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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

No Corta-Fitas manda peso

Acabei de ficar absolutamente surpreendido. E simultaneamente muito orgulhoso. Um dos melhores e mais concorridos blogues, o CORTA-FITAS, colocou em link o nosso Pau Para Toda a Obra. É obra.
É uma honra e uma grande satisfação.
Aqui agradeço, especialmente ao meu amigo de longa data Pedro Correia e a todos os excelentes profissionais que fazem parte do CORTA-FITAS:

Mas o que é isto?


O Expresso hoje surpreende. Pela negativa. Será que o director e os editores já foram de férias de Natal? Será que a manchete foi feita pelo porteiro ou pela telefonista? Num jornal que já foi de referência como o Expresso não se compreende como foi possível apresentar a manchete de hoje. "Não sei se haverá prisões no caso Maddie", diz o director da PJ.
Mas esse é que é o problema. É que o director Alípio Ribeiro não sabe nada. Não sabe o que vai acontecer. Não deu novidade nenhuma. Não há notícia nenhuma. Então, como é que há manchete com o nada? Com a anti-notícia? Incompreensível esta forma nova de não se fazer jornalismo. Ai, que tristeza...

Prémio


Há quem diga que a retirada de Almerindo Marques da RTP, sem que o ministro da tutela, Santos Silva, tivesse conhecimento (tal era a pressa) não foi mais do que um prémio. Um prémio à excelente acção do presidente do conselho de administração da RTP pelos bons ofícios prestados às muitas birras do primeiro-ministro e à eficiente governabilização da RTP. Um prémio redobrado se atendermos que na empresa Estradas de Portugal também há muito dinheiro para desbaratar, tanto ao gosto de Almerindo Marques. A propósito, já estarão clarificadas as contas referentes à venda do edifício da 5 de Outubro?...

O que eles dizem (9)

"As pessoas que colocaram próteses ficaram com os seios todos iguais"
Paula Santos, actriz

"Hitler é o meu inspirador"
Mário Machado, líder dos neonazis portugueses

"Sou muito toureiro, e olé!"
Hugo Chavez, presidente da Venezuela

"Sou espontânea. Gosto de me surpreender"
Carolina Salgado, (não sei o que é)

"Vendi a minha alma ao diabo"
Susana Mendes, actriz

"FC Porto foi a minha salvação"
Maniche, jogador de futebol

"Tratamos mal os nossos velhos"
José Luís Peixoto, escritor

"Onde andam os rapazes de Lisboa? Estão em casa, jogando PlayStation. Não têm responsabilidade, não têm valores e não têm objectivos. Nem o sexo lhes importa"
Joel Neto, jornalista

"Escrevo por caturrice"
João Távora, nobre e director de comunicação

"Vou ser o melhor do mundo. Quero que Portugal se orgulhe de mim"
Ricardinho, jogador de futsal

"Gostaria que me fosse explicado se, de facto, neste momento particular da sua história, Portugal precisa de dois submarinos de guerra que custam milhares de milhões de euros"
Clara Ferreira Alves, cronista

"Quando se quer perceber o amor é porque não há nada para perceber"
Ana Sá Lopes, jornalista

"Como diz sabiamente uma amiga minha, queca adiada, queca nunca dada"
Margarida Rebelo Pinto, escritora

"Anda tudo a casar, imagine-se. Os espertalhões casam-se com princesas, duquesas e marquesas, salvo seja. Quanto mais ricas melhor ainda. É a moda do momento num circuito muito cor-de-rosa choque"
Carlos Castro, crítico

"Faz-se música de elevador"
António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF

Sócrates não fica na História

Quem o diz é Vasco Pulido Valente em entrevista concedida a Ana Soromenho e Rui Gustavo, hoje publicada na Única, revista-suplemento do Expresso. Ao ser-lhe perguntado se Sócrates é um político que fica na História?, Pulido Valente respondeu:
"O Sócrates?! Não. É de uma pavorosa mediocridade. Pior: é um homem que tem uma linha de pensamento convencional. Que assenta em todos os lugares-comuns deste tempo e reproduz de uma maneira tosca esses mesmos lugares-comuns".

Paco Bandeira diz adeus aos palcos


Paco Bandeira vai colocar um ponto final na sua carreira musical, pelo menos no que a discos diz respeito, com um concerto, esta noite, no Coliseu de Elvas, onde será também apresentado aquele que é, tudo indica, o último albúm do cantor e compositor. "Canto do espelho", editado em Outubro ultimo, reúne dez temas originais, cinco dos quais contam com os coros a cargo do Coral Harmonia de Santiago do Cacém.
No espectáculo, em que fará uma "retrospectiva de carreira", Paco Bandeira revisitará os grandes sucessos que o celebrizaram durante uma actuação em que deverá contar com a presença de vários colegas e amigos, como Jorge Palma e Rão Kyao. Em declarações à Lusa, afirma que "não me parece que consiga fazer melhor e prefiro ficar por aqui, não volto a gravar mais nenhum disco, só me iria repetir", sublinhou.
Com 62 anos de vida e 40 de canções, prepara o último acorde sob as luzes da ribalta. Numa conferência de imprensa realizada, há cerca de uma semana, em Elvas, deixou escapar que o bichinho nunca morre e que sempre cantará, nem que seja para os amigos ou em núcleos mais restritos. Mais logo, à noite, despede-se do palco e dos discos. É um "regresso às origens para fechar um ciclo e iniciar outro".
O autor de "Ó Elvas, ó Elvas" está empenhado com outras pessoas, como Nicolau Breyner e António Saleiro, na Televisão do Sul de Portugal (TV Sul). Trata-se de "um projecto em que a televisão não se mostre à gente, mas que veja essa gente" e que já conta com várias experiências no terreno e com estúdios montados numa sua quinta, no Alentejo.
"Farei com a televisão o que fiz com a música. A ideia é criar uma voz nossa, defender as nossas tradições, os nossos costumes, a nossa gente, aquela gente que é ignorada", declarou. Neste projecto, Paco Bandeira quer fazer diferente do que tem visto fazer nos canais de rádio e de televisão do Estado. Pretende valorizar e apoiar a música e os criadores portugueses e dar voz, e imagem, às tradições do país, com principal incidência para a Região Sul.


Quem mente?

O primeiro-ministro José Sócrates afirmou ontem que desde 2005 já criou cerca de 100 mil novos empregos. O Instituto Nacional de Estatística só nos informa do aumento de desmprego. A taxa de desemprego cresceu no terceiro trimestre deste ano 6,5%, face ao mesmo trimestre de 2006. Em apenas um ano, mais 27 mil portugueses ficaram sem trabalho, totalizando, neste momento, 444,4 mil pessoas desempregadas. Para este crescimento homólogo, indica o Instituto Nacional de Estatística, contribuiu o aumento do número de mulheres desempregadas e das pessoas com idade igual ou superior a 45 anos.

Cilada a árbitros

Dois árbitros de futebol e dois dirigentes caíram na armadilha montada pela PSP de Viseu e foram apanhados, anteontem, em flagrante delito, a receber dinheiro alegadamente para adulterar resultados de jogos. Suspeitos de envolvimento numa teia de corrupção desportiva, Fernando Dias e José Cunha, árbitros da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu, e Manuel Medeiros e Carlos Rodrigo Guedes, dirigentes do Sporting Clube de Lamego, terão de explicar em tribunal uma transacção de 750 euros, entregues e recebidos à beira da estrada. Queimaram-se por tão pouco. E isto dará uma ideia do que se passa em todo o país? E será que se para uma Divisão Distrital 750 euros dão jeito, quanto será necessário para a Liga dos grandes Benfica, Sporting e Porto?

Jornalistas da RTP ao lado de Rodrigues dos Santos


Os membros eleitos de Conselho de Redacção da RTP, com o apoio de mais de cem jornalistas da estação reunidos em plenário, exigem que a administração da empresa retire de imediato o processo disciplinar movido contra o jornalista José Rodrigues dos Santos.
A redacção exige também à Direcção de Informação que tome uma posição clara e inequívoca sobre o caso, segundo se lê num comunicado emitido pelos membros eleitos de Conselho de Redacção. A demissão de José Rodrigues dos Santos, em 2004, “honrou o serviço público de televisão”, lê-se no mesmo documento. Na altura, a Direcção de Informação, liderada por este jornalista, demitiu-se por a administração da empresa não ter respeitado os resultados de um concurso interno para a escolha do correspondente em Madrid.
A redacção considera também que as declarações de Rodrigues dos Santos à revista Pública – que desencadearam o processo disciplinar da administração – “reportam apenas e só ao período de 2002 a 2004 e ao processo de nomeação do correspondente da RTP em Madrid”.
Por outro lado, diz-se que o sistema de controlo de assiduidade dos trabalhadores da estação “está a ser utilizado de uma forma persecutória e apenas para justificar um processo disciplinar”.


Porque hoje é sábado

Fica para a história. A 17 de Novembro de 2007 "Ai, que calor horrível!", exclamou um bombeiro dos muitos que combatem um incêncio há mais de 24 horas em Arcos de Valdevez. O fogo ainda não se encontra circunscrito e os soldados da paz aguardam pela luz do dia numa tentativa quase desesperada de terminar com este incêndio absolutamente fora de época. Quem parece andar fora de época é Jorge Coelho. O propagandista do reino socialista percorre o país aos gritos, o que já não se usa, vociferando em comícios de propaganda no sentido de aclamar as decisões de um Governo que, por mais evidente, é cada vez mais rejeitado pelos desprotegidos. Sem qualquer protecção está o povo de Bangladesh que foi atingido por um terrível ciclone que provocou a morte a mais de três mil pessoas e a destruição de mais de 30 mil casas. Uma tragédia que parece não preocupar os países ricos. Os homens do petróleo, por exemplo, preocupam-se mais com o ridículo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anda de cabeça às avessas porque o senhor Kadhafi exigiu um local, de preferência ali perto da Torre de Belém, para armar uma tenda gigante para se instalar durante a Cimeira UE-África que terá lugar em Lisboa nos próximos dias 8 e 9 de Dezembro. Quem continua a armar barraca é o ditador Hugo Chavez que desta feita veio dizer que a Venezuela não precisa para nada dos investidores espanhóis, ameaçando já os bancos Santander e Byscaia. Talvez tudo se resolva quando na terça-feira o primeiro-ministro português, homem que tudo resolve segundo Jorge Coelho, vier a dar mais um abraço ao carrasco de todos os fascistas. Desde o tempo do fascismo que existia em Lisboa uma série de salas de cinema que fizeram as delícias de duas gerações. Agora as autoridades de fiscalização encerraram o Quarteto, em Lisboa, por manifesta falta de condições de higiene e segurança. Seguros parecem estar os seleccionados do pontapé na bola que, hoje em Leiria, e ainda sem Scolari, vão defrontar a Arménia num jogo decisivo para as aspirações portuguesas relativamente à participação no Europeu 2008. Simão vai jogar como distribuidor de jogo e com Hugo Almeida na frente para marcar os golos que valem ouro. Sem ouro, mas com muita amizade, desejo-vos um bom sábado. Porquê? Porque, como diria Vinicius de Morais..."porque hoje é sábado!".