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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

costa e fernandes matam campo pequeno

 

 

 Esplanadas vazias com tendas removidas

 

Tendas montadas para arraial no espaço oposto aos restaurantes

 

 

 Parque infantil sem iluminação

 

 

> António Costa é presidente da Cãmara de Lisboa, mas não parece. José Sá Fernandes é vereador, mais parece um carroceiro (de carroça que transporta mercadorias). Estas duas "ilustres" figuras da edilidade lisboeta tudo fizeram para se fazerem eleitos pelo povo. Um povo que agora mandam às urtigas. Cozinheiros, contabilistas, mulheres da limpeza, empregados de mesa, relações públicas, motoristas, assistentes, assessores da administração e outros funcionários dos restaurantes da Praça de Touros do Campo Pequeno, são povo. Indiscutivelmente. Mas vão para o desemprego. Para aumentar um número já desgraçado. Tudo por causa da anormalidade de interpretação do que é lógico e prático. Lógico e prático é o que acontece em todas as esplanadas de Paris, Londres, Bruxelas, Milão, Veneza, Madrid e por esse mundo fora. As esplanadas devem estar abrigadas do vento, do calor ou do frio e assim, tornam-se confortáveis e apelativas para um grande número de clientes. 

No Campo Pequeno, a área circundante da Praça de Touros pertence à Casa Pia de Lisboa que concessionou o espaço por muitos anos à administração do monumento/centro de diversão/centro comercial do Campo Pequeno. A administração realizou contratos com os adjudicatários de restaurantes instalados no interior da Praça de Touros e adjudicou as respectivas esplanadas. Os proprietários dos restaurantes montaram esplanadas atraentes e confortáveis. Quase todas as noites os clientes afluiam em grande número. A área circundante da Praça, anteriormente um ermo de drogados e prostitutas, passou a ter uma nova e turística vida. Mas a Câmara Municipal acha que manda em tudo e que a lei é a própria Câmara.

De um momento para o outro, chegou o tal, o incompreensível, o impopular, o traidor (para os bloquistas de esquerda) José Sá Fernandes. Do seu poleiro vaidoso e pretensioso de vereador da Câmara Municipal de Lisboa entendeu que as esplanadas tinham de ser retiradas, e à força, ao "bom" estilo quero, posso e mando.

Luís Suspiro, um dos chefes de cozinha mais conceituados e populares no país é um dos proprietários de um dos restaurantes que viu as suas esplanadas "voar" pela lei da prepotência e às ordens de Sá Fernandes. A Polícia Municipal e os funcionários da edilidade deixaram o local cheio de lixo, umas mesas e umas cadeiras. Pelo povo? Balelas. Nada. Esta noite, o local era um deserto com os restauradores a contabilizar um prejuízo incalculável. Nem um cliente sentado nas mesas do exterior.

Agora pasmem: o mesmo vereador de graça Fernandes que entendeu que esplanadas não podiam ser "tendas para ricos" permitiu que do lado oposto da Praça fossem montadas várias tendas e que decorresse um arraial sabe-se lá de quê. Com um barulho infernal que molestou os moradores, decorreu um evento onde imperavam tendas idênticas às das esplanadas. Evento licenciado? Tendas licenciadas? Ouvimos o desabafo de Luís Suspiro, que aceitou ser membro da comissão de honra para a eleição de António Costa. Judas à vista, não há esplanada que resista.

Suspiro foi peremptório: " Mataram o negócio, só me resta fechar a porta. Ainda queriam uma reunião na segunda-feira mas mandei dizer que não me sento à mesa com agitadores sociais e anti-patriotas".

Mais caricato, a umas dezenas de metros a Câmara permite que funcione pela noite um parque infantl sem iluminação que coloca as crianças em perigo de vida. Votem mais neles, não se esqueçam...

 

PAU COMMENTS

 

De aarmar a 9 de Julho de 2011 às 10:09
Tiro-lhe o chapéu.
joão e. severino
Bem vindo, caro aarmar. Espero que se "arme" muito aos cucos por aqui...

 

 

 

1 comentário

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