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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Dupond e Dupont...

1. A crise na indústria primária atinge fortemente o sector automóvel, com o respectivo aumento do desemprego. Em Lisboa, a tarde é de grande azáfama: está prestes a começar uma reunião entre autoridades governamentais e industriais; os economistas também já tiveram a sua reunião na capital.

2. Manuel Pinho chega para a reunião com os industriais e confirma que o sector automóvel está em crise na Europa e nos EUA. Ele são sabe que na Ásia passa-se o mesmo, mas deve saber que os carros de marcas portuguesas nem sentem a crise. Por isso, acrescenta logo que essa crise não é tão profunda em Portugal.

3. A crise não é tão profunda em Portugal? Ainda bem. Notícias de hoje dizem que mais 200 trabalhadores portugueses ligados à indústria automóvel estão prestes a ir para o desemprego. Manuel Pinho diz que não sabe de nada. E acrescenta que está a seguir a situação muito de perto. Extraordinário.

4. Por essa altura, Manuel Sebastião acaba de presidir a uma reunião da Ordem dos Economistas, da qual é vogal. A função é incompatível com a de presidente da Autoridade da Concorrência, mas ele diz que não: no caso dele, não é incompatível.

5. O ministro do Trabalho também chega para a reunião onde vai estar Manuel Pinho. Perguntam-lhe se está preocupado com os 200 trabalhadores que vão para o desemprego. Também não sabe de nada. Querem saber da expectativa dele sobre a reunião a que vai. Responde que não comenta uma reunião que ainda não começou. Tem razão. Prognósticos? Só no fim da reunião.

6. O ministro do Trabalho não contribui para esclarecer o imbróglio. Dupond e Dupont é que deixam sempre o País confundido e, desta vez, vale a pena explicar as coisas.

7. Automóveis em crise, cargos incompatíveis, tudo junto é uma maçada para ambos. Dupond e Dupont são amigos chegados e sofrem juntos por causa dos carros. Um porque é adepto de velocidades na estrada, o outro porque é especial de corrida...

Eng. J. Pitágoras

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