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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Blogando com prazer (39)

Afinal vai mais um poema


Sou um bocado conservador, prefiro o prazer à dor.
Aliás, um murro na cabeça provoca-me incerteza.
Talvez não seja um liberal porque aceito isso mal.
Concedo. Mas que querem? Não gosto de sentir medo.

«Não há insegurança» dizem com candura de criança
bloggers respeitáveis em espaços inquestionáveis.
Bom, então está certo. Sou eu que não acerto.
Tenho o QI limitado face ao crime organizado.

Devia desconfiar dos polícias e acreditar nas notícias:
«Há menos crimes agora e processos na Boa Hora».
As estatísticas (acredito) medem mesmo cada grito
com a precisão matemática da porrada mais fanática.

Talvez viver sossegado num condomínio fechado.
Encerrar as crianças num parque com seguranças.
Não passear de madrugada a pé por qualquer estrada
e só caminhar na praia enquanto o Sol não caia.

Estou certo que, então, serei de igual opinião:
O mundo não está perigoso e é um assunto escabroso
que na verdade nada interessa. Pois é. Homessa!

(A realidade não se engana. Os gajos é que não vão de cana).

João Villalobos, in Corta-Fitas (Recomendo)

Começou a revolução


No mundo das motos começou a revolução. Os americanos são os autores dessa revolução. A VECTRIX é a nova moto amiga do ambiente porque é eléctrica e silenciosa. É andar, parar, carregar e andar. Com uma velocidade máxima de 100 km/hora (tmbém não é preciso mais) a VECTRIX vai dos 0 aos 100 em 7 segundos. Em duas horas carrega a bateria. Em movimento sempre que trava está a carregar a bateria. Não gasta óleo, tem uma garantia de dois anos e custa cerca de 7.500 euros. Pesa 210 Kg e tem uma jante 14 à frente e 13 atrás. Tem uma vida estimada de 10 anos ou 100 mil quilómetros.
Se estiver interessado em adquirir uma VECTRIX diga de sua justiça porque o representante oficial em Portugal é meu amigo. O meu e-mail já está disponibilizado na barra lateral.

Por mares nunca dantes blogados (17)


Se não fosse o citador o que seria de mim

"Certamente, é mais razoável sacrificar a vida às mulheres que aos selos, às velhas tabaqueiras, até aos quadros e às estátuas. Apenas o exemplo das outras colecções deveria advertir-nos que mudássemos, que não tivéssemos uma só mulher, mas inúmeras."

Marcel Proust, O Caminho de Guermantes


Marco, in Bitaites (Recomendo)

Melhores blogues 2007

Eis os melhores blogues de 2007

Para mim:
1º Pau Para Toda a Obra
2º Corta-Fitas
3º Nos Cromos do Cosnos
4º Palavrossavrvs Rex
5º Omissão Impossível
6º Bairro do Oriente
7º Zero de Conduta
8º Aliciante
9º Bitaites
10º Incontinentes Verbais
11º 31 da Armada
12º Bola na Área
13º O Insurgente
14º Do Portugal Profundo
15º Blogue do Sol

Para os outros:
Bitaites
Há Vida em Markl
31 da Armada
Obvious
Peopleware
Os Dias Úteis
Blasfémias
Bola na Área
Reflexões de um cão com pulgas
10ºArrastão
11ºO Insurgente
12ºO Corta Fitas
13ºA Causa foi modificada
14ºDo Portugal Profundo
15ºPonto Media
16ºZero de conduta
17ºArcebispo de Cantuária
18ºAbrupto

Somos uns tótós


Há uma modalidade desportiva que se fizesse parte dos Jogos Olímpicos, Portugal receberia a medalha de ouro: a baixar as calças. Somos mesmo uns tótós. A quando da visita do presidente líbio, o estravagante Kadhafi, este exigiu mundos e fundos. Baixámos as calças. Quis armar a tenda. Baixámos as calças. Quis ficar a dormir no quarto de Paulo Portas (salvo seja) no Forte de S. Julião da Barra. Baixámos as calças. Quis as suas 30 virgens na segurança. Baixámos as calças. Quis nas ruas de Lisboa o seu Mercedes 600 blindado. Baixámos as calças.
Hoje leio no El País que o mesmo Kadhafi, em Madrid e Sevilha, qual dormida em Forte, qual carapuça. Num hotel e já vai com sorte...

SMS DN (10)

"Em várias cidades, as iluminações de Natal são lindas! São tão ricas que podem tê-las e a capital é tão pobre para ter iluminações tão miseráveis. A Av. da Liberdade até mete dó!"

Maria Martins, Lisboa

O meu Prisma (4)

Portugueses de primeira e portugueses de segunda

Ao longo de décadas os portugueses emigraram para os mais recônditos lugares deste planeta. Ná quem diga que há portugueses em todo o mundo. Eu pela minha parte conheci muitos nos países da Europa, nos Estados Unidos, Canadá, Índia, Turquia, Paquistão, Irão, Iraque, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Malaca, China, Japão, Austrália, Timor-Leste e Vanuatu. Há sempre um português que aparece e que nos diz: "Então, vocemecê é da onde?". Milhões de portugueses que obrigaram os governos de Portugal a mudar radicalmente o modo de observar essa diáspora. Os emigrantes enviaram sempre toneladas de divisas que indirectamente ajudaram ao enriquecimento social do nosso País. A naturalidade desta situação habituou a sociedade a olhar para os emigrantes como compatriotas que regressavam à terra (nem todos) para construir a sua casa, iniciar um negócio familiar ou desfrutar de uma reforma saudável. Mas o contrário também aconteceu - e acontece - por diversas vezes. Cada vez mais assistimos ao regresso de portugueses que dispenderam uma vida no estrangeiro e que, pelas mais deversas vicissitudes da vida, regressam com uma mão à frente e outra atrás. Chegados ao seu País depara-se-lhes uma situação execrável. Não têm qualquer apoio social, não têm direito a casa contrariando o estipulado na Constituição, não têm direito a reforma porque não realizaram descontos em Portugal e não têm direito a um subsídio de desemprego, ou seja, não têm direito a nada. Aliás, têm. Têm umas singelas esmolas de amigos ou familiares. E muito mais chocada fica essa gente quando toma conhecimento que o Partido político no poder, com maioria absoluta no Parlamento, se prepara para aprovar uma lei que generaliza o subsídio de desemprego a todos os funcionários públicos. Mas afinal, os funcionários públicos são portugueses de primeira e os restantes de segunda classe? Lamentável atitude dos socialistas, no mínimo. A que propósito se concede o subsídio de desemprego a uns e não a outros? Não são todos portugueses? Bem me parecia que os deputados ditos eleitos pelo povo nunca viram, nem por perto, esse mesmo povo...

A RTP tem o que merece

A RTP é uma empresa destinada a desaparecer se os contribuintes que a sustentam tomassem uma decisão clara de que não estavam interessados em subsidiar algo que nada de interessante dá em troca. A RTP está a pagar, e cada vez será pior, a sua opção de estação televisiva oficial que apenas obedece à voz do "dono". A RTP fez uma opção: nada de programas ou telejornais que minimamente possam beliscar as políticas socráticas. Muito bem. E a partir dessa permissa influenciadora e controladora por parte das garras governamentais temos vindo a assistir ao desmemberamento de uma pilha de usos e costumes mais ou menos independentes. A partir de 2005 ficou claro aos olhos do espectador que a RTP passava a servir o "dono" e que todos aqueles que na estação colaborassem com ideias "subversivas" deveriam começar a olhar para a porta da rua. O descontentamento no interior da empresa tem vindo a aumentar de ano para ano e chegados a 2007 assistimos à debandada geral possível. O director de programas com boas provas dadas, Nuno Santos, já mandou a oficialidade às urtigas e levou com ele técnicos de grande competência para a SIC, como por exemplo, o arquitecto João Nuno Nogueira, um dos melhores em produção de programas televisivos. Recordo-vos apenas que este profissional foi o responsável durante vários anos pela organização do concurso Miss Macau, produções de grandiosidade ímpar, que nunca a RTP realizou no seu historial. Com Nuno Santos poderá acontecer o esvaziamento total dos grandes valores da RTP. Atrás dele poderá ir José Rodrigues dos Santos, Judite de Sousa, Catarina Furtado, José Carlos Malato, Contra-Informação e os Gato Fedorento. Em suma, poderemos assistir na RTP a uma nova etapa na qual o Telejornal passará a ser uma passerelle de ministros e secretários de Estado e os programas, algo de promocional às entregas de computadores e telemóveis por parte dos governantes. E para isto, mais vale fecharem a porta ou privatizarem o que há muitos anos não deveria ser um canal oficioso ao serviço daqueles que gostam de aparecer no ecrã a pavonearem-se que têm muito poder...

Quem manda no reino da investigação?

Esta rapaziada do tacho governamental agarra-se de tal forma à função que não há pouca vergonha alguma que os faça conscientemente tomar uma posição exemplar por decente. Se eu fosse ministro da Justiça era hoje mesmo que apresentava a minha demissão. Mas este senhor Alberto Costa, que eu conheço bem de outras "justiças" bem tristes por terras de Macau, admite tudo e observa o que se passa com toda a normalidade. Aconteceu que o PGR, Pinto Monteiro, decidiu em boa hora formar uma equipa especial para a investigação e combate ao banditismo mafioso que se vive na actividade nocturna de Lisboa e Porto. Logo de seguida, os senhores do MP do Porto acharam-se muito ofendidos com a nomeação de uma magistrada de Lisboa para chefiar a equipa e tendo ou não qualquer ligação ao descontentamento dos portuenses, a verdade é que num ápice (porquê só agora?) a PJ realizou uma acção mediática (com televisão, claro) para mostrar serviço e fundamentalmente dando a entender que nós é que mandamos nestas coisas da investigação e detenção da malandragem, sem necessitarmos para nada das equipas nomeadas pelo PGR.
E a tudo isto assiste incólume o ministro Costa que ainda por cima aos microfones da rádio oficial diz que está tudo bem no reino da discórdia da investigação policial. Caricata também foi aexplicação dada por tudo o que aconteceu pelo director da PJ. Alípio Ribeiro apressou-se a dizer que a operação já estava planeada há uma semana...