Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

País real

 

> Mais de 80% dos portugueses admitem ter cortado na alimentação.

 

 

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por João Severino às 10:32
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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

Em burocracia somos os maiores

 

> Portugal é recordista do euro em burocracia fiscal.

 

 

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por João Severino às 10:36
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

Gosto mais do Portugall

 

> Depois do Allgarve, temos o Poortugal segundo a Economist.

 

 

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por João Severino às 16:38
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Domingo, 14 de Outubro de 2012

Portugal vai para o caos

 

> As manifestações não páram. As greves vão suceder-se. Passos Coelho fala em violência ao PCP. Jorge Sampaio decide-se por "animar" a malta com futura rebelião. Os militares e polícias limpam armas. As manobras de "forças ocultas" já pagam para que a violência seja um facto, nem que seja um ministro morto a tiro. Este país já era. Emigrem. Futuro? No optimismo: o caos.

 

 

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por João Severino às 10:43
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Domingo, 7 de Outubro de 2012

Uma boa notícia

 

> Algarve é o melhor destino de praia europeu e Portugal o melhor destino de golfe.

 

 

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por João Severino às 10:26
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

Portugal e Espanha unidos?

 

> “Se um dia Portugal e Espanha se unirem, a capital será Olivença”.

 

 

por João Severino às 09:43
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012

Escravos

 

 

 

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por João Severino às 19:17
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Sábado, 19 de Maio de 2012

NÃO É NOVIDADE

 

> Emídio Rangel: “Portugal está praticamente vendido”.

 

 

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por João Severino às 10:25
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

AO QUE NÓS CHEGÁMOS

 

> Manchester City alerta adeptos para os carteiristas no Porto.

 

 

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por João Severino às 00:01
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

CORREIO QUE ENTRISTECE

 

> Recebi um e-mail de um amigo que traduz bem o estado de espírito em que muitos portugueses se encontram com a situação actual do país. Vejam só uma parte do seu conteúdo:

"Revolta-me olhar para a televisão e ver um aldrabão, MAIOR que o sócas, que subiu ao poder com base em promessas que até agora não cumpriu nenhuma. E ele que não venha com a desculpa do que encontrou, pois parece-me óbvio que esse argumento já não pega. O bpn e a madeira é que nos meteram na merda. O que estamos a assistir, é uma pouca vergonha. Quando retiram rendimentos aos funcionários públicos, e os privados também cada vez pior, não posso aceitar que haja quem vá para assessor dum ministro, ganhar 2 mil e tal e 3 mil e tal euros, mais as mordomias.
A minha mulher é professora. Desde o ano passado já lhe comeram mais de 700 euros, fora os subsídios, e os livros com que ensina, é ela que os paga, fora tudo o resto, que tem de pagar, sem ter direito, e muito bem, a mordomias.
Isto já só lá vai ao tiro, e por mim, essa corja marchava toda, que impunemente vivem à custa de quem trabalha. Temos deveres, para vivermos todos condignamente em sociedade, mas também temos direitos já que contribuímos para isso. Mas o que nos estão a fazer, é a subjugar e a manipular.
Escravidão e miséria, não. Ouvi hoje que estão a preparar-se para sacar mais 40% à função pública. Vai ser lindo. Eu, há um mês que não faço nada. 
E o pouco que fiz em Dezembro, ainda não recebi. E já começo a ter dúvidas se virei a receber. Quero ir embora, mas com um enteado deficiente, que raio faço à vida? Deixo-a sozinha com o miúdo? Estamos lixados…. razão tinha a outra, se não temos dinheiro para pagar, o melhor é que se morra".

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por João Severino às 16:21
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

PORTUGAL VISTO POR AMAURY

 

> Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.

 

 

Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.

Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.

Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirouNão se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetramjá que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de ComunicaçãoOra e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.

Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominadapor elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvidaA selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidáriaOs jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.

Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios. 

 


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por João Severino às 15:36
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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

DÍVIDA DE PORTUGAL

 

> E ainda dizem que nós devemos? E os outros?

 

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por João Severino às 11:34
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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

PORTUGAL VELHO

 

> Um português em cinco tem mais de 65 anos.

 

 

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por João Severino às 10:29
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

PAÍS REAL

 

> 17 novas famílias por dia pedem ajuda para comer.

 

 

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por João Severino às 10:28
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

SIGNIFICADO DE P.O.R.T.U.G.A.L.

 

> País Onde Roubar Tirar Usurpar Gamar e Aldrabar é Legal !!!

 

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por João Severino às 14:48
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

CONVULSÃO SOCIAL

 

> Anda por aí um militar medíocre que participou no 25 de Abril de 1974 (por ter medo da guerra do Ultramar) a incitar os portugueses à convulsão social. A criatura que nada fez na vida a não ser viver à custa do símbolo 25A desprende-se em entrevistas para pegar fogo à mata, esquecendo-se que as chuvas não permitem que os fósforos peguem incêndio. Convulsão social vai haver, quase de certeza, mas pelos comentários ouvidos esta manhã pelos populares que não puderam chegar ao emprego devido à greve dos transportes, será uma convulsão de portugueses contra portugueses. Dos que querem trabalhar contra os que andam há 30 anos a reivindicar, a reivindicar e a reivindicar. Será que uma minoria centrada nos votos do PCP e do BE pode colocar este País na miséria com a promoção e realização de greves consecutivas num momento em que Portugal mais necessita de produção? Não pode. E como não pode, isto vai acabar mal. E a tal convulsão social apregoada pelo militar medíocre será traduzida em cenas de pancadaria ou de tiro no dia em que a fome apertar tanto do lado dos insultados "fascistas" como dos pseudo comunistas. Nesse dia, vai ser feio e aí veremos quem é que tem os tomates no sítio. Bardamerda aos apelos à guerra civil de quem cobardemente virou costas a uma missão que tinha para cumprir e que se desculpou com a necessidade de liberdade e democracia. Está à vista de todos o que os grandes "libertadores" da Pátria fizeram pelo nosso povo. Com cambada desta, dá mesmo vontade de voltar a pegar em armas...

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por João Severino às 10:43
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

timor-leste não fala português

 

 

> Assistimos em algumas tertúlias linguísticas à discussão sobre a existência da língua portuguesa em Timor-Leste. Ainda há dias estive a conversar com um professor catedrático português que pertence aos quadros da UNESCO e que me disse ser "a história de pouco texto". Ou seja, para o académico não há muito a discutir se "atendermos que em Timor-Leste apenas quatro por cento da população domina a nossa língua", salienta e acrescentando que não é verdadeiro o número que apontam de 25% de população timorense a dominar o português.

Neste sentido, há que entender uma coisa. Os governos portugueses fizeram muito pouco para que o incremento maciço da língua portuguesa fosse uma realidade plausível após a independência de 2002. Nesta data, o bahassa dominava o território e a população tinha "ingerido" à força a língua oficial indonésia durante a ocupação. O tétum é um entre 32 dialectos existentes em Timor-Leste e apesar de alguns quadrantes intelectuais timorenses terem lutado pela generalização do tétum, nada mais conseguiram do que uma significativa inserção na capital de Díli. No interior vai-se falando tétum mas em casa é usado o dialecto de cada região.

Obviamente, que temos de chegar ao ponto importante e esse somente diz respeito com a mega e contínua tentativa por parte da Austrália de introduzir e oficializar o inglês no território timorense. Uma longa história que tem enchido páginas de livros e jornais. A luta foi e é apenas uma: acabar com o português para introduzir o inglês. O resto são cantigas de "sonhadores" de contos de fadas ou de aprendizes de feiticeiro. Quando a realidade é nua e crua não há argumento que valha. O que não se fez no passado já é tarde para se realizar no futuro...

 

por João Severino às 10:17
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011

brilhante: algarve souvenir

 

> Vende-se no Algarve um "souvenir" com belos figos e amêndoas. Tipicamente algarvios, da terra algarvia do bom figo e da boa amêndoa??? Nada disso!!! Inacreditável e brilhante. Quando se apela ao consumo dos produtos nacionais para combater a crise, eis que, há por aí, em Torres Vedras, uma fabriqueta de "souvenir" algarvios... que compra figos secos a granel da Turquia e amêndoas descascadas às carradas dos Estados Unidos da América.

Vergonhoso. Quando se olha para o cesto, o turista português ou estrangeiro pensa estar a comprar um produto da terra algarvia, mas quando chega a casa, depois de comer o saboroso "souvenir" e vira o cesto ao contrário... OPS! que a coisa veio do estrangeiro e embalado em Torres Vedras... E o cesto, o cestinho onde será produzido? Possivelmente na Indonésia...

 

 

 

 

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por João Severino às 18:35
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Domingo, 17 de Julho de 2011

geração à rasca

(Enviado por leitor com 61 anos)

 

> Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.
Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.
Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.

Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.
A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.
Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.
Na rádio ouviam-se apenas 3 estações,  a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.
Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.
As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.
As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.
As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".
Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza......a viagem de ida.
 
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.
Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.
Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.
 
Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos.
Têm brutos carros, Ipad's, Iphones, PC's, .... E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.


 

 

Afinal qual é a geração à rasca...???

 

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por João Severino às 13:51
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Sábado, 16 de Julho de 2011

roubar vilanagem

 

> O buracão que o governo de Passos Coelho está a encontrar pode ter repercussões incalculáveis. As surpresas são enormes e o desvio de verbas pode atingir os 2,3 mil milhões de euros. Na Defesas o escândalo é inacreditável. Milhares de militares foram aumentados de forma ilegal. Despesas de representação subiram de forma assustadora. No mínimo, o ministro Aguiar-Branco terá de cortar nos efectivos, nos equipamentos e nas despesas das FAP. Volta-se a falar novamente na impossibilidade de manter os dois submarinos recentemente adquiridos, o 'Arpão' e o 'Tridente'. Fontes oficiais adiantaram ao PPTAO que já foram realizados alguns contactos com autoridades de dois países asiáticos no sentido de se venderem os submarinos. Por outro lado, sabe-se também que as despesas de representação estão fora de controlo e que terá de haver uma decisão imediata para suspender essas mesmas despesas.

E ainda se atreveu, ontem, um deputado socialista a querer explicações do ministro Vítor Gaspar. Eu, no lugar do ministro, abria o livro de uma vez por todas a ver se se calavam para um período de vinte anos... tenham vergonha e devolvam os dinheiros desviados ao povo. Com um buracão destes como é que podia haver boa saúde, boa educação, boa assistência social, reformas decentes, lares para idosos dignos, creches para crianças e aldeias povoadas?

Por que não ter a coragem de investigar profundamente todos os bens que os ex-governantes possuiam no início dos mandatos e que possuem no fim dos mesmos. A diferença de propriedades adquiridas com verbas que se detectavam irrealistas seria vendida e reverteria para um Fundo de apoio aos idosos.

 

 

 

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por João Severino às 11:28
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

viva, portugal!

 

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por João Severino às 10:47
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Sábado, 28 de Maio de 2011

o importante é isto

 

> Portugal: risco de bancarrota sobe para 44%.

 

 

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por João Severino às 00:25
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

vê-se a olho nu

 

> E não cansa a vista...

 

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por João Severino às 10:46
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

obviamente recessão

 

FMI realça "amplo programa económico" do acordo.

 

 

 

 

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por João Severino às 08:56
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Terça-feira, 3 de Maio de 2011

ben laden

 

 

 

> Já esqueci o ben Laden quando os média portugueses não falam de outra coisa. Começamos o dia da pior maneira, a ouvir que esses chulos da troika vão reduzir as pensões superiores a 600 euros. 600 euros? Mas, eles saberão o que é viver com o exacto quantitativo que eles gastam em almoços e jantares numa semana? Isto é revoltante e não podemos ficar passivamente a assistir à nossa morte lenta. Se as reformas superiores a 600 euros forem reduzidas como uma decisão dos novos patrões de Portugal, não poderemos ficar quietos. A revolta global impõe-se e vamos acabar com a conversa mole  das manifestações pacíficas. Chegou a hora de mostrarmos ao mundo que não somos cobardes, que não somos enteados, que não baixamos as calças por uma esmola hipócrita e exploradora.

A revolta tem de ser dura, a tiro se necessário. Espanha passou por uma guerra civil e sobreviveu com uma vida melhor para todos os cidadãos. Chegou a hora de sairmos à rua para destruir tudo o que nos leve a uma maior miséria. E o "tudo" significa uma greve geral por tempo indeterminado a partir do dia em que for aprovada pelo governo a redução das reformas inferiores a 1.500 euros. A partir da greve geral, caso se mantenha a decisão, o povo português deve revoltar-se com violência contra os governantes e todos quantos apoiarem as suas directrizes. Assumo plenamente o que escrevo. E não sou o ben Laden...

 

PS - Não tenho qualquer reforma.

 

 

Adenda (20.45 horas): O primeiro-ministro José Sócrates anunciou ao país que as pensões menores que 1.500 euros não serão alteradas.

 

 

 

 

 

 

PAU COMMENTS

 

De Carlos Dias Ferreira a 3 de Maio de 2011 às 11:26
João:

Está a chegar a hora de nós deixarmos de ser uns acomodados e passarmos das palavras à acção. Sabemos bem quem são os responsáveis pelo estado em que o país está.
Os brandos costumes têm-nos levado a nada, os paninhos quentes e falsas promessas vão adormecendo os Portugueses, assim não vamos lá.
A situação é grave exige tomadas posição da nossa parte se for necessária a força que a utilizemos talvez esta corja que nos levou ao abismo aprenda de vez que temo-los no sítio.

 


De Carmindo Mascarenhas Bordalo a 3 de Maio de 2011 às 12:25

Talvez não fosse mau começar por, no dia 5 de Junho, penalizar quem nos conduziu ao actual estado de coisas.
É que a crise tem responsáveis e a situação chegou a este ponto com a governação PS.
Antes dos 6 anos de Sócrates nunca houve cortes nos salários, cortes nas pensões ou subida de impostos deste nível.
A revolta tem de começar contra quem foi o culpado pelo caos em que vivemos: o PS e José Sócrates.


De Pedro Pinto a 3 de Maio de 2011 às 13:03

Perdoe-me mas acho que não deve ter ainda a noção do beco sem saída em que infelizmente o país está.

A troika está cá para impor condições para nos emprestar dinheiro, que é a ultima hipotese que temos para evitar a bancarrota. São condições muito duras, mas quer queiramos quer não, não há outra saída para este buraco onde estamos enfiados.

Sem esse empréstimo, o país entra em bancarrota. O Estado deixa de ter dinheiro para pagar salários e pensões, os transportes públicos param sem gasolina, hospitais deixam de poder prestar serviço por falta de medicamentos e médicos, escolas fecham... e olhe que isto é bem possivel. Eu visitei a Argentina um ano depois de declarar bancarrota em 2001 e foi muito pior do que isto. E nessa altura eles podiam desvalorizar a moeda, coisa que nós não podemos.

Pode incitar às manifestações, à greve, à luta, mas infelizmente já nada disso importa. Estamos sem dinheiro e é essa a realidade pura e dura. Tudo o resto é conversa.

Deviamos era pôr em tribunal os responsáveis políticos por esta situação, como sugeriu o Catroga, mas infelizmente duvido que este sistema de justiça consiga fazer alguma coisa para que esses ladrões sejam responsabilizados.

Agora mais greves? Luta de rua? Manifestações? isso serve para quê? Acha que o FMI recua com medo das nossas ameaças? O problema é nosso e quem se enterra ainda mais somos nós.

Eu até acho que a União Europeia já se está a borrifar para nós e para a nossa constante luta interna. Afinal apenas representamos menos de 1.5% da economia europeia... uma migalha que pode bem ser atirada aos pombos.

Cumprimentos
Pedro P.

 



De a.marques a 3 de Maio de 2011 às 13:22

Recorte antigo de jornal que não tenho a possibilidade de identificar:

Nota da Semana
O POVO QUE TEMOS
Quem tiver paciência, e oportunidade, os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e se faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto, prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico, é teso, mas quanto a valentia, que é a aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com «os brandos costumes», e a crença de que o que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par de pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à-vontade, o crime, a desonestidade , a violação do Direito, e o «gamanço», a que chama «esperteza». Verborreico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da exigências aqui se diferencia basicamente do espanhol é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. E é este o povo que somos.

Esta também é antiga e fui eu que disse:
RODA DE SOMBRAS
Converter o céu a outras doutrinas, condenar ao inferno os novos infiéis Partir a janela, engolir o espaço, destruir o piano, fazer um poema. Apagar o sol e secar o mar. Fazer até o tempo parar. Ensaiam-se alturas, curvam-se vontades, exibem-se luxos, esmola-se a fome. Cerca-se o castelo de velhas conquistas. Ao alto a bandeira do novo senhor. E fica-se inerte, na roda de sombras, no esbracejar grotesco.

Digo agora: Subscrevo e adiro á greve da democracia nas próximas eleições. E anseio por um boicote generalizado, raivoso e decisivo, que rebentaria com esta merda toda. Enquanto não chegam as armas que se calhar já nem seriam precisas se os mandássemos cagar .
De C.Cid a 3 de Maio de 2011 às 19:17
Ao ler estes comentários ao teu excelente artigo, assim como os comentários que se seguem nos quais se fala de luta eu pergunto; mas... contra quem?. Os caminhos estão todos armadilhados pelos detentores do dinheiro e do poder e bem guardados por polícias a la carte. É assim em todo o mundo.
Sempre que individualizamos o nosso problema o poder ri-se de nós e diz: mais um ou menos um...tanto faz. E é aqui que reside o busilis, porque eles saben que neste pais um mais um não é igual a dois.


 


 

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por João Severino às 10:09
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Sábado, 6 de Novembro de 2010

a portugal

 

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por João Severino às 00:03
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

DIA DE PORTUGAL

> Já era.
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

COM O CU A ARDER

> O povo está farto.
O povo não gosta destes políticos que o aldraba há 30 anos.
O povo quer afastar esta gente.
O povo já pensa em monarquia.
E em resultado do descontentamento geral, assistimos aos políticos de topo quase em pânico e vêm agora, aproveitando o centenário da República, tentar criar um movimento de união. Uma união que nos dias de hoje será absolutamente impossível.
Cavaco Silva apelou a um "novo espírito de cidadania".
Mário Soares defende "consensos possíveis".
Jorge Sampaio diz que Portugal precisa de "grande unidade de propósitos".

Resumindo: estão com o cu a arder.
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Sábado, 4 de Julho de 2009

5 ESTRELAS










> Vale muito a pena ir lendo os livros anteriores a tudo isto.
Isto: esta gente.
Aprender a língua de cá e as outras que por aí andam - vale a pena.
Sair, ir ver o mar, dar uma volta boa pelas cidades outonais que restam, consultar a Primavera possível da luz.
Criar os filhos à imagem e semelhança deles mesmos.
Saber algumas coisas, o porquê dos nomes das ruas, os tipos de árvores que por aqui se dão melhor, guardar os rios da fobia e da avidez suinícola.
Ser eólico, cada um por si a favor do outro.
Estimar o velho que se vê passar aturdido pela pressa do Tempo.
E devolver os cornos a quem no-los põe, em democracia.

Também vale a pena ter pena da pobre gente.
Dessa que não vai ao teatro saber o que fazem as pessoas-personagens.
Dessa que é pobre de bmw por todo o lado.
Dessa que, coitada, nos quer em outra ortografia, outro desespero, outra nova oportunidade perdida.
Vale muito a pena sabermo-la irremediável, triste, bacocazita, suicida defecadora de giletes.

Gosto do nosso descalabro pátrio.
Diverte-me - e é que já vou estando em idade de me não importar doentiamente com a saúde.
Ontem à noite, até interrompi a leitura da poesia de José do Carmo Francisco e de Luís F. Adriano Carlos para ver aquele menino-ministro a fazer aquilo com os dedos na Assembleia "abúlica", como lhe chamou o poeta João Apolinário.

Tenho medo de que não valha muito a pena saber o bom e o mau das coisas.
Sei que vale, mas receio que se não dê valor a saber.
Saber o bom e o mau, o que é uma igreja bem iluminada, um bairro bem ordenado e com árvores e assim.
Conhecer para além do preço das bananas, distinguir a colonização da Nova França de uma caixa de sapatos vazia.
Conhecer que é mais grave a pianista Maria João Pires renunciar à cidadania portuguesa do que as eleições do Benfica.

Também seria bom que nos não pusessem tanto os cornos.

Não espero já que nas escolas a juventude identifique o retrato do senhor Alexandre Herculano.
Espero tão-só que as minhas filhas sejam felizes todos os dias, mesmo quando o dia não for feliz, mesmo quando, sozinhas e por si mesmas, descubram a fundamental infelicidade do País em que nasceram.

Gosto das minhas filhas - como toda a gente gosta dos filhos de que foi capaz.
Não gosto do brasil-ao-contrário da língua falada nas retretes televisivas.
Quase me ri, quando vi a Bethânia com o Marco Paulo cantando compungidamente em Fátima.
Quase já não tenho tempo senão para ser sincero.

Não tem importância que o Joaquim de Almeida, coitado, ganhe a vida a fazer de Nicolau Breyner em Hollywood.
Importância nenhuma.
Nem que o País quase lacrimeje de orgulho a ver aquele rapaz do nariz chamado João Garcia a subir montanhas em vez de traballhar qualquer coisita para o PNB.
Estas coisas fazem parte, elas existem com o mesmo direito natural à estupidez que nos subjaz a todos.
É como chamarem "escritor" ao Peixoto, coitado.
É como delirar com a puerilidade do Mia Couto, coitado.
É como fingir que o papão nosso de cada dia não há - e que se chama Imbecilidade, o papão.

Não, não tem importância.
Por mim, tenho muita pena de não ser o Prévert.
Eu gostaria muito de ser o Prévert: de já ter morrido, de ter escrito aqueles poemas que faz bem ler com um sorriso cúmplice nos beiços.
Cagar e andar, naturalmente, para o Torga, para o Eugénio, para o Ramos Rosa, para a seita toda que não seja Carlos de Oliveira, António Osório, Ruy Belo, Camões.

Aprender a mudar os fusíveis, ser útil aos vizinhos, amar nos animais a memória profunda do nascimento mais inocente.
Matar as moscas à palmada para poucar nos clorofluorcarbonetos que dão cabo do ozono.
Perdoar o catolicismo ao Graham Greene, ir a Peniche adorar a Nau dos Corvos, ler a senhora Rodoreda e recomendá-la às pessoas que desligam a televisão quando nos convidam para jantar.

O senhor Manuel Pinho já não faz mal nenhum.
Pensando bem, nunca fez, coitado.
Ele é só aquilo, coitado, ele se calhar gosta da mulher e da nossa Pátria.
Se calhar, ele não saberia escolher entre Paul Celan e a Júlia Pinheiro.
Ele, se calhar, gosta da Mariza e da Dulce Pontes e assim.
Ele, se calhar, preferiria - como todos nós, homens - ter nascido Richard Gere e não Manuel Pinho: ou até, por baixo, Joaquim de Almeida, Manuel Pinho é que nunca
mais.

O que me fascina nisto é ter em casa só para mim a edição da Ulisseia de "Bosque Proibido", sim, que o antropólogo Mircea Eliade também foi romancista.
Tendo a edição da Ulisseia de "Bosque Proibido", que é que me interessa que um ministro faça corninhos digitais na Assembleia da Abúlica?

O que me fascina nisto é fazer um quase poema quase pátrio sem falar no Chefe, no menino-de-ouro, no Filho que é Pai à direita do Espírito Santo e
dos outros bancos todos.

Nenhum de nós pode nem deve, assim de repente, chegar às aldeias e dizer às mães que telefonam para as rádios locais que na TSF se fala à americana com hãs no intervalo das sílabas para a informação ser mais, precisamente, americana.
Nenhum de nós pode nem deve, assim de repente, chegar às aldeias e dizer às mães que o ensino técnico-profissional pode produzir gouchas apresentadoras, por assim dizer, significando aqui "gouchas" como aportuguesamento de "esquerdas" a partir do francês "gauches".

Nós temos todos é de ser felizes sempre que possível.
Ele ainda há hipóteses.
Uma delas é aproveitar o sol e a chuva e ainda respirarmos e termos sido amados a ponto de amar sabermos.
De modo que Angola não tem importância, o avião presidencial, a filha presidencial, os diamantes, a conversão católica da senhora Maria Barroso, os saiotes melífluos do sacerdote Melícias, a coluna cor-de-rosa do Carlos Castro no "Correio da Manhã", o cinzentismo obrigatório do "Diário de Notícias", o esquerdismo reformado da "Visão-ex-O-Jornal", o mcdonaldismo alegadamente informativo do "Expresso" de trazer nas manhãs-de-saco dos sábados-de-plástico, a Santa TVI analfabetizando militantemente os cafés rurais da Nação - nem a alegada Educação Nacional.

A Educação Nacional, senhores e senhoras: isto dos exames de cacaracacá, isto tão aborrecido de ensinar & aprender a ler-escrever-contar-e-pensar, isto dos professores, coitados, isto das peregrinações-a-Lurdes, coitados.

A Saúde Nacional, senhoras e senhores: as prenhes a desprenhar-se à pressa nas ambulâncias, os centros de saúde infestados de médicos contrariados e de enfermeiras com a menopausa aos coices e de administrativas que jogam ao solitário e ao imeile dos sáites de encontros amorosos com gajos brasileiros e de administrativos que jogam ao solitário e ao imeile dos sáites de encontros amorosos com gajas brasileiras.

A Justiça Nacional, meninos e meninas, cheia de desprovedores por tudo quanto é canto, e de moitas-flores conselheiros por tudo quanto é praça-da-alegria e assim, e de desembargadores embargados de lágrimas de há-ali-gueitór, e de valentins- e-ou-dias-loureiros.

O Bairro Social Nacional, meninas e meninos, carregadinhos até aos dentes dos restos escoriais do colonialismo, atravancadinhos de rendimentós mínimos de rintintinserção-social e outras merdas às cores.

Se me dessem a escolher entre a Pátria e o Descalabro, eu não escolheria o que não pode ser separado.
Se me dessem a escolher entre dormir sexualmente com uma gaja das boas e ter o nº 117 da Colecção Vampiro, eu escolheria o nº 117 da Colecção Vampiro porque a Pátria já não tem gajas boas para dormir sexualmente, só tem descasadas da 24 de Julho e brasileiras dos restantes 364 dias.

Ao contrário, portanto, do que o senhor Manuel Pinho possa pensar, o senhor Manuel Pinho não tem importância, no que, aliás, a Pátria o imita tremendamente.

Quando posso, leio o suplemento "Babélia" do "El País", claro.
Quando posso, vou à Figueira da Foz comer sardinhas assadas e rever aquele amarelo das casas que é único no meu mundo.
Quando posso, vou a Coimbra entristecer deliciosamente entre o Botânico e a Casa do Sal, permeável à nostalgia dos comboios, à graça pobrezinha do Choupal, à humidade da Adelino Veiga, à pederastia gerontológica da Estação Nova, às porcarias de papelão que os ciganos deixam pela borda do rio, ao perfume a lixívia das divorciadas de Celas e dos Olivais, à devastação da ex-Zona ex-Industrial da minha Pedrulha.

Quando posso, sou português sem dizer nada a ninguém.
Só tenho pena é de já não beber.
Quando bebia, era mais fácil indignar-me depressa e sem consequências.
Quando bebia, também andava por aí a fazer corninhos com os dedos.
Quando bebia, também amava muito a Pátria, mesmo com o Scolari.

Agora, dou-me a Préverts e a Eliades.
Percebo a necessidade de Deus em Graham Greene.
E vou à minha vida em português, certo de ter filhas lindas e portuguesas,
mas lindas.

E um dia vamos todos ter duas datas a seguir ao nome
e nenhuns cornos,
finalmente.

Daniel Abrunheiro
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Sábado, 13 de Junho de 2009

Monsanto


P 9.431

Em Monsanto reside o Portugal profundo. O interior e a alma de uma nação. A minha aldeia preferida.
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Para os emigrantes tudo


Neste Dia 10 de Junho, Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas envio o meu grande abraço a todos os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo. São eles o verdadeiro Portugal. Desprezados, aldrabados e abandonados pelos políticos. Dia de Portugal é fora de Portugal onde ainda há portugueses que pensam em Portugal.
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (104)

CANIÇO, Madeira
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Domingo, 8 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (103)

ALCANENA, Santarém
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Sábado, 7 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (102)

BEIRA, Açores
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (101)

PENELA, Coimbra
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (100)

Esta é a centésima mensagem desta rubrica

MADEIRÃ, Castelo Branco
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (99)

ALCAINS, Guarda
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (98)

GAVIÃO, Abrantes
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (97)

TAROUCA, Viseu
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (96)

LOURINHÃ, Torres Vedras
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (95)

LAMAROSA, Coimbra
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (94)

ALVARELHOS, Viseu
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (93)

VIDE, Viseu
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (92)

VIEIRA DE LEIRIA
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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (91)

MONFORTINHO, Castelo Branco
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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (90)

MOURA, Beja
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (89)

MÉRTOLA, Beja
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (88)

VALPAÇOS, Mirandela
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (87)

FRONTEIRA, Estremoz
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Terras de Portugal que visitam o PPTAO (86)

FALPERRA, Braga
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (85)

CANIÇO, Madeira
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (84)

MONCARAPACHO, Faro
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (83)

VILA NOVA DA BARQUINHA, Entroncamento
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (82)

CARRAGOSA, Bragança
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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

País triste

Número de famílias que perdem a casa para os bancos não pára de aumentar.
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (81)

IGREJINHA, Évora
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (80)

MARINHAS, Braga
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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (79)

HORTA, Açores
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (78)

CAMPO MAIOR, Portalegre
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Terras de Portugal que visitam o PPTAO (77)

ESTÔMBAR - Algarve
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pptao

Um blogue onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim. O título do blogue? Porque sempre fui "pau para toda a obra". Obrigado por ter vindo. “Morrendo estou na vida, em morte vivo; / vejo sem olhos, e sem língua falo; / e juntamente passo glória e pena.”, Camões

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Jornalista com a Carteira Profissional nº 278. Já restam poucos do meu tempo. Como último cargo fui director e proprietário do diário 'Macau Hoje'. Pode ler o meu CV completo na primeira mensagem de Outubro de 2007.

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