Ontem assisti na televisão a uma cena ingrata. Então, é assim: a Brigada de Trânsito da GNR passou a ter novos carros com motor potente não-identificados para a detecção de carros que circulem a alta velocidade. Determinada brigada vê passar um carro com alguma velocidade, possivelmente no limite de 120-130 km/h e ataca. Vai atrás dele e encosta-se à traseira. Esta é a primeira manobra perigosa por parte da BT. Se o condutor perseguido olha naquele momento, particularmente de noite, para o espelho e se assusta, pode travar de repente e o acidente é inevitável. Depois a BT continua a "apertar" com o perseguido e este acelera mais um bocado ou um bocadão, caso seja um carro muito potente e rapidamente pode chegar aos 180-200 km/h ou mais. Nesse momento a BT registou a alta velocidade, liga os avisos sonoros e luminosos e manda encostar. Começa a discussão. A BT refere a infracção de excesso de velocidade e o condutor salienta a manobra perigosa e forçada executada pela BT. E eu acrescento: quem é que disse ou não disse aos senhores da BT que eu tenho todo o direito de acelerar, - nem que seja até aos 400 km/h, no caso de conduzir um Bugatti, - se pretender fugir a um assalto ou a um gangue que me pretende fazer mal. Eu não faço a mínima ideia de quem é que se colocou atrás de mim, encostado à traseira do meu carro e com que intenções. Posso dar um exemplo: Na Austrália sucedeu-me exactamente isto, eu acelerei, fugi do carro perseguidor e quando parei numa estação de serviço e passados segundos chegou o carro-patrulha referi aos policiais que a minha aceleração se deveu ao receio de ser alguém que me pretendia assaltar. A sua compreensão foi total e cada um de nós seguiu o seu destino. A GNR está mais papista que o Papa na caça à multa e neste tipo de perseguição não tem razão. Ainda gostava de ver qual a decisão de um juiz perante um cidadão que lhe aparecesse pela frente a defender-se com a tese de que acelerou porque se sentiu ameaçado por desconhecidos...
A PSP de Lisboa, Porto e outras cidades ficaram perplexas quando se deu conta que as suas tão preparadas operações "STOP" eram boicotadas de maneira simples. A redução de carros a transitar pelos locais onde decidiram operar começou a ser uma realidade estranha. Na verdade, as mensagens por SMS passou a ser o maior e activo aviso de muitos condutores para os seus amigos. Através de uma mensagem, tipo "cuidado, stop bófia 24 julho", centenas de condutores evitam passar pelo local indicado e onde decorre uma operação policial.
Durante o dia de ontem tive as maiores dificuldades para navegar nesta rede que resolveu terminar o ano da pior maneira. O servidor não funcionava a preceito, de uma lentidão enorme e a provocar-nos o desespero. Por isso, o número diminuto de mensagens que vos proporcionei. Hoje não está muito melhor mas vou tentando conseguir alguma coisa, especialmente algumas novidades sobre o nosso Portugal para aqueles que nos venham ler no estrangeiro onde estão a passar esta quadra da passagem de ano. Daqui a pouco tempo os nossos leitores do Extremo-Oriente e da Austrália vão estar a festejar a entrada do novo ano. Especialmente para eles envio desde Lisboa o meu voto de um 2008 com tudo do melhor, muita felicidade e muita paz. BOM ANO NOVO!
O Procurador-Geral da República afirma hoje em entrevista ao Correio da Manhã que a violência e criminalidade no Porto "estão longe de ser desmanteladas e controladas", alertando que "regressarão em breve" caso não forem tomadas medidas adequadas. "A violência e a criminalidade na área metropolitana do Porto estão muito longe de ser desmanteladas e controladas e, a não serem tomadas medidas adequadas, regressarão em breve", afirmou Pinto Monteiro. De acordo com o Procurador-Geral da República existem ainda "muitos factos a investigar, devendo a situação ser devidamente enquadrada e esclarecida". "Estou certo de que todos os intervenientes no processo vão colaborar e o poder político vai apoiar inequivocamente a actuação do Ministério Publico", afirmou. "Não é possível ser de outro modo num Estado de Direito", acrescentou o responsável. Na entrevista publicada na revista do Correio da Manhã, Pinto Monteiro sublinhou que a questão é "demasiado grave" para ser discutida na praça pública, confessando, no entanto, que começou a "estar cansado de ler e ouvir tanta mentira e meias verdades". "Um dia será tudo esclarecido. Por ora, quero apenas afirmar que a investigação vai prosseguir sob a coordenação e orientação da senhora procuradora Helena Fazenda, que é a pessoa certa no lugar certo", disse. Pinto Monteiro lembrou que Helena Fazenda é "magistrada prestigiada" do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e que "detém a competência para a investigação em causa". O Procurador-Geral da República disse ainda que a "Operação Furacão" tem todos os meios necessários e que esta tem de "acabar em 2008". Na entrevista, Pinto Monteiro criticou também o Governo por causa do Código de Processo Penal, considerando que este "tem tido pouca maleabilidade na questão".
Miguel Cadilhe disse ao Expresso que vai avançar com a candidatura à presidência do Conselho Executivo do BCP- Millennium. Um dos nomes da lista de candidatura do ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva é o gestor João Carvalho das Neves.
O nosso blogue PPTAO iniciou a sua contagem de visitas no passado dia 4 de Novembro. Em menos de dois meses acabámos de atigir o bonito número de 4000 visitas. Relativamente ao número de mensagens que aqui vos deixámos já atingimos as 1125. A todos agradecemos e voltem sempre.
A actriz Soraia Chaves é a grande atracção do novo filme Call Girl, do realizador António-Pedro Vasconcelos. A actriz, de 25 anos, que interpreta o papel de uma prostituta de luxo, disse que vai aproveitar o fim do ano para abrandar o ritmo de trabalho e realizar uma introspecção e avaliação pessoal. O filme está a ter uma grande procura de bilheteira.
A 31 de Março de 2008, Alberto João Jardim celebra 30 anos à frente dos destinos da Madeira. Em Abril recebe oficialmente na região o Presidente da República, Cavaco Silva, com quem manteve relações tensas, de conflito aberto, e a quem apelidou de "senhor Silva". Julga-se que Jardim nunca perdoou ao então primeiro-ministro que tivesse citado a Madeira como exemplo negativo de governação numa campanha contra a regionalização do País. Mas o tempo passa. As notícias esbatem-se e faz-se tudo em nome da unidade nacional. Daí que os madeirenses aguardem pela chegada do primeiro-ministro antes da campanha eleitoral de 2009, ou seja, uma visita de José Sócrates em 2008, caso contrário corre o risco de terminar o mandato sem pisar solo madeirense.
A cantora australiana Kylie Minogue, de 39 anos, e que ultrapassou a luta contra um cancro, será condecorada com o cargo de Oficial da Ordem do Império Britânico pela rainha Isabel II de Inglaterra, com o objectivo de reconhecer o seu contributo à música. Minogue afirmou que stá "profundamente comovida" pela distinção outorgada pelo "seu país adoptivo".
O Estado deve mais de 150 milhões de euros a 101 câmaras, dívida derivada essencialmente de pagamentos em atraso da Administração Interna, Cultura e Obras Públicas. A maior fatia, 133,6 milhões de euros, reporta-se a obras ou programas de responsabilidade do Governo, executados por autarquias. Os restantes 16,5 milhões são de compromissos assumidos durante anos por vários governos, protocolados mas não executados, porque ministérios, secretarias de Estado, direcções-gerais ou institutos não pagaram aquilo a que se comprometeram. Este valor foi considerado dívida pois, em muitos casos, as autarquias fizeram despesa. É o caso de um protocolo entre o Ministério da Educação e um município (Alcácer do Sal), em que este se obrigou a dar o terreno para construir uma escola. Para o comprar, a câmara recorreu a empréstimo, limitou a capacidade de contracção de dívida, provavelmente pagará despesas em tribunal devido à expropriação, e a escola ainda não existe. Com que direito o Estado pode obrigar o cidadão a pagar quando o seu exemplo é o que se vê?...