Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

complexo de inferioridade

 

 

> É sempre a mesma coisa de há uns tempos a esta parte. O Hóquei em Patins em Portugal tem um complexo de inferioridade terrível. Participa nos campeonatos mundiais e europeus sempre para ganhar. Começa com as cabazadas do costume mas quando se aproximam as finais lá aparecem as selecções de Espanha ou da Argentina e aí o complexo vem ao de cima. Ainda ontem foi o que se viu. Ao defrontar a Argentina e quando o passaporte para a final estava ali a duas sticadas, eis que os argentinos derrotaram Portugal por 4-3. Ai, este raio do complexo de inferioridade que se apoderou da selecção portuguesa ao ponto de cada vez mais sentirmos saudades do Moreira, Adrião, Velasco, Bouçós, Vaz Guedes, Livramento, Xana e outros. A propósito, a minha homenagem ao melhor jogador do mundo de todos os tempos, o António Livramento.

 

gordura é formusura

 

 

> Cada vez mais as mulheres gordinhas podem perder os complexos. Gordura é formusura, já dizia a minha avó. Agora es edições das revistas prestigiadas estão rendidas às curvas um pouco avantajadas, publicações que dão destaque exclusivo aos tamanhos grandes, como a Voluptuosity Magazine, semanas de moda XXI como a Full Figured em Nova Iorque e uma legião de bloggers em versão "fat chic". A onda das mulheres curvy soma e segue a sua marcha.

É o caso da bela Candice Huffine, a norte-americana que foi capa do mês de Junho da 'Vogue' Itália (e que aqui apresentamos). Fora dos desfiles, veste jeans sem pensar duas vezes mesmo que o rabo fique bem saliente. "Não há nada que não vista porque adoro as minhas pernas...".

qui ' nada (16)

 

E NÓS ....TINO

> Faz muitos anos, li num jornal de que agora não consigo identificar nem origem nem autor, uma peça de que guardei o recorte agora achado já amarelecido em operação de limpeza caseira. Sacudido o pó, além de o poupar ao caixote do lixo pela actualidade que sugere, pelo abanão que provoca e pela reflexão que impõe, não resisto á tentação de o propor para transcrição:

"O POVO QUE TEMOS- Quem tiver paciência, e oportunidade, de ler e consultar os jornais de há 60 ou 70 anos, e mais, e se der ao trabalho de comparar o que então se dizia e fazia, com o que actualmente se diz e faz, não pode deixar de se surpreender com o paralelismo flagrante de situações e de oratória política. Com efeito, dando mostras do mesmo congénito sinal de incapacidade entre a manifestação da vontade e a capacidade de traduzir a mesma em actos positivos, o português, cada vez mais aferrado a hábitos de calaceirice e indolência mental, propõe mas não actua, perora e denuncia mas, para tanto prefere sempre o anonimato, projecta mas não realiza, e sem verdadeiro e autêntico sentido de humor, fabrica piadas ou faz anedotas. No capítulo físico , é teso, mas quanto a valentia, que é aceitação racional e calculada dos riscos e do perigo, vai-se contentando com os "brandos costumes", e a crença do que é preciso é sorte e dinheiro para gastos. De modo que, a par das pseudo-soluções em que é fértil, consente, perfeitamente à vontade, o crime, a desonestidade, a violação do Direito, e o "gamanço", a que chama "esperteza". Verborraico e superficial, por atavismo, não possui qualquer sentido dramático da existência - e aqui se diferencia basicamente do espanhol - e é capaz de misturar, facilmente, o heroísmo com a cobardia. Saudavelmente, porém, diante do pior drama, faz pilhéria. É este o Povo que temos".

 

Pau de Ferro

colaborador

 

Pág. 41/41