manuel Alegre atacou Cavaco Silva pelo caso BPN e das hostes cavaquistas veio uma resposta contundente e muito triste para Alegre. Parece que participou numa campanha de publicidade no BPP quando era deputado. Coisa feia. E teria declarado às Finanças quanto recebeu do BPP? Pois é, quando não se percebe nada de "guerras", essa gente devia sempre continuar desfardada e com a pistola na gaveta...
> O candidato Cavaco Silva na conversa televisiva que manteve com o homólogo Manuel Alegre proferiu algumas afirmações que não tiveram qualquer relevância tanto para o seu opositor como para a moderadora Judite de Sousa. Depois de se analisar onde é que se poderia "enterrar" o candidato Cavaco Silva, hellás!! que está aqui uma coisa que dará pano para mangas... Oh da guarda! que ele disse que a administração do BPN era uma desgraça e sendo assim, envia-se já o pau mandado da corte Silva Pereira anunciar que algo de muito grave aconteceu no rectângulo à beira-mar falido.
E vai daí, pergunta-se aos chicos-espertos da política: então, se a administração do BPN tem sido exemplar em dois anos de existência, por que razão tem sido necessário estar sempre a injectar milhões de euros no flop?
Deixem-se de tretas para distrair engraxador e vendedor de lotaria, e governem o país sem retirar o miserável apoio de transporte aos doentes...
> "A Europa vai entrar em grande decadência"
Quem disse isto?
- Paulo Portas
- Francisco Louçã
- Mário Soares
- Ramalho Eanes
Como?... Quem?... Errou!... Como? Quem?... Disse, Mário Soares?! Acertou!!!
> Os dislates proferidos actualmente por toda a gente que se denomina "dirigente político", especialmente, "ministros", estão exactamente na mesma linha do que se verificou durante as últimas semanas do governo de Pedro Santana Lopes. Cada um que abria a boca era só para proferir asneirola da grossa. Criou-se um lamaçal tão grande que o governo foi destituído. Nos dias de hoje, o panorama é muito pior. Basta compararmos as declarações de Teixeira dos Santos com Vieira da Silva, de Pedro Silva Pereira com Ana Gomes, de Luís Amado com José Sócrates, de Mário Soares com Manuel Alegre...

Do ‘diz que disse’ ao ‘não disse’ foi um passo, até ao insulto pessoal não foram precisos muitos mais. Todos somados, chegaram para Teixeira Lopes abandonar o debate e sair do estúdio.
«Ao contrário do que diz o PCP e Bloco de Esquerda, entendemos que estas medidas ainda que dolorosas e ainda que ao arrepio daquilo que é o código genético do Partido Socialista e não só – de outros partidos da esquerda democrática na Europa – são absolutamente indispensáveis para salvaguardar as pessoas mais carenciadas e que têm mais dificuldades», dizia Strecht-Ribeiro aos 39 minutos e 15 segundos, justificando algumas medidas de austeridade impostas pelo actual Governo.
Ao tomar a palavra, pelo minuto 41 e meio, João Teixeira Lopes disse achar «muito curioso que o Strecht Ribeiro refira que o PS está a governar ao arrepio do seu código genético».
«Não disse nada disso», contrapôs o deputado socialista. O candidato do Bloco à Câmara do Porto nas últimas autárquicas pediu silêncio, tentando retomar o discurso sempre com a mesma expressão que teria sido usada pelo deputado PS: «Não me interrompa Strecht Ribeiro. Eu estou a falar, estou no direito da palavra».
«Você não pode pôr na minha boca o que eu não disse», contrapunha Strecht Ribeiro.
Nos minutos seguintes assistiu-se a um fogo cruzado de insultos políticos e pessoais.
«Mal-educado», «grosseiro e ordinário», disparou o bloquista.
«Mal-educado é você. É ordinário, é grosseiro, é mal criado», respondeu o eleito pelo PS.
Teixeira Lopes criticou a «cassete» socialista, o socialista respondeu nos mesmos termos.
O nível do debate não melhorou, com o dirigente do BE a defender que «as pessoas que não têm a capacidade de ouvir não devem estar em programas de debate político», referindo-se ao «grosseirão» que dizia ter a seu lado.
«Grosseirão é você», voltou a responder Strecht Ribeiro.
«Não me impede de dizer o que quero dizer. É uma ditadura do Partido Socialista e do Strecht Ribeiro! O senhor não tem o mínimo espírito democrático», atacou Teixeira Lopes antes de ser chamado de «demagogo» pelo visado.
Foi então que Teixeira Lopes, que «estava a falar» e terá sido «brutalmente interrompido», pegou nas suas coisas e, protestando, abandonou o debate com juras de ódio eterno: «Nunca mais».
«Eu consigo também nunca mais», rematou Strecht Ribeiro, que permaneceu no lugar, acabando por ser ele a encerrar o programa, disponível na íntegra no site da RTP.
João Eduardo Severino
Outros à PAUlada
A Insustentável Beleza dos Seres
Amor e uma cabana (a dos parodiantes)
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Comadres, Compadres & Companhia
O homem que cheira mal dos olhos
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