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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

HUM...

> Dalila Rodrigues quando foi afastada do Museu de Arte Antiga pela socialista Isabel Pires de Lima percebeu-se perfeitamente que tinha sido um saneamento político de quem tinha recebido os maiores encómios do Presidente Cavaco Silva e de quem criticava o pouco apoio que o Governo dispensava aos museus. Há um mês, a historiadora foi escolhida por Paula Rego para directora do seu museu, a Casa das Histórias, em Cascais.
Inexplicavelmente Dalila Rodrigues acaba de ser afastada do projecto. A decisão foi anunciada ontem à responsável, abruptamente, durante uma reunião na Câmara Municipal de Cascais. Dalila Rodrigues deverá sair no fim do ano.
Um dos accionista da Casa das Histórias é parte estatal... hum!... Que cheiro a esturro e a mãozinha socratina...

O PS NA BERLINDA

Vara, Godinho e Penedos


> A investigação do processo 'Face Oculta' destapou para já que muitos gestores do Partido Socialista estão implicados no caso até ao pescoço.
Manuel Godinho, presidente da empresa de tratamentos de resíduos envolvida no processo ‘Face Oculta’, beneficiou de uma extensa rede de gestores ligados ao PS para conseguir os melhores negócios em várias empresas participadas pelo Estado.
O DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) do Baixo Vouga e a Polícia Judiciária (PJ) de Aveiro entendem ter provas de que Armando Vara, vice-presidente do Banco Comercial Português (BCP), juntamente com os gestores Lopes Barreira (Consulgal), Paiva Nunes (EDP Imobiliária), Paulo Costa (Galp) e António Contradanças (Empoderf), Carlos Vasconcellos (Refer), José Penedos (presidente da Rede Eléctrica Nacional) e Paulo Penedos (assessor da Comissão Executiva da PT) ajudaram de forma ilegítima Manuel Godinho e o seu grupo O2 a ganharem concursos públicos naquelas e noutras empresas.
A PJ entende que Armando Vara, Paulo Penedos, Paiva Nunes, Paulo Costa e Carlos Vasconcellos receberam avultadas contrapartidas financeiras e patrimoniais para ‘abrirem as portas’ daquelas empresas participadas pelo Estado às empresas de Manuel Godinho.

Vara e Lopes Barreira: figuras centrais

Armando Vara e Lopes Barreira são nomes centrais dessa «rede tentacular», segundo as palavras do DIAP do Baixo Vouga. Amigo de Vara e um dos fundadores da Fundação para a Prevenção e Segurança (polémica entidade que Vara criou enquanto secretário de Estado de António Guterres), Lopes Barreira tem um passado de ligação ao Partido Socialista, ‘mexendo-se’ muito bem nos corredores do poder. Em 1999 foi acusado pelo general Garcia dos Santos, então presidente da JAE (Junta Autónoma de Estradas), de o ter tentado pressionar para contratar militantes socialistas para os quadros daquela empresa pública. Anos antes, a Consulgal, de Lopes Barreira, tinha estado ‘debaixo de fogo’ por ter sido a autora do projecto de renovação da Linha do Norte – obra que, devido a vários erros de vários projectistas, teve um desvio financeiro de mais de 200 milhões de euros.

No processo ‘Face Oculta’, Lopes Barreira é dado como membro de uma «rede tentacular», que, «a troco de vantagens patrimoniais e/ou não patrimoniais» terá exercido a «sua influência junto de titulares de cargos governativos e políticos, titulares de cargos de direcção com capacidade de decisão ou com acesso a informação privilegiada, no sentido de favorecerem» as empresas de Manuel Godinho.

Contactos com governantes

Um mês depois, Lopes Barreira manifestou-se disponível a Godinho para falar com Jorge Coelho, presidente da Mota-Engil e ex-ministro de António Guterres, no sentido de lhe arranjarem trabalho para as suas empresas. Só em 2008, o grupo O2 facturou mais de 50 milhões de euros, quando no ano anterior não tinham ido além dos 24 milhões de euros.

Além de Coelho, Lopes Barreira afirmou a Godinho que possuía boas relações com o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino (peça fundamental para desbloquear o conflito que a REFER tinha com Godinho) e com João Mira Gomes, secretário da Estado da Defesa. O empresário disponibilizou-se para falar com Gomes, seu amigo pessoal, para «espoletar o favorecimento do universo empresarial» do grupo O2 junto das empresas tuteladas pelo Ministério da Defesa, nomeadamente com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo – empresa com a qual Godinho se queixava não ter relações comerciais.

Vara apresenta a Godinho administrador da EDP

Armando Vara, por seu lado, apresentou a Godinho um administrador da EDP Imobiliário, chamado Paiva Nunes – tendo alegadamente solicitado cerca de 10 mil euros em numerário como contrapartida que lhe foram entregues no seu gabinete do BCP, na Av. José Malhoa, em Lisboa. Paiva Nunes, segundo a PJ de Aveiro, terá favorecido as empresas de Godinho em diversos concursos lançados por aquela empresa. Paiva Nunes chegou a pedir a Manuel Godinho que lhe indicasse três empresas para uma consulta ao mercado que o grupo EDP iria realizar, ao que o líder da O2 indicou duas sociedades por si lideradas e um empreiteiro da sua confiança. O objectivo era claro: o grupo de Godinho ganharia o concurso.

Através do gestor da EDP (que chegou a ser candidato do PS à Câmara de Sintra), Godinho ‘chegou’ a Paulo Costa, director de Relações Institucionais da Galp. Costa, que é dado por Paulo Penedos como «amigo de Armando Vara», ligou a Manuel Godinho no dia 3 de Junho de 2009 e discutiu com o gestor da O2 «pormenores capazes de possibilitar o favorecimento» da FRACON – Construção e Reparação Naval, Lda – uma das empresas do grupo O2.

Paiva Nunes e Paulo Costa receberam de Manuel Godinho dois veículos topo gama, tendo o primeiro recebido um Mercedes SL 500 (avaliado em 161 mil euros) e o quadro superior da Galp um Mercedes CL 65 (avaliado em mais de 280 mil euros). A PJ de Aveiro entende que os dois veículos são uma contrapartida pelas decisões dos dois gestores.

Gestor do PS apresenta ‘colega’ a Godinho

Paulo Costa apresentou a Godinho mais um gestor ligado ao PS: José António Contradanças. Ex-dirigente do PS e ex-administrador do Porto de Sines no tempo de Jorge Coelho como ministro das Obras Públicas, Contradanças é agora administrador de uma empresa do grupo EMPORDEF – holding estatal controlada pelo Estado através do Ministério da Defesa.

Contradanças ligou a Manuel Godinho no dia 5 de Junho de 2009, «dando-lhe conta que Paulo Costa lhe havia transmitido que estaria interessado em ser favorecido nos concursos e nas consultas públicas» na área dos resíduos industriais lançados pela empresa IDD – Indústria de Desmilitarização e Defesa, SA., lê-se no mandado de busca a que o SOL teve acesso.

A principal fonte na REFER

Carlos Vasconcellos, ex-administrador do grupo Refer, é mais um gestor público que alegadamente terá sido subornado por Manuel Godinho. Segundo a PJ, Vasconcelos terá recebido de Godinho cerca de 2.500 euros em numerário para que lhe «continuasse a fornecer informação privilegiada sobre o posicionamento, o pensar e o sentir da administração da Refer», segundo se pode ler no mandado das buscas realizadas na passada quarta-feira. Vasconcellos foi uma peça importante na tentativa de afastamento da administração liderada por Luís Pardal. O ex-administrador do grupo REFER, hoje simples funcionário, tinha sido afastado por Pardal depois de a empresa ter descoberto, através de um inquérito interno, o seu envolvimento nos alegados favorecimentos às empresas de Godinho nas adjudicações da gestora da rede ferroviária.

In 'Sol'



NEM QUE SE ESFOLEM


> A direcção do Benfica pretende mudar o nome do Estádio da Luz com o objectivo de angariar mais um pecúlio para fazer frente aos gastos sumptuosos que têm aumentado o passivo. Não acreditamos que haja algum benfiquista que deixe de chamar ao seu estádio o "da Luz".
A direcção do Benfica às vezes brinca com o fogo. O Benfica sempre foi glorioso e conhecido internacionalmente em toda a imprensa através do seu Estádio "da Luz".
Se agora a direcção quer optar por um apagão à "Luz" só demonstra querer contrariar a história que sempre deu noites "luminosas" e gloriosas ao clube. Mudar o nome? Podem mudar, mas daí até que os benfiquistas abandonem o seu hábito vai a distância de uma utopia. Nem que se esfolem...

QUE JUSTIÇA É ESTA?

> A irmã de Carolina Salgado também está a ser julgada no Tribunal de São João Novo, no Porto. Ana Salgado é acusada de ter difamado a procuradora-geral-adjunta Maria José Morgado.
Ana Salgado voltou ontem a reafirmar ao tribunal que Maria José Morgado deu instruções à sua irmã Carolina sobre o que devia dizer em tribunal.
"Maria José Morgado é uma pessoa que admiro mas assisti a telefonemas seus para a minha irmã dizendo que a batalha estava a ser ganha", disse Ana Salgado.
Mas, o surpreendente veio depois, através do procurador do MP que nas alegações finais disse que a arguida não conseguiu provar a verdade dos seus depoimentos, frisando que "não basta afirmar, é preciso provar que o que se afirma é verdade".
Então, a arguida jurou dizer a verdade perante o juiz para quê? Para que serve o juramento?
A arguida afirmou que as declarações de Maria José Morgado foram feitas através de telefonemas para a sua irmã Carolina. E o procurador quer provas? Provas dos conteúdos dos telefonemas? Como é que Ana Salgado pode ter provas se nunca teria poder nem condições legais para gravar as chamadas telefónicas? Não estará este procurador a ser mais papista que o Papa?

CHAMEM-LHE PARVO


> Ahmed Muhamed Dhore, 112 anos, e Safiya Abdulle, 17, casaram-se esta semana na sua aldeia natal na Somália. O noivo não é marinheiro de primeira viagem. Ahmed Muhamed Dhor tem actualmente duas esposas, mas já foi viúvo três vezes. O seu filho mais velho tem 80 anos. Para o noivo este matrimónio é a "realização de um sonho".

A família de Safiya Abdulle diz também estar muito feliz com o enlace. O noivo já há algum tempo teria demonstrado a sua vontade de casar com Safiya, mas teve de esperar que a menina crescesse para pedir a sua mão em casamento. "Nunca a forcei, apenas usei a minha experiência para a convencer do meu amor", revela Ahmed.

Ahmed Muhamed Dhor diz que espera ainda ter mais filhos com a sua mais recente esposa.

DRAGÃO EMBRIAGADO

> Esta noite, o dragão sente-se completamente embriagado com... pastéis de Belém. O Belenenses conseguiu justamente empatar por 1-1 no Porto. Dois pontos perdidos que podem animar as hostes benfiquistas para amanhã em Braga.