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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Escrever

Escrever é belo. É exteriorizar o que nos vai na alma e no pensamento. Sempre escrevi quando era criança e gostei tanto que me transformei num jornalista vulgar de lineu. O escrever pode fazer bem a quem lê, como pode colocar certas mentes traumatizadas a interpretar mal o que escrevemos. É triste quando a nossa escrita é interpretada precisamente sem senso e com laivos de sonambolismo. Por vezes, a maldade de não nos interpretarem bem leva-nos à vontade de não escrever mais. O que vale é que há sempre imensa gente que gosta do que escrevemos. E nesse sentido, é sempre Natal.

Feliz Natal

Quero desejar a todos os meus leitores um Natal muito Feliz na companhia daqueles que vos são queridos. Muitas felicidades em paz e amor. Abraço.

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Mourinho deixa o Manchester United

 

José Mourinho fartou-se da escumalha que grassa no MUnited e deixou o clube. Os jogadores não tinham qualidade para serem campeões. O director desportivo e financeiro não comprou um jogador indicado por Mourinho. O racista Pogba andou sempre a boicotar o seu trabalho e a meter intriga. Os resultados negativos levaram os ânimos internos a aquecer e Mourinho nunca se deu bem com palhaços e vigaristas. Muito bem, José. O MUnited não merecia ter um treinador que se dedica a cem por cento, que ama o futebol e que se habituou a ser campeão desde que tenha condições para tal. E veremos em que lugar da classificação irá ficar o MUnited. Felicidades para o melhor treinador do mundo.

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Não tem compreensão

Quatro heróis portugueses perderam a vida na queda de um helicóptero do INEM. Quatro heróis que dedicavam a vida a salvar outras vidas. Vinham de mais uma missão onde foram ao Porto levar um doente em estado grave. No regresso, quase a chegar à base de abastecimento, baixaram de altitude e embateram no inacreditável. Há vários dias que os moradores da área tinham visto a antena emissora com a luz vermelha do cimo completamente apagada. O helicóptero embateu contra a antena porque certamente o piloto não viu luz vermelha nenhuma acesa. E agora de quem é a responsabilidade de a antena estar às escuras?

Será que o primeiro-ministro saberá alguma coisa do assunto, quando resolveu ir até ao Afeganistão fingir que é muito amigo dos militares e aparecer na zona de guerra de forma ridícula. Com toda a gente de camuflado e acessórios de combate, António Costa lá ia no meio dos operacionais com gravata, sem botas e com um rolo de papel higiénico na mão... realmente, às vezes os teatros de guerra dão cá uma caganeira...

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Políticos de merda

Os nossos políticos não merecem a nossa consideração, aceitação e votação. Acabam de cometer um crime que toda a gente tem de saber. Peço-vos fervorosamente que divulguem o mais possível o que vos vou dizer. Um projecto-lei sobre os cuidadores de doentes de demência, vulgo, Alzheimer, foi rejeitado na Assembleia da República. Saberão os políticos o que é um cuidador informal? Saberão os políticos que os cientistas já concluiram que existem cerca de 250 tipos de demência? Saberão os políticos que os cuidadores é que sofrem e não é o doente. O doente perdeu as faculdades e a memória não se apercebendo do que se passa à sua volta. Muitos fogem pela porta fora. Outros partem tudo em casa. Outros batem nos cuidadores. Outros quando os filhos chegam para os ver perguntam quem é este bandido que me vem matar. Outros estão acamados sem dizer nada. Outros vão podendo andar na rua desde que acompanhados. Os cuidadores têm um trabalho de uma grandeza e dedicação profundas. Os cuidadores têm de deixar de trabalhar, normalmente é o conjuge que passa a cuidar do doente 24 horas, ou algum dos filhos. Para os cuidadores acabam-se os jantares fora, os teatros, os cinemas, as idas ao futebol, o convívio com os amigos, as férias, as viagens, etc. Um cuidador não é remunerado por qualquer instituição estatal. E agora que havia a possibilidade de se aprovar legislação para beneficiar os cuidadores, reprovaram o que estava proposto. Maria Roseira de Belém deve estar desapontada e triste porque presidia à comissão que tentou que os cuidadores passassem a ser considerados oficialmente como serviçais do humanismo. Ela que pergunte ao deputado António Filipe do PCP, que teve a sua querida mãe internada no mesmo lar onde esteve a minha mãe, quanto é dificílimo tratar de um doente com demência. O que acabou de acontecer revolta-me para toda a vida, porque há mais de quinze anos, infelizmente, que sei bem o que é ser cuidador.

 

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Os enfermeiros não são enfermeiros

Os enfermeiros portugueses são absolutamente inconscientes. Há 20 dias em greve é um absurdo e uma facada no humanismo que juraram defender. Os enfermeiros podem paralizar os hospitais em breve. Isso será um crime contra o povo a que pertencem. Certamente, que muitos enfermeiros têm familiares doentes, acamados, para consulta, para cirurgia, para exames. E nem isso os sensibiliza? Não, não são enfermeiros. São uns mercenários do dinheiro e de outras condições reivindicativas que sabem que o Estado (todos nós) não tem dinheiro para os satisfazer. A greve dos enfermeiros portugueses passou dos limites do bom senso e da compreensão por aqueles que sofrem. Com a saúde não se brinca. E os enfermeiros têm brincado com a vida das pessoas. Já morreram doentes porque a sua lista de espera para uma cirurgia avançou zero. Um jornal inglês escreveu que os enfermeiros portugueses em Inglaterra são dos melhores e nem pensam em greves. O quê? São bem pagos? Pois, mas a vida é caríssima. Alugar uma casa nem pensar. Tudo é mais caro que em Portugal, mas os enfermeiros gostam de trabalhar no estrangeiro porque ganham mais dinheiro. É esse o busílis da questão. O mesmo jornal avança que se os enfermeiros em Inglaterra fizessem uma greve semelhante à de Portugal iam logo todos para o olho da rua e a Inglaterra contratava profissionais à Austrália, Canadá e EUA. Os enfermeiros portugueses nem pensam na quadra natalícia, nem isso lhes dá um pouco de fervor para que cancelem a greve e deixem avançar as cirurgias que têm de ser feitas com urgência. Para mim, o problema dos enfermeiros foi sempre o mesmo... é que sempre gostavam era de ser médicos...

 

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Quando não há Natal

A noite estava fria, caía uma chuva miudinha. Era noite de Natal. Em casa ninguém ia à missa do galo e toda a gente se deitou cedo. Resolvi sair pela porta fora. As luzes das ruas com os efeitos natalícios fizeram-me lembrar que não tinha dinheiro nenhum no bolso. Ainda passavam pessoas com sacos cheios de presentes de Natal que iam para os jantares ou festas tradicionais. Percorri muitas ruas a olhar a decoração das montras. Artefactos lindos, roupas maravilhosas, stands de motorizadas que eram o sonho de qualquer jovem. Andei tanto pelas ruas da cidade que me cansei. As pernas doiam e no Natal nada deve doer. Sentei-me numas escadas e apareceu um velhote meio embriagado muito mais pobre que eu. Sentou-se ao meu lado e perguntou-me se também não tinha Natal. Respondi-lhe que já tinha tido quando os pais e irmãs jantaram cedo e abriram umas prendas. O homem achou-me demasiado novo para ser um solitário não embriagado e quis saber a razão da minha presença sentado nas escadas daquele bairro. Respondi-lhe que apenas me sentia triste porque não tinha Natal como a maioria das pessoas. O velho ficou ainda a saber que eu sofria de solidão porque a minha família não era natural. Nunca tinha conhecido o meu pai legítimo e vivia na casa do padrasto. Soube ainda que me fartava de chorar por nunca ter pronunciado a palavra pai, a não ser quando se falava do Pai Natal. Quando não há Natal as lágrimas não páram...

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