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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O Ninho da Prostituta (2)

Após o telefonema exploratório Lena acertou com o seu cliente a hora a que o recebia e o quantitativo a ser pago pelo momento de sexo. O cliente bateu à porta e Lena abriu.
- Olá!
- Boa tarde. Eu sou o Carlos que lhe telefonou há vinte minutos.
- OK, Carlos. Pode passar ali para o quarto...
- Você é muito bonita...
- Gosta? Pela voz ao telefone pensei que fosse mais velho.
- Quantos anos me dá?
- Talvez uns quarenta e picos...
- Não. Tenho 38.
- Não andei muito longe... bem, antes de se lavar gostaria que me pagasse o que acordámos.
- Ah... sim, sim... a Lena tem um corpo adorável...
- Obrigado. Eu sei que tenho... então, não se despe?
- A Lena sabe... eu queria dizer-lhe que adorava fazer sexo consigo... já estou excitado...
- Queria? Já não quer?
- É que eu vim cá para lhe pedir um grande favor. Tenho a vida toda encalacrada e gostaria que me pudesse emprestar 100 euros...

Diga lá trezentos e trinta e três (28)

- Ó Quicas, sabes que vou ficar rico?
- Rico?
- Sim, pá! Vou vender a minha editora "LL", a "Livros Lobo"...
- Tá calado! A "LL" edita um livro por ano, não vale nada!
- Tás enganado. Chama-se Lobo e o Lobo Antunes compra tudo por um dinheirão...

Pacheco Pereira e António Barreto, dois grandes pensadores

Na edição de hoje do Expresso, José Pacheco Pereira e António Barreto, em jeito de balanço de 2007, apresentam o sua análise do país onde vivem e onde pensam que nada de essencial vai mudar em 2008, a não ser a multiplicação das operações de propaganda promovidas pelo Governo de José Sócrates.
António Barreto começou por dizer que "Sócrates vai continuar com a popularidade em alta até ao momento em que encontrar alguém à altura dele ou esbarrar com uma profunda crise social". Por suavez, Pacheco Pereira afirmou que "Sócrates pode conter o desgaste, caso decida mandar dinheira para cima do betão e das obras públicas".
António Barreto
"2008 vai ser um ano de muita propaganda"

"O PSD é um partido muito descaracterizado sem poder, e o PS é um partido muito descaracterizado com poder"

"As pessoas estão irritadas com a distância despótica e arrogante de José Sócrates, que não suporta quem pense diferente, ou muito simplesmente quem pense"

"Absorvido pelo Estado, fundido com outro banco, ou comprado por uma instituição estrangeira, estou convencido de que dentro de três, quatro ou cinco anos o BCP, tal como o conhecemos hoje, vai deixar de existir"

"A Comunicação Social tem vindo nos últimos anos a perder o que eu chamo o trinómio - brio, dignidade e independência"

"Claro que a Internet vai continuar a roubar leitores aos jornais. Estou convencido de que daqui a 10 anos metade ou 1/3 dos jornais actuais desapareceu"

"O Tratado constitucional europeu é inútil"

"José Sócrates desempenhou muito bem o papel de sargento"


Pacheco Pereira
"Sócrates não tem princípios"

""Factos que seriam notícia em qualquer parte do mundo, até porque o currículo oficial do primeiro-ministro é matéria de escrutínio em qualquer país civilizado, foram durante muito tempo silenciados em Portugal"

"O PSD é um partido muito volátil e até pode acontecer que Menezes seja apeado do poder"

"Isto de dar computadores em Ferreira do Alentejo é um deslumbramento mas não tem resultados"

"A maioria dos dirigentes nacionais do PSD e do PS é regionalista"

"Não tenho dúvida de que o protesto social teria sido muito maior se não houvesse um clima de medo"

"O caso do BCP é um escãndalo"

"A geração Sócrates - ela existe em quase todos os partidos -, vive num mundo em que a privacidade não é um valor, logo não se importa que o Estado adopte medidas lesivas das liberdades individuais"

"Seria surpreendente que num país com pouca independência, a comunicação social fosse diferente do resto do país"

"Em 2008, o Kosovo vai declarar a sua independência de facto e a Europa vai dividir-se"

Dakar: afinal como é?


Ou andam a enganar-nos a todos ou alguma coisa terá de ser esclarecida sobre o Rali Dakar. Todos temos conhecimento que o Governo assinou um contrato com a organização do rali no valor de muitos milhões de euros para que o rali se denominasse "Lisboa - Dakar Rally". Era suposto que esse apoio governamental se justificasse como propaganda internacional à promoão da imagem de Portugal. Lisboa-Dakar para a esquerda, Lisboa-Dakar para a direita, nos jornais, rádios e televisões, mas em Portugal. E a isto chama-se gato por lebre. E porquê? Porque ao vermos, por exemplo, o canal de televisão Eurosport, um dos mais vistos em todo o mundo, o rali é apresentado - sempre - como "Dakar Rally". Assim, única e simplesmente, meus caros. Afinal, aos olhos do mundo ninguém recebe o rali como "Lisboa-Dakar Rally". Hum...

O que eles dizem (22)

"Sócrates foi apenas a barriga de aluguer da sraª Merkel"
António Barreto, sociólogo

"Há um fascismo higiénico; excesso de regulamentos sobre o indivíduo"
José Pacheco Pereira, professor

"A história do BCP é absolutamente exemplar de um regime, em sentido lato, onde tudo o que são valores essenciais - incluindo a própria vergonha - parecem ter-se perdido para sempre"
Miguel Sousa Tavares, jornalista

"É preferível ser giro do que ser coirão"
Diogo Infante, actor

"Tanto ouço Mozart como Quim Barreiros"
Helder Amaral, deputado do CDS

"Penso na regeneração e na regeneração anual da ideia de regeneração que nos acontece nos Dezembros"
Ana Sá Lopes, jornalista

"O deserto faz-nos sentir muito pequeninos"
Hélder Oliveira, piloto de ralis

"A memória é, de resto, imprescindível, para compreender uma antiga definição de 'notícia', que a apresenta como 'o que muda'. À luz deste conceito o mercado televisivo português está, nos últimos tempos, repleto de notícias"
José Alberto Carvalho, jornalista

Cadilhe acusa Banco de Portugal de actuação deplorável



Miguel Cadilhe, ex-administrador do BCP, considera que a actuação do Banco de Portugal (BdP) nas investigações ao BCP é "deplorável".

Cadilhe, que foi também ministro das Finanças, pediu esta tarde o prolongamento do prazo para a apresentação das listas aos órgãos sociais do BCP. O prazo terminava hoje, mas Cadilhe alega que ele deve terminar apenas no Domingo. Uma pretensão que foi aceite pelo presidente da mesa da Assembleia Geral do BCP, Germano Marques da Silva.
Em declarações ao Expresso, Miguel Cadilhe disse que o fez por uma "questão de princípio", por considerar que se atingiu o "bom nome de instituições e pessoas de uma forma indecente", além de ter sido posta em causa a estabilidade e credibilidade do sistema financeiro português.
Em causa está o facto de o BdP ter convocado na sexta-feira da semana passada os maiores accionistas do BCP para lhes recomendar que não apoiassem ninguém que pudesse estar ligado às operações de compra de acções do BCP através de "offshores", que estão sob investigação quer pelo próprio BdP quer pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
A ideia que ficou desse encontro é que todos os membros da administração do BCP desde 1999 estavam impedidos de fazer parte das listas para os órgãos sociais, o que provocou enorme indignação, sobretudo porque só hoje o BdP veio esclarecer o assunto. Cadilhe está incluído nesse "lote".
No entanto, em comunicado divulgado hoje à tarde, o BdP esclareceu que "até à conclusão dos processos legalmente exigíveis nenhum membro dos órgãos sociais do BCP está actualmente inibido de concorrer ou exercer funções no sistema bancário, apesar dos riscos que decorrem do eventual envolvimento nos factos sob investigação que se vier a apurar". Ou seja, não há neste momento nada que impeça os actuais e anteriores administradores do BCP de fazer parte dos órgãos sociais.
Miguel Cadilhe considera que o BdP já devia ter tomado uma posição há muito mais tempo. "Deixou passar a ideia de que havia várias pessoas inibidas quando isso não é verdade", disse ao Expresso.
É uma situação "imprópria de um país que se preze, de uma democracia". Depois de o BdP ter recomendado aos accionistas que não apoiassem Filipe Pinhal e Christopher de Beck, que faziam parte da primeira lista apresentada, estes retiraram a proposta a submeter à Assembleia Geral de 15 de Janeiro.
Apareceu então uma única lista para a presidência do BCP, encabeçada por Carlos Santos Ferreira, que mereceu a concordância da generalidade dos accionistas. Mas Miguel Cadilhe considera que o tempo para apresentação de listas foi "escassíssimo", impedindo que aparecessem alternativas a Santos Ferreira, que na quinta-feira pediu a demissão da presidência da Caixa Geral de Depósitos. Além de o tempo ser curto, o prazo não foi contado como deveria ter sido, em sua opinião, desrespeitando o Código das Sociedades Comerciais, motivo pelo qual Miguel Cadilhe decidiu avançar com o pedido de prolongamento.
Significa isto que até Domingo ainda pode aparecer uma lista. Questionado sobre se está envolvido na preparação de uma lista alternativa à de Santos Ferreira, Miguel Cadilhe apenas disse que "uma lista alternativa seria bem vinda", até porque é importante que haja alternativas. O ex-ministro admite que alguns accionistas poderão não ter avançado com outras listas por considerarem que todos os administradores e ex-administradores estavam inibidos, mas não confirmou que fosse esse o seu caso.
Além da contestação de actuais administradores, que dizem não ter tido conhecimento das operações feitas com as "offshore", estando por isso a ser injustamente relacionados com elas, alguns ex-administradores têm cargos noutras empresas e bancos e a "mancha" que sobre eles caiu pode prejudicar as suas imagens profissionais. Além de Cadilhe, Pedro Líbano Monteiro, que é presidente do Banco Primus, e João Talone, que participa num fundo de capital privado ("private equity), são alguns deles. Ambos saíram do BCP entre o final de 2001 e início de 2002.
Alguns ex-administradores admitiram mesmo avançar com processos contra o BdP e o seu governador, Vitor Constâncio. Houve pedidos de audiências para esclarecimento da situação, o que terá levado inclusivamente a que o BdP tivesse a necessidade de vir a terreiro esclarecer que não há ninguém legalmente impedido de fazer parte das listas.
Cadilhe diz que está de consciência tranquila em relação às operações feitas com as "offshore". Critica o facto de o BdP ter deixado que se pensasse que a situação do banco é muito grave. "O grau de gravidade não é o que tem estado a ser pintado pela comunicação social com o silêncio do Banco de Portugal", afirma. E remata ao afirmar que "o Banco de Portugal não tem legitimidade nem competência legal" para deixar atingir o bom nome do banco e dos seus administradores e ex-administradores.

Pedro Lima, in Expresso



O arranjinho está feito

O centrão está a decorrer da melhor forma. O PS e o PSD estão mesmo dispostos a dividir o bolo-rei pelos dois e passar a olhar por cima do ombro para aqueles pequenotes que se dizem partidos e que tudo indica que o seu destino é de ramalhete pronto-a-murchar. Depois da escolha de Santos Ferreira e de os seus súbditos socialistas para o BCP, temos agora a contrapartida com Faria de Almeida, ex-ministro de Cavaco Silva, a caminho da Caixa Geral de Depósitos. Centrão perfeito. Pataca a mim, pataca a ti... (Ensinamentos de Macau, Camilo Pessanha, Artigo 23º, Alínea a-)

Civismo à portuguesa

Esta noite as minhas companheiras de vida, a mãe com 84 anos, e a minha mulher, doente de Alzheimer, estavam particular e dolorosamente enervadas à hora habitual de se deitarem, cerca das 22.00 horas. Acontecia que no andar superior há dois anos que não se ouvia viva alma e ontem os sinais de movimento eram mais que evidentes por sonoros. Pensei que daí a momentos os ruídos, os barulhos, os saltos altos de um lado para o outro, o remexer de móveis, a queda de objectos pudesse parar. Consegui deitar as minhas queridas companheiras com uma dose redobrada de calmante e fiquei na sala a olhar o infinito através de um programa desinteressante de televisão como de costume. Chegou a meia-noite e os ruídos continuavam. Aí, comecei a ficar preocupado. Já estavam a passar das marcas e para a actual situação do meu estado de nervos, a pior coisa que poderia acontecer seria ter que ir lá acima mandá-los calar, porque não iria a bem. À 1.00 hora fui para a cama e pus-me a ouvir rádio na tentativa de não captar os muitos ruídos provocados pelos vizinhos. Já em vale de lençóis e a ficar cada vez mais enervado, apercebo-me que o ruído incomodativo tinha ligação directa com o encaixotar de objectos. E às 2.15 horas disse para a minha almofada: "Vamos ter festa. E da grossa. Isto podem ser ladrões que estão a enfiar com aparelhagens e outras coisas em caixas, só pode!". E decidi enfrentar a besta. Seja o que Deus quiser. Peguei na bengala com cabo de prata da velhota, calcei as botas mais duras e pus-me a caminho do andar superior. Toquei à campainha e apareceram-me um homem e duas mulheres.
- Vocês desculpem, mas eu e a minha família doente não conseguimos dormir e são duas e meia da madrugada. Qual é a vossa? É para continuar esta barulheira ou é para eu chamar já a polícia? Pediram-me desculpa. Disseram que têm residido no estrangeiro e que estavam a arrumar as coisas porque iam mudar de casa...
Mudanças à sexta à noite... só pode ser civismo à portuguesa. E vá lá, poupei umas bengaladas, mas talvez consiga dormir lá para as 5.00... e já fiz um chá. É o chá de outras cinco...