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Pau Para Toda A Obra

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METRO AUMENTA

> Comerciantes das imediações das estações Saldanha e S. Sebastião queixam-se que as obras "afectaram muito o negócio". Prolongamento une todas as linhas e encurta tempos de viagens. Extensão fica pronta com quatro anos de atraso

O prolongamento da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa (ML) entre Alameda, Saldanha e S. Sebastião, unindo toda a rede do comboio subterrâneo, deverá entrar ao serviço no sábado, soube o DN junto de várias pessoas que têm acompanhado de muito perto as obras ainda em curso. Oficialmente, a administração do ML diz desconhecer quando essa extensão será inaugurada (ver caixa).

Ontem era bem visível a azáfama de largas dezenas de operários a trabalhar aceleradamente tanto no subsolo como à superfície das estações Saldanha e S. Sebastião. Um panorama que agradou aos comerciantes com lojas situadas na área de intervenção das obras, que se queixam de terem sido seriamente prejudicados pelo encerramento das suas ruas, os tapumes que deixaram emparedados os seus estabelecimentos, o pó, a lama e o barulho, que afastaram os clientes.

"Estou com 120 mil euros de prejuízo", frisou ao DN um dos sócios da histórica Charcutaria Dava, no número 38B da Avenida Duque d'Ávila, rua que foi encerrada devido às obras do ML no Saldanha.

Constantino Fonseca recorda que o seu calvário começou no final de 2004, quando arrancaram as obras: "Nestes cinco anos só aumentaram os prejuízos e ninguém nos ouviu nem pagou subsídios ou indemnizações".

"Só estou com a porta aberta por vaidade e carolice, porque não vem aqui ninguém. Estamos emparedados. Trabalhavam aqui quatro pessoas e agora somos só dois", lamentou.

Ao lado, na Tabacaria Astória, Bento Palma adiantou que "o metro já começa a circular na nova linha no sábado. Mas à superfície, a avenida mantém-se cortada e não se sabe até quando. Nestes cinco anos, o volume de negócio baixou para menos de metade".

A mesma redução sofreu Joaquim Ribeiro, proprietário da Pastelaria Bairro Azul, na Avenida Ressano Garcia, junto à estação S. Sebastião: "Ficou tudo muito afectado com estas obras que já duram há 30 meses. Dizem que no sábado isto desaparece tudo daqui da rua e o metro já anda na linha nova".

As novas estações Saldanha e S. Sebastião vão ter elevadores. Este prolongamento que liga todas as linhas da rede do ML traz a vantagem de permitir viajar sem ter de mudar de comboio, poupando muito tempo nos percursos. O trajecto entre S. Sebastião e Alameda passa a demorar cinco minutos em vez dos actuais 21 minutos. Feitas as contas, são menos 16 minutos.

A extensão desta linha, que segundo os projectos iniciais já deveria ter entrado ao serviço em 2005, tinha um custo previsto de 132 milhões de euros. Esse valor aumentou para 210 milhões.

Daniel Lam, in 'DN'

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