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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Passagem de ano com chuva nos Açores

Se a Meteorologia acertar desta vez teremos uma passagem de ano nos Açores bem molhada. As previsões apontam para condições meteorológicas favoráveis na noite de 31 de Dezembro, pelo menos em Portugal Continental e na Madeira. O céu apresentar-se-á geralmente pouco nublado ou limpo, e o vento soprará fraco. A mesma sorte não terá quem for passar o reveillon no arquipélago dos Açores, onde o último dia de 2007 será caracterizado por períodos de céu muito nublado e chuva, que pode cair sob a forma de aguaceiros.
No dia 31, nas ilhas do grupo central (Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa), haverá períodos de chuva fraca, prevendo-se vento sueste fraco passando a muito fresco e forte, com rajadas que podem atingir os 75km por hora.
No grupo oriental (São Miguel e Santa Maria), os períodos de céu muito nublado serão acompanhados por aguaceiros fracos. O vento, inicialmente moderado, tornar-se-á fresco e forte, com rajadas de até 55km/h.
No grupo ocidental (Flores e Corvo), o céu apresentar-se-á geralmente muito nublado, com ocorrência de chuva a partir da noite de segunda-feira. dia 31.

Por mares nunca dantes blogados (19)

Boas notícias
é
quando Sócrates quiser

Sim, se o Natal é quando um homem quiser então também há boas notícias quando José Sócrates quiser, como se viu na sua natalícia comunicação ao país a respeito de diversos temas e designadamente sobre o desemprego. Com efeito, afirmou o primeiro-ministro que «a nossa economia já está criar mais empregos do que aqueles que se perdem» e que «nestes dois últimos dois anos e meio, a economia criou, em termos líquidos, 106 000 empregos». Convém perceber nesta altura que não há nenhuma margem para equívocos: com efeito, o primeiro-ministro falava em português corrente e não em inglês técnico (o que poderia explicar algumas dificuldades de expressão) e, deste modo, o que é irrefutável é que o que ele disse não tem nada a ver sequer com os números oficiais sobre o desemprego ( e já não falamos do desemprego real, matéria sobre a qual importa revisitar aqui o respectivo estudo de Eugénio Rosa). Também se pode pôr a hipótese provável de José Sócrates não saber o que significa a expressão «em termos líquidos». É que se ela significasse o que Sócrates julgará significar, então seria caso para proclamar (absurdamente) que já só lhe faltaria a criação de mais 44 000 postos de trabalho para dar como integralmente cumprida a sua nunca esquecida promessa eleitoral de 150 000 novos empregos (conforme cartaz abaixo).

NOVIDADE: O Ninho da Prostituta (1)


Foto X.Maya

Hoje dou início a uma nova rubrica aqui no PPTAO. Chamei-lhe "O Ninho da Prostituta". Aconteceu que há dias num café-restaurante da cidade de Lisboa uma rapariga perguntou-me se tinha um isqueiro para acender o cigarro. Respondi-lhe que não fumava, mas que teria o prazer de lhe oferecer um, já que havia uma tabacaria mesmo ao lado do café e onde se vendiam isqueiros. Agradeceu e decidiu ela ir comprar. Quando regressou perguntou-me se se podia sentar na minha mesa. Afirmativo, respondi. A moça estava interessada em saber a razão da minha oferta. E eu antecipei-me e indaguei da razão por que me pediu a mim lume para o vício se normalmente os empregados de café têm isqueiro ou podem trazer fósforos da copa. Ela, aparentando uns 28 a 30 anos, bonita, perfumada, corpo elegante e bem vestida, atirou-me logo com "já vi que você é um homem inteligente!". Garanto-vos que pensei de imediato que iria ser cravado. Que se tratava de mais uma fulana daquelas que frequentam o casino e que não se enxergam nada em pedir umas massas para fazer frente às dívidas contraídas. Pensei assim, porque nas proximidades do café está situado um casino. Enganei-me redondamente. As conversas são realmente como as cerejas e chegámos a um ponto em que fiquei a saber que a sua vida é simples, partindo do princípio que a profissão em causa da minha interlocutora tenha alguma coisa de simples. Direi que é simples porque ela passa o dia a abrir a porta. A porta do seu apartamento. Para se prostituir. Chamemos-lhe Lena.
A Lena abriu-me o livro da sua opção e eu explanei alguns episódios da minha vida relacionados com o sexo oposto. A confiança passou a ser mútua, dizendo-me que tinha gostado muito de falar comigo porque na sua condição de prostituta não tem conversas sérias com os homens que vai conhecendo. Mas sempre me adiantou que me pedira lume para apalpar o terreno junto de um homem que lhe parecera carinhoso e atencioso. Agradeci os piropos. A dada altura, depois de ver o meu cartão de jornalista, a Lena desabafou sobre a quantidade diversificada de capítulos que poderiam inserir um livro sobre a sua vida de prostituta. Fiz-lhe ver que já estão nas livrarias muitas obras sobre esse assunto. E disse-lhe mais. Que a profissão mais velha do mundo só existe porque há sempre mulheres que optam pela venda do seu corpo pelas mais díspares e controversas justificações. Uma coisa era certa. Eu tinha ficado a perceber que Lena queria testemunhar de alguma forma aquilo que lhe acontece no dia-a-dia. Nesse sentido, fiz-lhe uma proposta. Que no seu dia de folga me ditasse o que fosse de seu interesse, porque os leitores do meu blogue talvez tivessem gosto em saber algo desse bastidor tão misterioso quanto verdadeiro. Aceitou o desafio. Hoje já ouvi os primeiros episódios, os quais passarão a fazer parte desta futura rubrica "O Ninho da Prostituta". Fiquem atentos.

Cuida-te, Sarko!


Mau, mau. Cecília Sarkozy está a preparar um livro. Está no segredo dos deuses. A data de publicação será anunciada no início de Janeiro. Segundo algumas fontes da imprensa francesa, o livro da ex-mulher do presidente Nicolas Sarkozy irá abordar as razões do divórcio. Cuida-te, Sarko!

Parabéns


Os nossos parabéns a Jorge Nuno Pinto da Costa pelo seu 70º aniversário que celebra hoje. Não sou portista mas tenho muito respeito e consideração pela obra que este homem conseguiu para o seu FC Porto. Goste-se ou não deste homem, a verdade é que se todos os clubes de futebol fossem dirigidos por homens como Pinto da Costa não estariam falidos...

Júdice em outro planeta

José Miguel Júdice fez publicar hoje no Público um extenso artigo sobro o problema no BCP e salientando, imaginem, que "o capitalismo sem ética é apenas um caminho para o desastre".
Mas onde Júdice mais surpreende é quando afirma que "o problema reside numa sociedade civil que não censura, e muitas vezes até aplaude, o sucesso que seja feito sem respeito pelas regras"...
Este homem vive em que planeta? Será que nunca percorreu a blogosfera? Tantos e tantos blogues que censuram e que não aplaudem o "sucesso que seja feito sem respeito pelas regras", como por exemplo, no Governo, que o senhor Júdice tanto defende. Ou os autores dos blogues críticos não são "sociedade civil"?...

Cada madeirense já deve 12 mil euros

Tolentino de Nóbrega escreve hoje no Público uma verdade triste para todos os madeirenses. Acontece que o "paraíso do bailinho" está cada vez mais endividado. Esvreve o articulista que a dívida global, directa e indirectamente, da Madeira aproxima-se dos 3000 milhões de euros (o dobro do valor do orçamento e mais de metade do PIB da região), dos quais, distribuídos pela população residente, cabem a cada madeirense mais de 12 mil euros.
Com o serviço da dívida a região terá em 2008 uma despesa de 50 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de mais de 44 por cento relativamente ao ano anterior. Mas o pior virá depois deste mandato de Jardim, com a amortização dos empréstimos que têm vindo a ser renegociados em termos de taxas mais favoráveis e prazos mais dilatados.

Blogando com prazer (48)


Vou sentir a falta dela

Benazir Bhutto
"Pinkie"
(1953-2007)
Uma mulher faz sempre falta. Mas há mulheres que fazem ainda mais falta do que outras. Pelo exemplo e pela coragem. Numa sociedade dominada pelo fundamentalismo corrupto, cobarde, machista, maledicente e ignorante, a sua presença era uma benção. Ter-lhe-ia sido infinitamente mais fácil fazer compras no Harrods ou dar conferências numa qualquer universidade do que regressar ao seu país e enfrentar a canalha. Quis voltar e pagou o preço. Os ditadores ignorá-la-ão. A democracia render-lhe-á homenagem. Eu limito-me a curvar-me humildemente perante a sua memória e a agradecer o exemplo que nos deixou.

Sérgio de Almeida Correia, in O Bacteriófago (Recomendo)

O luto de Benazir

Um facto de alto potencial é o que cria ondas sérias na superfície do espaço e do tempo. À imagem dos tremores de terra, cada facto cria determinadas ondas de choque, a vários níveis. Os factos de alto potencial são pontos de concentração de energia cuja implosão traz consequências dramáticas no decorrer dos acontecimentos que se lhe seguem. São eles que marcam, como vulcões, todo o percurso da História. Não são causa, porque manifestações de energias acumuladas, mas modificam drasticamente o sequente explanar da História. Foi o caso do 11 de Setembro.
O assassinato de Benazir Bhutto é um desses factos de alto potencial e fecha este ano de 2007 com triste chave de chumbo. Independentemente da sua real importância em termos eleitorais no país, a filha e herdeira política de Ali Bhutto representava a face de um Paquistão que, aos olhos do Ocidente, já nem sequer é muito nítida e cada vez custa mais acreditar na sua existência. Trata-se de uma elite esclarecida, ainda com alguma filiação colonial – na medida em que é educada em Inglaterra ou segundo o sistema inglês –, portadora de um islamismo moderado e voltado para o futuro, nomeadamente no que concerne a libertação das mulheres, garantia das liberdades fundamentais, dos direitos humanos, etc.. Numa expressão: o “bom Islão”. Esse mesmo que, enquanto deteve o poder, pouco fez pela igualdade e justiça social nos seus países. E que agora parece ter um lugar cada vez mais reduzido no espaço político.
No seu livro sobre o assassinato do jornalista Daniel Pearl (às mãos de um comando dirigido por um paquistanês educado na London School of Economics), Bernard Henry-Levy, que conhece profundamente o Paquistão, por ter sido assessor do governo e dominar o urdu local, dá a ver as lutas internas de poder entre facções do exército e dos serviços secretos, traçando um quadro sombrio da política paquistanesa, sobretudo se considerarmos que se trata do primeiro país a construir o que chamou orgulhosamente “a primeira bomba nuclear islâmica”.
Mais do que qualquer outro país da região, o Paquistão nasceu sob a égide do credo religioso, na sua separação da Índia. A educação religiosa é muito mais importante no país do que era, por exemplo, no Iraque: no Paquistão as madrassas frequentadas e dirigidas por clérigos fundamentalistas são às centenas e, em muitas áreas, o único acesso ao estudo. Por outro lado, o conflito com a Índia a propósito de Caxemira, levou à formação no Paquistão há muito tempo (com participação governamental directa ou não) de guerrilheiros islâmicos, cujo desempenho passava já pelos bombistas suicidas, só para referir uma das armas celebrizadas pela Al-Qaeda. Quer no passado, como no presente, é em território paquistanês que se encontram os maiores centros de formação, recrutamento e treino do terrorismo islâmico, correndo-se o risco de guerra civil a curto prazo. Sobretudo agora, depois de um facto de alto potencial, como a morte de Benazir.
Ainda segundo Henry-Levy, os serviços secretos e as células islâmicas há muito trabalham em conjunto, exactamente por causa de Caxemira, um problema que pouco dizia à comunidade internacional. O alarme é quando o alvo deixa de ser a Índia e Caxemira e se volta para outros lados. Até hoje são desconhecidas as relações entre o exército de Musharraf e os islamitas das fronteiras “inalcançáveis". Sabe-se que os americanos não têm autorização para bombardear e que os paquistaneses não têm meios ou urgência para extirpar o mal pela raiz. Exército e serviços secretos, as suas lutas palacianas e ligações aos extremistas, compõem um novelo de estranhas forças, dificultando qualquer profecia sobre o futuro próximo do país.
Os Estados Unidos têm muito investido em termos de ajuda, sobretudo militar, para verem com bons olhos o seu arsenal ser utilizado contra si próprios ou que o país se transforme num inimigo islamita, como o Irão. Por isso, no limite, poder-se-á ainda contar com uma intervenção do exército, no caso do poder se aproximar das mãos dos islamitas?
Tendo sido tradicionalmente um aliado do Ocidente, quando a Índia alinhava pela URSS, o Paquistão fez germinar no seu seio uma das sociedades mais perigosas do Médio-Oriente, sobretudo pelas desigualdades sociais que foram criadas e mantidas, sobre uma base religiosa, que transformada em lei ou doutrina não é difícil de torcer no sentido da violência. Enquanto os vizires e o exército se digladiavam para repartir os lucros, foi crescendo uma imensa mole de gente pobre e desiludida, fácil de convencer pelos fanáticos e que será cada vez mais difícil de controlar.
Como vai reagir a sociedade paquistanesa à morte de Benazir Bhutto? Que luto vai usar? A revolta, as lágrimas, a consternação, o medo? O modo como esse luto decorrer será determinante para compreender o destino próximo do Paquistão. O medo, ou será contido, ou desempenhará um fulcral papel, como sempre acontece na ascensão dos totalitarismos. Neste caso, teocrático. Que culpados serão trazidos à praça pública? As ondas de choque poderão não se ficar por ali.

Carlos Morais José, in Hoje Macau (Recomendo)

33 SAP já encerrdos - O povo revolta-se


Os Serviços de Atendimento Permanente (SAP) de Alijó, Murça e Vila Pouca de Aguiar, em Viana do Castelo, juntaram-se hoje a uma já longa lista de encerramentos. Desde 2006, foram fechados 33 serviços de atendimento nocturno em centros de saúde, a que vão juntar-se mais dois a 2 de Janeiro. Dados das cinco ARS apontam ainda para, em breve, o fecho de mais 23 destes serviços.
A política de encerramentos, que engloba ainda blocos de partos e urgências hospitalares, tem provocado um intenso descontentamento na população e autarquias. A própria Ordem dos Médicos não vê vantagens na cessação destes serviços, lamentando o facto de as decisões terem sido tomadas com base em critérios unicamente economicistas.

Descobri o carocha



Descobri em Lisboa a paixão do nosso comentador J.C.. O carocha mais lindo da actualidade. O VW com pintura original, capota como nova, uma maravilha. Só falta mesmo enfiá-lo no barco e enviá-lo para os Açores. A minha subscrição para ajudar na compra deste carocha já vai em 1.325 euros... nada mau.

Porque somos miseráveis

Manchete de hoje no Correio da Manhã:

GOVERNO CORTA 330 MILHÕES NA SAÚDE

Quando em qualquer país do mundo a preocupação é melhorar as condições de apoio à Saúde, eis que este miserável Portugal tem um Governo que corta 330 milhões de euros em tanta coisa que nos faz falta para não morrermos amanhã. Este Governo mata-nos ontem...

Jornais pagos a descer


Não é admirar. Os jornais pagos estão a descer nas vendas. As newsmagazines e os jornais gratuitos a subir. Num país onde nada se investe na Cultura, onde não se facilita a ida ao teatro e ao cinema, onde a escolaridade é abandonada ao 9º ano, onde não se lê Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queiroz, para não mencionar outros importantes, onde a televisão apenas oferece telenovelas de cariz piroso e inculto, onde as rádios só passam música pimba e onde os próprios jornalistas não conhecem a língua portuguesa, como é que a leitura de jornais pagos não devia descer. Os jornais gratuitos aumentam de leitura porque são feitos para apressados, analfabetos e preguiçosos. Os jornais pagos nem sequer se deram conta que uma grande parte das pessoas que os poderiam comprar não os pode ler porque o lettring é tão pequeno que não permite a leitura dos mais idosos.
O Correio da Manhã, o mais vendido, a descer. O Jornal de Notícias, o segundo que mais se vende, a descer. O Público, terceiro nas vendas, a descer.
Tenho pena, muita pena, que destes três diários não se conseguisse fundar um único grande jornal. O egoísmo dos homens, infelizmente, não o permite. Talvez um dia fechem todos as portas e depois não digam que ninguém os avisou...

Pulido Valente no seu melhor

Vasco Pulido Valente aprecia hoje os políticos que no seu entender merecem destaque. Na última página do Público, Pulido Valente titula a sua apreciação de "Homens do ano, e de anteontem". E começa por José Sócrates dizendo assim:

José Sócrates - Nunca ninguém como ele acumulou, em democracia, tanto poder: no partido, no Estado, no país. No partido, tirando a figura monumental de Manuel Alegre, a vida inteligente, na prática, acabou. No Estado e no Governo, só existem instrumentos do primeiro-ministro, que o primeiro-ministro usa, mas que por si próprios não pesam. Talvez por isso Sócrates transborda de uma vaidade quase embaraçante. A favor dele tem o défice (3 por cento), uma coisa fácil de conseguir pela força, e um pequeno crescimento do PIB (1,8 por cento do PIB), provavelmente efémero. Os portugueses, por enquanto, e à falta de melhor, lá o vão engolindo. De qualquer maneira, não há dúvida que dominou o ano político.
Luís Marques Mendes - Perdeu o partido, por causa de uma intriga menor, quando começava a adquirir alguma autoridade e alguma direcção. Já hoje muita gente o lamenta.
Luís Filipe Menezes - É raro assistir a uma queda tão rápida como a de Luís Filipe Menezes. Num dia o salvador das "martirizadas" bases do PSD, no outro uma desilusão. Desorientado, aflito, extravagante, avança, recua, guina para a esquerda ou para a direita, ou simplesmente para uma ideia de momento, absurda e supérflua. O país não o ouve e, não o ouvindo, não espera nada dele. Isto para não falar da ressurreição de Santana Lopes, que mete medo ao português mais morno.
Paulo Portas - A esquerda e uma certa direita não perdem uma oportunidade de, literalmente, o "desumanizar". A quem lê o que se escreve sobre ele, parece que Portas juntou nele toda a perversidade indígena. Não lhe reconheceram a autoria do novo modelo do debate com o primeiro-ministro. Não lhe reconhecem uma real autoridade na Assembleia da República. E levaram tempo a perceber a eficácia da "campanha" contra a "ditadura fiscal" de Sócrates.
Francisco Louça - Sem ideologia, sem doutrina, sem causas (mesmo do género "fracturante"), sem sequer um "famoso" simpático (e, de preferência, esperto) na televisão, o Bloco desapareceu. Para um terço do que faz, basta o PC. Para o resto, basta o PS.
Jerónimo de Sousa - O PC continua, como sempre, a ser o PC. Jerónimo também.
António Costa - Correu um grande risco, mas saiu limpamente da alçada de Sócrates. A Câmara de Lisboa é um bom lugar para um exílio provisório.