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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Os Correios da nossa desgraça

No Partido Socialista existem poucos membros que saibam de política. A maioria inscreve-se no partido para obter um emprego. E desde a Assembleia da República ao gocerno, passando pelas mais diversas empresas dirigidas por maçons, tudo serve para obter um tacho. Mas, pensar em política e interpretar o sentido do pensamento popular, nem pensar. São umas nódos que nem sequer sabem fazer bem ao partido.

Está no âmago do povo um descontentamento grave e generalizado: o mau serviço prestado pelos CTT. Os correios deixaram de servir as populações condignamente. Encerraram lojas que faziam uma falta enorme aos moradores dessas áreas onde fecharam as lojas. O serviço é péssimo. Os carteiros nem tocam às portas para entregar uma encomenda, deixam um aviso e vão-se embora. Os idosos têm de andar quilómetros para irem à estação mais próxima para levantar a encomenda. O telefone toca, entra no automatismo dos números e ninguém nos atende sobre o pretendido. Os CTT deviam ser nacionalizados imediatamente e o governo do Partido Socialista se o fizesse deixava o povo tão contente que de certeza que ganharia as próximas eleições legislativas por maioria absoluta. O povo nunca mais esqueceria quem lhes tinha feito tão bem.

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Uma grande poetisa

Há um poema que tem sido polémico. Diziam que a autora do poema tinha sido Sofia Mello Breyner. Afinal, o poema que é uma maravilha e de um sentimento excelente foi escrito, passados cinco anos de Sofia falecer, pela  Juíza Desembargadora do Tribunal da Relação de Lisboa, Adelina Barradas de Oliveira. Um poema que eu adoro. É sentimental por constituir as vicissitudes referentes às mulheres e uma homenagem singela e profunda simultaneamente às mulheres. Adorava conhecer a Meritíssima Juíza Adelina Barradas de Oliveira para lhe poder transmitir algo mais sobre as mulheres.

O poema:

"Há mulheres que trazem mar nos olhos

Não pela cor

Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos

Ficam para além do tempo

Como se a maré nunca as levasse

Da praia onde foram felizes

 

Há mulheres que trazem o mar nos olhos

Pela grandeza da imensidão da alma

Pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...

Há mulheres que são maré em noites de tardes...

e calma"

É por estas palavras poéticas que eu adorava conhecer a Meritíssima Juíza, talvez, para lhe poder dizer que

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma de trazerem ao peito um bebé que foi adoptado devido à sua infertilidade, mas que o ama tanto que o apertam como as pedras da calçada.

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma porque têm dores horríveis no útero porque a família do marido as obrigaram a abortar.

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma que suporta ter sido linda, culta, inteligente, boa conversadora, admirada, sensual e que ao olharem para o espelho nem se conhecem, não se lembram de ninguém e nem sabem percorrer as ruas sozinhas.

Há mulheres que trazem o mar nos olhos, não pela cor, mas pela vastidão da alma que suporta a exigência de um ou de uma companheira (chulos) que as obrigam pela sua beleza a praticar a prostituição e a terem que exercer sexo com mais de quinze homens ou mulheres em cada dia.

Meritíssima Juíza, que escreve textos maravilhosos no blogue Cleopatra Moon, agradeço-lhe imenso o seu talento, a sua exteriorização do que lhe vai no sentimento, e essencialmente, a homenagem que faz às mulheres. Adoro as mulheres que são iguais ou parecidas consigo. Receba um beijo de fraterna amizade.

 

Foto: Juíza Desembargadora Adelina Barradas de Oliveira

 

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ADSE é dos beneficiários

Nos últimos dias muito se tem falado da ADSE e dos hospitais comerciais que querem terminar os acordos que têm com a instituição. A ADSE tem salvo muitas vidas porque a título de exemplo existem muitos aposentados da Função Pública que vivem quase ao nível da pobreza e só a ADSE os tem salvo da morte. Uma amiga minha, Helena Rodrigues, escreveu no facebook um comentário que toda a gente devia ler , por isso, o vou transcrever aqui, para que não hajam dúvidas.

 

"Helena Rodrigues Uma pequena nota, João Severino, para esclarecer quem paga o quê: a ADSE é exclusivamente sustentada com os descontos de 3,5% dos vencimentos e reformas (incluindo dos subsídios de férias e Natal) dos funcionários públicos no activo ou aposentados. A ADSE não recebe um cêntimo do Estado. Até os funcionários públicos que trabalham nos serviços da ADSE são pagos pelos beneficiários e não pelo Orçamento do Estado. A ingerência dos governos na gestão da ADSE é abusiva e inadmissível num Estado que se diz de direito. O uso e abuso das verbas da ADSE para mascarar défices e outros que tais é mais uma das muitas trafulhices a que vimos tristemente assistindo, enquanto se vai fomentando a inveja de gente mal informada. Dividir para reinar, colocar uns contra os outros, estimular as posições de claques.....uma vergonha!"
 

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