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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

RTP: intencional ou incompetência

Amanhã celebra-se em todo o mundo o Dia do Trabalhador. A festa do 1º de Maio é feriado nacional no nosso país e os trabalhadores aproveitam para comemorar a data das mais diversas formas, com especial ênfase para as concentrações promovidas pelas centrais sindicais CGTP e UGT.
Neste mesmo dia, com tantas abordagens sobre a problemática ligada ao trabalho e ao desemprego que seria importante equacionar, a RTP entendeu que a 'Grande Entrevista' a cargo de Judite de Sousa deveria convidar Pedro Santana Lopes...

Grande fim de tarde

Caros ouvintes deixo-vos com uma composição acabada de gravar nos nossos estúdios da autoria de um grupo de jovens que costuma tocar aqui na garagem do meu prédio. Um som sensacional que irá revolucionar o panorama musical cá do bairro.
Convosco em estreia absoluta os rapazes "The Eagles"!!!



'Nova Águia' é nova revista

O despertar da consciência dos portugueses para um debate sobre a identidade nacional é o objectivo central do primeiro número da revista Nova Águia, à venda a partir de 19 de Maio, anunciou hoje a direcção da nova publicação.
"Queremos contribuir para despertar as consciências sobre a identidade nacional", afirmou Paulo Borges, um dos directores da revista, que pretende retomar o espírito da Águia, uma das mais importantes publicações portuguesas do início do século XX.
Segundo Paulo Borges, que falava na apresentação do primeiro número da Nova Águia, existe uma relação entre a situação em que o país se encontrava no início do século XX e aquela em que se encontra actualmente, no princípio do século XXI.
"Na altura, como agora, existia alguma indefinição quanto ao rumo da Nação, um certo sentimento de desalento. A Nova Águia pretende apontar algumas respostas nesse sentido, contribuindo para repensar a ideia de Pátria", afirmou.
A Ideia de Pátria é, aliás, o tema central do primeiro número, que conta com dezenas de textos e poemas sobre o assunto.
Ao longo das mais de 150 páginas da revista podem ser lidos também outros textos e poemas de autores variados, além de um inédito de Agustina Bessa-Luís, intitulado 'O fantasma que anda no meu jardim'.
"Pretendemos assumidamente relançar a revista Águia, naturalmente adaptando-a ao nosso tempo. Nesse sentido, procuramos agrupar os grandes vultos da cultura portuguesa para que se debrucem sobre temas actuais", salientou Renato Epifânio, também director da revista.
Nesse sentido, revelou que o segundo número, que será publicado antes do final do ano, será dedicado ao futuro da lusofonia.
A Nova Águia, com periodicidade semestral, será lançada a 19 de Maio, no Porto, seguindo-se depois sessões de lançamento em vários pontos do país.
"A Águia surgiu em 1910 no Porto, pelo que nos pareceu ser um justo tributo lançar a Nova Águia também no Porto, frisou Celeste Natário, que completa o trio de directores da nova publicação.
A Nova Águia terá uma tiragem inicial de cerca de 3.000 exemplares e será vendida a 12 euros o exemplar, podendo ser adquirida especialmente em livrarias.
A capa do primeiro número é da autoria do escultor José Rodrigues, um dos mais de 500 nomes da cultura lusófona que já aderiram a este projecto, tornando-se assinantes da revista.

Cacha de Louçã...

Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, deixou esta tarde a Assembleia da República de boca aberta quando anunciou uma grande cacha jornalística. A dado momento da discussão com José Sócrates no Parlamento, Francisco Louçã disse o seguinte:
"Oiça, senhor primeiro-ministro, que talvez não saiba. Há dois dias os seus ministros das Finanças e o das Obras Públicas concessionaram por 27 anos a extensão do cais de contentores de Alcântara à Mota-Engil"

Blogando com prazer (112)

os olhos de Anna Karina...


Um dia vou acordar no Mundo da nouvelle vague francesa, inscrever-me na época da profunda mutação social e cultural, que era, em uníssono, em prol da novidade, mas também do novo romance, da nova música, da nova pintura - a democratização da cultura.
E se band a part enuncia o desenvolvimento da obra ficcional de Godard, colocando a traição como pano de fundo (tema recorrente nos filmes da década de 60), em a bout de soufle Patrícia executa majestosamente a morte de Michel e faz aquele movimento do polegar sobre os lábios. É que Jean-Luc (se preferirem) costuma dizer que «trair é amar» ou, em reciprocidade, «morrer é transmitir».
Mas ao contrário do que possa parecer, esta arte não é imoral, pelo contrário, o herói morre e a expressão “nojo” estampa-se-lhe no rosto. E a partir de uma única palavra, surge um programa estético que afirma a irredutabilidade de uma arte que apenas procura o politicamente correcto.
…e como se dizia na Cahiers do Cinema «Os Anos Karina foram, decididamente, os mais juvenis e ficcionais de Godard».

Nota: Naturalmente “a terra treme” com a bela escandinava de olhos azuis – acinzentados e andar cambaleante que Godard contratou. Ela é o mesmo que Ingrid Bergman representou para Rosselini: chama crua que consome a carne, o estereotipo de mulher amada na fogueira do cinema.
posted by Tiago Barra, in DOGVILLE (Recomendo)

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