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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O que eles dizem (18)

Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças em entrevista ao Expresso

"José Sócrates estará um pouco sozinho com um deserto à volta dele"

"Os impostos são como os antibióticos, não são para tomar toda a vida mas até ao fim da caixa e nós ainda estamos a meio da caixa"

Irene Pimentel vence Prémio Pessoa


Irene Flunser Pimentel, historiadora, 57 anos, foi a vencedora da 20.ª edição do Prémio Pessoa. Autora de "A História da Pide" e "Mocidade Portuguesa Feminina" tem centrado a sua actividade na história das instituições do Estado Novo.
Na declaração final do júri sublinha-se que os livros da premiada "nunca negam a sua adesão à causa das liberdades e dos direitos humanos", revelando "um notável esforço de rigor intelectual e de objectividade académica".
Em declarações ao Expresso, após ter tido conhecimento da distinção de que foi alvo, Irene Pimentel explicou a sua atracção por aquele período da História: "a 40 anos de distância já há condições para haver distanciamento relativamente aos factos e às pessoas, de forma a que o estudo da história recente não se transforme num ajuste de contas". De resto, o estudo do período da Ditadura é importante, "até porque há uma memória que deve ser preservada".
Trata-se da terceira historiadora a ser contemplada com o Prémio Pessoa, depois de José Mattoso (1987) e de Cláudio Torres (1991). Esta distinção é uma iniciativa conjunta do Expresso e da Unysis, tendo o júri sido presidido por Francisco Pinto Balsemão (presidente do grupo Impresa), sendo vice-presidente Luís Portugal Devesa (Unysis). Integraram, ainda, o júri: Alexandre Pomar, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João Fraústo da Silva, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Vieira Nery e Rui Magalhães Baião.

Câmaras ilegais transmitem para a Net


No bar Dromedário o cliente não sabe que está a ser filmado

O bar Dromedário, em Sagres, tem fama de ser um dos locais mais animados da noite naquela cidade algarvia. Os roteiros turísticos louvam-lhe os "snacks sofisticados", os sumos naturais, os batidos, o ambiente "in"... Mas nenhum avisa o potencial cliente que, a partir do momento em que entre neste estabelecimento, a sua imagem estará disponível para milhões de pessoas em todo o mundo, via Internet. Em tempo real, com imagens actualizadas a cada minuto, qualquer pessoa com acesso à Net pode ver quem está no bar, se está só ou acompanhado, se come, se bebe, se fuma, se fala ao telemóvel, se está aborrecido ou bem disposto, se fica muito ou pouco tempo...
O Expresso descobriu outros locais em Portugal onde as imagens captadas por câmaras viradas para a rua são disponibilizadas via Net para todos os olhos indiscretos. Por exemplo, na esplanada Lazulibar, na Praia da Luz, ou no Parque de Santa Catarina, no centro do Funchal.

Clique para ver em tempo real o Parque de Stª Catarina, Funchal

Questionada pelo Expresso sobre estes casos, a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), entidade que controla a crescente actividade de videovigilância em Portugal, garantiu que são ilegais e que já abriu os procedimentos necessários para os travar, pois estão em causa direitos de imagem e de privacidade. Mais: segundo a CNPD, estas não são câmaras legais, nem sequer podem ser consideradas como videovigilância, pois essas destinam-se estritamente à segurança de pessoas e bens. Nesses casos, as imagens devem permanecer em circuito fechado, e guardadas durante um mês, só podendo ser visionadas em casos com relevância criminal.
Mesmo sem contar com câmaras como estas, que escapam à malha da lei, os números não deixam dúvidas: há cada vez mais câmaras a vigiá-lo desde o momento em que põe o pé fora de casa.

Clique para ver em tempo real a esplanada Lazulibar, na Praia da Luz

Não há dados oficiais sobre o número de câmaras a funcionar legalmente em Portugal para fins de videovigilância, mas o crescimento dos pedidos de autorização nos últimos anos é esclarecedor: há cada vez mais câmaras a controlar-nos os passos.



Filipe Santos Costa, in Expresso

O que eles dizem (17)

"Luís Filipe Menezes é lélé da cuca"
Fernanda Câncio, jornalista

"Portugal perde poder, mas quase não se dá por isso, já que os Josés, Sócrates e Barroso, estão na linha da frente da produção associada aos Jerónimos, à Carris e ao Museu dos Coches"
Ana Sá Lopes, jornalista

"Como já se percebeu pelos primeiros tiros de aviso, o debate para já vai centrar-se na escolha do processo de ratificação, se por referendo se por via parlamentar"
António Vitorino, político

"Portugal caminha a passos largos para uma nova ditadura democrática, comparável ao sistema pollítico existente com Caetano em 1973"
Jaime Ramos, líder da bancada parlamentar do PSD/Madeira

O meu Prisma (1)

"Prisma" foi sempre a designação que escolhi para os editoriais nos jornais que dirigi. Palavras simples para uma compreensão generalizada sobre temas do quotidiano que de alguma forma se mostravam inseridos nos problemas de quem fazia o favor de me ler.
"Prisma" serviu muitas vezes para alertar governantes de que o caminho traçado patenteava injustiça, perversidade, prepotência, leviandade, compadrio, corrupção, demagogia e incompetência. E na maior parte das vezes encontrou alguma repercussão entre os visados. Neste sentido, gostaria de abrir um parêntesis para o ex-governador de Macau, general Rocha Vieira. Cheguei a ser apelidado como seu "inimigo" número um, por tudo o que "Prisma" inseria diariamente na minha função de director de um jornal macaense. Contudo, o general Vieira sempre se manifestou receptivo às críticas apontadas e nunca definiu qualquer estratégia para que o meu jornal fosse prejudicado em termos de publicidade institucional. O general Vieira chegou a convidar-me para o seu Gabinete, a fim de trocarmos impressões sobre essas mesmas críticas. Vem este parêntesis a propósito dos governantes que são surdos, cegos e mudos politicamente falando. Que repudiam implacavelmente toda e qualquer crítica. Governantes que incluso preferem a vingança e a destruição do crítico através dos algozes assessores de que dispõem, de forma a que o futuro do crítico seja a banalidade de um fundo de desemprego.
"Prisma" ficou-me no sangue pelo contributo verdadeiramente resolúvel de muitos problemas apontados por todos aqueles que não tinham qualquer possibilidade de voz na matéria, os denominados desprotegidos da sociedade. Procurarei dar continuidade a esse "Prisma" aqui neste modesto vínculo de informação limitado à grandiosidade da blogosfera. Parece um contra-senso sem o ser. Se a blogosfera é grandiosa, este blogue ainda é muito pouco lido. De qualquer das formas, o que vos posso dizer é que os meus projectos na vida iniciaram-se quase todos a partir do zero.
Naturalmente que o "Prisma" de hoje, num jornal dirigido por mim, seria dedicado à incompreensão total de se assinar um Tratado de Lisboa, com vista ao futuro de um ou mais povos, sem que esses povos se tenham apercebido do mal que lhes fizeram nas suas costas.