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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O que nos divide


Imaginemos que toda a gente tinha a mesma política, religião, etc. Nem por isso se viveria mais em paz. Porque logo se descobririam diferenças naquilo que a todos unia. E paralelamente surgiriam as discordâncias, invejas e ódios subsequentes. Porque não é a ideologia que no fim de contas divide. A ideologia é apenas um bom pretexto. O que nos divide é a importância da nossa pessoa e o grupo extensivo a que nos recolhemos. O que nos divide é a individualidade que não tem misturas ou só as tem com quem prolongar a pessoa que somos.

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente IV'

A partir de agora atenção redobrada


Amigos que estás a ler-me e que conduzes automóvel ou moto peço-te que redobres a atenção e os cuidados na estrada. Se conduzes e amas os teus não bebas. O álcool é o maior veneno para te retirar qualidades na condução e fazer-te perder os reflexos. Faz um esforço e comemora a tradição com uma coca-cola ou um sumo, mas não vás naquela conversa "Ah, é só um copinho, não és homem não és nada"! Essa é a conversa daqueles que são absolutamente inconscientes e não têm amor a nada nem a ninguém.
Na estrada muito antes de ultrapassares faz o pisca. Na auto-estrada olha para o retrovisor sempre antes de mudares de faixa de rodagem e não esqueças de fazer pisca. Guarda uma distância razoável do carro da frente. Nas estradas do interior não conduzas à base do travão. O gelo é o maior inimigo e por isso conduz só com a caixa, em terceira e segunda velocidades. Se fores à serra da Estrela tem cuidado com o ar dos pneus. Não coloques mais de 29 de pressão de ar. Se acabaste agora de trabalhar e vais arrancar do Porto ou de Lisboa para o Algarve não jantes. Leva umas sandes e vai comendo pelo caminho. Lembra-te que acordaste cedo, fartaste-te de trabalhar, ainda vais carregar o carro e o mais certo é que te dê o sono. Conduz a ouvir uma estação de rádio onde os locutores falem muito. Não conduzas com as luzes no máximo para não perturbar os outros e verifica se tens água para os limpa-brisas. Não te esqueças de parar de duas em suas horas. Se cumprires as regras do trânsito e não ultrapassares os 130 kms/hora tens 90% de probabilidades de voltar a casa são e salvo. Boa viagem!

Boas festas...

Foto Ricardo Silva

Para aqueles que só agora chegaram ao PPTAO desejo um Natal Feliz e Próspero Ano Novo

CHINESE-CANTONESE: Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun.
CHINESE-MANDARIN: Kung Ho Hsin Hsi. Ching Chi Shen Tan.
CZECH: Prejeme Vam Vesele Vanoce a stastny Novy Rok.
DUTCH: Zalig Kerstfeest en een Gelukkig Nieukjaar.
ESTONIAN: Roomsaid Joulu Phui ja Uut Aastat.
FINNISH: Hyvaa joula. Onnellista Uutta Voutta.
FRENCH: Joyeux Noel et heureuse Anne.
GAELIC-SCOT: Nollaig Chridheil agus Bliadhna Mhath Ur.
GERMAN: Frohliche Weihnachten und ein Glueckliches
Neues Jahr.
GREEK: Kala Khristougena kai Eftikhes to Neon Ethos.
HAWAIIAN: Mele Kalikimake me ka Hauloi Makahiki hou.
HEBREW: Mo'adim Lesimkha.
HUNGARIAN: Boldog Karacsonyl es Ujevl Unnepeket.
ICELANDIC: Gledlig jol og Nyar.
INDONESIAN: Selamah Tahun Baru.
IROQUOIS: Ojenyunyat Sungwiyadeson honungradon nagwutut.
Ojenyunyat osrasay.
ITALIAN: Buon Natalie e felice Capo d'Anno.
JAPANESE: Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto.
KOREAN: Sung Tan Chuk Ha.
LATVIAN: Priecigus Ziemas Svetkus un Laimigu Jauno Gadu.
LITHUANIAN: linksmu sventu Kaledu ir Laimingu Nauju Metu.
MANX: Ollick Ghennal Erriu as Blein Feer Die. Seihil as
Slaynt Da'n Slane Loght Thie.
NORSE-DANISH: Gledlig jul og godt Nytt Aar.
POLISH: Wesolych Swiat Bozego Narodzenia i szczesliwego
Nowego Roku.
RAPA-NUI (Easter Island): Mata-Ki-Te-Rangi.
Te-Pito-O-Te-Henua.
ROMANIAN: Sarbatori Fericite. La Multi Ani.
RUSSIAN: Pozdrevly ayu sprazdnikom Rozhdestva Khristova is
Novim Godom.
UKRANIAN: Veselykh Svyat i scaslivoho Novoho Roku.
SAMOAN: La Maunia Le Kilisimasi Ma Le Tausaga Fou.
SLOVAK: Vesele Vianoce. A stastlivy Novy Rok.
SERB-CROATIAN: Sretam Bozic. Vesela Nova Godina.
SINGHALESE (Ceylon/Sri Lanka): Subha nath thala Vewa.
SubhaAluth Awrudhak Vewa.
SLOVENE: Vesele Bozicne. Screcno Novo Leto.
SPANISH: Feliz Navidad y prospero Ano Nuevo.
SWEDISH: Glad jul och ett gott Nytt ar.
TAGALOG (Filipino): Maligayamg Pasko. Masaganang Bagong Taon.
TURKISH: Yeni Yilnizi Kutar, saadetler dilerim.

Morte em Darwin com beneplácito de juiz

Um responsável pelo Royal Darwin Hospital, na Austrália, onde o português Paulo Melo morreu na quinta-feira, lamentou a sua morte, mas reiterou toda a confiança na equipa médica que o assistiu.
"Estamos todos muito tristes pela morte de Paulo Melo", afirmou Len Notaras numa nota enviada por e-mail à Agência Lusa. No mesmo mail, o responsável disse que mantém "toda a confiança no pessoal da Unidade de Cuidados Intensivos e no seu profissionalismo".
"Não creio que seja apropriado para o Royal Darwin Hospital fazer mais comentários", acrescentou.
Paulo Melo, de 29 anos, que estava na Austrália para passar o Natal e o Ano Novo com os pais, morreu na quinta-feira de manhã depois de ter sofrido um grave acidente de viação que lhe provocou sérias lesões no cérebro e na coluna.
Os seus pais acusam agora a médica que o acompanhou de o ter morto e já disseram que a vão processar.
Depois do acidente que sofreu no passado dia 5 de Dezembro, Paulo Melo entrou em estado de coma e teve de ser ligado a máquinas de suporte de vida.
Os médicos aconselharam então os pais a permitir que as máquinas fossem desligadas, uma vez que, mesmo que o português recuperasse, nunca iria ter qualidade de vida.
"Disseram que ele ficaria como um vegetal se sobrevivesse, mas nós não queríamos que desligassem as máquinas. Ao menos que nos deixassem passar o Natal e o Ano Novo", desabafou à Lusa Fernando Melo, pai da vítima.
Face a esta posição da família, o caso seguiu para tribunal, tendo o juiz determinado que as máquinas fossem desligadas, o que foi cumprido na tarde de quarta-feira.
"(Mesmo sem máquinas) Ele continuou a respirar até hoje de manhã (quinta-feira), quando a médica-chefe lhe ministrou um líquido no soro. Pouco tempo depois, ele morria. Ela matou-o", garantiu o pai.
Fernando Melo indicou ainda que, segundo lhe disseram no hospital, o líquido ministrado era morfina.
O pai de Paulo Melo disse que vai processar a médica e que gostaria de fazer uma autópsia independente porque, no hospital, "eles não vão dizer o que aconteceu".
Garante também que o filho, apesar de estar em coma, chegou a abrir os olhos e a reagir a alguns pedidos do pai.
"Disse-lhe para ele olhar para a mãe, que estava do outro lado da cama e ele olhou. Tenho fotografias a comprovar que ele abriu os olhos, que já passaram na televisão australiana", garantiu.
Em declarações à Lusa, uma amiga da família disse que Paulo Melo, depois de desligado das máquinas, "estava a respirar muito bem, o que deixou todos muito optimistas".
"Eu estava no quarto com a mãe dele. A médica deu-lhe qualquer coisa no soro e matou-o em meia hora. A pulsação subiu para os 113 e depois começou a descer até ao zero", afirmou.
"Isto foi eutanásia e isso não é permitido na Austrália", disse a amiga da família, acrescentando que a ordem do tribunal referia-se apenas à questão das máquinas de suporte de vida, mais nada.

UMA VERGONHA PARA TODA A AUSTRÁLIA

Na garganta

O ministro da Saúde foi ao Norte e ouviu das boas com o povo a protestar com o tempo de espera nas consultas. Alguns populares referiram a Correia de Campos que iam para a "seca" às quatro horas da madrugada. Aí o ministro respondeu:
"Esse é um problema que me está atravessado na garganta"!...

Blogando com prazer (43)

Portugal no seu melhor

A Direcção Geral de Veterinária sabia, há sete anos, que a suinicultura em Alcácer do Sal estava a funcionar ilegalmente. Quando questionada sobre o porquê do tardio encerramento da exploração: “Nunca foi mandada fechar porque, oficialmente, nunca abriu.” É uma metáfora certeira sobre a forma como vai funcionando o país. Se tiver um negócio e não quiser ser importunado pelas autoridades permaneça na ilegalidade.

Pedro Sales, in Zero de Conduta, (Recomendo)

Vereadores devolvem presentes da EMEL...

...Era o título de uma local na edição de hoje do DN. E sublinhava que os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa tinham devolvido duas caixas com vinhos e patés que a empresa da Câmara Municipal lhes tinha enviado.
Fiquei surpreendido com o puritanismo. Sempre tive Helena Roseta em conta de uma política inteligente e não me lembro de a ver alguma vez cair em jogadas ridículas. Uma empresa dos munícipes como a EMEL envia, ou troca, umas lembranças com os seus representantes na vereação. Nada de especial. É Natal, trocam-se lembranças. Mas que raio de demagogia é esta de trazer para a praça pública, um assunto de ordem interna municipal, uma simples dádiva de uma lembrança natalícia e certamente de valor menor ao permitido por lei?
E a minha surpresa ainda foi maior e agravada por Helena Roseta e seus pares justificarem a recusa da lembrança com o facto de "a EMEL se encontrar em situação financeira difícil e não dever andar a gastar dinheiro em lembranças". Obviamente, que têm de me permitir que pergunte se, no caso de se tratar de uma empresa rica e de excelente situação financeira, se os senhores vereadores já não se importavam de receber as prendas?...

O meu Prisma (8)

Dois meses

Os funcionários da Administração Pública, particularmente os aposentados, andam e andaram anos e anos a descontar para a ADSE a fim de poderem ter uma assistência na doença decente. E não venham os demagogos do costume dizer que a ADSE devia acabar porque nos outros países da Europa os funcionários públicos têm o dobro das regalias e este Governo só tem sabido aumentar aos desgraçados dos aposentados o desconto mensal para o suporte da ADSE, como se fosse essa a solução justa. O funcionário público representa o Estado enquanto órgão de bem, representa a responsabilidade oficial perante os cidadãos, representa uma máquina administrativa que tem por obrigação ser eficiente. Pronto, isto ia tão bem para a rapaziada da Função Pública e estraguei tudo ao falar em eficiência. Em Outubro passado um funcionário aposentado dirigiu-se aos balcões da ADSE para renovar o seu cartão de utente. Um simples papel. Nem sequer se trata de um cartão da Cortefiel ou da Bertrand, daqueles com banda magnética e que nos são entregues na hora. Um simples cartão de papel tão rasca que as pessoas têm de o plastificar para que não se desfaça ao fim de dois meses. Eu disse dois meses? Pois fiquem sabendo que a eficiência entre as centenas de funcionários na ADSE é tão grande ou tão miserável, que passados dois meses, os "eficientes" funcionários da ADSE ainda não tiveram tempo de emitir e enviar o dito cartão, privando, assim, o utente de assistência médica. Dois meses... está certo: um mês para procurar o papel, outro mês para o preencher...

Ah leão!

O candidato a bastonário da Ordem dos Médicos e o mais votado na primeira volta das eleições, Miguel Leão, acaba de me desiludir. Entrou no café e está a fumar. Doutor, cuidado... olhe pela sua saúde...

Um bom artigo


25 euros

Leio o que vai saindo em jornais e revistas e blogues sobre o novo valor do salário mínimo para 2008 e fico sem perceber nada. Na Sábado, Sérgio Figueiredo, jornalista da área de economia que actualmente é administrador da Fundação EDP, assevera que o salário mínimo dos portugueses tem, nos últimos anos, "ganho", apesar de poucochinho, à inflação. O PCP faz uma nota sobre o assunto cantando vitória ("O anúncio feito da fixação do valor do Salário Mínimo Nacional para 426 euros mensais em 2008 constitui uma derrota da estratégia das associações patronais [e] só foi possível com a forte e persistente luta dos trabalhadores dinamizada pela CGTP-IN, que derrotou a estratégia de degradação do poder de compra e o ataque ao SMN") e conseguindo usar a tão saudosa palavra "mordomia" - infelizmente, apesar de procurar com gula, não encontrei "o grande capital" nem "os grandes latifundiários".

Numa busca na Net, encontro o artigo de opinião de há um ano do presidente da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), Armindo Monteiro, no qual este alega que só 5,5% dos trabalhadores ganham o dito, enquanto 28% dos desempregados são candidatos a ocupações susceptíveis de serem remuneradas com o SMN. E pergunta: "Estes candidatos a um emprego teriam mais probabilidade de o encontrar se a remuneração mínima não fosse tão elevada? A sua dignidade humana estará melhor protegida pela fixação de uma remuneração mínima ou pela inexistência de qualquer remuneração?"

Esta pergunta, que o perguntador reputa de "legítima" (e que legítima é sem dúvida), não pode deixar de convocar a fábula do empresário italiano Enzo Rossi, que resolveu tentar viver com o salário que pagava aos trabalhadores: 1000 euros. Percebeu que não conseguia e aumentou o pessoal. Armindo Monteiro, parece, faz as contas contrárias, alegando que há muitos trabalhadores cuja qualificação "não merece" um salário de 400 e poucos euros e que portanto deveriam receber menos por uma questão de justiça - para eles e para quem os contrata.

Olho para isto tudo e relembro: estamos a falar de 25 euros. O preço de uma refeição num restaurante médio. O preço de cinco bilhetes de cinema (nem chega). O preço de um DVD. O preço de uma camisa na Zara. Estamos a falar de miséria: a miséria de um país onde há mesmo gente a viver com 400 e tal euros por mês, gente que se mata a trabalhar por 400 e poucos euros por mês, e onde há quem discuta se isso não será mesmo assim de mais, sem se lembrar de discutir que raio de empresários quereriam pagar ainda menos que isso por um mês de trabalho e que raio de empresas merecem sobreviver se nem isso aguentam pagar aos seus empregados. E que raio de país é este no qual um aumento de 83 cêntimos por dia é uma grande vitória da classe operária e de todo o povo em geral.

Fernanda Câncio, in DN

Ana Paula arbitra deputados


Ana Paula Oliveira não tem tido vida fácil na arbitragem desde que posou nua para a Playboy. Desde então que não é chamada para arbitrar jogos oficiais e vai deixar os quadros da FIFA no próximo ano por ter faltado a uns testes médicos. Ainda assim conseguiu arbitrar um encontro diferente, ou seja, um jogo de futebol entre deputados federais da Associação da Câmara dos Deputados do Brasil, que se realizou em Brasília. A discriminação contra Ana Paula, diz-se no Brasil, deve-se ao facto da árbitra brasileira não se despir para os dirigentes da arbitragem...