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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

o herói está doente

 

 

> Um dos grandes heróis de todo o processo político de Timor-Leste desde 1968 é indubitavelmente o meu grande amigo Mário Carrascalão. Cursou Silvicultura e fez parte com Jorge Sampaio da Associação de Estudantes que combatia a ditadura salazarista. Filho do deportado político anarco-sindicalista Manuel Viegas Carrascalão, o Mário soube sempre enfrentar as dificuldades e susceptibilidades em defesa do seu povo. Antes do golpe militar do 25 de Abril, após esse período de instabilidade, durante a guerra civil e durante a ocupação indonésia, o povo timorense sempre viu nele a esperança que poderia suster o extermínio de um povo que não desejava ser indonésio. Enquanto Governador de Timor, sob a soberania indonésia, teve a coragem de se avistar nas montanhas com o chefe da resistência Xanana Gusmão, de o proteger e, mais tarde, de o apoiar para Presidente da República.

Mário Carrascalão é respeitado em vários e distintos areópagos políticos internacionais, incluindo a Casa Branca e a Presidência da República portuguesa desde os tempos do Presidente Mário Soares. Este herói que o povo de Timor-Leste respeita e ama está muito doente. Foi evacuado de Díli para Singapura. Já foi operado à vesícula e a outros problemas clínicos. Força, Mário! Timor ainda precisa muito de ti! Abraço de todos quantos te consideram como amigo e como enorme defensor do teu povo e do teu novo País.

 

 

PAU COMMENTS

 

De Manuel D'Oliveira a 1 de Fevereiro de 2011 às 23:52

 

Mário Carrascalão foi indubitavelmente o grande resistente da luta contra a indonésia. Ele foi um guerrilheiro que de peito aberto afrontava no seu gabinete, dia-a-dia o inimigo que o respeitava e temia.
Qual foi o guerrilheiro que conseguiu tirar de Timor o tenente-coronel Azis, o corrupto, e testa de ferro dos generais que de Jakarta se aproveitavam de Timor para enriquecerem?

Qual foi o guerrilheiro que afrontou Prabowo o próprio genro do Presidente Suharto e conseguiu que este fosse retirado de Timor com os seus assassinos?

Qual foi o guerrilheiro que conseguiu que o Governo Indonésio abrisse Timor à entrada de pessoas e Jornalistas? Essa abertura daria mais tarde hipótese para o massacre de Santa Cruz!

Só quem o conheceu nos anos sombrios da ocupação Indonésia, pode na realidade fazer um julgamento do seu carácter e amor à sua terra Natal. Ele encaminhou a política Indonésia em Timor e Internacionalmente no sentido que mais favorecia Timor.

Que tenha um rápido restabelecimento e volte bem para o seio da sua família.
mco

 

todo-o-terreno

 

 

 

> A Direcção do Clube UMM informa todos os amantes de TT do seguinte:

Caros Associados, Amigos e simpatizantes UMM e não só,

Temos o prazer de o convidar para participar no Passeio TT Experience By Nauticampo, que a Rotas & Sistemas vai realizar dia 5 de Fevereiro, integrado na Nauticampo.
O objectivo é criar um bom movimento de viaturas inscritas para dar uma imagem de uma modalidade viva e desperta no TT Nacional.
O valor das inscrições são de:
- Viatura e Condutor 40 €,
- Acompanhantes 35 €,
- 15€ Crianças (6 – 12 anos)
Inclui:
- Kit de Autocolantes
- Certificado de Participação
- Lembranças
- Coffee Breack
- Prova de Vinhos
- Entrada na Nauticampo
- Estacionamento privativo na Nauticampo
- Seguro AP
- Acompanhamento nos Trilhos
- Participação no Workshop – Técnicas e Boas Práticas TT
Extra: Cobertura de Vídeo
Limite As inscrições estão limitadas à capacidade logística

O Clube UMM tem o prazer de cooperar com esta iniciativa aberta. Os participantes que se inscrevam neste evento através do Clube UMM têm um desconto de 10€ por viatura, diferença esta que será suportada pelo Clube UMM, solicite-nos já o envio da sua ficha de inscrição.

Só terá direito a este desconto as inscrições feitas por intermédio do Clube UMM, através do seguinte mail: passeiosclubeumm@gmail.com.

O pagamento deverá ser feito para o NIB 0035.0551.00009189530.80 e o comprovativo de pagamento deverá ser enviado para o email acima mencionado.
As inscrições serão aceites até ao dia 1 de Fevereiro.

Para mais informações, visite o site do evento em
http://ttexperience.blogspot.com

O programa é o seguinte:
Fevereiro Dia 1
- Encerramento das Inscrições
Fevereiro Dias 2 a 4
- Horário da Feira Secretariado na Nauticampo – Entrega de kit de autocolantes
Possibilidade de inscrição de última hora, excepto se o limite
estiver atingido.
Fevereiro Dia 5
09:00 Horas Secretariado na Nauticampo – Entrega de Kit de autocolantes e
Road-Book
10:00 Horas CP 1 Início do Passeio na Margem Sul. O local do início estará indicado na documentação final.
10:30 Horas CP 2 1º troço de terra batida
11:15 Horas CP 3 Coffee Breack e Bolinhos (Canha)
Visita ao Museu Etnográfico de Canha
12:30 Horas CP 4 Prova de Vinhos - Adega de Pegões ( Stº Isidro de Pegões)
13:45 Horas Almoço (Num Restaurante da Região)
15:00 Horas CP 5 Encerramento do último troço de terra batida
17:00 Horas Workshop – Técnica e Boas Práticas TT (Manecas Pereira da Silva)
Tarde livre para visita à Nauticampo

Data 5 Fevereiro
Sec. Inicio Parque das Nações – FIL
Inicio Partida - Cidade do Montijo
Kms Asfalto 35 (+/-)
Kms Troços TT 75 (+/-)
Navegação Road-Book
Dificuldade (Grau) Acessível a todo o tipo de viaturas 4x4 ou TT (4x4, SUV, Bugy, kart Cross, ATV, Etc).
Com alternativas adequadas às características especificas a cada tipo de viaturas.

 


uma 'vista d'olhos' pelos jornais

 

 

> Os protestos no Egipto, o apoio do FMI às medidas do Governo para cortar o défice e os aumentos milionários no Taguspark são alguns dos temas hoje em destaque na imprensa.

«Oposição une-se contra Mubarak», escreve o Público em manchete, mostrando uma fotografia que ocupa quase toda a primeira página e adiantando que ElBaradei se juntou aos manifestantes.

O jornal i apresenta uma fotografia de militares egípcios com flores nos tanques de guerra e titula «25 de Abril no Egipto. Soldados trocam flores com manifestantes. A ditadura por um fio».

O Jornal de Notícias acrescenta que «Milhares de estrangeiros tentam deixar um Egipto em convulsão» enquanto o Correio da Manhã diz «Portugueses pedem ajuda no Egipto», com os turistas a queixarem-se de falta de apoio das autoridades nacionais.

O Diário de Notícias adianta ainda que «Nobel da Paz lidera agora protesto no Egipto sob o olhar dos militares».

O DN faz, no entanto, manchete com a posição do FMI face às medidas de redução do défice português.

«FMI apoia medidas mas insiste em desconfiar da execução», escreve, acrescentando que o FMI diz que as medidas anunciadas para cortar no défice chegam e sobram, mas reafirma que o problema de Portugal passa sobretudo por aumentar a credibilidade do seu plano.

No Correio da Manhã, o título principal realça os «Aumentos milionários no Taguspark», referindo que uma auditoria revelou que os salários dispararam em 2010 e que o assessor de Rui Pedro Soares levou mais 98 por cento.

«Menino amarrado a árvore por castigo», é a manchete do Jornal de Notícias, que conta que um jovem de 12 anos foi deixado ao relento, tendo apenas direito a um colchão e um bacio.

O jornal destaca também que a crise em Espanha já levou 25 mil portugueses a deixarem o país e que o destino de Renato Seabra, o alegado assassino do cronista Carlos Castro, será conhecido na terça-feira.

Também o i dá destaque a este assunto, adiantando que «Renato Seabra vai declarar-se inocente amanhã» e puxa também à primeira página que «PSD apresenta hoje projecto de Lei de Bases da Economia Social».

Segundo o Diário Económico, a «PJ alarga investigação ás fraudes na Saúde a médicos e hospitais» e diz que o Norte do país é zona de risco.

O jornal destaca ainda uma entrevista ao presidente da SIBS, Vítor Bento, que é apontado como possível ministro das Finanças, mas que garante não se propor «para a política activa».

No jornal de negócios, o título maior diz «Fundos de poupança reforma rendem menos do que a inflação», adiantando que resgatar certificados do Tesouro e voltar a subscrever é compensador.

O Jornal também faz capa com uma entrevista a Teresa Ter-Minassian, que negociou o pacote do financiamento do FMI a Portugal em 1983, e que afirma que «Medidas do Governo são corajosas e bem calibradas».

Nos desportivos, o tema comum é o jogo do Rio Aves com o Benfica (0-4), com o Record a escrever «Incrível Nuno», referindo que o capitão dos encarnados, Nuno gomes, entrou no jogo e acelerou goleada.

O Jogo escreve «Em alta no Dragão», acrescentando que nova goleada deixou Jesus cheio de confiança para a meia-final da Taça, enquanto A Bola realça «Acordo com Kléber» para contar que o avançado do marítimo está a um passo de ser contratado pelo Sporting. ('Sol online')

 

grande lata

 

> José Sócrates já ocupa o primeiro lugar do ranking dos homens com mais lata no planeta. A última do secretário-geral do PS deixou muita gente de boca aberta e, em alguns casos, entrou mosca. Depois do PS ter enterrado o País até à iminente entrada do FMI, Sócrates anunciou o novo lema para a política futura do partido: "O PS vai salvar Portugal do FMI"... tanta lata só dá vontade de chorar, perdão, de rir, porque tristezas não pagam dívidas...

olha quem fala em crueldade

 

 

Manifestação em Díli em 1974 em honra de Almeida Santos

 

> Almeida Santos era ministro da Coordenação Interterritorial do primeiro governo após o golpe de Estado militar do 25 de Abril. Foi incumbido de se deslocar a Timor-Leste em Setembro de 1974, a fim de discutir com os dirigentes timorenses a transição do território para a continuação da ligação a Portugal ou outra forma de autodeterminação. Mas... primeiramente deslocou-se a Jacarta, capital da Indonésia. Como a memória futura não pode ser apagada, ainda tenho comigo as declarações do general Ali Muortopo, chefe das Forças Armadas indonésias e homem todo-poderoso do regime do presidente Soeharto, após o encontro que manteve com Almeida Santos e que eram bem animadoras no sentido de que a descolonização de Timor-Leste não teria nada a ver com uma possível independência.

De seguida, Almeida Santos foi recebido em apoteose na capital de Díli por milhares de timorenses. Tudo prometeu no sentido da liberdade e da democracia para aquele povo até à data administrado pela soberania portuguesa. Depois dessa promessa, sabemos bem com que crueldade foi servida a integração de Timor-Leste na República da Indonésia, após as idas de Almeida Santos a Jacarta, a Díli, a Macau, a Hong Kong e do seu colega dos Negócios Estrangeiros, Melo Antunes, a Roma para a assinatura do célebre acordo com os indonésios.

E depois de tanta crueldade para com cerca de 800 mil timorenses, dos quais um terço foram fuzilados pelas balas do invasor, é o mesmo Almeida Santos que diz isto: Cavaco foi cruel na hora do discurso da vitória.

 

PAU COMMENTS

 

De a.marques a 30 de Janeiro de 2011 às 19:20
Um personagem que dá cobertura e coabita num reduto que vive de golpes traiçoeiros, manhas e armadilhas chapinhando no próprio lamaçal onde se atola, inundado de rancores, zangas e provocações. Só
falta de discernimento e estatura moral podem justificar a pretensão de defender tal reduto tentando atingir com os próprios salpicos os que não ajoelham, não pactuam e não se vergam. Não há figura como a primeira nem triste figura como o último retrato. Sem remédio.
De Manuel D'Oliveira a 31 de Janeiro de 2011 às 12:00
Em relação a este teu artigo sobre Almeida Santos, envio-te uma passagem do meu livro “Buan ! Buan ! Buan !” pois que o assunto e até a própria fotografia não me deixam indiferente. Um abraço. mco


“Timor, especialmente Díli, dia a dia ficava mais mergulhada na liberdade nova palavra que na realidade significava o caos. Os slogans importados, sabe Deus de onde, enchiam as paredes como prova cabal de que os bons e educados costumes estavam já ultrapassados. Os jovens em nome de uma nova era política, apedrejavam nas ruas a polícia e elementos de outros partidos, criando uma instabilidade propícia aos desígnios de outros, que na sombra manobravam os cordelinhos, com polegares levantados em forma de aquiescência e apoio. Matavam-se os irmãos para se dar lugar a uns mencionados primos, os quais esfregavam as mãos em grande gozo político. Os serviços secretos Indonésios, esses estavam a levar bem a água ao seu moinho, dominando a situação política a seu belo prazer.
No meio de toda esta confusão eu apenas saía de casa para o jardim do padre reitor, e rezava para que toda esta barafunda passasse rapidamente.
No cerne da nova ordem que as forças policiais não podiam, ou não queriam pôr cobro, surgiu a notícia de que vinha um ministro de Portugal, para "in loco" apreciar se o “Transatlântico parado no meio do oceano” estava já andando para o lado Indonésio, ou nem por isso. Foi o pandemónio. Das montanhas desceram os fantasmas do passado em forma de bandeiras velhinhas, tão velhas que ao passarem transportadas por velhos montanheses de longas barbas brancas, nos sentíamos na obrigação de ajoelhar em homenagem a um passado já passado, que se erguia orgulhoso, antes de ser traído, e tombar para sempre nas tumbas do obsoleto. O Ministro chegou por fim a essa ilha em forma de crocodilo, quedou-se emocionado, soltou um gemido e algumas lágrimas do supradito e regressou muito depressa, para nas entrelinhas das suas novas declarações em forma de arrependimento, dizer que era necessário acelerar a confecção da sopa que estava a ser cozinhada. O destino de Timor estava traçado. Muitos milhares, embalados mais uma vez nas palavras fingidas de um lado, e radicais do outro, estavam psicologicamente preparados para serem imolados no altar da hipocrisia e da ganância do poder, caminhando por entre cânticos ardentes de revolução e outras cantigas antigas, inevitavelmente, em direcção do holocausto.”
"in Buan,Buan,Buan"

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