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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Procura-se grávida


Depois de Demi Moore se ter deixado fotografar para a revista Vanity Fair com toda a barriga que Deus lhe deu à mostra, coube a vez a Christina Aguillera ser capa da Marie Claire. O nosso blogue procura uma portuguesa, actriz ou cantora, que esteja grávida e que não se importe de ser capa aqui nesta revista Pau Para Toda a Obra...

"Sistema energético é patético"


Foto Adelino Meireles

Portugal poderia poupar 8% da electricidade que consome investindo 400 milhões de euros em medidas como a generalização de lâmpadas eficientes, utilização de vidros duplos nos edifícios e controladores de potência na indústria. Joanaz de Melo, presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) e professor universitário, garante que, num período de apenas três anos, a poupança energética alcançada seria suficiente para pagar o investimento.
De acordo com o responsável, ao longo dos últimos 30 anos, Portugal tem vindo a "perder terreno" na eficiência energética face aos países da União Europeia a 15, gastando agora mais 30% do que os parceiros comunitários para produzir o mesmo. "Por cada euro de riqueza que geramos, gastamos mais 30% do que os outros", afirma Joanaz de Melo.
A recuperação total deste atraso, adianta, implicaria investimentos de 10 mil milhões de euros, quatro vezes mais do que o Governo prevê que seja investido em barragens nos próximos anos. Um valor elevado, mas que traria benefícios a médio-prazo.
Já a redução de 8% do consumo seria "fácil de conseguir, se houvesse mais informação e incentivos para a aquisição de equipamentos eficientes" por parte das famílias e empresas. O sector dos edifícios, lembra, é responsável por cerca de dois terços do consumo eléctrico e a política energética nacional "não tem promovido" a eficiência.

"Sistema patético"
"O nosso sistema energético é patético", lamenta, aludindo ao facto de se privilegiar a construção de mais dez grandes barragens em vez de apostar na eficiência. Estes grandes projectos hídricos, adverte, apenas vão garantir 3% da energia do país, gerando pesados impactos ambientais e não resolvendo o problema da chamada intensidade energética do Produto Interno Bruto, onde estamos na cauda da UE.
A aposta, sublinha, devia ser no incentivo à poupança energética, ou seja, do lado da procura, e não do lado da oferta de energia através de grandes projectos hídricos que apenas servem para dar trabalho ao "lóbi do betão", numa altura em que todos os grandes projectos - como a alta velocidade ferroviária ou o novo aeroporto de Lisboa - estão atrasados face ao esperado.
O responsável lamenta ainda que não se tomem medidas fiscais de estímulo à poupança, como a diferenciação do IVA dos electrodomésticos em função do seu grau de eficiência energética. "A ausência de políticas coordenadas tem levado ao aumento do consumo (4% ao ano nos últimos cinco anos) e não é fazendo mais barragens que se resolve o problema", afirma.

Ricardo David Lopes, in JN

Cuidado com o Contraditório


Se hoje ao fim da tarde, mais concretamente depois das 19.00 horas, tem a intenção de ouvir rádio, então, cuidado. Não sintonize a Antena 1 nesse horário, porque vai para o ar um programa de nome Contraditório que é algo intragável. À volta do microfone dizem-se os maiores disparates por minuto, com a veleidade dos intervenientes pretenderem arvorar-se em comentadores políticos. Desligue ou mude de frequência. O éter, neste caso, faz desmaiar. E os seus ouvidos agradecem.

Cozinheiro de ouro


Miguel Veloso diz que é uma espécie de modelo que joga à bola no Sporting. O seu vedetismo (talvez apressado) levou-o a pintar o cabelo de tom dourado, vestir um fato dourado, gravata dourada, peúgas douradas, cuecas douradas e sapatos dourados. E ainda não é nenhum Cristiano Ronaldo, imaginem se fosse. Na edição de hoje do DN Sport deixou esta máxima "Faço uns bons bifes e também alguns pratos de massa". Cuidado com as indigestões... douradas!

Greve na FP encerra muitas escolas


Esta manhã em Lisboa viam-se imensos jovens a vaguear pelas ruas.

- Não tens aulas hoje?
- Não, é baril! Há greve...
- E o que é que estás a fazer com tantos jornais na mão?
- É baril, é o Metro! Andamos a distribuir o jornal pelos automobilistas...
- Mas tens familiares na administração do Metro? Pediram-vos para fazer isso?
- Não, cota! Pagaram-nos!...

Este, o diálogo que mantivémos com um dos muitos jovens que em vários cruzamentos urbanos distribuiam o referido jornal. Pagaram-lhes? Será possível? Não quero acreditar, mas se pensarmos que tudo já é possível.... Os jovens estão na rua porque as escolas encerraram devido à greve na Função Pública.
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, fez hoje de manhã um primeiro balanço positivo da greve da Função Pública no que diz respeito à educação, encontrando-se encerradas várias escolas de Norte a Sul do País. "Os dados que nos chegam são de adesão elevadíssima", disse à Lusa Mário Nogueira, ressalvando que ainda não é possível saber a adesão dos professores porque a maior parte das escolas encontram-se encerradas. De acordo com Mário Nogueira, há concelhos de Norte a Sul do país em que todas as escolas estão encerradas.
Em Lisboa estão encerradas as Escolas secundárias de Gil Vicente, Francisco Arruda, Restelo, Nuno Gonçalves, Paços Manuel, Marquês de Pombal, Telheiras, Almada Negreiros, EB 2-3 Olivais, Escola 1-7-5 dos olivais e Afonso Domingues.
No Porto estão encerradas a Escolas secundárias de Resende, Fontes Pereira de Melo, EB 2+3 Gomes Teixeira, EB Pires de Lima e EB de Gondomar.
No Algarve estão encerradas escolas nos concelhos de Loulé, Olhão, Silves, Lagoa, Vila Real e Quarteira.
Em Coimbra, as escolas secundárias D. Diniz, EB 2+3 Pedrulha, EB 2+3 Alice Gouveia e secundária de Condeixa encontram-se encerradas.
As três estruturas sindicais da Administração Pública marcaram esta greve conjunta "contra a intransigência do Governo nas negociações salariais", um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo. Os sindicatos queixam-se nomeadamente de a equipa negocial do Ministério das Finanças ter iniciado o processo com uma proposta de aumentos salariais de 2,1 por cento e de ter encerrado as negociações com o mesmo valor.

GNR assalta bancos

Este país já não tem cura. A quem é que as pessoas se podem agarrar para sua segurança se chegámos ao ponto de agentes da GNR andarem a assaltar bancos. Onde isto já chegou. Um militar da GNR tentou assaltar ontem de manhã uma agência do BPI, situada em Sassoeiros, na freguesia de Carcavelos, mas foi detido já na rua por agentes da PSP da esquadra da Parede, em Cascais. A tentativa falhada ocorreu por volta das 09.00. O militar dirigiu-se ao balcão, abordou o funcionário e entregou-lhe uma folha em branco onde referiria. "Isto é um assalto passe para cá o dinheiro." O funcionário não cedeu à ameaça e accionou o alarme. Na PJ, há vários mandados de detenção para executar. O militar, de 30 anos, já se encontrava fora da sucursal - de onde não conseguiu retirar qualquer quantia -, quando foi abordado e detido por agentes de um carro-patrulha da esquadra da Parede. "Só após ter sido levado para a esquadra é que foi possível a sua identificação", referiu fonte policial. Mas o militar era afinal suspeito de outros sete crimes do mesmo tipo.
No entanto, não era a primeira vez que se dirigia àquela dependência para a assaltar. Aliás, o caso de ontem resultou na terceira tentativa falhada, tendo o suspeito sido reconhecido facilmente pelos agentes quando já se encontrava na rua. O excesso de dívidas terá sido o motivo apresentado pelo GNR para cometer este tipo de crime. A realização de outros assaltos terá sido confessado ontem pelo próprio à polícia. Por enquanto, desconhece-se ainda qual o valor total que os assaltos terão rendido. O militar, que desempenhava funções administrativas na secção de informática da Brigada de Trânsito, nas Janelas Verdes (Lisboa), desde o início deste ano, foi ontem presente a um juiz de instrução criminal do Tribunal de Cascais, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção mais leve - termo de identidade e residência. Em liberdade poedrá assaltar mais bancos...