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Pau Para Toda a Obra

Um blog onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim.

Pau Para Toda a Obra

Um blog onde deixarei simples observações sobre o que vai acontecendo à nossa volta neste mundo global. Também serve de contacto com imensas pessoas que gostaram de mim.

isto está preto

João Severino, 30.10.25

PORTUGAL VAI ACABAR

EM GUERRA CIVIL

 

Não pode haver calma, quando os fascistas estão a passar linhas vermelhas e se assiste ao incentivo do ódio ao ponto de serem racistas como nem no tempo de Salazar. Os cartazes de André Ventura, de racismo puro, estão a provocar um descontentamento na sociedade, especialmente entre os democratas e nas comunidades de várias gerações que vieram de África e de outros países, que já se perfilam grupos a armarem-se para um dia, caso Ventura não pare com o ódio e o racismo, dispararem a matar. Como antigo militar de elite, já fui contactado para uma reunião de um dos referidos grupos de democratas.

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peças com alma (9)

João Severino, 28.10.25

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CHUVA

Chuva fenómeno da natureza.
Chuva que nos molha.
Chuva que refresca.
Chuva que rega.
Chuva que os agricultores agradecem.
Chuva que me rega as plantas do quintal.
Chuva que obriga a comprar sombrinha.
Chuva que inunda.
Chuva que pode matar moradores.
Chuva que desaloja moradores.
Chuva que provoca acidentes.
Chuva que faz 'water planning' na estrada.
Chuva que uns gostam e outros detestam.
Chuva que começa a anunciar o Inverno.
Chuva que pode ser tropical.
Chuva que suspende o jogo de futebol.
Chuva inimiga dos maus condutores de carros.
Chuva péssima para os motociclistas.
Chuva que obriga ao uso de gabardina.
Chuva que faz recolher a passarada.
Chuva que a minha canária detesta.
Chuva que enche as barragens.
Chuva que obriga os pilotos de aviões a cuidados redobrados.
Chuva que só pára quando entende.
Estou todo molhado devido à chuva!

 

saber

João Severino, 25.10.25
 
Sei eu.
Sabes tu.
Sei que tu sabes que eu sei.
Sei que és ingrato.
Sei que és mafioso.
Sei que és corrupto.
Sei que roubaste.
Sei que és inteligente.
Sei que és controlador dos outros.
Sei que tens muita grana.
Sei que tens amantes.
Sei que és hipertenso.
Sei que ocupas e vendes.
Sei que és invejoso.
Sei que estás podre de rico.
Sei que és um frustrado.
Sei que não és eterno.
Sei que te mando à merda!
 
P.S. - Em França, em média, os cidadãos dizem por dia 20 vezes “merde”.

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funcionários de merda

João Severino, 24.10.25
Ontem, recebi duas (2) mensagens para não faltar à consulta de Reumatologia, no Hospital de Santa Maria, aguardada há seis (6) meses, às 08:00 horas devendo chegar às 07:30. Levantei-me às 04:30 h para tomar banho, fazer a barba, vesti-me, tomar o pequeno-almoço e ir para a paragem de autocarros de modo a apanhar o primeiro 35 da manhã. Cheguei ao hospital e começei a ouvir gritos. O que se passa, perguntei-me. Aproximei-me do local dos balcões e mais gente a gritar protestando e insultando tudo e todos em revolta total e era caso para isso. Os funcionários públicos estão em greve. Um taipal encerrava os balcões e uma folha A4 colada dizia apenas “GREVE”. Nem imaginam o que eu ouvi e todos com absoluta razão porque os anarcossindicalistas ensinaram que a greve era o último recurso do trabalhador. Hoje, os sindicalizados não passam de carneiros que seguem à primeira a ordem emanada de os lacaios do PCP que nunca trabalharam.
Desabafos que ouvi:
“Funcionários de merda! Só pensam em dinheiro e estão-se a cagar para o povo”
 
“Cabrões que passam o Verão no ar condicionado e nem atendem os telefones”
 
“Quem faz falta é o Sá Carneiro”
 
“Comunas de merda que cagam nos pobres”
 
“Os gajos que tivessem aqui que lhes dava com a muleta nos cornos”
 
“Como estou de cadeira de rodas cuspia-lhes na cara”
 
“Venho de longe, espero há um ano a consulta e estes fdp fazem greve num hospital”
 
“O governo é uma merda por não proibir greves nos hospitais”
 
“Depois não querem que o Chega tenha cada vez mais votos”
 
“Isto só lá vai a tiro”
 
“Este país está cada vez pior, precisava de uma guerra civil como foi em Espanha”
 
Dezenas de doentes revoltados, cinco em cadeiras de rodas, ficaram em choque com a atitude dos funcionários públicos do hospital pagos por todos nós. É o sindicalismo à sexta-feira…
 
P.S.
 
Diálogo
 
- Bom dia, amigo Doutor! Então, em greve?
 
- Bom dia, amigo João!... Então, não havemos de fazer?
 
- Por quê, Doutor?
 
- Porque o Governo não é capaz de chegar a acordo com os médicos e enfermeiros... você veja o meu exemplo: como não sou casado e não tenho filhos e o meu salário é de 3.200 euros, descontam-me 1.700 euros em impostos... entram na minha conta apenas 1.500 euros... como é que quer que eu viva e quando tenho uma responsabilidade enorme como cirurgião?... Claro, que depois vamos para os privados...
 
P.S. 2
 
Diálogo
 
- Está lá, doutora?!
 
- Viva, como está?
 
- Bem, obrigado… doutora, então a greve nos hospitais deixou as pessoas malucas…
 
- E com razão!
 
- Como, doutora?
 
- Ó meu caro, os meus colegas querem este mundo e o outro… se for ao Santa Maria fica a saber que os meus colegas acabam as cirurgias às onze horas… para irem para os privados, consultórios, seguradoras e por aí fora… se fizessem cirurgias todo o dia não haviam listas de espera…

 

livros

João Severino, 24.10.25

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Já tinha escrito umas coisas sobre a vergonha do elevador da Glória para um jornal na Austrália e olhava para a beleza natural que o meu quintal me transmite. Falei um pouco com a minha canária e pensei que ainda faltava uma hora e meia para o jogo do Braga. Que fazer? Nada melhor que ir ver as estantes. Talvez volte a ver um livro de que já nem me lembro. E assim aconteceu. Encontrei um, que comprei em 1993 - os meus livros têm todos a data da compra -, na Livraria Portuguesa de Macau. Peguei na obra e sentei-me para começar a leitura. Na contra-capa li a particularidade: "...o autor é um nome a reter no panorama da nossa ficção actual...". E disse logo para comigo: "Bem, isto promete".
Comecei a ler o primeiro capítulo e a dada altura... OPPS!!!... o que leio? Nada mais, nada menos que um dos maiores erros na língua portuguesa que quase toda a gente comete. O autor, cujo nome nos propunham que fosse retido, tinha escrito: "Há uns anos ATRÁS...".
E há anos à frente, haverá?...
Fechei logo o livro e é peça "literária" que não voltarei a pegar.

 

peças com alma (8)

João Severino, 23.10.25
A RUA
 
A rua da nossa casa.
A rua das nossas lojas.
A rua das recordações.
A rua dos vizinhos amigos.
A rua dos caixotes de lixo.
A rua da água que nós cai em cima da rega de plantas.
A rua cheia de carros.
A rua com buracos no pavimento e na calçada.
A rua dos namorados que se beijam.
A rua dos idosos em cadeiras de rodas.
A rua dos carrinhos de bebés.
A rua com os passeios cheios de trotinetas.
A rua com acidentes diários.
A rua com sem-abrigos.
A rua com toxicodependentes.
A rua com vendedores de drogas.
A rua com pedintes.
A rua com ciganas a vender malas.
A rua de encontros inesperados.
A rua de bicicletas com três jovens.
A rua com o nosso café preferido.
A rua onde se vendem jornais.
A rua com linha “bus”.
A rua com poucos polícias.
A rua com carteiristas.
A rua com cães abandonados.
A rua com os passeios repletos de excrementos de cães.
A rua com estacionamento para deficientes ocupado por incivilizados.
A rua com discotecas e bares.
A rua com ATM’s.
A rua cheia de beatas de cigarros.
A rua com bancos onde descansamos ou conversamos.
A rua das calçadas à portuguesa.
A rua de cenas de pancadaria.
A rua onde se ouvem tiros que matam.
A rua com vivendas luxuosas.
A rua com casas fechadas.
A rua do nosso emprego vs ganha-pão.
A rua com gente aos gritos no telemóvel.
A rua com piropos.
A rua com prostitutas.
A rua com travestis.
A rua das ourivesarias assaltadas.
A rua cheia de turistas.
A rua com entradas para o Metro.
A rua com estátuas de figuras ilustres.
A rua com monumentos.
A rua com os passeios ocupados por carros.
A rua com árvores lindas.
Todos saímos à rua!

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procuro

João Severino, 22.10.25
Procuro mas não te encontro.
Procuro ser simples.
Procuro ser humilde.
Procuro ser sério.
Procuro inspiração para escrever.
Procuro o que me pertence.
Procuro ter o que sonhei.
Procuro ver certos amigos.
Procuro voltar a guiar um UMM.
Procuro voltar à Austrália.
Procuro voltar a Macau.
Procuro voltar à Croácia.
Procuro voltar a Itália.
Procuro voltar a Bruxelas.
Procuro voltar a Bali.
Procuro visitar o Museu D. Sofia, em Madrid.
Procuro não vender os meus livros das estantes.
Procuro publicar os livros que escrevi.
Procuro voltar a ver Paul McCartney.
Procuro voltar a um estúdio de rádio.
Procuro voltar a ver o Grande Prémio de Macau.
Procuro que o meu senhorio continue um amigo.
Procuro ver certos políticos na prisão.
Procuro voltar a ter casa em Évora.
Procuro voltar a ver o Lusitano de Évora na 1ª Liga de futebol.
Procuro sempre ser POLÉMICO, porque o polémico é que manifesta o sentimento, a verdade e a coragem!

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boas leituras

João Severino, 21.10.25
António MR Martins
 
In LUZ NUMA FOLHA DE PAPEL EM BRANCO
 
Paisagem deslumbrante
 
Circundo o pequeno lago
do deslumbramento
onde um regato
de águas límpidas
tem a sua última paregem
num encontro pleno
de suavidade e ternura
 
permaneces numa das margens
dessa ténue eclosão
como um nenúfar acolhendo
a mais bela das libélulas
estabelecendo companhias
num aconchego profundo
e tão sedutor
 
enfeitas-me de recordações
e pensamentos dos mais radiosos
e apaixonantes
num luminoso desenrolar
de incentivadoras memórias
 
são sementes que sustentamos
e criaram fortes raízes
germinadoras de caules
que vão florescendo diariamente
como sustentáculos de um presente
que assume um futuro tão nosso
só nosso
 
e de tantos que nos rodeiam
e nos acompanham
nesse percurso exultante
que é o da vida
a mais bela paisagem que conheço.

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