> Este governo devia ter vergonha por nem sequer saber imitar o que foi feito no tempo de Sócrates no que respeita a reembolso do IRS. No governo de Sócrates os contribuintes que entregaram a documentação pela internet foram reembolsadas entre 15 e 20 dias. Com este governo, desgraçadamente, estão a devolver o que é nosso a um prazo de 30 dias.
> Há uma faceta de José Sócrates que os leitores deste blogue nunca viram aqui patenteada. Hoje, um profissional independente, contratado para um
serviço junto da comitiva oficial de José Sócrates, em visita oficial ao interior do país, deu-me conhecimento de algo desconhecido e que abona a favor do ex-primeiro-ministro. Durante um almoço de José Sócrates com empresários locais, o governante exaltou-se e zangou-se, tendo manifestado o seu desagrado em voz alta desta forma: "Alto! Não vos admito isso! Estão a tentar comprar-me ou quê?!!! Ficamos por aqui!"...
E esta, hein?...
> Sempre detestei aquele senhor José Sócrates. É um analfabeto, oportunista e demagogo. É um homem detestável. Execrável.
> - É pá, estou chocado! O Sócrates gastou 460 mil euros em refeições nos seis anos de governo!
- Ó pá, isso são trocos... comparado com 10 mil por noite em Paris...
© texto: jes
© ilustração: jpb
> Ontem, encontrei um politólogo. Daqueles que sabe de política e que nunca foi visto na televisão a dizer disparates e palpites. Coloquei-lhe a questão: "Por que se fala tanto de José Sócrates? Se como agente técnico requereu projectos de construçãso civil irregularmente? Se não tem curso nenhum de engenharia civil? Se é suspeito por alegada corrupção no Freeport? Se é suspeito por alegada corrupção no Face Oculta? Se é suspeito de alegada corrupção na concessão de auto-estradas e barragens? Se é suspeito de alegadamente ter recebido milhões de euros em comissões de adjudicações várias? Se depois de enterrar a economia do país foi pedir empréstimo à troika?" Se... Se... e tantos outros ses.
O politólogo olhou para mim, relembrou-me que fomos governados alegremente por Oliveira Salazar durante 40 anos e terminou dizendo: "Não faço a mínima ideia, possivelmente somos muito masoquistas!"...
> "Cavaco recusa condecorar Sócrates"
Título no 'Expresso', hoje
Diz um apoiante de Sócrates: "Não faz mal. Quando Sócrates for Presidente também não há-de condecorar o Cavaco"...
PAU COMMENTS
> Agora chamam-lhe "perseguição": Sócrates abre guerra entre juízes. Socialistas falam em perseguição...
> Eduardo Catroga: "Não me chocaria" se Sócrates fosse julgado.
E a mim o que me choca é o que tu vais ganhar para a EDP. É um insulto a todos os desempregados sem subsídio algum. Bardamerda, ó Catroga.
> A fobia em Portugal pelo tratamento de "doutor" ou "engenheiro" ultrapassou todos os limites do risível. Desde cartões de visita com o "doutor" antes do nome à recepção de chamadas telefónicas onde se diz "Daqui fala o doutor fulano de tal", tudo tem servido para se querer demonstrar aquilo que muitas das vezes não se é. Mas do riso à vergonha foi um passo muito curto. Começaram-se a falsificar diplomas de cursos superiores por dá cá aquela contrapartida ou favorzinho. José Sócrates chegou a líder do PS e a primeiro-ministro. O mérito foi todo dele e a vontade foi dos socialistas e dos portugueses que quiseram votar nele. Tudo bem e tudo correria às mil maravilhas se estivéssemos em Inlaterra, Austrália ou EUA porque seria tratado por "Mister Sócrates". Mas em Portugal é diferente. Apenas têm estatuto, apenas são cumprimentados à entrada do restaurante, apenas colocam os outros a olhar para o seu narcisismo, se forem tratados por "doutor" ou "engenheiro" E José Sócrates decidiu que havia de ser engenheiro. Mas para isso tinha de estudar e de fazer exames para a obtenção do diploma adequado. E não o fez. A sua vaidade saiu-lhe cara. Hoje, envergonhadamente, enfrentará o tribunal onde irá ouvir aquilo que ninguém gosta, ou seja, não havia "nexexidade"...
> É a bronca máxima. É a prova de tudo o que se desconfiava. No PS nem sabem o que dizer. O escândalo é enorme. Um extracto bancário de José Sócrates divulga a existência de milhões. O site do PS foi pirateado e veio a lume o que nunca se imaginou. Os piratas prometem mais.
Viu-se...
> José Sócrates pede ao PS que vote contra o Orçamento de Estado.
É preciso não ter qualquer vergonha.
> Caro Senhor:
Apesar de eu estar na lista negra que alguém lhe fez chegar com os nomes dos críticos mais acérrimos à sua política, não posso deixar de lhe manifestar a minha solidariedade num momento em que deve andar com a sensação de que nunca teve amigos. Acabei de estar na sala de espera de um consultório e ao passar os olhos por uma revista deparei-me com um artigo quase sobrenatural pela sua rudeza, imbecilidade, traição, baixo nível e filha da putice. Uma articulista que parece ter tido alguma intimidade com V. Exa. deu-se ao desplante de publicar um chorrilho de vergonhosos dislates sobre a vossa hipotética relação. Estive mesmo à beira de ir à casa de banho vomitar quando li impropérios tais como “Estamos a tomar o pequeno-almoço ao sol e de súbito o torso que antes víramos denso e liso antecipa a decadência da carne velha: urgem umas visitas à pedicura, o hálito ressuma ao jantar de ontem”. Fiquei atónito a interrogar-me como foi possível que V. Exa., que ocupou o cargo de primeiro-ministro, tenha escolhido como companhia alguém de tão baixo nível intelectual e humano.
Sempre combati a sua política, mas isso nada tem a ver com a perplexidade com que se fica ao ler-se um insulto criminoso a uma pessoa que exerceu a representação oficial de um país, a uma pessoa com quem se realizava a feira de vaidades que a escriba patenteava quando saía consigo de carro ou a pé. Nunca conheci, felizmente, uma mulher desta jaez que introduz no conhecimento público uma panóplia de momentos íntimos e de marcos da privacidade na relação pessoal existente entre V. Exa. e a escriba.
Os olhos que conseguem ver a decadência da carne do parceiro escondem a nossa própria decadência. O nosso espelho é sempre simpático connosco e demolidor para com os outros (Fernando Moreira de Sá dixit, in Aventar). A escriba esqueceu-se que a sua própria carne já é desprezível, quanto mais daqui a alguns anos. V. Exa. só tem de lamentar e encaixar. Lamentar que a sua escolha tenha sido direccionada a um ser irracional e encaixar uma purga de desacatos mentais proferidos por alguém que devia tomar conhecimento imediato do que é o hospital Júlio de Matos.
Com os mais respeitosos cumprimentos
> Esta obra de Sócrates vai ficar nas páginas negras do seu historial: Aeroporto de Beja movimentou 164 passageiros... em 3 meses.
> - É pá, a família do Sócrates movimentou muitos milhões!
- Ó pá, isso é dinheiro que já vem do tempo do filósofo ateniense...
© jes
> O ex-primeiro-ministro José Sócrates certamente que já se interrogou sobre o que é a vida. Uma vida onde hoje somos tudo e amanhã podemos ser os reis da tristeza. Após o imenso desgosto com a derrota política, José Sócrates sofreu profundamente com a morte de seu pai. Hoje, passado tão pouco tempo morreu-lhe o seu querido irmão António, vítima de doença pulmonar. As nossas condolências a um homem que continua a ser uma figura pública.
> Leio o 'Expresso' e na primeira página OPS! ali está preto no branco a confirmação do que o PPTAO anunciou há muito tempo. A referência diz respeito aos negócios prometidos por Hugo Chávez e que não passaram do tinteiro... Quando o ex-primeiro-ministro José Sócrates se pavoneava ao lado de Chávez anunciando vários negócios, elucidámos de imediato os nossos leitores que tudo não passava de balelas.
Os insultos socratinos do costume rapidamente caíram na caixa do correio. A verdade, é que a empresa de construção Lena e outros empresários, ficaram a arder com milhões de euros devido à falta de realização do que tinha sido prometido. Pelo exposto, passa também a justificação da venda do diário 'i' e de todas as estações de rádio que o grupo Lena pretende vender. É um bom sinal de que nem sempre a venda da alma ao diabo dá resultado...
> Director das "secretas" passou dados à Ongoing com autorização de Sócrates.
A estada em Paris será paga pela Ongoing?...
> José Sócrates está de abalada. Vai para Paris. Já pediu licença sem vencimento na Covilhã . No momento da despedida imaginámos uma entrevista com o ex-primeiro-ministro socialista.
- Senhor engenheiro, confirma que vai estudar Filosofia para Paris?
- Não confirmo nem desminto.
- Mas o embaixador Seixas da Costa já lhe arranjou um apartamento?
- Não confirmo nem desminto, mas parece-me que anda muito bem informado sobre a minha vida.
- Tem sido uma vida difícil?
- Depende do ponto de vista. Como governante foi. Como cidadão, tirando alguns apupos da extrema esquerda e uns assobios dos contratados pelo PCP, tenho tido uma vida agradável...
- Mesmo com as namoradas?
- Bem, não vá por aí. Realmente, tem havido algumas ingratidões e especialmente quando têm a mania que são jornalistas de topo e não passam de umas aprendizes...
- Refere-se à última?
- Não sei se você sabe o que eu sei sobre saber-se quem foi a última.
- O senhor engenheiro sentia no governo que tinha muitos amigos?
- Sentia.
- E sente?
- Nem pensar. A maioria foi uma falsidade. Alguns dos que mais me bajulavam foram os primeiros a desaparecer...
- Mas nem lhe telefonam?
- Olhe, sei de alguns que até retiraram o meu número da lista privada dos números de telefones.
- Enganado?
- Desiludido... desiludido com tanta ingratidão e sobre alguns o choque até é emocional.
- Por quê, emocional?
- Ora, porque os vi inscreverem-se no PS sem casa, sem carro, sem fatos, sem casa no Algarve, sem empregadas domésticas, sem saberem onde era a Europa e foram esses os que mais... bem, deixemos isso.
- Refere-se ao que Mário Soares salientou recentemente? Ao facto de alguns se terem abotoado com muito dinheiro?
- Não quero entrar por aí senão muito tinha para contar. Efectivamente... você veja, realmente, das duas uma, ou estavam para servir o país e o partido ou estavam ao meu lado para ganhar muito dinheiro e terem muitas mulheres...
- Mulheres?
- Quero dizer, muitas secretárias nos gabinetes e essas foram o antro da má-língua...
- Contra si?
- Sim, contra mim e com os maiores despautérios na boca dizendo que eu era isto, era aquilo, era aqueloutro...
- E era?
- Está a brincar comigo ou continuamos uma entrevista séria?
- O senhor engenheiro teve ou não teve boas relações com o Presidente da República?
- Não tive. Os sorrisos eram uma hipocrisia. Como é que queria que tivesse uma boa relação se durante todo o tempo foi ele que criou a minha queda?!
- E aleijou-se?
- Muito. Posso dizer-lhe que estou absolutamente convencido que não voltarei a endireitar-me... a queda deixou-me com fracturas irrecuperáveis, penso eu.
- O senhor engenheiro, afinal, é ou não engenheiro?
- Depende de como se quiser interpretar?
- ...?
- Sim, não fique admirado. Há engenheiros da velha guarda e há outros como eu de uma era moderna, cujos cursos não foram obrigatoriamente obtidos no Instituto Superior Técnico...
- Portanto, tem um diploma?
- Quero dizer, ter tenho e passado por uma universidade de prestígio.
- Mas essa universidade encerrou...
- Espere! Encerrou porque foi alvo de uma cabala... mas, adiante, não falemos de coisas encerradas!
- O senhor engenheiro vai ter namorada em Paris? Poderá vir a ser uma filósofa para facilitar a aprendizagem?
- Lá está você com brincadeiras. Eu em Paris limitar-me-ei a ser francês.
- Como? Vai renunciar à nacionalidade portuguesa?
- Calma, calma! Não vá escrever isso porque eu nego, eu nego, continuarei a ser português, só que à moda francesa.
- A servir à mesa ou a limpar escadas?
- Essa é uma ideia muito retrógada do emigrante português, desculpe mas tenho a maior consideração pelos emigrantes...
- Nunca mais vai voltar? Já se fala que poderá um dia candidatar-se a Presidente da República, está no seu horizonte?
- Bem, se o António José Seguro se candidatar... ah!... nesse caso eu volto!
-
> "Então, meu? Onde está a porrada no Sócrates? O gajo não pode deixar de levar, vá lá pá porrada no gajo! Ele fez mal a muita gente, há pessoas que tiveram internamento psiquiátrico e AVC's por causa do tipo. Mandei-te a história do apartamento do gajo alugado em Paris pelo diplomata das curvas por uma pipa de massa e não publicaste nada. Vê lá ó meu é que o Socas vai viver à grande em Paris", teor de um e-mail enviado por leitor identificado.
Quero apenas dizer que nunca foi meu timbre bater em quem esteja na mó de baixo e, muito menos, entrar na vida privada seja de quem for. Enquanto ministro de políticas absurdas e prejudiciais a todos nós e intérprete de manobras obscuras baseadas na posição que ocupava como chefe do executivo, naturalmente que José Sócrates teve-me à perna e penso que sobejamente. Não me peçam para ultrapassar limites, porque não o farei.
> Tal como aplaudi a jornalista da RR que na noite das eleições questionou José Sócrates sobre a reabertura de processos judiciais tais como Freeport e Face Oculta, também aplaudo a intervenção de Ana Gomes, esta manhã na Antena 1, sobre a idoneidade de Paulo Portas para assumir um cargo político, ao nível de vice-primeiro-ministro (espero que isso nunca aconteça) ou de ministro, atendendo às suspeitas que recaem sobre o líder do CDS em tantos casos como o dos submarinos, Universidade Moderna, Casa Pia e Portucale.
A eurodeputada socialista foi bem clara. Se Passos Coelho anuncia transparência, então, que haja transparência em tudo.
PAU COMMENTS
O POVÃO COM TUDO NO SITIO
Quem com ferros mata com ferros morre. PS para a oposição obrigado a carregar o providencial e apertado freio da troika que foi irresponsavelmente tecendo. Há males que chegam por bem. Paulo Portas escorregou no seu cinismo apalhaçado e afogou-se na chantagem do ondulante alguidar doméstico. A Passos pede-se essencialmente que continue uma pessoa normal e ao natural sem borbulhas , não se deixando embebedar, e não permitindo que Portas faça do País o próprio quintal de brincadeiras de menino rico. Quando muito ministro das armadilhas e ficaria muito bem aviado. Passos Coelho terá sempre que responder, mas melhor será que cuide da rega sem se encharcar em químicos. Cuidado com a pepineira . É elevado e nobre não bater em homem caído. Esse encargo com Sócrates fica com a comunicação social que o trouxe ao colo até agora e com a sedenta tralha da casa. Para a formação do novo governo muito cuidado, porque o Dr. Portas em vez de contribuir para a solução pode querer fazer parte do problema. O historial de golpes e traições começa na própria casa.
> José Sócrates, com toda a dignidade, acaba de anunciar ao Partido Socialista e ao país, que solicitou ao presidente do partido, Almeida Santos, que promova um congresso extraordinário para que seja eleito um novo líder do PS.
> Paulo Portas perdeu toda a credibilidade. Passou os últimos tempos a fazer-se ao piso ao PSD. Levou com os pés sobre um acordo pré-eleitoral. O PSD sabia lá se ganhava as eleições. Depois começou a criticar o PSD e a desfazer-se em insinuações ao PS, porque os socialistas estavam em empate técnico.. José Sócrates chegou a retribuir os elogios, já a pensar num governo PS/CDS. Chegaram as sondagens verdadeiras e anunciaram uma vantagem progressiva do PSD podendo ainda chegar à maioria absoluta. Neste caso, o PSD não precisaria para nada do CDS. Antes, uma coligação com um PS sem Sócrates. Ontem, Paulo Portas veio dizer que possivelmente não integrará um governo com o PSD. Pois, era bem feito que o PSD conseguisse uma maioria absoluta para que também Paulo Portas fosse pelo mesmo caminho de Sócrates, com o seu partido a eleger um novo líder.
Quem andou não tem para andar
> Esta noite, na RTP, o inexperiente, o analfabeto, o africanista Passos Coelho deu uma lição de sabedoria e de liderança ao experiente, viajado e perturbado José Sócrates.
Sócrates - Portugal está confrontado com um desafio. Aumentou o desemprego em todos os países. Nós estávamos a fazer o nosso caminho mas este processo foi interrompido por uma crise política. A diferença está na manutenção do estado social. O doutor Pedro Passos Coelho propôs que o Estado deixasse de ter uma rede de escolas pública e a saúde também deixar de ser pública.
Passos - O actual primeiro-ministro de Inglaterra é mais novo que eu, nunca foi governante e é chefe de Governo. Tony Blair também nunca tinha sido governante. O que está em jogo é podermos discutir o que os governos em funções fazem. O engenheiro Sócrates é o primeiro-ministro que mais maldades fez ao estado social. O que mais reduziu os apoios, acabou com milhares de abonos de família. Vem agora o engenheiro Sócrates defender o estado social e depois aponta para mim que quero destruir o estado social. O senhor como é que consegue explicar como chegou aos 700 mil desempregados?
Sócrates - Tenho de dizer ao senhor doutor que quando era administrador de empresas não pensava assim. Tenho aqui um relatório de uma empresa onde trabalhava e onde 2010 dizia que em 2009 dizia que se estava em grande crise internacional, mas hoje diz que a culpa não foi da crise internacional. Passos Coelho, agora líder do partido, acha que a crise internacional não teve impacto.
Passos - Eu já sabia a sua técnica em querer fazer perguntas aos outros. Ainda bem porque eu quando mudo de opinião porque a realidade muda, assumo as minhas diferenças de opinião. A crise internacional teve efeitos.
Sócrates - Mas andámos bem em 2009...
Passos - Não, não andámos bem. O Governo não contraíu dívida pública como o devia ter feito. O chefe do FMI que cá esteve disse o mesmo que eu e o presidente do Banco de Portugal também disse o mesmo. Em resposta ao 'Sol' disse que não seria necessário reduzir salários e disse ainda que iria reduzir os salários da função pública. Estas mudanças de opinião afectaram muito mais os portugueses que o meu relatório na empresa onde trabalhava.
Sócrates - Lembre-se que a Europa mudou de estratégia. O senhor não tem razão. O senhor vai ter de discutir comigo o que pensa. O senhor propõe terminar com a tendência gratuita no Serviço Nacional de Saúde. Nós queremos melhorar a rede hospitalar e melhorar o SNS com melhor serviço e temos vindo a fazer esse serviço. Quando o senhor doutor propõe que deixe de haver tendência gratuita tem de explicar se os portugueses vão ter de pagar a sua saúde.
Passos - Ao ouvir o senhor engenheiro parece que o país está bem, que o senhor ministro das Finanças estava enganado, que o Estado afinal não precisa de empréstimos externos. Gostava que explicasse aos estudantes do Ensino Superior como é que eles chegaram à situação de não poder estudar.
Sócrates - Disse que eu menti...
Passos - Não me interrompa, se faz favor. O Estado não faz cobertura universal na saúde. O que o Estado faz é co-pagamento e é o que já existe. No programa eleitoral do PSD nós dizemos sobre saúde que é preciso abrir às policlínicas o seu médico de família. Quando anunciámos isto a ministra da Saúde e outros do Partido Socialista vieram dizer que o PSD queria acabar com o Serviço Nacional de Saúde, o que é falso. E a ministra mais tarde veio dizer aquilo que eu disse sobre as policlínicas e cooperativas de médicos.
Sócrates - Eu estou a falar dos pagamentos no SNS e o senhor disse que eu estava a mentir e espero que peça desculpa. O senhor escreveu no jornal 'i' e no seu livro que o texto constitucional deve ser alterado para que hajam co-pagamentos no SNS e trouxe aqui também duas entrevistas que o senhor deu para provar que não estou a mentir...
Passos - O senhor não gosta de falar dos 700 mil desempregados e de tudo o que o seu governo fez ao país.
Sócrates - Há um ponto ainda mais grave quando o senhor fala do acesso ao serviço universal porque o senhor quer acabar com o carácter geral do SNS e refiro-me aos seguros de saúde.
Passos - Nós acabámos de assistir à razão porque os portugueses querem mudar. O senhor depois de deixar uma herança de bancarrota, o senhor insiste em vir para este debate com questões menores em vez de discutir a sua responsabilidade que tem sobre o resultado da acção do seu governo. Porque é que não tem a coragem para assumir perante os portugueses a sua responsabilidade? Deixe-me dizer-lhe que a saúde não fica em perigo com a eleição de Pedro Passos Coelho. Fique sabendo que os portugueses comigo poderão deduzir as despesas na saúde. São pouquíssimos os países que estão com uma recessão como a nossa e as estatísticas dizem que o desemprego vai aumentar e o senhor vem discutir que eu quero acabar com a saúde gratuita...
Sócrates - Eu não recuso assumir as minhas responsabilidades. Houve uma crise internacional e nunca virei a cara às responsabilidades e espero que o senhor assuma as suas. O senhor é responsável pela crise política que criou e há um preço que estamos a pagar. Desde que o senhor chumbou o PEC os juros da dívida começaram a aumentar e a economia ficou numa situação muito difícil. Na principal medida que foi chamado a tomar o senhor só pensou no interesse particular. Talvez se engane. Nós temos de lutar por mais crescimento económico e no domínio do emprego dos jovens temos várias medidas.
Passos - E por que não criar mais 150 mil postos de trabalho... O engenheiro Sócrates criou uma fantasia. Veio dizer que os partidos estavam com pressa para ir para o governo. Eu não tenho nenhuma pressa. O que eu fiz foi ajudá-lo, mas você falhou no PEC 2, no PEC 3 e por aí adiante. O governo teve de pedir ajuda internacional porque o governo perdeu a credibilidade nos mercados internacionais. Desde Outubro do ano passado que o país tem sustentado taxas insustentáveis. O senhor disse que não precisava de ajuda do FMI e disse que garantia que não precisava da ajuda ao FMI e disse mais que não estava disponível para governar com o FMI. Agora elogia as medidas do FMI. O governo prefriu que os bancos estivessem a comprar dívida em vez de emprestar dinheiro aos portugueses. O senhor é que está agarrado ao poder e só se preocupou com a sua imagem.
Sócrates - O país não precisava da ajuda externa e quem provocou tudo foi a sua acção em criar uma crise política e obrigar o país a pedir ajuda externa. O senhor sugeriu várias vezes a ajuda externa. Não tem razão quando diz que os bancos compravam a dívida e não invente fantasmas. Nós temos de discutir as suas propostas para o mercado de trabalho porque propõe ir mais além, mais além aonde, o senhor propõe mais precariedade...
Passos - Isso não é verdade...
Sócrates - Nós fizemos um acordo que está na base do que foi feito com a troika, eu refiro-me ao ponto que o senhor quer liberalizar o trabalho precário...
Passos - Isto é falso e eu tenho de responder. O que propomos é um sistema dual. Quem está com contratos a prazo permanece, mas para mais à frente pretende-se flexibilizar para que os jovens tenham mais emprego e para que se acabe com os recibos verdes. Há trabalho precário que é sazonal e nesse caso não acha...
- grande confusão com o moderador e ninguém se entende -
Sócrates - Desculpe mas eu quero voltar ao assunto porque o trabalho temporário é o mais precário...
Passos - Mas isso é obra do seu governo...
Sócrates - O senhor quer combater o desemprego permitindo mais despedimentos. Todas as doutrinas caminharam para a protecção dos trabalhadores. O governo no acordo com a troika inseriu a baixa da Taxa Social Única mas o PSD não estudando resolveu anunciar quatro pontos percentuais e depois já falou em oito e depois era a cerveja e depois era o vinho...
Passos - Tenho que anotar que nem depois deste debates o senhor não anuncie o... desculpe agora tenha paciência mas tem de me ouvir... assinou um acordo para quê? O senhor continua a dizer que vai estudar o assunto e o senhor não tem uma ideia do que vai fazer e por isso é que prefere dizer antes das eleições que vai estudar. Várias pessoas estudaram e nós também que a primeira descida da TSU tem de ter um impacto significativo e por isso é que falámos em quatro pontos e depois se podermos ir mais longe. O senhor que não tem nada a dizer sobre esta matéria ao menos oiça o que têm os outros a dizer. A satisfação de hoje com o anúncio da despesa orçamental é uma grande preocupação para quem vier a governar. O senhor já não está a cumprir o que assinou com a União Europeia.
Sócrates - Reduzimos 45% do défice e o senhor diz mal...
Passos - O que dizemos é que estamos preocupados. A despesa baixou porque aumentou muito os impostos. Portugal já não está a cumprir as directrizes recentes do FMI.
Sócrates - No momento em que a despesa está a descer o senhor vem dizer que isto é uma má notícia, já chega de estar sempre a falar em bancarrota, sabe que isto não é bom para quem quer governar. A ideia que temos de economia de baixos salários é do passado. Eu acho que temos de reforçar o empenho científico...
Passos - Eu tenho mesmo de esclarecer isto quando o senhor diz que o líder do PSC é imaturo eu tenho de lhe dizer que não admito essas acusações. A verdade é que o senhor e o seu ministro das Finanças erraram nas contas e eu acertei. O senhor sabia que não ia cumprir que usou o Fundo da PT...
Sócrates - O senhor diz mal de tudo...
Passos - Quando eu disse que acabávamos o ano nos 9% acertei e o senhor não sabia. Os senhores disseram que eu não estava a ser patriota e afinal a troika disse o mesmo que eu.
Sócrates - A despesa teve uma nova metodologia e acresceu o BPN e o BPP.
Passos - Eu falo da realidade.
Sócrates - O senhor entretinha-se a divagar e a escrever cartas públicas a levantar insinuações sobre os departamentos públicos. O que eu acho é que deve ser convidado para formar governo o líder que ganhar.
Passos - Nós apostamos muito na transparência e não é só nas contas públicas, para não voltarmos a ser surpreendidos. Eu assumirei o lugar de primeiro-ministro se o PSD for o partido mais votado.
Sócrates - Sempre defendi uma liderança forte e o país o que rejeita é uma liderança aventureira. Pensamos cumprir os objectivos que estão acordados com a União Europeia e com o FMI. Confio nos portugueses.
Passos - O país precisa de um governo que seja capaz de melhorar a situação. A situação que vivemos é da responsabilidade do engenheiro Sócrates e é preciso saber se os portugueses querem mudar ou não para fazer diferente do que foi feito nestes seis anos.
* Este post é dedicado aos nossos leitores que são surdos. Abraço.
De tal gente, tal semente
> Sócrates irrita-se com empresário em conferência.
Mente bem quem de longe vem
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EU MAIS LOGO NO DEBATE
Passos Coelho tem que atacar impiedosamente, não o deixando navegar no guião estafado, arrancando-o da cassete propagandística gasta e falida do "defender Portugal ", e da baboseira das "culpas do PEC ". Dizer-lhe de maneira demolidora que ele foi o governante da desgraça e obrigá-lo a dar as suas explicações sobre escândalos timidamente aflorados na comunicação social como: -A sonegação ao tribunal de contas que permitiram desbaratar 10 mil milhões para os amigos nas concessões das auto estradas. -As adjudicações para o parque escolar por 3 vezes mais que as regras do mercado permitiam. -Os prejuízos e diminuição de receitas que alguém já contabilizou, e que resultaram como sempre em encargos para o Estado e favores aos mesmos de sempre. Tem O Dr . Passos Coelho um extenso rol de artimanhas e manipulações de Sócrates á disposição. E faça o favor de o confrontar marteladamente com promessas eleitorais anteriores bem conhecidas e logo transfiguradas quando ocupa o poder. Diga-lhe insistentemente, que valor e crédito pode ter a sua palavra? Não o poupe naquilo que o pode atingir mortalmente. Tem o Dr . Passos a faca e o queijo na mão, não o deixe esconder nos buracos onde sempre se refugia.
Se ele insistir nos pedidos de explicações de questões laterais e secundárias pela sua parte, não vá na conversa e pesque-o de imediato para o terreno da má governação e das situações obscuras . Pode dizer-lhe que quem tem que dar explicações a todos nós é o Sócrates da bancarrota, e que se não perde tempo com os gravadores do Ricardo, muito menos com os pelinhos de Catroga. Puxe-o sempre para a obra que ele deixa e confronte-o com documentos divulgados, apenas com alguns sublinhados seus. Deve mesmo ir preparado para lhe oferecer o relatório do Banco de Portugal com o aparte de que não está em inglês e que assim ele não terá dificuldade em ler. Levar também a tradução da troika, e se ele não garantir que ela já existe oficialmente oferecer-lha também para lhe refrescar a memória. Pode mesmo questionar se ele próprio já leu o programa PS, e carregá-lo com um exemplar para auto verificação dado que bem espremido não esclarece nada e talvez tenham apenas divulgado propaganda introdutória. Na ladainha das culpas do chumbo do PEC bastam os seus sublinhados e a oferta do relatório do Banco de Portugal. Noutros engodos como a destruição do Estado Social é só confrontá-lo com os pacotes demolidores que ele pela socapa já levou á prática como empreitada clandestina. O Dr . Passos tem tudo para lhe dar uma grande tareia podendo mesmo lembrar-lhe a distorcida veia democrática que revelou com o empresário que lhe fez uma pergunta incómoda, recordando ao nosso Engenheiro que autoridade e crédito ou falta dela não compromete um cidadão vulgar perante o País. Mas ao candidato e ainda 1º ministro sim, e que é obrigado a dar explicações a si e aos Portugueses.
Para concluir, uma breve nota de rodapé: Se o matreiro Sócrates pretender incomodá-lo com a multa da sua empresa é só dizer-lhe bem sublinhado, que se ele alguma vez trabalhou deve saber que há imponderáveis e incidentes que podem por em causa um perseguido bom desempenho e que a penalização correspondente está paga. Falta agora que ele próprio pague os estragos que deliberadamente causou a todos nós.
> "Desta vez é a sério!..."
José Sócrates, hoje sobre as eleições legislativas
Até que enfim que Sócrates falou verdade. Até que enfim que nos veio dizer que há seis anos que anda a brincar com todos nós. Afinal, só agora é que é "a sério"...
> É triste quando um homem que desejou ser alguém na política [e que depois de conseguir os seus objectivos] seja visto a arrastar-se pelos corredores da desgraça, da maledicência, do oportunismo, da incompetência, da vaidade, da arrogância e da corrupção dos seus verdadeiros inimigos. Inimigos que estão diariamente junto de José Sócrates como primeiro-ministro ou como secretário-geral do PS. Inimigos que lhe mentem. Inimigos que inventam que ele é o maior e que vai ganhar. Inimigos que só estão interessados nas comissões das adjudicações. Inimigos que querem dar nas vistas nas televisões para sua promoção pessoal. Inimigos que lhe dão conta do supérfluo e do artificial. Inimigos que não têm a coragem de ser sérios e dizerem-lhe frontalmente "É pá, chegou a tua hora, desiste, chegaste ao fim e não enterres mais o que conseguiste fazer mal ou bem". Os verdadeiros inimigos são aqueles "falinhas mansas" que aparecem a fingir que são muito amigos do chefe, mas que nas suas costas só sabem dizer que ele também é maricas. Uma cambada de gente que aparece sempre ao redor de quem chega ao poder e que são os tais que até não se importam de vender a mãe.
> Na TVI o 'Jornal das 8' inseriu o primeiro debate pré-elitoral entre José Sócrates e Paulo Portas.
Sócrates: Os outros partidos têm violado uma regra fundamental democrática que é tentar escolher o líder do PS.
Portas: Há gente que não está convencida no PSD e o voto no CDS deve ser a escolha. Pedi há um ano ao primeiro-ministro para sair. Não me parece que se deva colocar o dinheiro da ajuda externa nas mãos do político que é o responsável por toda a dívida.
Sócrates: Eu tenho ouvido as suas afirmações demagógicas. Não é sério acusar o governo quando nos outros países aconteceu o mesmo. Perguntem ao senhor doutor Paulo Portas o que é que ele propôs para diminuir a dívida.
Portas: O seu ministro das Finanças anunciou... eu não o interrompi peço-lhe que me respeite... a dívida portuguesa subiu nestes últimos anos mais de 30 pontos e a dos outros países foi menor. O candidato José Sócrates pode discordar das minhas propostas mas não pode dizer que não apresentei alternativas.
Sócrates: Eu sempre lutei contra a vinda do FMI. Uma pergunta, o doutor Paulo Portas votou contra o PEC, o que é que o país lucrou com isso? Não podia ter poupado o país aos sacrifícios decretados pela troika?
Portas: Temos o aumento do desemprego, temos já duas recessões em dois anos. Quando o ministro das Finanças disse que não havia dinheiro penso que o governo devia ter pedido ajuda externa há mais tempo. Acho que o candidato José Sócrates vive na estratosfera.
Sócrates: O senhor deputado nunca apresentou uma medida para a contenção da despesa. O senhor votou contra todas as medidas só a pensar na sua popularidade. Lamento muito que o senhor tenha embarcado para uma crise política para agora aceitar uma situação muito pior.
Portas: Quando o candidato José Sócrates disse que não necessitávamos da ajuda do FMI estávamos a semanas da ajuda do FMI. Quando disse que não governava com o FMI está agora a candidatar-se a governar com o FMI.
Sócrates: O senhor deputado contribuiu para uma crise. O senhor não quis o diálogo porque queria agora eleições.
Portas: No PEC 4 o governo queria congelar as pensões mínimas e eu nunca admitiria isso. Consigo o país andaria de PEC em PEC porque faltavam as PPP, o BPN, o BPP, as SCUT, os submarinos sim posso falar porque o PS queria comprar quatro submarinos.
Sócrates: A troika reconheceu que para 2011 não é preciso nenhum dinheiro. É um bom acordo porque evita medidas mais duras. É um bom acordo porque foi bem negociado pelo governo.... como?... eu não conheço nada sobre o que o Finantial Times publicou... já foi dito ao doutor Paulo Portas que o governo não ia congelar as pensões mais baixas.
Portas: Como o candidato José Sócrates é muito competente a manipular mas não é competente a governar, eu não preciso de olhar para os seus papéis que tentam manipular o que falamos. NO PEC 4 mudaram o discurso mas não mudaram as contas.
Sócrates: O senhor deputado Paulo Portas está para aqui a inventar uma história. Quem deitou tudo a perder foi a oposição.
Portas: Enquanto o senhor dizia que as contas estavam em dia nós perguntávamos por assuntos que vocês não respondiam.
Sócrates: Este acordo com a troika dá-nos uma oportunidade para renovar a economia e melhorar as nossas exportações. As renováveis estão a dar emprego a mais de 100 mil portugueses. Programa eleitoral do CDS é uma página em branco. O senhor há 30 dias deitou o governo abaixo e passados 40 dias ainda não tem programa eleitoral.
Portas: Daqui a umas semanas não há dinheiro para pagar salários, pensões e obrigações internacionais. Disse-o o seu ministro das Finanças. O candidato José Sócrates tem um passado que é o estado a que chegámos.
Sócrates: O senhor chega a eleições com a completa demagogia quiando fala em baixar a carga fiscal.
Portas: Eu sou coerente. Eu disse ao primeiro-ministro saia! este primeiro-ministro vai perder as eleições porque as pessoas vão votar com os bolsos vazios.
Sócrates: O senhor insiste no TGV mas fui eu que paguei os submarinos.
> O povo português deve ser masoquista e terá o que merece. Dizem as sondagens controladas que o PS está na frente. Se assim for, não vale a pena mais pensar em política e neste país desgraçado. Um punhado de políticos levou-nos à bancarrota, aumentou o desemprego como nunca na história de Portugal, deixou os jovens com uma mão cheia de nada, os idosos abandonados, as pessoas de meia idade a mendigar junto da família, a classe média com um futuro "brilhante" de falência e mesmo assim querem que o mesmo punhado de políticos continue a desbaratar o que resta dos empréstimos do FMI. Óptimo. Fiquem com a taça mas espero nunca mais ouvir um português a queixar-se da situação, porque terá o meu repúdio. E viva o Sócrates! O das gravatas e fatinhos, do avião privado, divorciado, simpático, atraente, saloio, novo rico, belo, nadador, esquiador, maratonista, arrogante, ditador, perfumado, anti-crítica, anti-liberdade de imprensa, amigo dos seus amigos, controlador da bloga, inaugurador de primeiras pedras, porteiro do FMI e viva o Dantas! perdão, viva o Sócrates!
> João Salgueiro, ex-ministro das Finanças e ex-presidente da Associação de Bancos sugeriu qual deveria ser o futuro de Sócrates após deixar o cargo de primeiro-ministro. Nomeá-lo embaixador na Líbia. "O homem está habituado a conflitos e guerras e conhece bem o terreno e os habitantes, pelas vezes que já lá foi", explicou o antigo banqueiro numa recente conferência na SEDES.
> O primeiro-ministro José Sócrates esperou pelo intervalo dos jogos da Liga dos Campeões para falar aos portugueses. Não há bola sem senão...
> José Sócrates foi entrevistado, esta noite, na RTP. O primeiro-ministro gestor apareceu bem preparado como nunca. Com o seu discurso chapa 5 conseguirá enganar milhares que nada percebem de política. Sócrates deu baile aos entrevistadores mal preparados e sem estofo para um animal feroz armado em vítima e com voz de cordeiro. Um cordeiro que atacou e mordeu. A vitimização de Sócrates foi planeada há muito e quem o pretende entrevistar para ouvir a chapa 5 apenas está a comparticipar na promoção do seu discurso eleitoral.
José Sócrates ainda abriu uma guerra com o PR Cavaco Silva. E neste particular, o tiro vai sair-lhe pela culatra. Por uma simples razão: Cavaco tem o país na mão e Sócrates tem a mão sem o país. Os jornalistas não souberam ou não quiseram colocar ao primeiro-ministro gestor a pergunta que se impunha: "Se a oposição, especialmente o PSD, é a única responsável pela grave crise que atravessamos e que teve início há mais de trêa anos, afinal, quem é que esteve a governar e a apresentar PEC´s consecutivos por incumprimento do Orçamento de Estado?"... No entanto, Sócrates defende um Governo de maioria após as eleições.
> Algo está errado no reino da política do engenheiro José Sócrates. Sem graça nenhuma. O senhor andou a governar este país durante anos e a anunciar mundos e fundos. Não cumpriu. Enterrou a economia, deixou as famílias de tanga, aumentou o desemprego e pediu ajuda externa. Agora demitiu-se, e fez muito bem, porque chegou à conclusão (tardia) de que não tinha capacidade para resolver os problemas.
No entanto, num salto mortal duplo mostrando ser um ginasta da maior flexibilidade veio acusar a oposição de ter criado uma crise política e apresenta todo o mal que caiu sobre este país como uma total irresponsabilidade da oposição. Irresponsável foi o governante, mas ainda pode ter um acto de dignidade política. Basta que reuna as altas esferas do seu partido e anuncie que se retira. Tem muito para fazer nas suas propriedades de Castelo Branco...
> A Presidência da República anunciou que o primeiro-ministro José Sócrates apresentou a demissão do cargo. O país que gosta de Sócrates agradece e aplaude o seu trabalho. O país que não gosta dele deseja-lhe boa viagem.
> Até que enfim, a (D)emissão.
> José Sócrates convenceu-se que os psicopatas são eternos no poder. Essencialmente porque as suas máquinas de propaganda movem moinhos. Kadhafi, Chávez, Eduardo dos Santos, Mubarak, Saddam Hussein foram exemplos disso. E enquanto poderosos (leia-se ter o poder na mão) tiveram a seu lado, para além do séquito, centenas de "amigos". Os tais amigos e apoiantes que só aparecem quando se está na mó de cima e quando o seu poder decide o enriquecimento dessa escumalha.
José Sócrates pensou ter o seu PS na mão, pensou ter o país consigo, pensou que todos os seus compatriotas acreditavam no seu discurso. E com esse convencimento avançou [concedendo-lhe o benefício da dúvida que terá sido de uma forma inocente] pela governação como se estivesse num karaoke a imitar as vedetas. Neste caso, a imitar Zapatero, Sarkozy, Merkel e Obama. Debalde. Agora, já se está a assistir no seu próprio partido aos empurrões pela escada abaixo, às facadas nas costas e ao não te conheço de lado nenhum. Assim que Sócrates deixar de ser primeiro-ministro cai pela rampa abaixo e, lá no fundo, ainda o vão empurrar para o mar. Os tais "amigos" serão os primeiros a concordar com justiça sobre o Freeport, sobre a sua licenciatura, sobre o TGV, sobre os negócios com a Líbia, Angola e Venezuela, etc., etc. E se um dia, por absurdo, entrasse na prisão, nem um maço de tabaco lhe levavam.
Vejam só como as coisas já começam a andar: Carrilho junta-se a Medeiros e pede mudança de líder do PS.
> "Sócrates faz parte do problema, não da solução"
Luís Campos e Cunha, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade nova, hoje, no 'i'
> José Sócrates é amado e odiado. O país divide-se na apreciação do homem e do político. Quanto ao homem estamos conversados: vaidoso, arrogante, malcriado, cordial e bem vestido. Quanto ao político é que a porca torce o rabo. Quando entrou para o Governo não tinha qualquer experiência do que era a política mafiosa. Perdeu-se em promessas que viria a pagar caro. Tem sido o bobo da corte pelo que nunca cumpriu. Mas, José Sócrtes tornou-se um verdadeiro profissional da política, com uma máquina de comunicação bem organizada por trás de si que move areias de qualquer duna. Só não gosto das escutas telefónicas e dos comentários ofensivos aqui no blogue sempre que assino uma crítica ao "imperador".
Sócrates sabe movimentar-se no areópago internacional. Começa por ir comprar os fatos e gravatas a Nova Iorque e já que está no continente americano visita o amigo Chávez e enfia-lhe uns barretes com a venda do Magalhães, de uns barcos que os Açores não quiseram, com uns vinhos já passados e com umas armas em excesso no armazém das oficinas em troca de um petróleo que é vendido ao contribuinte ao mesmo preço como se o tivesse comprado em Espanha. Da Venezuela viaja para a China onde crava uma compra da dívida portuguesa em troca do silêncio político dos milhares de cidadãos que são fuzilados anualmente que atentam contra um regime déspota que transforma protestos políticos em crimes urbanos. Do extremo oriente passa rapidamente para o deserto de liberdade, onde o seu amigo Kadhafi o abraça como se tivesse andado com ele na escola. E agora vê-se: Portugal faz que anda mas não anda e o psicopata continua a bombardear as populações até à morte do último revoltoso. Já que está em África não se esquece de continuar a abraçar ditadores e vai a Angola garantir que Portugal continua à venda e que José Eduardo dos Santos pode continuar a comprar em Portugal o que quiser, nomeadamente, tapadas, herdades, vivendas de luxo, prédios, bancos, empresas e clubes de futebol.
José Sócrates sabe o que faz, é profissional e a máquina da propaganda é eficiente. Quando vai à Europa sabe dar os dois beijinjos à senhora Merkel sem tocar muito na face da patroa. E isso, dá charme e aconchego. A senhora diz-lhe o que tem de fazer e ele cumpre. A ideia generaliza-se pela Europa: "Você sabe, que eu tenho a melhor das impressões do Sócrates. Temos de o ajudar e convém enviar apoio para vários sectores portugueses, eu já decidi deixar lá a Autoeuropa para mais cinco anos", diz Angela aos seus parceiros ingleses, franceses e espanhóis. Sócrates sabe que a sua política tem de ser ou eu ou o pântano. E vai daí, decide-se pela provocação. A grande provocação a ver se pega o que lhe vai na alma. Na verdade, ele não quer governar mais nestas condições de crise global, não lhe dá prestígio, não o coloca na história dos grandes, não lhe dá a possibilidade de um dia poder ser Presidente da República, então, é preciso provocar a cambada. Toma decisões sem dar cavaco a Cavaco, o que é uma violação ao dever constitucional que um primeiro-ministro tem para com o seu Presidente da República. Não liga nenhuma aos parceiros políticos e sociais e anuncia um PEC 4 sabendo de antemão que esse facto provocará a queda do seu governo, eleições antecipadas e as suas férias por quatro anos. A este homem tem de se lhe tirar o chapéu e gritar bem alto: "Ó Sócrates, palermas há muitos seu chapéu!...".
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> "O Presidente deve presidir e o Governo deve governar"
Primeiro-ministro José Sócrates, ontem
> Muitos criticaram o gesto de José Sócrates em preocupar-se primeiramente em falar aos jornalistas a seguir à posse do Presidente da República em vez de cumprir o protocolo deslocando-se de imediato para os cumprimentos ao empossado. José Sócrates está fartíssimo de chegar atrasado às mais diversas cerimónias e jantares oficiais. Como disse, esta manhã, um taxista que me transportou, "Ele quer lá saber, já mamou o que tinha a mamar".
Com efeito, Bagão Félix foi uma das personalidades que criticou Sócrates, referindo que Sócrates foi mal-educado com Cavaco Silva.
> O secretário-geral do PS organizou um jantar em Vizeu para simpatizantes do seu partido. José Sócrates sente-se motivado em percorrer o país em campanha pré-eleitoral. Para o jantar inscreveram-se (pagaram) dezenas de apoiantes do PS. Mas, a dada altura do discurso de José Sócrates, aconteceu o imprevisto. Um grupo de jovens presente numa das mesas do repasto socialista começou a gritar frases de protesto contra Sócrates e chamando a atenção para o que a juventude tem sofrido nos últimos anos no que respeita à precariedade e ao desemprego.
O grupo foi expulso da sala por elementos da segurança. José Sócrates, no final, respondeu aos jornalistas sobre o significativo gesto dos jovens contra a sua política, de que se tratou de "uma brincadeira de Carnaval"... é preciso ser inconsciente e continuar a gozar com todos nós.
> Um pouco à semelhança do seu amigo Khadafi, o primeiro-ministro José Sócrates ainda pensa que tem o povo a seu lado. O líder socialista percorre o país em campanha pré-eleitoral mas apenas se vê confrontado com protestos. Por esta ou aquela razão, o povo está descontente e manifesta o seu protesto sempre que toma conhecimento que Sócrates está por perto. O que será necessário para um político entender que chegou ao fim o seu ciclo de poder quando deparado com o repúdio quase generalizado?
Sócrates foi recebido na Guarda com protestos contra as portagens.
> Nunca imaginei que fosse possível ter um primeiro-ministro tão subserviente. José Sócrates pode ter as suas virtudes e defeitos políticos. Mas não pode envergonhar o seu povo da forma rasteira e ignóbil como o fez ao rebaixar-se a Angela Merkel. Ela "chamou-o". "Chamou-o"? Mas o que é isto? É criado da senhora? Sócrates não viu que Zapatero não foi "chamado" mas convidado? É diferente, é digno, é política ao mesmo nível. No caso de Sócrates, o "criado" foi receber ordens da patroa, tipo Ambrósio, a quem a senhora do anúncio diz "apetece-me algo"...
> A eurodeputada socialista Ana Gomes fez afirmações contudentes, esta manhã, na Antena 1, e cheias de razoabilidade democrática sobre a situação que se vive na Libia. Ana Gomes insurgiu-se contra a ditadura de Kadhafi com mais de 40 anos, mas especificou o apoio que o ditador tem recebido de ministros europeus "incluindo o nosso Luís Amado" que teve a desfaçatez de se deslocar a Trípoli para comemorar os 40 anos de ditadura de um terrorista que ainda recentemente abatia aviões comerciais com inocentes no seu interior.
Ana Gomes foi peremptória na condenação ao Governo português por estar a apoiar Kadhafi num momento em que os próprios embaixadores líbios em diversos países já se desligaram do regime líbio. O massacre da Força Aérea líbia contra os manifestantes foi o mote principal para as críticas duríssimas que Ana Gomes teceu propondo ainda que termine esta posição de Portugal.
Neste sentido, exige-se que o primeiro-ministro explique na Assembleia da República que compromissos assumiu com Kadhafi e quais foram as contrapartidas que Luís Amado obteve para se rebaixar a figura tão sinistra como Kadhafi.
> Inacreditável. Manuel Alegre deve estar desolado e revoltado depois de ter lido o 'Expresso' de hoje. Então, não é que ficámos a saber que José Sócrates foi jantar a casa de Mário Soares com Fernando Nobre... sem comentários.
João Eduardo Severino
Outros à PAUlada
A Insustentável Beleza dos Seres
Amor e uma cabana (a dos parodiantes)
Antigos alunos do Liceu de Macau
Comadres, Compadres & Companhia
O homem que cheira mal dos olhos
Pleitos, Apostilas e Comentários
Semeador de ventos... e nuvens











