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Pau Para Toda A Obra

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Processo Casa Pia visou decapitar o PS

O bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, afirmou no programa "Grande Entrevista" da RTP, transmitido esta noite, que algumas detenções realizadas no decurso do processo Casa Pia visaram "decapitar o Partido Socialista".
Entrevistado por Judite de Sousa, Marinho Pinto considerou que tais acções foram orientadas nesse sentido pela Polícia Judiciária (PJ).
O bastonário mostrou-se muito crítico em relação ao processo Casa Pia, dizendo que "Acusou-se impunemente. Prendeu-se impunemente pessoas que estavam inocentes. Mal chegaram à presença de um juiz foram imediatamente exculpados".
"Aquilo visou decapitar o Partido Socialista (PS), não tenho dúvidas nenhumas. Aquilo esfrangalhou a direcção do Partido Socialista", acrescentou.
Em sua opinião, as detenções foram orientadas politicamente pela Polícia Judiciária, alegando: "Foi orientado nesse sentido. Até ao líder do PS lançaram-se suspeitas".
Marinho Pinto disse, também, que a PJ actua em "roda livre", mostrando-se crítico em relação à Judiciária, a qual deveria obedecer ao Ministério Público e não ao Governo.
"A lei diz que PJ depende funcionalmente do Ministério Público, mas não está. A PJ, que é a principal polícia de investigação criminal em Portugal, está em roda livre", comentou Marinho Pinto.
Acerca da PJ disse ainda: "Se formos a ver bem as coisas, se calhar depende mais do Governo do que do Ministério Público, porque é o Governo que nomeia a sua hierarquia".
Marinho Pinto ao longo da entrevista voltou a acusar as práticas de corrupção existentes no país por grandes grupos ou entidades e que ficam impunes. No entanto, o bastonário da Ordem dos Advogados deixou claro que nunca foi de sua "cultura apontar o dedo seja a quem fôr".
O entrevistado também foi peremptório em deixar uma mensagem esclarecedora de que os males não estão na Justiça, mas sim na política que sustenta as leis, sem no entanto, deixar de frisar que muitas das vezes os juízes estão a decidir com o intuito de atingir os fins sem olhar aos meios, decisões essas onde se enquadra a maioria dos reclusos que são pobres.
Marinho Pinto será recebido em breve pelo Presidente da República, a quem apresentará cumprimentos.


F1: Briatore falou de Parente


No mundo da Fórmula 1 tudo é muito simples apesar de parecer a coisa mais complicada do mundo. Para um jovem piloto com pretensões apenas existem dois indicadores para a possibilidade de ingresso no circo. Ter patrocínios e um director desportivo de uma equipa que se pronuncie favoravelmente a seu respeito. Hoje na apresentação do novo carro R28 da Renault para esta temporada, o "patrão" Flávio Briatore falou sobre Álvaro Parente. E o que disse pode deixar muito boas perspectivas para o jovem piloto português que conquistou o título das World Series by Renault, o passo natural para Álvaro Parente passar por garantir um lugar no patamar seguinte, mais concretamente na GP2 Series, onde Parente deverá competir pela prestigiada equipa Super Nova.
Flávio Briatore solicitado pelos jornalistas afirmou que Álvaro Parente "fez um bom teste com o carro da F1, fiquei contente, mas não sei como vai ser o futuro. Este ano vai fazer o GP2 com uma equipa 'amiga'".
Ora aqui está o mais importante das declarações de Briatore. Quando fala em equipa "amiga", que é a Super Nova, Briatore dá a entender que na Renault aconselharam o caminho a Parente, a fim de este adquirir "calo" e poder estar em stand by, caso venham a precisar dele como piloto de testes ao longo do ano devido a qualquer impossibilidade dos pilotos contratados. Parente devia ficar muito satisfeito.

Médicos demitem-se em Cascais

O Hospital de Cascais termina esta quinta-feira toda a actividade cirúrgica oncológica. A partir de amanhã, os doentes ali diagnosticados terão de ser transferidos para os hospitais Egas Moniz e São Francisco Xavier, em Lisboa. A decisão foi formalmente conhecida hoje de manhã e a Comissão Médica - constituída pelo director clínico e por todos os chefes de serviço - vai pedir a demissão em bloco.
Os especialistas salientam que o fim das cirurgias do cancro vai prejudicar gravemente os doentes porque o Hospital de Cascais não tem lista de espera nesta categoria de cuidados médicos. "Os doentes agora são operados entre uma a duas semanas e vão passar a ter vários meses de espera pela frente nas unidades onde vão ser assistidos", explica uma das médicas de Cascais.
O protocolo com as novas regras de funcionamento é assinado esta tarde entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e as administrações dos hospitais de Cascais, Egas Moniz e São Francisco Xavier. A decisão vai afectar 13 cirurgiões e 60% da actividade cirúrgica actual. Segundo estava já previsto pelo recém-demissionário ministro da Saúde, Correia de Campos, o Hospital de Cascais vai ainda perder os tratamentos de quimioterapia. Esta transferência ainda não tem uma data precisa para acontecer mas foi justificada com a necessidade de concentrar e racionalizar os recursos do Serviço Nacional de Saúde.


Estórias no Hospital Santa Maria, Lisboa

Estória I

Uma doente aguardava por ser atendida na consulta de oftalmologia. Sentada por debaixo de uma janela. Alguém abriu a madeira sem que a doente se apercebesse. De repente, levantou-se e bateu com a cabeça no bico da janela. Abriu a cabeça e o sangue escorregou pela cara abaixo. Foi atendida de seguida por uma enfermeira. Quando se identificou, a enfermeira reparou que a identidade da doente era francesa e diz-lhe:
- " Por que é que não se vai curar em França?"...

Estória II

Na sala de espera para a consulta de Ortopedia encontravam-se cerca de 40 doentes para um total de 10 cadeiras. Uma das pacientes, recentemente operada a dois ossos de uma perna, e ainda com dores e falta de equilíbrio, sentou-se no tampo de uma mesa ali instalada onde não se encontrava qualquer funcionário. A dado momento, chegou uma empregada do sector e diz à paciente:
- Ei, levante o cu daí!"...

Governo de Angola acaba com igreja Maná


A Igreja Maná, com centenas de milhares de fiéis em Angola, viu a sua actividade proibida no país por violar a lei e a ordem pública, segundo um decreto-lei publicado em Diário da República (DR).
Com cerca de 600 mil fiéis em Angola e mais de 500 casas e templos em nove províncias, a Igreja Maná, de origem portuguesa, criada em 1984, em Lisboa, pelo "Apóstolo" Jorge Tadeu, viu anulado o seu reconhecimento pelo governo angolano através do decreto Lei 14/92 no DR nº15, 1ª série, de 25 de Janeiro.
O Diário da República sustenta a decisão de revogação do reconhecimento oficial da Igreja Maná com a conclusão de um processo instaurado pelo Ministério da Justiça onde foram detectadas "violações sistemáticas" da lei angolana e da ordem pública.
Uma das polémicas em que a Igreja Maná esteve envolvida foi espoletada em Maio de 2007, quando o Bispo José Luís Gambôa foi suspenso por alegado desvio de fundos que teriam sido doados pela petrolífera Sonangol, com o objectivo de construir uma escola.
No entanto, o Bispo Joaquim Muanda, que substituiu José Luís Gambôa na liderança Maná em Angola, disse publicamente que não havia provas de que esse dinheiro fosse fruto de uma doação da Sonangol, onde o seu antecessor trabalhava.
No entanto, o próprio ex-Bispo Gamboa confirmou na imprensa angolana da altura que a verba em causa, cerca de um milhão de dólares, estava na sua conta bancária pessoal, tendo-o retirado da conta da Igreja.
A justificação para o que fez, segundo o próprio, era impedir que o dinheiro fosse transferido para Portugal, alegando que deveria ser gasto em Angola, onde foi angariado.
Entretanto, alguns fiéis da Igreja fundada por Jorge Tadeu contactados pela Lusa em Luanda confirmaram que todos os cultos que estavam previstos para a passada sexta-feira, dia de publicação do decreto-lei, foram anulados e os templos encerrados.


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