Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

A grande escandaleira

Joe Berardo era o tal fulano enigmático que chegou a Portugal vindo da África do Sul e diziam que vinha milionário. Comprou uma quinta enorme onde colocou esculturas orientais e outras como se fosse um museu na natureza. Logo aí, disseram que investiu uns largos milhões de euros. Um dia, apareceu como grande amigo de Sócrates, mas já se falava de umas vigarices cometidas pelo milionário. Sócrates, o pior primeiro-ministro da história de Portugal, começou a dar-lhe tudo. Não se sabe se recebia comissões. A dada altura, Sócrates dá ordens para a Caixa Geral de Depósitos que empreste o dinheiro que Berardo quiser. E o "milionário" levou 280 milhões de euros. Chico-esperto como parece que sempre foi, comprou com esse dinheiro acções no BCP/Milennium e tornou-se um dos maiores accionistas do banco. Entretanto, apareceu milagrosamente com quadros valiosos e não sabia onde os expôr. A solução foi o amigo Sócrates. E assim veio a ordem para o Centro Cultural de Belém expôr os quadros e o local passar a chamar-se Museu Berardo (imaginem). Com o Estado a pagar-lhe um dinheirão anualmente quando devia ser ao contrário. Como o museu podia vir abaixo por o CCB ser um projecto do Manuel Salgado (sempre perigoso), o "vivant" Berardo teve a pouca vergonha de começar a cobrar as entradas no museu. Ninguém sabe para onde vai esse dinheiro. O que se sabe é que nós sustentamos a CGD, a mesma encerra balcões e despede funcionários e os 280 milhões que Berardo levou já não voltam...

Berardo.jpg

 

Uma vida de 70 anos

Amanhã não virei aqui ao blogue escrever seja o que fôr. Quero estar um pouco descansado a meditar como é que consegui chegar os 70 anos. É uma data histórica para mim. Aos 15 anos não morri, por milagra. Aos 20 no serviço militar a mesma coisa. Aos 22 na tropa em Timor deu-se outro milagre para que a minha vida não terminasse. Aos 35 na pista do Grande Prémio deu-se outro milagre porque o meu carro embateu contra a barreira, partiu a jante, continuei e consegui o 3º lugar. Se a jante tivesse saltado já não estava cá. Aos 40 aventurei-me a guiar um jipe UMM de Macau a Lisboa onde vi a morte algumas três ou quatro vezes. Aos 54 numa corrida de carros em Darwin, Austrália saí ileso de um acidente. Uma vida que foi percorrendo o seu destino com algumas asneiras em determinados momentos, como excesso de fumo, de álcool e até de natação perigosa. Em muitos casos chamaram-me maluco, como por exemplo, fui voar numa Asa Delta em Macau quando estas aeronaves apareceram lá pela primeira vez. Viagens foram mais que muitas, de carro, comboio, barco e avião. A sorte esteve sempre pelo meu lado. Imaginem a viagem no navio "Timor" de Lisboa para Timor e onde no Índico uma tempestade esteve quase a naufragar o navio. O próprio comandante teve a coragem de me dizer que não soube como é que nos salvámos. Viagens de carro foram autênticos milagres, porque sempre abusei da velocidade. Cheguei a fazer 1 hora e 58 minutos de Lisboa ao Algarve. Abuso louco em quase todas. Acidente nenhum, mas uma vez foi mesmo milagre. Fui de Lisboa ao Porto com o meu filho e o meu sobrinho Ricardo. Almoçámos na Mealhada e o vinho estava melhor que o leitão. Pensei que um dos dois pudesse guiar até ao Estádio das Antas onde íamos ver o FC Porto-Sporting. Qual quê, quando chegámos ao carro e entrámos, mal coloquei o carro a trabalhar os dois já estavam a dormir. Eu via dois carros à minha frente e mais dois em sentido contrário e consegui chegar às Antas. Um autêntico milagre. Agora cheguei aos 70 anos de idade. Considero que esta chegada foi um milagre, ou de Nossa Senhora de Fátima ou de Deus...

 

bolo-de-aniversario-para-senhora-de-70-anos-6.jpg

 

Angola à beira da rotura política

José Eduardo dos Santos, ex-presidente de Angola foi um ditador? Foi um corrupto? Foi um desviador de dinheiros públicos? Não sei, não tenho provas. O que eu sei é que fez enriquecer milhares de portugueses e alguns ficaram milionários. Permitiu que os seus generais e os seus filhos colocassem milhões de euros em Portugal. Sei de um banco português que estava à beira da falência e que o ex-presidente de Angola mandou a filha Isabel injectar mais de 400 milhões de euros. Veio o novo presidente, que hoje anda por aí a passear em Lisboa, e anda a tentar dar-se o ar de muito honesto e a querer mudar tudo para inglês ver. Já se esqueceu do seu passado e das benesses que Eduardo dos Santos lhe deu. Mas, João Lourenço foi longe de mais e veio a público dizer que o antigo chefe de Estado angolano deixou os cofres vazios. Eduardo dos Santos, com coragem e frontalidade já lhe respondeu e diz que no dia que passou a pasta a Lourenço deixou nos cofres do Banco Nacinal de Angola nada mais que 15 mil milhões de euros.

Naturalmente, que já viram que a coisa está preta em Angola e que o futuro político não vai ser risonho. Há muita arma espalhada por grupos de apoio de Santos e de Lourenço e a situação pode descambar para o confronto. Basta lerr as palavras importantes neste aspecto de Isabel dos Santos: "A situação está a tornar-se cada vez mais tensa, com a possibilidade de se juntar à crise económica existente, uma crise política profunda"... agora tirem as vossas conclusões.

Luanda.jpg

 

Chocado

Estou completamente chocado e impressionado. Quem leu o meu post de ontem sobre a tragádia de Borba pode ter lido que a dada altura escrevi: " E se fosse um autocarro cheio de passageiros?"...

Então, não é que abro o jornal "i" esta manhã e leio que "Diariamente passava naquela estrada o autocarro escolar cheio de crianças". Isto é o fim da compreensão. Como foi possível o Estado ter sido avisado cinco vezes do risco de uma tragédia e ter permitido a estrada aberta ao trânsito? E aquele presidente da Câmara de Borba que é um autêntico atrasado mental e perante vários mortos por culpa dele e de outros com funções institucionais ainda disse para as televisões "Estou tranquilo". Está tranquilo porque não foi um dos que caiu lá para baixo da pedreira...

Borba.JPG

 

 

Os responsáveis não morreram

Há cinco anos passei na estrada entre Borba e Vila Viçosa com o coração nas mãos ao ver as pedreiras de um lado e outro mesmo ali a uns metros. A estrada nem bermas tinha. Pensei que a existência da estrada era um suicídio e que mais tarde iria dar tragédia pela certa. E deu. Ontem morreram duas pessoas e estão cinco desaparecidos. E se tivesse sido um autocarro cheio de passageiros? Por que razão não se encerrou aquela estrada há mais tempo, quando existe uma variante por onde o trânsito pode fluir. Há responsáveis da tragédia. Há ministro, secretário de Estado, director-geral, presidente da Câmara e sei lá quem mais que tem responsabilidade por aquele autêntico crime. Mais uma vez temos de louvar o exemplo de Jorge Coelho, quando se demitiu imediatamente, após a queda da ponte Entre-os-Rios. Mas os responsáveis desta derrocada não morreram...

borba6_770x433_acf_cropped.jpg

 

 

A vergonha de um parlamento

Em política não pode valer tudo. E em Timor-Leste já passaram muitos anos de independência para não se cometerem erros gravíssimos e que colocam a imagem do país num patamar negativo. O Parlamento Nacional tem agora uma maioria afecta ao actual governo depois da Fretilin ter sido derrotada. Entretanto, foi eleito Presidente da República, um membro histórico da Fretilin, Lu Olo Guterres. O Presidente foi convidado oficialmente a visitar o Vaticano e a ser recebido em audiência por Sua Santidade o Papa Francisco. E o Parlamento Nacional, melhor, a tal maioria com excepção da UDT, votaram contra a visita do Presidente ao Vaticano, aliás, como já o tinham feito para uma visita de Lu Olo Guterres a Portugal. As críticas nacionais e internacionais à decisão dessa maioria não se fez esperar e a maioria dos apoiantes que elegeram os deputados que confundem o cu com as calças também foram os primeiros a criticar os seus próprios deputados. Moral da história: agora, esses deputados querem arrepender-se e caíram em si no que estavam a prejudicar o futuro de Timor-Leste, e querem voltar a votar desta vez a favor da visita presidencial ao Vaticano. Há erros que não se podem cometer e em política não vale tudo, especialmente a vingança partidária...

parlamento-nacional-dili-timor-leste-ey9h3k.jpg

 

MACAU sempre na berlinda

A ida a Macau de governantes e deputados portugueses foi um fartote ao longo dos anos de administração portuguesa. E o que iam lá fazer? Nada, a não ser se sacavam algumas patacas para a compra de uma vivenda e de um Mercedes, além das jóias para as esposas, amantes e secretárias adquiridas de borla nas lojas da Avenida Almeida Ribeiro, porque depois o governo macaense pagava. Outros foram mais espertos. Deslocavam-se a Macau para confirmarem as contas offshores e para verem se os seus milhões estavam em ordem. Hoje, é Luís Filipe Menezes que está na berra porque colocou na offshore de Macau do Banco Comercial de Macau a quantia de 2 milhões de euros em nome do pai e do filho. Mas quantos Menezes têm lá milhões? Até ex-primeiros-ministros se têm servido de Macau para "lavar" os dinheiritos que escorregaram em ajustes directos, PPP's e licenças para resorts. Macau "lava" bem, mas há uma questão que não se entende. A Polícia Judiciária portuguesa fala português obviamente e a Polícia Judiciária de Macau idem idem aspas aspas. Então, porque não existe uma maior cooperação entre as duas entidades judiciais de investigação a fim de se descobrir quem tem andado a encher o saco à base de Macau?

Screen Shot 2018-11-12 at 09.49.06.png

 

Quando parece não existir cérebro

A vida divide-se por fases. Boas e más. O ser humano tem de entender que o principal sustento da sua existência é ter saúde. Essa a grande realidade, sem saúde a vida não tem qualquer sabor e pode acabar mais depressa. E quando a saúde é boa e não nos obriga a ir a médicos e hospitais e a doença é o pensamento? Esse pensamento malandro que não pára e que chega a paralisar o cérebro. Por vezes, parece que não temos cérebro e que não podemos pensar a não ser numa única coisa. Quando só pensamos num facto, o cérebro paralisa, é a sensação. Neste caso, deixamos tudo, nem o nó da gravata sabemos fazer bem, não apetece sair da cama, não se telefona a nenhum amigo, não se quer conversas com ninguém. Não é por maldade, nem os amigos merecem que o cérebro pareça que não existe. É a sensação de prescindir de tudo, mas talvez, desejando tudo. É confuso, não é filosofia e nem tem nada a ver com a cultura que adquirimos. É o pensamento que reina na nossa existência. É o pensamento único que nos derruba do palanque normal do comportamento anormal. Escrever passa a ser um esforço porque o pensamento único não nos permite escrever livros em série como faz o José Rodrigues dos Santos ou a sua esposa, tal como lançaram o boato. Escrever é importantíssimo para que o cérebro possa mostrar-nos que existe e é feliz em oferecer-nos inspiração suficiente para divulgarmos o que gostamos e não gostamos. Afinal, o pensamento único deixou-me escrever estas palavras quase sem sentido. Com uma dificuldade enorme e para vos dizer que o pensamento único não me vai permitir contactar-vos por uns dias. Não sei até quando. Aguardo que o pensamento único vá treinar o Sporting...

Cérebro.png