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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

ALGARVE É BURLA

> - Está lá?... És tu, João?
- Sou! Fernando?
- Sim, pá!
- Então, estás porreiro aí no Algarve?... Está calorzinho?... Bom ano...
- Mau ano... Sabes lá, pá! Estou aqui maluco!
- Então?
- Ando aqui em Albufeira, de um lado para o outro, a ver se arranjo um quarto para dormir com a Lurdes...
- Mas, tinhas dito que alugaste uma casa para a passagem de ano?!
- Pois disse e aluguei...
- E onde está a casa?
- Não existe!
- O quê?!
- É como te digo! A casa, népia... fui aldrabado e burlado!
- Como, Fernando?
- Ora, porque está aí uma mafia enorme que mama à grande dos distraídos, apressados e parvos como eu...
- Ainda não estou a ver a cena...
- É assim, João! Na internet vi umas casas porreiras para alugar... baratucho... paguei com o VISA... viajei até cá... dirigi-me ao local onde devia levantar as chaves e esse lugar não existe... fui burlado...

A PRIMEIRA MAIS FEIA


> O 'Expresso' piora de semana a semana. As suas edições já não fornecem novidades. A manchete é cinzenta como a de hoje. O que interessará ao país a agenda do Presidente Cavaco? É notícia? É alguma coisa que traga mudança da situação caótica em que nos encontramos? Naturalmente que não, mas o 'Expresso' não está muito interessado em apresentar novidades. O que lhe interessa é a facturação que as agências de publicidade possam proporcionar. Recentemente o semanário de Francisco Balsemão realizou uma renovação gráfica. Para quê? Para apresentar a primeira página mais feia da sua história tal como se pode observar hoje? Como a renovação não deu qualquer resultados no aumento das vendas, o jornal anuncia que a partir do próximo número vai renovar novamente. Pouco interessa. O que interessa mesmo é a publicidade e essa, não lhe falta. Mas, (há sempre um mas...) talvez seja bom alguém lembrar os responsáveis do 'Expresso' que todos os meses encerram jornais no mundo...

PROFESSORES EM PROTESTOS


Palhaços

> Já me tinha parecido desde o primeiro momento em que foi nomeada Isabel Alçada para ministra da Educação que algo iria correr mal no reino dos professores. O ano de 2009 foi de protestos, de manifestações, de reuniões, de desgostos, de preocupações, de desempregos, de injustiças. 2010 vai ser igual. Os professores têm o destino marcado: protestos nas ruas contra um governoi de surdos.
Bem me parecia que aquela falinha mansa de Isabel Alçada era para tentar enganar papalvo. Mas, os profes já têm um calo no rabo como o macaco e só os enganam quem eles querem. Os profes já toparam que a falinha mansa é muito mais venenosa e tenebrosa que a da Milú (leia-se doutora Maria de Lurdes Rodrigues, uma senhora de quem já muitos profes têm saudades).
Os profes já estão a ver que o filme actual do Ministério da Educação não tem qualquer subsídio para agradar ao público docente. É um filme a preto e branco sem qualidade e com o som imperceptível.
Avaliação e carreiras continuam a ser temas de discórdia e de desentendimento entre as partes e, como tal, a luta vai continuar nas ruas debaixo dos protestos intermináveis. Neste país, aliás, neste governo, ainda ninguém percebeu que os professores não são palhaços...

E AGORA MACAU?

> Nas mercearias, pequenas lojas, grande comércio ou em outra qualquer actividade é habitual no final de cada ano proceder-se ao balanço. Os media, aproveitando a deixa, acabam por seguir o exemplo e enchem as páginas dos jornais com os momentos mais marcantes de mais um ano que agora finda.

Não fugindo à regra, os canais de televisão vão-nos preenchendo com os «déjà vu» de sempre, lembrando-nos em reportagens o pior e o melhor do que aconteceu durante esses trezentos e sessenta e cinco dias.

Cata-se nos arquivos as melhores imagens, os momentos mais marcantes, as gafes dos políticos, a tristeza do atleta que caiu sem alcançar a melhor marca, lembram-se os cataclismos, os mais atrevidos recordam-nos que há povos refugiados, mostram-nos imagens daqueles que não têm para onde ir, dos que foram abandonados pelos seus governantes e deixados à sua sorte, restando-lhes a esperança que a comunidade internacional um dia olhe por eles.

Tudo isto nos é mostrado de modo a julgarmos que é algo de novo e que só aconteceu durante este ano.

O hábito de rever esta realidade todos os anos leva-nos a crer que é assim. Vamos acumulando a informação de tal modo que a repetição torna-se monótona, ao ponto de a esquecermos no dia seguinte. O povo tem a memória curta, já se sabe.

E em Macau? Bem, aqui as coisas não são diferentes, antes pelo contrário, a diferença reside na época especial que esta Região Especial atravessa, de tal modo que me arrisco a afirmar quais foram os momentos mais marcantes dos últimos 365 dias deste ano.

De Janeiro a Agosto nada de assinalável. Porém, em Agosto, mês de todas as grandes decisões políticas, Macau conseguiu eleger o terceiro Chefe de Executivo, figura esta de grande destaque e em quem a população de Macau deposita enormes esperanças na continuidade para enfrentar novos desafios.

De propósito não referi a eleição dos deputados à Assembleia Legislativa, pela simples razão da pouca importância que representa para o território, já temos um Chefe e isso é quanto baste.

De Setembro a Novembro, e porque fez imenso calor, as férias e a humidade não são boas conselheiras para que algo de relevo aconteça e, assim, neste rame rame, chegámos a Dezembro, mês de todos os acontecimentos.

Dia um de Dezembro: faltam dezanove dias para comemorar os dez anos da passagem de Macau para a administração chinesa.

Dia dois de Dezembro: faltam dezoito dias para...

Dia três de Dezembro: faltam dezassete dias...

Dia quatro de Dezembro: faltam dezasseis...

E por aí adiante até chegarmos ao dia tão desejado.

Dia vinte de Dezembro, dia de todo o rejúbilo e orgulho nacional: tomada de posse do novo Chefe do Executivo, visita do grande líder do povo chinês ao território e consequente apadrinhamento deste acto simbólico.

Seguiu-se a festança com direito a inauguração oficial e fogo-de-artifício. Tal como o fogo que se extingue, o centro de ciência e tecnologia de Macau ficará à espera de melhores dias e de que lhe voltem a acender a chama.

Dia vinte e um de Dezembro: anúncio feito à população de Macau da oferta de dois pandas.

Pode ser que desta vez os pandas venham trazer a tão apregoada harmonia a Macau e que ao mesmo tempo desfaçam aquele maldito provérbio popular que diz: o dinheiro não traz felicidade.

Dia trinta e um de Dezembro: até que enfim, estava a ver que o ano nunca mais acabava.


Nota 1: como cidadão de Macau, vivo sempre preocupado com os gastos exagerados do território e, como penso que as linhas de acção governativa não contemplavam a oferta dos ursos à população ávida de os ter como residentes permanentes, julgo de maior interesse nacional instalar os bichos nas instalações do Macau Dome, um local de eleição e com instalações apropriadas para o efeito.

Parece que já estou a ver o pessoal a patinar no gelo e os pandas repimpados a ver com deleite os artistas a evoluir na pista.

Nota 2: os pandas não devem de pagar entrada...


Pinto Fernandes, um texto para o diário 'Hoje Macau'

NÃO INVEJO OS ESCRITORES DE AVIÁRIO

> Invejo - mas não sei se invejo - aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que podem escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem factos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. (...)

Bernardo Soares, in 'Livro do Desassossego'

MAIS VALIA CORTAR A BARBICHA

> Se o presidente do Supremo Tribunal de Justiça não tinha mais nada que fazer para festejar o fim do ano de 2009 do que escrever a página mais negra do seu currículo [destruição das escutas a José Sócrates], mais valia agora ter cortado a barbicha para se entreter, em vez de arrasar com o juiz de Aveiro do caso 'Face Oculta. Receio que o juiz de Aveiro ainda venha a perder a cabeça e que a sua dignidade, honra e espírito profissional o leve a abandonar a carreira e venha a desmascarar toda a vergonha de um caso bem 'oculto'. Se o juiz de Aveiro um dia fala sobre a verdade das escutas, podem estar certos que haverá muita gente a atirar-se da ponte abaixo. A sorte dessa gente é que o juiz não vai perder a cabeça e vai ficar silenciado até ao dia em que escrever as suas memória e nessa data já ninguém se lembrará quem foi Sócrates, Noronha do Nascimento ou Pinto Monteiro.

Se o presidente do STJ achou por bem destruir as escutas, esqueceu-se que um processo desta natureza e com esta importância [envolvendo o primeiro-ministro] teria ainda um passo seguinte. E esse passo teria de ser dado, como disse o professor Paulo Pinto de Albuquerque, pelo procurador-geral da República que tinha a obrigação de esclarecer os portugueses sobre quais são os factos imputados pelos magistrados de Aveiro ao primeiro-ministro e quais os fundamentos jurídicos do procurador-geral da República para não abrir o respectivo processo criminal.
E assim, se faz injustiça...

PRESS RELEASE

Diário de Notícias

Despacho diz que não há indícios sobre José Sócrates
Câmaras 'usam' idosos para prevenir o crime
Professores a um passo de recorrer ao Parlamento

Polémica em torno do alerta de cheias no Douro

Alentejanos presos por roubo na Florida

Correio da Manhã

92 569 contribuintes - Dívidas à Segurança Social
Mulher sedutora engana reformado

‘Bons’ sem garantia de chegar ao topo

Acidente deixa touro solto na auto-estrada
Emprego de sonho torna-se pesadelo

Público

“Será falta de experiência negocial?”
Noronha do Nascimento critica juiz de Aveiro por valorar escutas de Sócrates

Cinco empresas de restauração colectiva multadas em mais de 14 milhões de euros

Governo disponibiliza 18 milhões do Proder para prejuízos do mau tempo
A sátira a 2009 (video)

Jornal de Notícias

Barragens perto da capacidade máxima
Violência leva mulher a lançar-se de 1.º andar

10 mudanças reais em 2010

Reveillon ao ar livre e de borla

Líder do Supremo critica investigação do caso Face Oculta

i

Igrejas vão ter mais benefícios fiscais em 2010
Proença de Carvalho negoceia devolução de dinheiro a Angola
Made in Portugal. Dez crimes que marcaram o ano
Juros dos empréstimos da casa nunca estiveram tão baixos
Sugestões de última hora: ainda tem lugar nestas festas

NOVO ANO, VIDA VELHA

2010

>
Amanhã, mudamos o calendário e as agendas. Iniciamos mais um ano par. Festejmos o 10 do novo milénio. O número 10 é bonito, dá sorte, agregador e congruente. Há quem diga que representa um casal, onde o homem é magro e a mulher gorda. E como a gordura é formosura, logo se adianta que formam o par ideal. É o 10 das estrelas de futebol e o 10 que alguns chineses gostam de adquirir para a matrícula do automóvel.
A mim, o 10 faz-me lembrar um PAU ao lado de um grande círculo. O círculo da vida. De uma vida fechada, concluída, velha, orgulhosa, triste, alegre, rica, pobre, viajada, dolorosa, sacrificada, aventureira, buliçosa, surpreendente, injustiçada e solidária. Com o PAU ao seu lado tudo ainda é esperança, o círculo da vida ainda poderá levar uma "paulada" e deixar de estar encerrado. Assim o esperamos por mais alguns anos.

ASSIM NÃO

> No 'DN' de hoje lê-se em título de abertura de página o que nunca devia ter sido escrito. Uma nódoa muito negra como exemplo de xenofobia.

"Alentejanos presos por roubo na Florida"

Isto não se faz. Isto não pode ser escrito num jornal de referência. Isto é xenofobia e discriminação. Por que razão se ofendem os alentejanos? Por que não se escreveveu "portugueses"? Este episódio merecia a atenção do Provedor dos Leitores e do director João Marcelino. Assim não.

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