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Pau Para Toda A Obra

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Timor-Leste: grande derrota da Fretilin

 

> Pela primeira vez a Fretilin saboreia o amargo de uma derrota eleitoral. Xanana Gusmão é o grande vencedor das eleições legislativas e poderá formar governo em coligação com outros pequenos partidos. O CNRT que apoiou Taur Matan Ruak para Presidente da República pode a partir de agora comandar as operações no Parlamento. De salientar a derrota de dois históricos da política timorense, Mari Alkatiri e José Ramos-Horta que se preparavam para formar um governo Fretilin-PD, mas viram o tiro sair-lhes pela culatra. Tal como salientámos aqui, alguém (Ramos-Horta) já contava com o ovo no cu da galinha para ocupar o lugar de primeiro-ministro. A partir de agora, as posições políticas anti-Xanana e os seus críticos de práticas de corrupção terão de ficar muito activos na fiscalização de uma governação que se deseja, no mínimo, digna e séria. Uma referência para o Partido Democrata (PD) apoiado por Ramos-Horta e cuja pontuação veio demonstrar à evidência o erro histórico de Ramos-Horta não ter optado por ser reserva da República.

 

Xanana poderá não formar governo
A confusão está instalada. Xanana Gusmão poderá não saborear a vitória. E até não conseguir formar governo. As matemáticas começaram a ser feitas e já existe muita confusão, desânimo e alegria nas hostes dos diferentes partidos. Acontece que o CNRT conseguiu 30 cadeiras no Parlamento. A Fretilin 25. O PD 8 e a Frenti Mudansa 2. No caso de Ramos-Horta convencer José Luís Guterres da Frenti Mudansa a aliar-se à coligação Fretilin-PD, estes ficarão com a maioria parlamentar. Neste caso, Xanana seria sempre derrotado. Mesmo que a Frenti Mudansa quisesse aliar-se ao CNRT teriam apenas 32 cadeiras no Parlamento contra 33 da Fretilin-PD. De qualquer forma o Presidente da República Taur Matan Ruak passa a ter a batata quente na mão no sentido de que forças políticas é que irão formar o novo governo.