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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

CARLOS CRUZ, O INGRATO


Rádio Puzzle: Parodiantes de Lisboa, Carlos Cruz, PBX, Zip-Zip, Raul Solnado

> O ex-apresentador de televisão e ex-radialista Carlos Cruz ao pronunciar-se sobre a morte de Raul Solnado e da sua ligação com o actor, teve a infelicidade de a certo momento perante as câmaras da televisão afirmar que a ligação ao Raul Solnado através da produção do programa televisivo 'Zip-Zip' se tinha ficado a dever ao facto de ter deixado um programa de rádio que mantinha devido a "problemas com os patrões". Esses "patrões" eram os seus amigos íntimos Ruy e José Andrade, proprietários dos 'Parodiantes de Lisboa'. O meu padrasto Ruy Andrade, lamentavelmente, não escreveu as suas deliciosas memórias e não me autorizou que divulgasse após a sua morte certas particularidades lamentáveis da sua vida nas relações pessoais e profissionais com as mais diversas figuras públicas da vida artística, política e social.
Mas, o que não posso deixar de expressar aqui é que a ingratidão de Carlos Cruz em referir-se aos seus "patrões" num tom depreciativo, é de tal forma chocante quando Ruy e José Andrade disponibilizaram a Carlos Cruz todas as exigências financeiras e materiais para que fosse possível produzir o programa nocturno de rádio mais popular de Portugal, o 'PBX'. Um programa que contou com a dupla Carlos Cruz e Fialho Gouveia e os assistentes/repórteres Rui Pedro, João Paulo Guerra, Adelino Gomes e José Nuno Martins. Uma equipa que deu brado e que produziu um produto final que ficou na história da rádio portuguesa. Um projecto que serviu de grande passaporte para que a dupla Cruz-Gouveia tivesse a maior aceitação no programa 'Zip-Zip'.

Contudo, o programa e a relação 'Parodiantes de Lisboa' com Carlos Cruz e Fialho Gouveia teria de chegar ao fim porque o prejuízo financeiro dos 'Parodiantes de Lisboa' já se cifrava em muitos milhares de contos, uma grande fortuna se atendermos que tudo decorreu na década de 70.
Carlos Cruz recebeu sempre as maiores deferências e "benesses" dos 'Parodiantes de Lisboa' à semelhança de um número incalculável de profissionais que passou pelos seus estúdios de produção radiofónica. Para testemunhar esta verdade ainda estão entre nós profissionais de rádio tais como Fernando de Almeida, Paulo Fernando, João David Nunes, Fernando Quinas, Luís Alcobia, Lili Neves, Ana Zanatti, Maria Eduarda, Helena Wolmar, Cândido Mota, Maria Duarte, Virgílio Barros e tantos outros.
A amizade e a seriedade de processos e de princípios praticados por Ruy Andrade para com Carlos Cruz, mereciam deste uma maior gratidão e respeito.

João Severino

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