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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O duelo SS pifou

O duelo que era aguardado com imensa expectativa entre Santana Lopes e José Sócrates na Assembleia da República saldou-se por uma desilusão total. Aliás, o que era previsível se atendermos que se tratava de um político que não soube governar e outro que prometeu e não cumpre. Duas manchas para o currículo que se traduzem em telhados de vidro latentes e impeditivos para que os dois opositores se pusessem a atirar pedras hoje em pleno debate do Orçamento de Estado. Nada foi animado, novidades de relevo zero e a vida difícil de quem tem de ser governado por estas criaturas prosseguirá pelos próximos anos. Sem esperança.

Mau Estatuto do Jornalista

SJ LEVA ESTATUTO AO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

O Sindicato dos Jornalistas (SJ), confrontado com a publicação do Estatuto do Jornalista no "Diário da República" de hoje, 6 de Novembro, emitiu um comunicado em que anuncia ir suscitar a fiscalização sucessiva da constitucionalidade do novo diploma.

Porte pago é injusto


Muita água já correu debaixo das pontes da imprensa regional a propósito do porte pago. O Governo decidiu há muito que deixaria de dispender vários milhões de euros a subsidiar os jornais regionais. Os responsáveis por essa imprensa protestaram. Os líderes das comunidades no estrangeiro imitaram-nos. Mas na nossa opinião o Governo tem razão e não entendemos como é que insere mais de seis milhões de euros no próximo Orçamento para dispender com a imprensa regional. E se discordamos dos responsáveis da imprensa regional, a razão é simples. A maioria dos jornais regionais não tem qualidade, o jornalismo apresentado é deficiente, o grafismo é caduco. A maioria não investe na mudança, não emite contratos com jornalistas profissionais, não tem revisores, não contrata designers, não tem repórteres fotográficos e apenas se empenha no lucro fácil baseado na pblicidade e nos subsídios camarários.

O fim do porte pago para os assinantes residentes no estrangeiro foi anunciado há precisamente um ano. Revoltaram-se os representantes da imprensa regional. Revoltaram-se líderes da diáspora. Durante meses, até ao pico do Verão, este foi um dos motivos de protesto das comunidades, que encaram a imprensa regional como um instrumento de divulgação da língua, da cultura, da identidade portuguesa. Com a proposta de Orçamento de Estado para 2008, instalou-se a confusão.
O valor do subsídio à expedição de publicações regionais cresce de 5,1 milhões de euros em 2007 para 6,4 milhões em 2008. "A previsão de 2007 fundou-se na proposta de eliminar o porte pago às publicações expedidas para o estrangeiro, mas um novo decreto-lei mantém o porte pago, o que obrigou a afectar mais recursos", explicou o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, à Lusa.
A notícia fez muitos acreditarem que o Governo voltara atrás - inclusive os membros do Conselho Permanente das Comunidades, como o seu presidente, Carlos Pereira, que se preparava apara emitir um alegre comunicado. Mas não. A expedição postal para assinantes residentes fora do país não regressa a uma comparticipação de 95 por cento. Iguala a dos assinantes residentes em território nacional, como já se sabia desde Março.
O Decreto-Lei n.º 98/2007, em vigor desde 3 de Abril, estipula uma comparticipação de 40 por cento no custo da expedição postal. E define um regime transitório: de 3 Abril a 31 de Dezembro de 2007, a percentagem de comparticipação é de 60 por cento; de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2008 é de 50.
No início deste ano, havia 374 títulos com direito ao porte pago. Com as novas condições específicas de acesso restam 232 elegíveis. O Governo viu ainda no Portal da Imprensa Regional um meio mais barato de incentivar a leitura de publicações periódicas regionais. Todavia, ao fim de sete meses, apenas 15 títulos integram o site. Pudera, tinham de investir e alterar o atraso em que se encontram as redacções.

Triste manchete


Mau gosto, mau jornalismo, má intenção. Esta manchete de hoje do DN é uma tristeza. A viagem dos idosos de Castelo Branco foi à Nazaré. De estudo. Sobre os bordados e o artesanato local. De passagem aconteceu Fátima. E o diário leva o leitor abusiva e/ou intencionalmente a relacionar a tragédia com Fátima. Lamentável.

Se puder vá ver


A Biblioteca Nacional vai inaugurar hoje uma exposição alusiva às Invasões Francesas. Objectos como caricaturas, fardas, editais e até livros vão estar patentes ao público até 9 de Fevereiro, na galeria do primeiro piso do edifício da biblioteca, no Campo Grande, em Lisboa. Disponíveis estão também teses de doutoramento defendidas tanto em Portugal como no estrangeiro. "Estará patente, por exemplo, o primeiro estudo feito sobre as Invasões", disse o historiador António Ventura à Lusa. A exposição retrata os três períodos das invasões, compreendidos entre 1807 e 1811. Os objectos que se podem ver são originários da Biblioteca Nacional, Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, Museus Militar, do Traje e de Arte Antiga, Associação Napoleónica e ainda de coleccionadores particulares.

Hoje há SS

Hoje, o primeiro-ministro e o novo líder parlamentar do PSD defrontam-se pela primeira vez no plenário parlamentar desde que Santana Lopes assumiu a chefia da bancada "laranja". É um debate raro entre um chefe de Governo e um ex-chefe de Governo. Os dois disputaram o cargo de primeiro-ministro em Fevereiro de 2005. José Sócrates e o seu inimigo de estimação desde os tempos da RTP irão defrontar-se na discussão do Orçamento de Estado para 2008 a partir das 15.30 horas em plena Assembleia da República.

Autocarro da morte


A tragédia aconteceu na auto-estrada A 23 que liga Torres Novas a Guarda, passando por Abrantes e Castelo Branco. Eram cerca das 19.50 horas quando um autocarro da Câmara Municipal de Castelo Branco se despenhou por uma ravina. O saldo é chocante: 15 mortos e mais de 20 feridos. O condutor saiu ileso. Aqui no Pau Para Toda a Obra, às 20.15 já estávamos em condições de informar minimamente e anunciámos às 20.50 que do acidente tinham resultado passageiros mortos.
Permitam-me algumas observações:

- O excelente trabalho da Protecção Civil. Eficiência e rapidez no socorro aos acidentados.

- Chocante a atitude das televisões privadas, SIC e TVI, que num desprezo total pelo público apenas à meia-noite apresentou directos do local. O nosso aplauso à RTP por manter sempre os telespectadores informados, tendo mesmo interrompido um programa que decorria em directo, o "Prós e Contras".

- Reprovável que os secretários de Estado, Walter Lemos, Ascenso Simões e Fernando Sarrasqueiro, oriundos de Castelo Branco, não se tenham dirigido imediatamente ao local da tragédia, especialmente Ascenso Simões que gosta tanto de helicópteros...

- Chocante as declarações do representante da concessionária da auto-estrada no sentido de que a A23 se trata de uma via muito segura. A referida estrada é perigosíssima, está mal construída, tem curvas onde não devia ser permitida uma velocidade além dos 90 quilómetros/hora e permite-se 120 kms/hora. E a prova de que neste país tudo é feito um pouco em cima do joelho é que os railes de protecção num local onde existe uma ravina com mais de 30 metros de profundidade não foram suficientes para suster a marcha do autocarro. Naturalmente que nos locais perigosos como o que esteve em causa no acidente, a concessionária deveria ter gasto mais dinheiro (está quieto ó mau!) colocando railes com mais altura e segurança.

- O nosso aplauso para todos os operadores de câmara das diferentes televisões que souberam apresentar a reportagem sem a necessidade macabra de captação de imagens chocantes.

- O nosso protesto junto da Câmara Municipal de Castelo Branco ou da Universidade Sénior pelo facto do autocarro com idosos estar a viajar depois do pôr-do-sol. Sem qualquer necessidade e provocando um cansaço suplementar ao motorista do veículo camarário.