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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Como Menezes fala e como devia falar


Luís Filipe Menezes colocou hoje uma coroa de flores junto ao túmulo de Francisco Sá Carneiro, no cemitério do Lumiar em Lisboa, a fim de lembrar a passagem do 27º aniversário da morte do fundador do seu partido.

Na oportunidade, Luís Filipe Menezes falou aos jornalistas deste modo:
"Tal como no tempo de combate de Sá Carneiro, o país hoje está de novo bloqueado por não conseguir avançar para uma democracia escorreita. Temos sinais preocupantes da qualidade da democracia e verificamos, meus senhores, que hoje é quase proibido e politicamente incorrecto ser uma oposição que marca as diferenças, porque uma oposição só é bem vista quando está de acordo com o poder estabelecido. Temos défices gritantes do ponto de vista da igualdade de acesso à comunicação e temos analistas a comentar permanentemente nas televisões públicas em representação do partido socialista, que é o partido do poder, enquanto que os partidos da oposição são atirados para segundo plano. Não há uma democracia que funcione de uma forma equilibrada se, tal como acontece nos órgãos de soberania, também na comunicação social não houver uma participação em igualdade de todos aqueles que têm uma voz importante na democracia portuguesa. Se pensarem que estou a falar de censura estou a falar exactamente do que estou a falar".
(Sob um silêncio tumultuante a assistência saiu cabisbaixa, triste e a olhar o nevoeiro)

Como Filipe Menezes devia ter falado:

"Companheiros! Estamos hoje aqui perante a memória de Francisco Sá Carneiro. Um homem que soube interpretar a vontade do povo português. Que lutou contra todas as arrogâncias políticas, contra todas as unicidades, contra todos aqueles que apenas dizem que querem, podem e mandam! Companheiros! Estamos a honrar a memória de um homem que soube ser primeiro-ministro sem desprimor para com os seus opositores, sem arrogância, sem falácias, sem promessas que não cumpriria, sem vinganças. Sá Carneiro soube liderar a democracia de forma escorreita e nunca permitiu o seu bloqueamento. Hoje em dia temos um Governo que bloqueou a democracia. Hoje em dia não há direito a ser-se oposição. O controlo dos meios de comunicação social é total. Este Governo coloca comissários políticos nos mais diversos órgãos de Comunicação Social onde com a capa de comentadores políticos não são mais do que propagandiiiiiistas do poder! Temos défices griiiiiitantes em vários campos do nosso quotidiano. Temos de levantar a nossa vooooz bem aaaalto para que o País acorde da letargia socrática em fomos embrulhados. Queremos mais liberdaaaaade! Mais apoio às pequenas e médias empresas! Mais emprego e não jobs para os boys! Nesta data em que recordamos a obra de Sá Carneiro levantemos a voz contra o compadrio políííííítico! Contra a censura! Contra a ditadura socialista!
(Sob fortes aplausos, a assistência gritaria durante cinco minutos: Menezes ao poder! Menezes ao poder!Menezes ao poder)

Nota: A nossa Agência de Comunicação não está disponível para amadores da política...

Já se nota


Foto AP

A gravidez de Jennifer Lopez avança e ela em cada festa em que participa mostra cada vez mais o seu orgulho pela barriguinha. Desta vez aconteceu no teatro Kodak de Los Ángeles onde assistiu à apresentação de Movies Rock.


Portugal-Espanha coordenação zero

O governo espanhol decretou que a partir de agora todos os automobilistas espanhóis e estrangeiros que sejam apanhados a conduzir com excesso de velocidade ou sob a influência de álcool ou drogas serão punidos com quatro anos de prisão. Sem mais. Uma boa medida para acabar com a sinistralidade nas estradas.
É extraordinário como uma medida desta natureza accionada aqui mesmo ao nosso lado, pelos chamados "nuestros hermanos", não tenha existido o mínimo de coordenação entre as autoridades dos dois países para que também em Portugal fosse tomada a mesma medida. Esta é a prova real de que estamos absolutamente de costas viradas com Espanha, apesar de os governos serem ambos da mesma cor política. Não dá para acreditar como tão perto estamos tão longe dos exemplos de civismo e progresso.

2008 com mais "pontes"

O ano que agora vai acabar, por caprichos do calendário, teve quatro feriados em dias de fim-de-semana - no caso do Porto teve cinco, porque o São João foi também a um domingo. E houve igualmente dois feriados a uma quarta-feira - em Lisboa, contando com o Santo António , foram três -, o que não facilitou o gozo da "ponte".
No próximo ano (2008), por ser ano bissexto, haverá mais um dia de trabalho (29 de Fevereiro), mas haverá igualmente mais dias de descanso. A distribuição dos feriados com data fixa pelo calendário dá mais dois dias de descanso a quem, parando sempre ao fim-de-semana, tem o São João como feriado municipal e mais um a quem festeja o Santo António.

São João à terça-feira
Em 2007, houve dois feriados ao domingo e dois ao sábado e em 2008 volta a haver dois ao domingo (a Páscoa é sempre ao domingo), mas apenas um ao sábado. Para quem vive no Porto, ou noutro qualquer município que festeje o São João, o feriado que foi este ano a um domingo será, desta vez, numa terça-feira.
As grandes "pontes", acessíveis apenas a alguns, é que não vão existir em 2008. Feriados a meio da semana (quarta-feira) foram dois este ano e não haverá nenhum no próximo ano.

O dobro das "pontes"
O calendário de 2008 é, sobretudo, amigo de quem gosta de fins-de-semana prolongados. Os feriados à sexta ou à segunda, ou seja, encostados ao fim-de-semana, foram apenas três em 2007, mas no próximo ano serão cinco no Porto e seis em Lisboa. Para quem pode fazer "pontes", com feriados à terça ou à quinta, a situação inverte-se. Ganha o Porto. Houve três "pontes" em 2007 e haverá sete em 2008. Lisboa terá menos uma.
É na arte de fazer ""pontes"", portanto, que os portugueses podem marcar a diferença no próximo ano em relação a 2007. Há o dobro das "pontes" para fazer.
Descontando a "ponte" que pode já ser feita, antecipando a entrada no Ano Novo (terça-feira), mas fazendo contas às restantes seis (cinco em Lisboa), juntando-lhe os cinco (seis em Lisboa) "encostos" ao fim-de-semana, mais os restantes fins-de-semana e os 22 dias de férias, os portuenses vão poder descansar 144 dias em 2008. Sem mais percalços, só vão sobrar 222 dias de trabalho. Lisboa terá menos uma "ponte" e, portanto, mais um dia para trabalhar.


Tentativas falhadas de mudar feriados
O problema do excesso de feriados em Portugal e da quebra de produtividade com o frequente recurso às "pontes" há muito que foi identificado e até já houve quem tentasse mudar a data dos feriados para evitar essas pontes.
Quando Cavaco Silva era primeiro-ministro enviou para Belém um diploma nesse sentido, mas o presidente Mário Soares vetou a iniciativa. Cavaco em São Bento ficou também na memória dos portugueses por ter dado ordens à Função Pública para trabalhar na terça-feira de Carnaval, que até não é feriado oficial. A ordem do Governo foi uma vez sem exemplo. Nunca mais se voltou a pôr em causa um feriado que não existe. Com Bagão Félix, ministro do Trabalho e da Segurança Social, voltou a falar-se em alterar os feriados, mas como houve de novo polémica, o assunto voltou a morrer nas páginas dos jornais.
No início deste ano, o assunto voltou a ser discutido. O presidente Cavaco Silva estava de visita à Índia e ouviu um empresário português sugerir que os feriados fossem "transferidos para as segundas e sextas-feiras". Cavaco sorriu e lembrou aos jornalistas a tentativa falhada que tinha feito quando era chefe do Governo. Nessa viagem estava também o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, que rapidamente esclareceu não haver "nenhum projecto em cima da mesa nesse sentido".
O Executivo não quer debater o assunto, mas os empresários há muito que pedem alterações para aumentar a produtividade, mas continua tudo na mesma. Portugal é, entre os países da União Europeia, dos que mais tem feriados.


Paulo Baldaia, in JN

Jardim Gonçalves deixa BCP

Jardim Gonçalves vai apresentar hoje o seu pedido de renúncia ao cargo de presidente do Conselho Geral e de Supervisão, que terá efeitos no final deste mês. Depois de nos últimos dias ter auscultado a vontade dos principais accionistas, em apoiarem a reeleição de Filipe Pinhal para presidente do conselho de administração do Banco Comercial Português (BCP), o fundador do banco considera que estão reunidas as condições para sair.
Mas isto não quer dizer que Jardim Gonçalves apoie a manutenção do actual presidente do BCP. Os dois homens estão de costas viradas, facto que ficou comprovado com o falhanço nas negociações para a fusão com o BPI: Jardim apoiava este processo e Pinhal fez cair as negociações, pelas suas intransigências.

Sá Carneiro faz muita falta


Estava eu no quente da cama a pensar virar-me para o outro lado da sorna quando oiço o noticiário da rádio governamental, a Antena 1, e obrigar-me de repente a sair do vale de lençóis para manifestar aqui a minha indignação por nem uma palavra ter sido dita sobre o dia em que mataram um dos políticos portugueses mais lúcidos das últimas gerações. Francisco Sá Carneiro, o líder social-democrata, assassinado num 4 de Dezembro sinistro a bordo de um pequeno avião não pode ser esquecido por quantos entendam a vida sócio-política como um acto de seriedade exclusivamente ao serviço do benefício do povo. Sá Carneiro que continua a fazer muita falta entre as hostes do PSD onde parece não haver um líder forte que nos dispense de espectáculos tristes como o da Câmara Municipal de Lisboa, onde a propósito de um empréstimo que o presidente pretende ver aprovado, toda a minha gente com cartão de militante laranja vem ao palco da vaidade declamar o que lhe apetece. O actual líder apresentou uma contra-proposta com menos dinheiro para pedir aos bancos, Carreiras quer votar contra o empréstimo, Paula Teixeira da Cruz prefere estar ao lado de António Costa e vingar-se de ter perdido a Distrital, Preto diz que a solução é a abstenção, Ribau afirma que nim e os vereadores laranjas têm cada um a sua opinião. Com Sá Carneiro entravam na ordem de uma forma tal que se quisessem praticar política de feira ele passava-lhes logo um passaporte para trabalharem no circo. Um circo bem diferente é o que se vai passar no próximo fim-de-semana em Lisboa com a realização da Cimeira UE-África, onde uma série de ditadores vêm conhecer Lisboa e discutir a sida, a fome, a corrupção, os massacres, os julgamentos sumários, não, nada disso, vêm até cá armar a tenda para que o mundo possa pensar que vai tudo bem no reino africano com estes protagonistas de prepotência e corrupção, num xadrez de interesses difíceis de aceitar. Por essa razão é que um grupo de escritores e figuras proeminentes africanas publica hoje uma carta de protesto em vários jornais da Europa chamando a atenção que o problema de África não é o senhor Mugabe ou os outros ditadores, mas sim a falta de condições para que em liberdade possa ser um continente semelhante aos outros. Com interesse em que as coisas melhorem no sistema judicial português está o Governo a continuar na senda da criação de Julgados de Paz em mais Distritos. Acontece que a implementação destes julgados dá a ideia de que se constrói a casa pelo telhado, porque nos tribunais continuam há anos os processos a apodrecer. Neste dia nublado, com muito nevoeiro e ventoso dizer-vos que no futebol o Guimarães conseguiu já um feito histórico quase à medida do seu castelo. Ontem venceu a Académica por 2-1, depois de estar a perder, e assim passou para o terceiro lugar da classificação à frente do Sporting.