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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O roubo na gasolina

Vamos entrar no novo ano assistindo ao roubo do Governo através dos impostos fixados no preço da venda de combustíveis. As gasolineiras baixaram mais uns míseros cêntimos situando-se ainda o preço por litro, de gasolina de 95 octanas, acima de 1 euro.
O preço justo deveria estar neste momento entre 72 e 75 cêntimos de euro.

O desacordo ortográfico

O chamado Acordo Ortográfico entra em vigor amanhã no Brasil. Felizmente que em Portugal ainda há bravos a resistir contra este crime contra a língua portuguesa em detrimento da língua brasileira. Orgulhamo-nos de portugueses como Vasco Graça Moura e António Lobo Antunes. Este, salientou que a sua posição é contra a entrada em vigor das novas normas, definindo o Acordo Ortográfico como "uma estupidez". Garante que vai continuar "a escrever da mesma maneira". Por outro lado, o autor considera que o acordo se deve principalmente " a razões económicas e políticas" que têm origem no Brasil.

Por mares nunca dantes blogados (39)

Feliz 2009

"Que razões há para postular que já existe o futuro?" Borges, Outras Inquirições
O reveillon é um rito movido por medo ancestral. Primeiro, o medo metafísico que não exista um futuro, depois, o medo ritual que o ciclo dos anos cesse caso se suspenda a adoração festiva que pontua as passagens. A fé no futuro antes de ser subjectiva e biográfica, afeita a balanços e objectivos, é a reacção colectiva ao pânico da extinção calendária do tempo. A ansiedade da contagem decrescente nasce da incerteza de continuarmos pelos negativos adentro.

Bruno Sena Martins, in Avatares de um Desejo (nossos links)

França deixa presidência europeia




O
nosso aplauso para Nicolas Sarkozy que hoje deixa de presidir à Comissão da União Europeia. Sarkozy, ao contrário de outros políticos de aviário e cursados via-fax, soube imprimir outra dimensão à liderança da Europa em vários quadrantes do areópago político internacional. O início da sua presidência pautou-se logo por uma mediação forte e exemplar no conflito da Geórgia. Sarkozy enfrentou a crise internacional com firmeza e destreza, dialogando com as superpotências sempre de baixo para cima e nunca rastejando como um "varredor de lixo". No diálogo com os EUA soube defender os supremos interesses da Europa e deixa a presidência com a auréola de grande estadista.