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Pau Para Toda A Obra

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Alexandra Neno: carjacking da discórdia ou um crime mal contado




Quando da morte de Alexandra Neno, mulher de Fernando Santos, pivô da Sport TV, na sequência de um tiro certeiro disparado por um atirador profissional, tomámos posição aqui no PPTAO no sentido de contrariar as notícias generalizadas postas a correr na rádio, televisão e jornais que indicavam o motivo do crime um caso de carjacking. Na altura salientámos que não deveria estar em causa o carjacking porque os intervenientes desse tipo de crime pretendem acima de tudo a obtenção do veículo, sem que seja necessário matar os proprietários. No interior do Mercedes SKL de Alexandra Neno encontrava-se um 'livre trânsito' do MAI, não sendo a vítima funcionária daquele Ministério, o qual era falso. Durante as cerimónias fúnebres, o seu marido Fernando Santos e outros amigos tiveram uma atitude de alguma insolência para com os jornalistas. Salientámos igualmente que tudo indicava tratar-se de um crime 'encomendado' por alguém através de um atirador profissional que se pôs imediatamente em fuga, e que, com a mesma arma, teria ido cometer outro crime num parque de estacionamento de Oeiras, sendo a vítima o jovem Diogo Ferreira. Os comentários à nossa mensagem estão aí no arquivo para quem os quiser ler. Alguns deles quase que chegaram ao insulto e contrariavam a nossa tese de que se tratava de crime premeditado.
No blogue 'Bar Velho', no dia 4 de Março, lia-se o seguinte: "Insurgi-me contra o facto de Alexandra Neno ser portadora de um cartão do MAI, tendo desta forma, alegadamente praticado um crime de usurpação de funções. Hoje, ao ler o DN, vejo que afinal o seu cartão era falso. Poderá estar aqui em causa mais um crime, que poderá ser de falsificação de documento, a fraude, enfim, o que for. O que é certo é que as declarações do Comissário da PSP relativamente a este facto e as declarações de Fernando Santos, marido da vítima, ao Correio da Manhã, dão-me razão, sobretudo quando este último diz "não me arranjem problemas com isso", o que demonstra que estava ciente da ilicitude do acto. De forma alguma pretendi desvalorizar ou ridicularizar a morte de Alexandra Neno, porque não são crimes menores (como os já descritos) que se vão sobrepor à perda de uma vida. É de lamentar e reprovar o crime de que foi vítima Alexandra Neno. Porém, não podemos fingir que nada mais aconteceu. A minha posição relativamente ao casal McCann, a propósito do possível desaparecimento de Madeleine, foi precisamente a mesma que adoptei para o caso de Alexandra Neno: não se pode ignorar a alegada prática de um crime de exposição e/ou abandono por parte do casal, isto se nada mais grave for de aplicar. Existem alegados crimes praticados por pessoas relacionadas com as vítimas destes casos e jamais se poderá esquecer que os mesmos foram cometidos!"

Na edição de hoje, o semanário Sol vem dar razão a todos quantos desconfiaram que haveria 'gato escondido com o rabo de fora'. Na primeira página pode ler-se em título "Quem matou Alexandra Neno? Mandante terá encomendado duplo homicídio".
E a notícia no interior pela mão de Sónia Trigueirão diz que o crime foi encomendado e que a polícia suspeita que as mortes de Alexandra Neno e Diogo Ferreira não foram um acaso.








Alexandra Neno

Eis o texto de o Sol:
"A Polícia Judiciária (PJ) está a um passo de desvendar o enigma das mortes de Alexandra Neno e Diogo Ferreira, que tiveram lugar na noite de 29 de Fevereiro passado e na madrugada do dia seguinte com cerca de cinco horas de intervalo. Depois de se concluir que os homicídios foram praticados com a mesma arma - uma pistola de calibre 6,35 mm -, a PJ alargou a investigação, estando em cima da mesa a hipótese de o móbil dos crimes não ter sido o roubo dos carros das vítimas (carjacking), conforme se referiu inicialmente. Sendo assim, Alexandra Neno e Diogo Ferreira não terão sido mortos no mesmo dia - e provavelmente pela mesma pessoa - por um acaso do destino. O autor dos crimes planeou-os cuidadosamente e, quando os alvejou, sabia o que estava a fazer. Admite-se, porém, a possibilidade de Diogo ter sido morto por engano e não ser ele o alvo da encomenda.

Aspectos comuns

Além disso, os dois crimes apresentam características comuns. Em ambos os casos, o autor dos disparos esperou pelas vítimas. No que respeita a Alexandra, aguardou por ela à porta de casa, no estacionamento junto ao condomínio onde residia (na Urbanização Real Forte, em Sacavém), quando a vítima regressava do trabalho ao fim da tarde. No caso de Diogo Ferreira, aguedou-o no parque de estacionamento do centro comercial Oeiras Parque, onde ele trabalhava, também no fim do período do serviço, cerca das 00h30.
Em ambos os casos, também, nenhum objecto foi roubado às vítimas (o telemóvel de Alexandra Neno foi mesmo desligado pelo assassino e largado no banco do carro). E os disparos foram feitos em jeito de execução, nada coincidente com uma situação de disparos no meio de um assalto. Alexandra, recorde-se, foi morta com dois tiros no peito, quando estava a falar ao telemóvel, e o agressor disparou pela abertura da janela do carro (semi-aberta). Segundo adiantou ao SOL fonte ligada ao processo, a PJ continua a ouvir diversas pessoas relacionadas com as vítimas que possam dar pistas sobre a vida de Alexandra e de Diogo. E apurar com certeza se havia algum ponto de ligação entre ambos. Aguarda-se ainda que as operadoras entreguem à PJ os registos de comunicações dos telemóveis. Os inspectores já ouviram a única testemunha da morte de Oeiras: João, o amigo com quem Diogo estava no momento do crime. O depoimento do jovem - que ainda não recuperou totalmente do choque e ainda se encontra de baixa - terá ajudado a esclarecer o facto de o crime ter sido praticado apenas por um único indivíduo.

Tiro a 20 metros

Fonte ligada ao processo adiantou ao SOL que João contou que tinham acabado de sair do trabalho e que se dirigiam para o estacionamento do centro comercial, onde ficaram a conversar e a decidir se ainda iam sair para beber um copo. Só terão dado pela presença de alguém minutos depois, quando ouviram um barulho que lhes pareceu ser de algo a cair no chão. Olharam e viram um indivíduo junto a outros carros, a cerca de 15 ou 20 metros, mas não ligaram pois era uma hora de algum movimento devido à saída dos funcionários do centro comercial. Continuaram a falar e depois voltaram a olhar para o suspeito. Estava escuro e o local tem pouca visibilidade, mas a figura continuava no mesmo sítio e também começou a olhar para eles. Aí, os jovens estranharam e viraram-se novamente na direcção do indivíduo. Terá sido nesse momento que este levou a mão ao bolso, sacou da arma e disparou, atingindo Diogo com um tiro certeiro na cabeça. João não conseguiu fazer a descrição do atirador devido à pouca visibilidade do local. Fontes policiais comentam que, à distância que a arma foi disparada, a possibilidade de se atingir o alvo é de uma para 1500, o que aponta para um atirador profissional."

Pela minha parte já percebi tudo...

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