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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Não deu Cavaco...

Coincidentemente Clara de Sousa, na SIC e José Rodrigues dos Santos, na RTP viraram-se para os comentadores Mário Resendes e Carlos Magno e perguntaram "se a montanha tinha parido um rato" sobre o conteúdo da intervenção do Presidente da República. E ambos responderam afirmativamente.
Cavaco Silva criou uma auréola de secretismo e importância à sua comunicação ao país, que o país até lhe deu importância. Tanta quanto o desalento. O Presidente da República veio abordar o problema do Estatuto dos Açores que, diga-se na verdade, noventa por cento dos portugueses estão-se nas tintas para o assunto em causa. Para isso, é que existe o Tribunal Constitucional.
Cavaco não passou cavaco ao importante. E para o povo seria importante que tivesse falado dos problemas que tanto afligem o quotidiano. Devia ter falado sobre a economia que se afunda, sobre a diplomacia económica deste governo com parceiros anti-americanos como se a nossa política externa estivesse virada para cortar relações com os Estados Unidos da América, sobre a falta de segurança a todos os níveis, sobre os projectos megalómanos que estão anunciados pelo governo e cuja obras farão gastar 56 mil milhões de euros, sobre a falta de emprego, sobre a impossibilidade de se alugar uma casa a preço acessível, sobre o aumento necessário das reformas, sobre os gastos sumptuosos e ofensivos dos gestores públicos, alguns que foram seus ex-ministros e ao fim e ao cabo devia ter vindo falar sobre aquilo que afecta e desorienta um povo que já se situa na cauda da Europa.
O Presidente Cavaco com esta intervenção, sem sal e pimenta, perdeu muitos pontos na consideração dos portugueses e não sei mesmo, se não terá perdido hoje as próximas eleições presidenciais...

Comentário oportuno de Joshua

A posição do Presidente Cavaco veio reavivar as más memórias recentes.
O Dr. Mota Amaral bateu com a porta por causa das posições retrógadas, centralistas e até esquerdistas do Sr.Cavaco.
O sentimento hoje em dia nos Açores é profundamente anti-cavaquista e anti-Lisboa.
O Sr.Cavaco fez um grande favor ao Sr.César, pois este vai ganhar as próximas eleições com percentagens na ordem dos 60 ou 70%,
Novamente o Sr.Cavaco empareda a oposição local do PSD.
Os independentistas confessos que diáriamente fazem campanha em blogues e jornais já apelam ao voto no Sr. César.
Não esquecer que a alma dos açorianos é profundamente independentista, muito diferente dos madeirenses que não passam duns separatistas conjunturais.
O país à beira da implosão e do suicídio e o Sr.Cavaco a "perder tempo" e a malhar nos Açorianos...
Definitivamente o Sr. Cavaco perdeu
uma oportunidade de ficar na Hitória.
Os Açores não são o "interior" do rectângulo peninsular que aceitam todas as malfeitorias vindas de Lisboa.
O Sr.Cavaco tem de perceber que os Açores não são o Barlavento ou o Sotavento algarvio.
Joaquim Aguiar disse que tocou a sineta a avisar os atletas de que começou a última volta e agora a corrida é a séria.
o presidente mostrou aos portugueses e ao mundo que os políticos da maioria anda a brincar aos países e que os jogos infantis terminaram,
reagiu apenas o ps sócrates-costa. as restantes facções ficam a esperar para ver.
A que propósito é que a SIC Notícias continuar a exibir como comentadores essas duas inexistências que dão pelos nomes de Resendes e Delgado?
Que obra têm que os habilite à função?
Que interessa aos telespectadores saber o que pensam tais nulidades?
Em minha opinião o Presidente da República (PR) é, quer se goste ou não, a "personificação da bandeira". Garante a independência nacional e a unidade do Estado. Ele representa TODOS os portugueses, independentemente da cor, credo ou ideologia, vivam cá ou na Lua, paguem cá ou não os seus impostos. As suas competências estão inscritas na Constituição e o seu cumprimento (da Constituição) é o seu dever primordial. Tudo isto é válido para este PR, como o foi para os anteriores e, caso não seja alterada a Constituição, sê-lo-á para os futuros.
Quanto à comunicação: acho que as preocupações que o PR quis partilhar com os portugueses têm a ver com os poderes, a legitimidade, as competências e o relacionamento entre diversos órgãos de soberania que este estatuto dos Açores determinariam. Outro tema que a comunicação do PR nos suscita é o dos limites às autonomias dos Açores e Madeira. Os temas, pela sua importância (penso que fundamental num estado de direito democrático), merecem o destaque que o PR lhes deu. O PR mostrou um respeito pela Constituição e pelas Instituições único e exemplar.
Quanto ao José Rodrigues dos Santos: é a evidência da impossibilidade de um rato parir uma montanha.
Quanto ao dr. António Costa, ele é um político profissional, um "sofista" na tradição dos da Grécia antiga. Dá-me a ideia que defende o Interesse Nacional com a mesma determinação e empenho com que combate o estacionamento em 2ª. fila em Lisboa. Pessoalmente esperava mais classe e qualidade na propaganda dele.

Notícias que entontecem (3)


"Governo não quer pagar horas extras a enfermeiros"
E se os enfermeiros espetarem a seringa no governo...

"Madeira afinal pode endividar-se"
E a malta a pensar que há muito que já estava endividada até ao Porto Santo...

"Governo exige piscinas com lei"
Era melhor com água limpa...

"Exérciro forçado a copiar Marinha e Força Aérea"
Lá vamos ter o Exécito a meter água e a não ter massa para os sobressalentes...

"Prédio do Rato foi chumbado"
Há muito tempo que o Manuel Alegre o chumbou...

"Benfica espera até sexta por resposta do Espanhol"
Mas o Quique ainda não está seguro?...

"É uma sacanice aquilo que nos estão a fazer"
Então, não é...

Bem prega Frei Tomás...

factos que nos magoam muito, mesmo muito, pela ingratidão ou falta de memória. Assim que faleceu na Tailândia o meu amigo de longa data João Azeredo devo ter sido das poucas pessoas a ser informada pelo companheiro José Martins, assíduo comentador do PPTAO e residente em Banguecoque. Acto contínuo prestei aqui a minha homenagem ao grande João, escritor, músico, professor e divulgador da cultura portuguesa em terras macaenses e tailandesas.
Hoje, fiquei siderado ao ler num jornal de Macau um artigo de Fernando Sales Lopes referindo que toda a gente da informação se esqueceu de referir o doloroso momento. Seria bom que alguém transmitisse a Fernando Sales Lopes que existe uma coisa nova no mundo que fala de coisas boas e más, que são os blogues. O resto digo eu. Digo-lhe, desta Lisboa que ele deixou possivelmente pelas mesmas razões que eu, que lamento que ao caminhar para velho continue a pregar como Frei Tomás... com muita falta de memória e com ingratidão. Sales Lopes que tanto apregoa a falta de solidariedade dos homens da comunicação neste momento do desaparecimento de um amigo é o mesmo que nunca foi capaz de me dar uma palavra de alento nos momentos mais difíceis que passei em Macau. E ele assistiu a tudo. E a sua memória é tão fraca que veio referir-se aos bons momentos passados com João Azeredo na divulgação da língua e da cultura portuguesas, nos espectáculos musicais, nos foruns culturais de poesia e de declamação salientando vários nomes de participantes. Lamento que se tenha esquecido que eu estive sempre na primeira linha da divulgação dos seus eventos, dos seus livros, dos seus discos, dos seus convívios políticos e até na biblioteca Sir Robert Ho Tung, Sales Lopes esqueceu-se que lá estive a declamar poemas como o fiz na Casa Garden, na Livraria Portuguesa e na Escola Comercial. Mas, infelizmente, declamador exímio e para a posteridade da vaidade, só existe o Sales Lopes...

A demagogia de Pereira

O ainda ministro Rui Pereira, que tem o pelouro da PSP e da GNR, anunciou e "mostrou" com toda a pompa e circunstância ao mundo do crime os carros topo de gama, mais concretamente as 'superbombas' que iriam, segundo o governante, apanhar toda a bandidagem que anda por aí a praticar o carjacking.
Ontem, em Fão, Esposende, um grupo de quatro indivíduos encapuzados, armados e bem montados num BMW topo de gama (este sim) deram um toque (o velho truque) num Mercedes que seguia à sua frente conduzido por um jovem. O condutor do Mercedes parou, saiu do carro para ver os estragos e naquele momento estava a ser praticado o carjacking puro e duro. Os meliantes levaram-lhe o Mercedes, o telemóvel e a carteira. Mas, vivó velho Pereira, que não fizeram mal algum à vítima. Esta, percorreu vários quilómetros a pé, de madrugada, até ao posto policial mais perto.

As 'superbombas' e as brigadas especiais do ministro Pereira deviam estar a dormir... devido ao cansaço de tanta captura de praticantes de carjacking...

Presidente da República interrompe as férias

O Presidente Cavaco Silva interrompe hoje as férias para se dirigir ao país através da televisão, às 20 horas.

Contactámos com o nosso comentador político Ambrózio Ribeirôa, no sentido de indagar qual a justificação de tão secreta, peculiar e rara atitude e deixamos aqui a gravação da conversa:
- Bom dia, Ambrózio Ribeirôa! Desculpa incomodar-te mas também me acordaram às quatro da madrugada para me dizerem que o Presidente mandou encher o depósito da gasolina do carro porque tinha de deslocar-se urgentemente de Boliqueime a Lisboa para uma importante comunicação ao país...
- E o ar dos pneus?
- O quê? Ar dos pneus?
- Sim, também é importante porque um atentado ou o carjacking pode começar por um pneu vazio...
- Sim, mas gostaríamos de saber a tua opinião sobre o momento de tão grande gravidade para que o Presidente se desloque à televisão?
- O que eu sei é que ele vai aparecer na televisão por causa da Gala dos Talentos, no Campo Pequeno...
- Não fales em Campo Pequeno porque a tourada deve ser outra...
- Então, pode ser para anunciar a demissão do governo de Sócrates...
- Porquê?
- Por causa daqueles computadores para os putos que são feitos em Hoing Kong há mais de dez anos e que são um barrete pior que os de Salvaterra de Magos...
- E não será por causa de João Cravinho?
- Do Cravinho? Por causa daquela história do Alberto Martins dizer que não recebe lições de combate à corrupção? Não me parece porque sobre corrupção já estão todos habituados. A intervenção do Presidente pode ter vários motivos: a demissão do ministro Rui Pereira que disse gostar de ter quinhentos mortos na estrada por ano, um escândalo. Pode ser por caua do ministro da Cultura que demitiu o Carlos Fragateiro para dar um tacho ao amigo do chefe. Pode ser para deixar o Mariano Gago ainda mais gago por ter mandado fechar a Universidade Moderna, um estabelecimento exemplar de ensino na óptica do grande educador do povo Paulo Portas. Pode ser por causa dos abraços de Sócrates ao Kadhafi, ao Dos Santos e ao Chávez e ainda a sua intervenção na TV pode estar relacionada com aquela vergonha dos trinta milhões dos salários pagos aos administradores das empresas públicas, algumas delas falidas...
- Em suma, o caso deve ser grave, não Ambrózio?
- Grave, não! Muito grave! O que eu acho, muito sinceramente, é que o Presidente vai anunciar o encerramento do país, para que todos possamos gozar férias...

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