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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Bagão Felix critica Governo e Banco de Portugal


"Este Governo está a introduzir uma forma de social capitalismo nas empresas", afirma Bagão Félix um dos nomes que integra a lista ao Conselho de Administração apresentada por Miguel Cadilhe, ontem à noite.
O ex-ministro das Finanças confessa que não é natural nem saudável, o Governo imiscuir-se na vida das empresas privadas. "Independentemente da pessoa e capacidade de Santos Ferreira não faz sentido, sendo mesmo incoerente, que de um dia para o outro o presidente de uma instituição bancária, que ainda por cima é estatal, passe para outro banco, o maior banco privado, por sugestão de qualquer governo ou ministro".
Aliás, embora não esteja na lei, "quando um quadro da banca sai de uma instituição em que trabalha e vai para outro banco assume normalmente um período de nojo. É uma questão de ética, mais do que uma questão legal". O que na opinião de Bagão "deveria ser seguido pelos mais altos dirigentes das instituições".
Bagão Félix, afirmou ao Expresso que aceitou o desafio de Miguel Cadilhe porque independentemente da lista ganhar ou perder em Assembleia Geral de accionistas, também por considerar que este "é um caso estranho", em particular no que toca à posição do Banco de Portugal. E adianta: "A entidade de supervisão deveria interrogar-se sobre as suas próprias debilidades em vez de lançar dúvidas sobre todos os administradores do BCP desde 1999".
Bagão Félix afirma que "é escabrosa a presunção generalizada de que são alvos os administradores do banco. As pessoas têm a sua dignidade e o Governador do Banco de Portugal deveria perceber que há limites para tudo. Ou há inibições ou não há".
Segundo Bagão Félix "a entidade de supervisão deve tratar das suas falhas e actuar em conformidade com as mesmas em vez de lançar reptos generalizados".

Chá das cinco (26)

Foto Avelino Oliveira

Com um cházinho de Tília ou Camomila limpem bem essas barriguinhas agora para que mais logo a partir das 22.00 possam atacar os whiskys e champanhes.

Blogando com prazer (49)

Cat Power - Jukebox

Cat Power vai editar um segundo álbum com versões de temas de outros artistas. O registo chama-se Jukebox e incluirá temas celebrizados por Frank Sinatra, Bob Dylan, Billie Holliday e Janis Joplin. Com chegada prevista às lojas no dia 22 de Janeiro de 2008, o álbum incluirá também um tema original da cantora dedicado a Bob Dylan: «Song to Bobby». Jukebox sucede a The Greatest , o mais recente álbum de originais editado por Cat Power em 2006. The Covers Record , o primeiro registo de versões da cantora, data de 2000 e inclui canções dos Rolling Stones, Velvet Underground e Bob Dylan.

(Blitz)

In Omissão Impossível

Fumadores mudam de hábitos


A partir de amanhã é proibido fumar na maioria dos locais públicos, especialmente, cafés e restaurantes. Os fumadores vão ter que se habituar a beber a bica sem o cigarro, o que, imagino, deve ser um grande sacrifício. Uma nova lei, repleta de muito fundamentalismo e na onda das grandes empresas ligadas ao enorme poder das farmacêuticas que geram já a maior diversidade de produtos para se deixar de fumar. Tudo é negócio. Tanto a venda do tabaco como a proibição de fumar. O que não se vê, mais uma vez, é ter-se em conta a liberdade do cidadão. Pacheco Pereira tem toda a razão quando fala em fascismo higiénico...

Por mares nunca dantes blogados (20)

Voltei a Madrid.
Depois do Natal em Espinho, bacalhau cozido, passagem por Lisboa, capital às escuras, esburacada, capital de casas frias, húmidas, sem aquecimento porque a luz está cara e não há para isolamento nas janelas, capital do comércio tradicional à beira da extinção sempre por culpa do governo que não proíbe as grandes superfícies, capital deprimente de um país de deprimidos. Sim, Portugal é um país afogado numa depressão da que não se quer curar, numa depressão que curte e da que se orgulha. Olhei durante uma semana para televisão do meu país e vi programas para o povo apresentados por mamalhudas anafalbetas especializadas em entrevistar famílias de desdentados que se queixam de casas a cair de podres, telejornais feitos de entrevistas de rua a um povão que se queixa da subida do euribor, comentaristas políticos que se queixam da crise do BCP, o líder da oposição que se queixa porque não pode controlar a Caixa Geral de Depósitos. A queixa é líder de audiências na televisão portuguesa.
E que faz o Governo na quadra natalícia com o povo neste estado? Brindar-lhe com mensagens de esperança? Não, fecha serviços de urgências no interior abandonado do país na véspera de Natal, manda cartas de penhora de contas, proibe fumar, ameaça com a ASAE (notazinha mental - não me fodam pá: enquanto toda a Europa premia o produto artesanal e manda levar no cu os burocratas de Bruxelas, neste meu país gerido por atrasados mentais penalizam-se os métodos tradicionais e os meios de subsistência centenários), deixa que as iluminações natalícias de Lisboa sejam patrocinadas pelo Santander. E avisa que a coisa só vai melhorar graças ao esforço do Governo. No discurso natalício do Primeiro Ministro não ser ouve uma palavra de agradecimento pelo sacrifício das economias familiares, uma voz de ânimo, força, estamos quase lá! Que arrogante, este pequeno Sócrates que se pensa o fazedor de tratados só porque consta no título o nome de Lisboa, só porque se abraça ao namorado da Carla Bruni, só porque trata por tu o Zapatero.
Sim, voltei a Madrid, fugida de uma Lisboa que sempre amei e que agora me dá urticárias. Não posso com tanta queixa feita cancro de nós, não posso com este rame-rame obrigatório, com este modo de viver que recompensa a lamúria. Tenho pena e queria desejar-vos Bom Ano, que sejais felizes, mas só se me ocorre pedir-vos para desligar a televisão. Saiam à rua, encham os bares, obriguem os donos dos restaurantes a ligarem o aquecimento, iluminem as ruas de Lisboa com as luzes das vossas árvores de Natal, fujam dos centros comerciais e levem os vossos filhos aos jardins, namorem nos bancos dos parques e esqueçam que somos uma campanha publicitária chamada a Costa Oeste de Europa. Somos um país de gente pouco alegre, bem sei, mas também não merecemos estar sempre a levar nos cornos, caralho.

Rititi, in Rititi (Recomendo)

Mães portuguesas que preferem Espanha


Desde 5 Junho de 2006, último dia em que funcionou o serviço de obstetrícia da maternidade de Elvas, que fazia mais de 200 partos/ano, meio milhar de crianças portuguesas já nasceram do lado de lá do Guadiana e pelo menos 2000 utentes já frequentaram o serviço e o aconselhamento pré-natal do Hospital do Perpétuo Socorro de Badajoz. São números do próprio hospital, onde o ritmo de nascimentos de bebés portugueses é à razão de um por dia desde há ano e meio.
Desde que a maternidade fechou em Elvas, Badajoz acaba por servir também a maioria das pessoas da raia alentejana. Os preços são mais baratos, há mais gente, mais jovens, há lojas e centros comerciais, os hospitais são melhores, os cursos de Medicina estão cheios de portugueses e muita gente já procura ali trabalho porque os ordenados são melhores e há mais emprego.
Também não é difícil encontrar no parque de estacionamento algumas matrículas portuguesas. Vêm de Elvas, de Campo Maior e das várias freguesias dispersas na vastidão da planície. É mais perto ir a Badajoz do que ir a Portalegre, a Évora ou a Beja, já para não falar do facto de quem precisa de uma ambulância e de ter de estar horas à espera.

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