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Pau Para Toda A Obra

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ANGOLA OFFSHORE

Milhões Angolanos e portugueses em apuros

> Há uns meses tive conhecimento de um angolano com um alto cargo que "desapareceu".
Quando os amigos portugueses perguntaram por ele em Luanda, foi-lhes transmitido que esquecessem esse nome e que não o voltassem a pronunciar. O referido angolano tinha uma boa posição na máquina governativa, era responsável pela aquisição de muitos aprovisionamentos para o Estado e tinha montado uma máquina secreta com os seus amigos portugueses para que o dinheiro que recebia por baixo da mesa fosse canalizado para offshores e de estas para bancos em Portugal.
No nosso país, com esse dinheiro bem "lavado" eram realizados investimentos de diversa ordem em projectos imobiliários, comerciais e industriais. Após o "desaparecimento" do angolano os seus amigos portugueses entraram em falência. Um deles, com 38 anos, casado, três filhos, casa por pagar, engenheiro, despediu-se da sua empresa para trabalhar para o angolano e hoje está à beira da loucura sem possibilidades de sobrevivência e com uma carteira de dívidas substancial.

Há alguns meses, também muitos angolanos com cargos importantes no Governo e das relações íntimas do Presidente José Eduardo dos Santos "lavaram" mais de mil milhões de dólares através de offshores que acto contínuo foram transferidos para Portugal. Entretanto, o dinheiro desapareceu e o Governo angolano começou a reivindicar a existência desse dinheiro, tendo sido informado pelas autoridades portuguesas que o dinheiro tinha sido depositado em nome de certas pessoas. O mal-estar entre as partes tem sido de tal forma grave que em Angola os portugueses que ali trabalham já sentem na pele as "vinganças", nomeadamente, a proibição de transferirem dinheiro para Portugal e o não pagamento de salários em função dos contratos de trabalho estabelecidos.

O dinheiro em causa que foi "lavado" por figuras portuguesas, nomeadamente advogados e militares na reserva, amigos de Eduardo dos Santos, representa uma quantia astronómica e consta que os negócios da Sonangol com a Galp, grupo Amorim e banca portuguesa, tal como os investimentos em Portugal de Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, têm passado pela referida "lavagem" de verbas incalculáveis.
O socialista António Vitorino sabe bem do que estamos a falar...

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