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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

A vergonha de um parlamento

Em política não pode valer tudo. E em Timor-Leste já passaram muitos anos de independência para não se cometerem erros gravíssimos e que colocam a imagem do país num patamar negativo. O Parlamento Nacional tem agora uma maioria afecta ao actual governo depois da Fretilin ter sido derrotada. Entretanto, foi eleito Presidente da República, um membro histórico da Fretilin, Lu Olo Guterres. O Presidente foi convidado oficialmente a visitar o Vaticano e a ser recebido em audiência por Sua Santidade o Papa Francisco. E o Parlamento Nacional, melhor, a tal maioria com excepção da UDT, votaram contra a visita do Presidente ao Vaticano, aliás, como já o tinham feito para uma visita de Lu Olo Guterres a Portugal. As críticas nacionais e internacionais à decisão dessa maioria não se fez esperar e a maioria dos apoiantes que elegeram os deputados que confundem o cu com as calças também foram os primeiros a criticar os seus próprios deputados. Moral da história: agora, esses deputados querem arrepender-se e caíram em si no que estavam a prejudicar o futuro de Timor-Leste, e querem voltar a votar desta vez a favor da visita presidencial ao Vaticano. Há erros que não se podem cometer e em política não vale tudo, especialmente a vingança partidária...

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MACAU sempre na berlinda

A ida a Macau de governantes e deputados portugueses foi um fartote ao longo dos anos de administração portuguesa. E o que iam lá fazer? Nada, a não ser se sacavam algumas patacas para a compra de uma vivenda e de um Mercedes, além das jóias para as esposas, amantes e secretárias adquiridas de borla nas lojas da Avenida Almeida Ribeiro, porque depois o governo macaense pagava. Outros foram mais espertos. Deslocavam-se a Macau para confirmarem as contas offshores e para verem se os seus milhões estavam em ordem. Hoje, é Luís Filipe Menezes que está na berra porque colocou na offshore de Macau do Banco Comercial de Macau a quantia de 2 milhões de euros em nome do pai e do filho. Mas quantos Menezes têm lá milhões? Até ex-primeiros-ministros se têm servido de Macau para "lavar" os dinheiritos que escorregaram em ajustes directos, PPP's e licenças para resorts. Macau "lava" bem, mas há uma questão que não se entende. A Polícia Judiciária portuguesa fala português obviamente e a Polícia Judiciária de Macau idem idem aspas aspas. Então, porque não existe uma maior cooperação entre as duas entidades judiciais de investigação a fim de se descobrir quem tem andado a encher o saco à base de Macau?

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Quando parece não existir cérebro

A vida divide-se por fases. Boas e más. O ser humano tem de entender que o principal sustento da sua existência é ter saúde. Essa a grande realidade, sem saúde a vida não tem qualquer sabor e pode acabar mais depressa. E quando a saúde é boa e não nos obriga a ir a médicos e hospitais e a doença é o pensamento? Esse pensamento malandro que não pára e que chega a paralisar o cérebro. Por vezes, parece que não temos cérebro e que não podemos pensar a não ser numa única coisa. Quando só pensamos num facto, o cérebro paralisa, é a sensação. Neste caso, deixamos tudo, nem o nó da gravata sabemos fazer bem, não apetece sair da cama, não se telefona a nenhum amigo, não se quer conversas com ninguém. Não é por maldade, nem os amigos merecem que o cérebro pareça que não existe. É a sensação de prescindir de tudo, mas talvez, desejando tudo. É confuso, não é filosofia e nem tem nada a ver com a cultura que adquirimos. É o pensamento que reina na nossa existência. É o pensamento único que nos derruba do palanque normal do comportamento anormal. Escrever passa a ser um esforço porque o pensamento único não nos permite escrever livros em série como faz o José Rodrigues dos Santos ou a sua esposa, tal como lançaram o boato. Escrever é importantíssimo para que o cérebro possa mostrar-nos que existe e é feliz em oferecer-nos inspiração suficiente para divulgarmos o que gostamos e não gostamos. Afinal, o pensamento único deixou-me escrever estas palavras quase sem sentido. Com uma dificuldade enorme e para vos dizer que o pensamento único não me vai permitir contactar-vos por uns dias. Não sei até quando. Aguardo que o pensamento único vá treinar o Sporting...

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Racistas alemães destronam Merkel

Angela Merkel sempre foi uma líder política que enfrentou todos os problemas da sua Alemanha. Apontada como mulher de direita e defensora do capitalismo, teve a coragem de dizer a Donald Trump que ele não era presidente da Europa. Merkel é uma humanista e assim que demonstrou o seu apoio aos refugiados, o apoio ao seu governo começou a baixar. Os racistas alemães não lhe perdoaram e começaram a incutir no povo alemão que a entrada dos refugiados passaria a ser aos milhares e o país iria transformar-se num antro de terroristas radicais. Radicais são os racistas alemães que conseguiram o que pretendiam: destronar Angela Merkel. E aí está a triste notícia: a senhora que ficará na história da Alemanha anunciou que vai abandonar a política. Admito que esteja farta da arrogância, snobismo, incopetência e xenofobia dos homens que a rodeiam e com quem tem sido obrigada a negociar tantos protocolos. O nosso aplauso sincero à chanceler Merkel com o desejo das maiores felicidades pessoais. Abaixo os racistas alemães!

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Já estamos à espera

Depois da vergonhosa demissão do ministro da Defesa, que sabia tudo sobre Tancos e que certamente comunicou ao primeiro-ministro, já estamos todos à espera do principal que é a demissão do primeiro-ministro. Não nos atirem mais poeira para os olhos, porque num caso tão grave o António Costa ficaria doido se não lhe transmitissem o que se estava a passar. O caso é grave e continuam a querer tapá-lo como uma peneira tal como alguns tentam fazer com o sol. António Costa perdeu a confiança dos portugueses ao não ser verdadeiro, sério e leal para com o que jurou no acto de posse. Ele sabia da tramóia toda e como tal também tinha de se demitir, agora que veio a lume que todos estavam por dentro do assunto. A PJ já sabe quem são todos os implicados e agora PJ? Têm medo da ministra da Justiça? Têm medo do Presidente da República? Têm medo do primeiro-ministro? O Presidente Marcelo apregoa aos quatro ventos que o caso tem de ser resolvido "doa a quem doer". Isto, é areia para os nossos olhos. O caso, está à vista, irá ser tratado de modo a entrar no esquecimento e somente o tal fuzileiro é que irá pagar as favas...

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Azeredo comes

Azeredo Lopes comes forte e feio. Tens de comer. Comer e muito. Não era o coronel Luís Freitas, director do Polícia Judiciária Militar que devia estar preso, era o ministro da Defesa. Uma vergonha. Sabia tudo e andou armado em santinho a denegrir a imagem das Forças Armadas fingindo que não sabia de nada. Que vergonha. Um ministro a encobrir um crime. Sabia de tudo sobre Tancos, sabia como as armas estavam na Chamusca e como iriam regressar ao paiol, mas sem que a PJ soubesse. Isto é mais que vergonhoso. E andavam o Presidente da República e o primeiro-ministro a dizer ao povo que estava tudo em investigação. Uma vergonha. As duas figuras máximas da hierarquia do Estado também saberiam o que o ministro sabia? Não quero acreditar. Caso fosse assim a vergonha não teria limites e o Chefe do Estado e do governo também teriam de pedir a demissão. O caso é muito grave e estes dois políticos, Marcelo e Costa, andaram sempre a assobiar para o lado. Mas, o mais importante é que o Ministério Público tenha tomates para ir a casa do ministro levá-lo para o calaboiço. É o mínimo que se pode fazer imediatamente depois de sabermos que Azeredo Lopes sabia de toda a tramóia. Esperemos que nos mostrem que não há portugueses de primeira e de segunda, tal como o povo diz à boca cheia...

As viagens dos parolos

Os parolos nem a Badajoz alguma vez tinham ido. A maioria dos governantes era uma parolice que nem sabia onde ficava Timor. Os parolos inscreveram-se na Opus Dei ou na Maçonaria e subiram na vida aprendendo que só se é alguma coisa com cunhas e muitas viagens. Viagens que têm servido para alguns dos parolos receberem envelopes, sacos ou malas de dinheiro. Transformaram-se nuns corruptos e viajam para todo o lado. Hoje, ficámos a saber que o governo vai gastar 116, repito, 116 milhões de euros em viagens. Isto, é um escândalo e uma vergonha num país onde impera a miséria e onde milhares ainda nem viram o mar. Ministros da Justiça, do Ambiente, da Administração Interna e Educação precisam de estar sempre a viajar para quê? Ainda me lembro quando era emigrante que os ministros e os secretários de Estado passavam por Timor, Macau, Austrália, prometiam tudo e nada faziam. Iam a Macau fazer o quê? Receber ouro para as madames e cópias das transferências que já tinham sido feitas para a Suíça. Um deles eu posso dizer-vos que adorava ir a Macau para fazer sexo com miúdos chineses.

116 milhões em viagens é de qualquer pessoa ficar atónita e revoltada. Inventam uma viagem à China e vão ver Macau. Inventam uma viagem a Timor-Leste e ficam em Bali no melhor resort de barriga ao léu na piscina ou a receberem massagens na praia. Inventam uma viagem ao Japão só para saberem se ainda existem "geishas". Inventam uma viagem à Suécia só para verem se as mulheres são realmente todas loiras. Inventam uma viagem a Amesterdão só para ficarem a conhecer as "montras". Inventam uma reunião em Itália só para andar de gândola em Veneza. Enfim, são 116 milhões à disposição dos parolos que por várias vezes já foram vistos na piscina do hotel na companhia da secretária... os 116 milhões também pagam o sexo?...

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Já leu a vergonha?

Há um quiosque de venda de jornais e revistas que tem uma funcionária extremamente simpática e culta. Só trabalha com computador Mac e atende as pessoas dando novidades do que já leu. Esta semana, as revistas Visão e Sábado demonstraram como se pode fazer bom jornalismo em Portugal. A Visão traz um escândalo vergonhoso na história do PCP. Uma história, que por acaso, já sabia. Um dos fundadores do partido que foi deportado para Timor, o velhote Abreu, contou-me como Álvaro Cunhal destituía todos os que não concordassem consigo e como foi um verdadeiro ditador. Na história da Visão vem à estampa como o PCP e Álvaro Cunhal afastaram um fundador do partido só por ser homossexual. Uma história que vale a pena ler para que fiquem com uma ideia como naquela organização sempre reinou a hipocrisia e o oportunismo de enganar o povo.

Quanto à revista Sábado também vale a pena gastar uns euros porque a história do super espião é um dos grandes escândalos que recentemente aconteceu em Portugal. Pode ficar a saber toda a história do Freeport, o tal que introduziu Sócrates no mundo da mentira pública, podem saber tudo sobre  as cunhas da maçonaria, o roubo dos ficheiros de militantes políticos, as perseguições a jornalistas, como se faziam escutas em restaurantes e hotéis, uma panóplia de ilegalidades em nome do Estado que temos. Hoje, a o passar pelo quiosque, a funcionária lá me perguntou: " Então, já leu aquela vergonha toda?". Naturalmente que a conversa prolongou-se pela crítica acérrima a toda esta escumalha que nos rodeia...

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Eles andam por aí

Eles e elas. Não tinham nada, viviam com os pais, inscreveram-se nos partidos políticos e ficaram ricos. Elas compram logo um Audi, Mercedes, ou BMW descapotável. Eles preferem um Porsche. São directores ou presidentes de um departamento público ou empresa pública. Em menos de cinco anos estão milionários. Passam a viver numa vivenda com garagem para o carro que o motorista do Estado lava e limpa. Passam férias num resort do Algarve, Ibiza ou Bali. Os antigos amigos perguntam-se como é possível enriquecer-se assim em tão pouco tempo se o salário não ultrapassa os 2.500 euros? Algumas delas vimo-las a almoçar ou a jantar no mesmo dia com tipos diferentes. E são directoras disto e daquilo. Outras chegam a ministras e atrevem-se a abordar investidores estrangeiros dizendo-lhes que o seu partido precisa de dinheiro. A corrupção impera por todo o lado o que é função pública, especialmente, nos cargos que decidem alguma coisa. Principalmente, quando há a permissão de ajustes directos. Para provar o que escrevi temos aí o exemplo do Turismo do Norte. Mais de 5 milhões roubados ao Estado. Cinco já foram presos. Eles e elas. E ainda irão ser presos mais porque o clã é enorme. Falsificavam documentos, cometiam fraudes, recebiam dinheiro pelos ajustes directos e até fizeram jogo sujo com o Vitória de Guimarães e Sporting de Braga, clubes que não estão nada inocentes. Sabiam bem o que se estava a passar. O Turismo do Norte chegou ao ponto de ter à frente da sua gestão um fulano que era do PSD, mas assim que viu que o PS iria estar no poder por muitos anos, passou a ser socialista e até aproveitou para agradar à sua directora que é mulher do autarca socialista de Santo Tirso. É vê-los por aí... a levarem uma vida faustosa, a meterem inveja às amigas com a última Chanel que compraram com o dinheiro da corrupção. O que nos vale é que a PJ começa a acordar para casos que todos sabem mas que dantes se fingia não existirem. Agora não, investiga-se, recolhem-se as provas e prende-se a bandidagem. Só esperamos que os juízes não lhes dêem penas suspensas...

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O sorteio suspeito

Se na história da Magistratura deve ficar algum dos seus membros na história é o juiz Carlos Alexandre. Um homem de família humilde. O seu pai era carteiro em Mação e toda a gente o admirava. Fez sacrofícios para que o filho tirasse um curso superior. Foi para Direito e chegou a juiz. Carlos Alexandre é um homem do povo, sabe tudo sobre simplicidade, humildade e justiça. A dado momento da sua carreira cai nas suas mãos um processo relacionado com a maior bandidagem que já reinou neste país. Chamaram-lhe "Operação Marquês", porque o principal visado morava no Marquês de Pombal e tinha a mania que era um marquês pela vida faustosa que levava à base da corrupção de milhões de que é suspeito. Do seu amigo Salgado, do seu amigo da Lena, dos seus amigos da Mota-Engil, dos seus amigos da Controlinveste, dos seus amigos que licenciavam hotéis, dos seus amigos que construiam pontes, portos e autoestradas, enfim, um manancial de milhões de euros que deu para comprar uma casa em Paris no bairro mais luxuoso e um monte no Alentejo em nome da ex-mulher com quem continuou sempre mantendo relações amigáveis. Foi ao juiz Carlos Alexandre que veio a calhar um molho de bróculos sem fim, tal como podia ter sido a outro magistrado qualquer. Mas o processo tem mafia e foi por isso que Carlos Alexandre começou a receber ameaças de morte, a assaltarem-lhe a casa de Mação e deixarem uma faca junto da fotografia do filho, que passou a ter os amigos a dizerem-lhe para abandonar o processo, a ter segurança policial para que não fosse atacado na rua. Carlos Alexandre é um herói, manteve-se no seu posto e sem receios da bandidagem. Agora, concedeu uma entrevista à RTP com uma simplicidade de homem simples. Explicou muita coisa que o povo não sabia e deixou a ideia de que o sorteio para a escolha do juiz que continuaria com o processo "Operação Marquês" foi viciado. Não era preciso Carlos Alexandre dizer. Todos vimos que o sorteio foi viciado, que houve fraude, que só à quarta tentativa é que o computador apontou o nome do outro juiz Ivo Rosa, o tal que deixou Sócrates todo contente. Alguma razão haverá. Resta dizer que Carlos Alexandre fez um trabalho exemplar, de grande coragem e de pura sapiência do Direito. Os invejosos que continuem a tentar matá-lo...