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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Uruguai entrega armas


O Exército do Uruguai iniciou a devolução de sete mil fuzis M1, seis mil carabinas e 450 metralhadoras que o governo dos Estados Unidos emprestou ao país no tempo da Guerra Fria, informaram hoje fontes militares.
O armamento que deixou de estar em uso e que se começou a devolver aos Estados Unidos está, na sua maioria, em muito bom estado e com um elevado poder de fogo.
Na década de 50, o Uruguai acordou com os norte-americanos o ingresso no "Programa de Assistência Militar", pelo que recebeu armamento, munições, veículos, aeronaves e navios de guerra. O programa estabelece que o Uruguai pode usufruir do equipamento mas que o Governo de Washington se mantém como proprietário, pelo que o país sul-americano terá que devolver tudo o que deixou de estar em uso aos Estados Unidos ou, por acordo de ambas as partes, proceder à sua destruição.

Uruguai com mais brasileiros


Esta imagem mostra-nos uma das fronteiras mais populares entre o Brasil e o Uruguai por onde passam milhares de pessoas. Segundo os últimos dados estatísticos, este ano de 2007 constituiu aquele em que um maior número de brasileiros entrou em território uruguaio.

400 farmácias podem fechar


A Ordem dos Farmacêuticos (OF) estima que 400 farmácias encerrem com a abertura ao público das farmácias hospitalares, tendo pedido à Autoridade da Concorrência um parecer sobre esta medida, por considerar que estes últimos estabelecimentos terão uma posição dominante no mercado.
Com base em estudos encomendados pela própria Ordem, dados de centros de saúde inscritos no antigo Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde, relatórios de hospitais empresa, receitas emitidas, lotes aviados e a proximidade geográfica das farmácias, a OF estima que 400 farmácias fechem quando as farmácias instaladas dentro de hospitais passem a ser acessíveis a qualquer utente.
"Com efeito, cerca de 50 entidades (número aproximado de hospitais que poderão abrir concurso para a exploração de farmácias) podem facturar um número de prescrições grosso modo equivalente às de 400 farmácias (fora dos hospitais)", lê-se num documento divulgado esta quinta-feira pela OF aos jornalistas que cita um estudo deste ano do Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra.

Por mares nunca dantes blogados (14)

O homem que cheira mal dos olhos sai sempre do rebanho

Os dias, muito mais as noites,
na sua devastadora sucessão,
obrigam-me a um esforço tremendo,
para não cair na mediocridade.

Desde que caminho nesta dimênsão,
preso a um corpo que pesa
e que tresanda a morte,
sinto uma crescente admiração
pela massa anónima que sustenta o mundo.


O exército invisível marcha, frio,
executando o trabalho que ninguém quer,
mergulhado em ultrage,
gente sem ego nem som surround,
enganados até à medula,
traídos nas suas ilusões adsl.

Já dei por mim perfilando na canalha.

Já saí do rebanho em pânico e voltei a entrar derrotado.

Não passo de um eterno repetente.

O homem que cheira mal dos olhos sai sempre do rebanho !

Savél, in O Homem Que Cheira Mal dos Olhos (Recomendo)

A vergonha da semana (2)

Aeroporto na gaveta

O estudo desenvolvido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que defende a opção Portela+Montijo, apresentado sexta-feira ao Executivo, irá ficar na gaveta. É que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já está a ultimar o estudo comparativo da localização do futuro aeroporto de Lisboa e a análise incide exclusivamente entre a Ota e Alcochete, segundo despacho do Governo.

Blogando com prazer (24)

O músculo cardíaco

Uma zanga pessoal entre Vasco Pulido Valente e Miguel Sousa Tavares deu azo a uma crítica sulfúrica feita por aquele ao último livro deste. Um amigo meu que leu o livro diz que há nele mais outras imprecisões históricas, geográficas e de referência do que as que cita a valente crítica, citando-me algumas, desde a descrição de locais, à data em que surgiu uma certa marca de charuto fumado por uma das personagens.
De tudo isto, retiro uma pergunta: não tivesse havido a zanga, haveria a crítica?
Ou, talvez numa variante mais geral: quantos livros, imprecisos, mal escritos, insuportáveis de mediocridade, não andam por aí impunes, porque o crítico se não zangou com o autor?
Ou, agora num diferente e provocador modo de dizer: quanta crítica amável e complacente não coexiste com o inaceitável escrito e o mal amanhado estilo, por não haver zanga mas amizade, ódio mas amor?
Nos tempos da «Crónica Feminina», revistinha barata para corações pobres mas palpitantes, havia o «consultório sentimental». É isso que dita os tiques de alguma da nossa cultura e do nosso modo de ser crítico. O pensarmos também com o músculo cardíaco.
No meu caso assumo-o: gosto de ler o Vasco Pulido Valente, apesar de ele me irritar, nunca leio o Miguel Sousa Tavares, precisamente pelo facto de ele me irritar.
Eu sei que é um sentimento irritante este meu, mas só uma coisa me salva: nunca me zanguei com nenhum dos dois, pois não os conheço pessoalmente, a um só pela prosa, aos dois pela pose. E chega.

José António Barreiros. in A Revolta das Palavras (Recomendo)

Por mares nunca dantes blogados (13)

Os mal-amados

Um dos grandes vícios de uma boa parte dos colunistas «de esquerda» – em alguns dos quais encontro também, para que conste, muitas e boas qualidades – consiste em perderem mais tempo a etiquetar certas pessoas que não partilham dos seus pontos de vista, em metê-las em gavetas, gavetinhas e gavetões, do que a discutir as suas ideias ou a partilhar aquilo que elas (também) fazem de bom, útil ou interessante. Sob este aspecto, lamento ter de reconhecer que uma parte dos fazedores de opinião da «direita» que não é trauliteira tem vindo a comportar-se bastante melhor do que os seus semelhantes do outro lado da avenida.
Isto é particularmente detectável numa parte do universo dos blogues portugueses, dentro da qual absolutamente tudo aquilo que escrevam, digam ou façam pessoas por certo insuspeitas de serem ferozes inimigos do pluralismo como Vasco Pulido Valente, José Pacheco Pereira ou Pedro Mexia – para não citar mais – é logo reputado como algo que não merece um minuto de atenção, ou que traz com toda a certeza água no bico. Podem oferecer pérolas – e certas vezes oferecem – mas que importa isso? O sectarismo mais anacrónico e o preconceito travestido de uma qualquer «posição de princípio» tendem a eternizar-se. A tacanhez disfarçada de indiferença também. É a vida, dir-se-á. Mas esta vida poderia ser bem melhor. «Mais civilizada», diria, se a expressão não tivesse caído em desuso como sendo… «de direita».

Rui Bebiano, aterceiranoite.wordpress.com

Bola de ouro: Kaká vence Ronaldo foi segundo















O português Cristiano Ronaldo ficou em segundo lugar na votação para o Bola de Ouro de 2007, prémio instituído pelo bissemanário francês France Football, que oferecerá domingo o galardão ao brasileiro Kaká, noticia hoje a Gazzetta dello Sport.
Apesar de o nome do vencedor só ser divulgado oficialmente no domingo, dia da cerimónia de entrega do prémio, em Paris, o diário desportivo italiano avança hoje que Kaká, médio do AC Milan, será o contemplado com a Bola de Ouro e que o internacional português, do Manchester United, ficou no segundo posto.
Ainda segundo o jornal italiano, o resultado da votação concedeu ao avançado argentino Leonel Messi o terceiro lugar, com o "top-5" a ficar fechado com o goleador marfinense Didier Drogba, do Chelsea, e o médio Andrea Pirlo, também do AC Milan.
Na lista oficial de 50 candidatos, pela primeira vez aberta a jogadores a evoluir em todos os continentes, figuravam mais dois portugueses: Deco, do FC Barcelona, e Ricardo Quaresma, do FC Porto.

Mais um segurança morto

Um homem que exercia a actividade de segurança em discoteca foi morto na zona ribeirinha do Porto com vários tiros. os disparos tiveram origem de um carro que passou no local onde o segurança se encontrava a conversar com um amigo. Um crime muito semelhante ao que se registou recentemente. A polícia tinha difundido ontem que a criminalidade no Porto estava a diminuir. Nota-se...

Já tenho primeiro-ministro


Na minha qualidade de cidadão australiano acabo de ter um primeiro-ministro a sério. Kevin Rudd e o seu Governo entrou triunfalmente no salão onde tomou posse como o novo chefe do Executivo da Austrália.

Blogando com prazer (23)

Um novo começo



Quando iniciei este espaço há quase dois anos fi-lo pela mais pura das carolices. Tinha intenção de iniciar um blogue desde 2002, mas motivos profissionais e de outra ordem impediram-me de o fazer. Não sendo escritor profissional ou aspirante a tal, pautei-me sempre pela modéstia e pelo amadorismo.
Mesmo o nome do blogue, "Leocardo", igual ao do seu autor, foi obra do acaso. Não é acrónimo nem qualquer outra variação do meu verdadeiro nome. É apenas um nome que surgiu por acaso. Pelas razões mais diversas, o blogue ganhou visibilidade. Gosto de pensar que foram mais as boas que as más razões. Nunca tive a intenção de atacar qualquer individualidade, grupo, crença ou religião a cobro do anonimato. Se os "ataques" por acaso surgiram, foram por mera irresponsabilidade e inconsciência. Uma faceta da minha personalidade que gosto de chamar - e pode ser que esteja errado - "sinceridade", que me tem causado mesmo alguns dissabores, neste palco da vida em que todos somos meros actores.
Durante este ano de 2007 que se aproxima do fim, tornei-me praticamente escravo do blogue. Publiquei posts todos os dias (menos quando fui de férias), e como muitos dos meus queridos leitores devem ter reparado, estabeleci recentemente uma cota de 100 posts mensais. Nem sempre a musa inspiradora esteve do meu lado, e olhando para trás, confesso que tive muitas vezes de fazer aquilo que chamamos "encher chouriços". Orgulho-me no entanto de ter trazido um espaço aberto de discussão, fazer novos amigos virtuais, e sobretudo por ter tido a coragem, se bem que anonimamente, de "abanar" um pouco este sistema amorfo e conformista que temos nesta terra que amamos, Macau.
Antes de tomar esta decisão, pensei em aproveitar este dia parco em notícias de relevo, para renovar o "Leocardo em Macau". Não estou satisfeito com a aparência, com as fontes ou com o formato do blogue. Retirar os vídeos que já não existem, editar as fotos demasiado grandes, retirar as inúmeras imprecisões. Tarefa morosa e ingrata. Este blogue acaba aqui.
Mas nada como uma mudança de ares. O Leocardo vai continuar pela blogosfera, com um novo espaço, o Bairro do Oriente. Será um blogue muito mais generalista (se bem que me orgulho de ter sido considerado "regionalista"), mais bem apresentado, e sobretudo mais descontraído. Não garanto que o vá actualizar todos os dias, mas prometo que continuará a ser um espaço em que se fala de Macau, e para Macau.
O novo blogue terá o seu início a 1 de Dezembro, no próximo Sábado. Entretanto vou aproveitar estes próximos dias para refrescar as ideias. O "Leocardo" existirá a par do "Bairro do Oriente", durante mais alguns dias, e depois será definitivamente encerrado. Um grande bem haja a todos, obrigado por terem passado por cá, e espero encontrar-vos no novo espaço.

Este que vos quer bem,

Leocardo

Breaking news (9)

A vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa, Helena Roseta, apelou esta quinta-feira ao PSD para que aprove na Assembleia Municipal o empréstimo a contrair pela autarquia lisboeta para o pagamento de dívidas a fornecedores contraídas em mandatos anteriores.
"É incompreensível para qualquer pessoa que o PSD tenha aprovado o plano de saneamento financeiro da autarquia que implica o pedido de um empréstimo e não aprove o empréstimo", disse Helena Roseta à agência Lusa, fazendo apelo para que "o bom senso" prevaleça nesta questão.

SMS DN (1)

Há meses o Diário de Notícias iniciou uma secção de grande alcance democrático. SMS DN passou a ser o local onde qualquer cidadão pode publicar o que entender, obviamente dentro dos parâmetros da lei de imprensa. Mas em SMS DN os leitores podem enviar através do telemóvel a sua mensagem SMS sobre qualquer assunto que acham por bem. Um local do jornal que passou a ser a autêntica Vox Populi.
Aqui passaremos a publicar o que acharmos interessante da rubrica em questão. Hoje extraímos esta:

"Gostava de saber onde foram encaixados os 950 milhões recebidos de Moçambique pela troca de Cahora Bassa?

Bela Faria, Lisboa

Advogados a 500 euros

Já são mais de 25 mil advogados em Portugal e o número não pára de aumentar. A luta por um lugar ao sol está no auge, caindo sobre notários e solicitadores a ameaça de desaparecerem.
Nestes últimos três anos, o Governo disponibilizou aos advogados mais de 100 milhões de euros no âmbito do apoio judiciário, sem questionar. Mas, entretanto, começou a afastá-los dos tribunais, apostando em julgados de paz e em centros de arbitragem para a resolução de conflitos, onde as defesas oficiosas são dispensáveis. Com um mercado de trabalho cada vez mais saturado, e sem hipóteses de avançar sozinhos, estes profissionais liberais obrigam-se à protelarização, sendo patrões uns dos outros. Alguns não chegam a auferir 500 euros por mês. Numa autêntica luta pela sobrevivência, apregoam agora a necessidade de cada português ter um advogado de família, fomentam a consultoria jurídica, combatem a concorrência ilegal (leia-se procuradoria ilícita), e tentam agarrar as actividades de notários e solicitadores, ameaçando devorá-los.
É neste quadro que quatro candidatos concorrem ao cargo de bastonário da Ordem dos Advogados (OA), uma das instituições portuguesas mais antigas e de maior prestígio. As eleições realizam-se amanhã. O vencedor será aquele que, durante a campanha, mais haja logrado penetrar junto dos mais aflitos, ou seja, junto dos menores de 40 anos, que já representam cerca de 50 por cento da classe.

Licínio Lima, in DN

Naufrágio em Lisboa

Na política usam-se os mais diversos truques para se conseguir os objectivos. Só que há truques tão gastos e de tal forma obsoletos que apenas descredibilizam os seus autores. Hoje, o povinho de Lisboa é confrontado com a posição do presidente do seu Município que amaça bater com a porta se os deputados da Assembleia Municipal votarem contra um empréstimo bancário de 500 milhões de euros que a vereação socialista entende indispensável para poder viabilizar a governação da Câmara. Bater com a porta? Demitir-se de uma função para a qual se candidatou há apenas quatro meses? Isto é quase o surrealismo. António Costa quando resolveu ser presidente da Câmara de Lisboa sabia perfeitamente qual era a situação financeira da edilidade lisboeta, aliás, foi o mote da sua campanha eleitoral. Apontou o dedo ao PSD por este partido ter esbanjado milhões de euros em pseudo projectos, tais como o do Parque Mayer e o da Feira Popular. António Costa sabia concretamente das imensas e volumosas dívidas aos fornecedores. António Costa sabia da situação dos muitos trabalhadores precários ao serviço da Câmara. Tinha conhecimento antecipado das centenas de problemas camarários. Resumindo, o actual presidente da Câmara ameaça virar as costas a si próprio baseando-se numa desgraça que poderá acontecer, quando ele sabia conscientamente que a desgraça já era.
Naturalmente que é aqui neste ponto que está o truque político. Costa vem agora apresentar o drama, o colapso, a rotura da máquina a que ele próprio preside, com o fim de impressionar o povinho votante. Costa sabe também que ao bater com a porta é para abrir outra porta. A de outras eleições antecipadas onde tentará obter a maioria absoluta porque a "malandragem" laranja que levou o navio para o fundo não quer agora salvar o náufrago. Mas que raio de marinheiro...