Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Receita do tacho


Quando se desbarata o património de uma empresa histórica como a RTP com a propaganda inerente à necessária viabilização económica, tem-se a sensação de que o "descanso" reformador está à porta. No entanto, ao aparecer um chefe a falar-nos ao ouvido, tudo muda. O chefe diz-nos que é preciso realizar a mesma obra de "arte" em outra empresa, igualmente falida e com muito por desbaratar, accionando a mesma filosofia propagandística. Há que sanear, limpar, voltar a baralhar, comprar carros novos e passar a SA. Vai-se pela estrada de Portugal fora e o tacho está pronto a ser cozinhado. Mas antes, antes, temos de conceder uma entrevista ao umbigo, dentro de casa, e anunciar que aquilo que poderia tirar votos futuros ao chefe, o despedimento do melhor cozinheiro lá do palácio, não é para levar por diante. Estejam descansados que o escritor não vai para a rua. Porquê? Porque o actual primeiro-ministro é o melhor que já alguma vez tivémos! Batam palmas, porra!

Costa atrevido


Alberto Costa, o ainda ministro da Justiça acaba de proferir uma máxima, sobre as declarações do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, no que respitou à rejeição do diploma governamental que pretende passar os magistrados para o estatuto de funcionários públicos.

"Ou é atrevimento ou é desconhecimento", disse Costa

Acto cívico


John Howard, actual primeiro-ministro da Austrália e Kevin Rudd, líder da oposição

Hoje fui cumprir um acto cívico inerente à minha dupla cidadania. Como também sou cidadão australiano tinha de cumprir com o meu direito em participar nas eleições gerais da Austrália, que se realizam no próximo sábado, 24. Na Austrália o voto é obrigatório.
Mais uma vez, temos taco-a-taco a luta entre os trabalhistas e conservadores. Estes, estão no poder e aqueles, pretendem governar. Os trabalhistas que, segundo as sondagens, situam-se na frente com 48 contra 40% das intenções de votos, deverão destronar John Howard, que ocupa o cargo de primeiro-ministro há uma década. Como nem uns nem outros têm defendido políticas verdadeiramente sérias que beneficiem socialmente a maioria do povo australiano, decidi-me por um grupo que tem vindo a pressionar os governos na defesa da natureza e dos animais, os Green. E assim cumpri o meu acto cívico a mais de 30 mil quilómetros de distância.
Uma palavra sobre algo de que já não estava habituado. No interior da Embaixada da Austrália fui recebido e atendido de uma forma imensamente cordial, educada e esclarecedora. Esclarecedor...

Restauração trabalha com milhares de ilegais

Cerca de 82.500 trabalhadores do sector da restauração e bebidas estão em situação ilegal em Portugal, segundo um levantamento feito pelo Sindicato da Hotelaria e Turismo do Norte, em Junho.
Esta situação decorre do facto de muitas empresas não efectuarem os descontos legais para a segurança social e para o imposto sobre o rendimento de pessoas singulares (IRS), ficando os trabalhadores sem qualquer protecção social em caso de doença, desemprego ou reforma. Falando numa acção pública de denúncia em Matosinhos, o dirigente sindical Francisco Figueiredo disse que, de um total de 320 empresas e 3.936 trabalhadores, o levantamento demonstrou que 33 por cento destes funcionários (1.298) estavam em situação clandestina. Os resultados do trabalho permitiram ainda concluir que a maior incidência de trabalho ilegal se verifica nos estabelecimentos fora dos centros comerciais e nas zonas do litoral, havendo concelhos "onde a situação é assustadora". Destaque para Matosinhos, que é o concelho da região Norte com mais casos de trabalho ilegal, clandestino ou não declarado no sector da restauração e bebidas, revelou Francisco Figueiredo.
No levantamento efectuado em 16 estabelecimentos do concelho, empregando 176 trabalhadores, foi detectado que 14 dos restaurantes (87,5 por cento) tinham ao serviço trabalhadores ilegais ou clandestinos, 59 por cento dos quais imigrantes. De acordo com o sindicato, nestes estabelecimentos não eram feitos os descontos para a segurança social e IRS de vários trabalhadores ou, noutros casos, os descontos não eram feitos sobre a totalidade do ordenado. O sindicato refere ainda que apenas uma empresa atribuía dois dias de folga conforme estipulado no contrato colectivo de trabalho, tal como apenas uma pagava o trabalho em dia feriado através do recibo.

Em Guimarães mais um assalto a banco


Um indivíduo armado entrou, ontem, na dependência do Banco Espírito Santo (BES) da Rua Eduardo Almeida, em Guimarães e levou todo o dinheiro existente em caixa.
De cara tapada, o indivíduo obrigou, sob ameaça de arma, o único funcionário que se encontrava nas instalações a entregar o dinheiro.
À hora que ocorreu o assalto, cerca das 10.30 horas, não se encontrava nenhum cliente no banco, tendo, no entanto, entrado nas instalações um segundo funcionário que, deparando-se com a situação, nada pode fazer para impedir o assalto.
O indivíduo fugiu com o dinheiro, cuja quantia não foi revelada, desconhecendo-se pormenores da fuga, nomeadamente se utilizou alguma viatura.
Os funcionários do BES alertaram, de seguida, as autoridades que compareceram de imediato no local.
Segundo fonte policial, citada pela Rádio Fundação, "o indivíduo falava português".
Segundo fontes policiais, estão a ser analisadas algumas provas e já há uma ideia sobre a identidade do assaltante.


A eficiência da TMN


Depois de 50 minutos de espera numa loja TMN

- Boa tarde!

- Faz favor de dizer!

- Olhe, é assim. A minha mãe chamou-me lá a casa porque estava aflita desde que verificou que o seu telemóvel não recebia chamadas. Parece que pode executar chamadas mas não pode receber.

- Pois é! Mas a sua mãe é que tem de vir cá porque tem de ser o proprietário do registo...

- Oiça! Oiça-me bem!!! Eu estou à espera de ser atendido há 50 minutos, estou muito nervoso e disposto a partir a vossa loja aos bocados se não resolverem este problema a uma velhota de 84 anos, que está acamada, que é vossa cliente desde que vocês nasceram como companhia de telemóveis, que está muito doente, que é uma dependente do telemóvel para pedir socorro aos filhos ou ao INEM...

- Compreendo. Então... tem o seu bilhete de identidade?

- Tenho!

- Mostre-mo se faz faz favor!... OK, como vejo aqui o mesmo nome de família, vou tentar detectar o problema...

- Desculpe, o problema está detectado. Fui a uma casa de venda de aparelhos de telefones móveis convencido que a avaria estava no aparelho e decidido a comprar um novo para a minha mãe. Nesse balcão de atendimento concluiram que o problema não estava no aparelho. Ligaram para o 1 9 9 6 dos vossos serviços de atendimento ao cliente e informaram que o problema era do cartão. Sendo assim, disseram-me para me deslocar aqui à vossa loja para solicitar um cartão novo, percebeu?

- Percebi! Vou já confirmar e mudar o cartão... (passados 15 minutos) Ora aqui está! Tem aqui o novo PIN do novo cartão e o problema está resolvido.

- Se não se importa, gostaria que passasse os dados todos do velho cartão onde a velhota tem os números importantes para o novo cartão?!

- Ah!...Com certeza, é para já!... (passados 10 minutos) Pronto! Está tudo OK!

- Oiça, se não se importa eu verifico se o telemóvel de minha mãe já consegue receber chamadas?

- Sim, sim! Ligue lá!...

- ... Mau! Dá o mesmo sinal! Não recebe chamadas!

- Deixe-me cá trocar o cartão para o meu telefone para confirmar o que se passa.

- Se faz favor!

- ... É... realmente no meu aparelho também não funciona!

- Então, o que se passa?

- É da linha... é do número do telefone da sua mãe! Tenho de dar conhecimento da ocorrência à central técnica...

- E isso vai demorar? A minha mãe não pode estar em casa sozinha, doente, com 84 anos e sem o telemóvel...

- Pelo menos vai demorar 48 horas!

- 48 horas??? Não me diga uma coisa dessas! Isto é um absurdo. E contactam-me?

- Sim! Amanhã já lhe dizemos alguma coisa. Agora vou já apontar aqui o número do telemóvel de sua mãe e dar indicações para a central técnica de que o assunto é muito urgente.

- Obrigado! Mas veja lá se consegue que a avaria seja reparada o mais depressa possível! Boa tarde!
.....................................................................................................................................................................

No dia seguinte

- Estou, sim? Quem fala?

- É da TMN!

- Bom dia, como está? A avaria do telemóvel de minha mãe já está reparada? Vai dar-me boas notícias?

- Não, não! Desculpe, mas eu não sei onde pus o número do telefone de sua mãe e venho pedir-lhe outra vez!

- O quê??? Então, depois do que se passou e do tempo que eu perdi aí ontem na loja você vem dizer-me que perdeu o número do telefone da mãe e ainda não contactou com a central técnica?

- É... É... desculpe!

- Eu desculpo, mas é a mandar-vos à .....!

Blogando com prazer (18)

Manifesto de Parede

A parede

(nota:não conheço o autor deste texto. Descobri-o na confusão da secretária. Diz página 23 e está dedicado a Alexandre O´Neill)

Parede de merda. Fria. Analfabeta. Estúpida. Malvada (…) Mas tu julgas que me fico? Parede filha da puta. Minha grandessíssima cabra. Estupor. Indecente. Sem decência, sem moral, sem carácter. Parede castradora. Parede branca, vingativa, desmoralizante. Que mil raios te partam te aniquilem! A dor que tu provocas! O mal que tu és! (…) Tu és a fonte de toda a impotência. Tu és o cheiro da doença, da velhice, do sofrimento, da miséria e da agonia, das mágoas e dos prantos. Mas tu julgas que me calo? Parede ensanguentada, cobarde, alvar, impura. O teu nome é criminoso. Parede puta, sem esperança. Eu mato-te. Parede obscena! Branca. Aí especada. Construída. Indestrutível. Eu entro por ti a dentro e derroto-te, escarro, testemunha dos maiores males, causadora das piores solidões, feita e vícios, maldades enormes, (…) parede incontornável, mas tu julgas que me vences, cadela? Nulidade, castradora, bêbeda, incompetente e surda. Parede imperturbável, sem paixão, vaca, desleixada, demolidora (…) Mas tu julgas que brincas comigo? Julgas que me fico, cabrona de merda? Parede podre, humilhante, vergonha da minha cara. Estás a ver-me? Estás a ouvir-me? Puta d´um raio! Inútil, preguiçosa, desbocada. (…) Hei-de perfurar-te com mil pregos. Hei-de esmagar-te, rachar-te, demolir-te, meretriz! Julgas que existes impunemente? Que não há castigo? Julgas que existes impunemente? Que não há castigo? Quem foi o teu arquitecto? Mestre-de-obras? Pintor? Vómito! Comigo não brincas mais, visco! Ladra, ladrona, amásia, mentirosa, vitela, nula, parede asséptica, culpada infinitamente. Desprezível infinitamente. Perversa. Diabólica. Parede podre de raiva. Parede podre, amorfa, mal cheirosa, porca, falsa, fingida. Dissimulada. Mas tu julgas que me calo, gaja? Julgas que me fico? Parede branca, hipócrita, estéril. Histérica. Húmida, parede arrogante, ditadora, servil. Parede carniceira, devassa, ordinária, cagada e mal fodida. Monstro! Veneno! Lodo! Parede branca, bruxa rastejante, estática, despudorada, sempre à minha frente. A impedir (…) Pega. Mal formada. Sádica. Parede branca cagada de culpa, quem foi o teu arquitecto, mestre-de-obras, pintor?

texto anónimo

O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia. O rato nunca roeu a parede.

Inês Leitão, in bocadosdecarnepelasparedesdoquarto (Recomendo)






Scolari não é burro

Esta manhã nos bastidores do Estádio do Dragão, nos milhares de cafés espalhados pelo país, não se falará de outra coisa que não seja o apuramento de Portugal para o Europeu de futebol no próximo ano. Um apuramento que, queiram ou não os comentadores de gelatina, se ficou a dever ao pragmatismo e experiência de Luís Filipe Scolari. Se a selecção precisava de um empate para se apurar, Scolari conseguiu o empate, com meia dúzia de dias de treinos e com jogadores que nunca tinham jogado juntos. E em vez de receber palmas saiu em lágrimas de revolta cheio de razão devido a um grupo de energúmenos, porta-gravadores que se dizem jornalistas, que em vez de terem ido para a conferência de imprensa indagar sobre técnicas, táticas e o futuro da selecção, preferiram (sabe-se lá com quem por trás) o insulto ao homem que acabava de dar mais uma alegria a milhões de portugueses. Portugueses que hoje estão revoltados e indignados por várias razões: os militares voltam a manifestar o seu protesto, logo mais à tarde no Rossio de Lisboa, contra a revisão das carreiras e as perdas de benefícios no apoio à saúde; Sem saúde pode ficar a pequena Esmeralda depois de ser entregue ao pai biológico conforme ordem do tribunal. Os médicos já vieram dizer que a menina pode vir a sofrer de grave doença mental na sequência da mudança de vivência paternal; Quem não está disposto a viver com os cabos de muita alta tensão são os habitantes de Almada cuja edilidade aprovou ontem directivas contra a instalação desses cabos por cima das suas cabeças. Sem pés nem cabeça apareceu por aí uma campanha publicitária dirigida à venda de uma marca de carro que oferecia em troca uma vacina gratuita contra o cancro no útero. Ao que isto chegou, meu Deus! A estupidez foi combatida de imediato pelo Infarmed, como seria de todo lógico. Sem lógica, ouvimos esta manhã as declarações do procurador-geral da República desmentindo as suas próprias declarações à Visão. Pinto Monteiro concedeu uma entrevista que a revista apresenta hoje à estampa, na qual afirma que ele nunca aceitará que os magistrados dependam do poder político. A revista chama a título que o PGR está contra o Governo. Pinto Monteiro vem agora dizer que não foi bem isso que quis dizer e que se trata de uma interpretação jornalística, apesar de assumir a inconstitucionalidade do diploma que foi entregue por Sócrates a Cavaco. Enfim, lógicas ilógicas...