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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

DESAFIO


Jorge Cabral*


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Os hidrocarbonetos só foram utilizados como fonte de energia generalizada, por mero erro histórico. Penso que na história conhecida da Humanidade, não foi o único, mas até agora, foi o maior. Não vale, pois, de nada falarmos deste paradigma ou tentar justificá-lo, seja de que maneira for. Foi um tremendo erro, e, ponto final.

Foi e ainda está a ser uma enorme desgraça para todos, com as excepções conhecidas.

Ninguém precisa portanto de justificar seja o que for para defender as energias provenientes de outras origens. E há, felizmente, bastantes. Uns, gostarão mais de umas, outros, de outras, o que, diga-se, considero muito desejável por razões múltiplas e óbvias.

Eu sou defensor do Hidrogénio como fonte de energia generalizada, até porque, só ele se enquadra no modelo de desenvolvimento que preconizo para o futuro da Humanidade, como o desejo e pelo qual pugnarei enquanto viver. Mas isto não anula quaisquer das outras formas de energia. Acho que são todas necessárias e complementares. Por força das características de cada uma, haverá sempre utilizações específicas em que uma(s) será(ão) mais adequadas que outras. Isto para mim é mais que “pacífico”. Mas, o que está em causa é saber qual delas responde melhor às múltiplas necessidades da humanidade em termos genéricos e no particular de cada uma das utilizações previstas.

Eu considero que quanto à finalidade haverá que considerar dois grupos distintos: o dos sistemas fixos e o das unidades móveis.

No caso dos sistemas fixos eu até “dou de barato” a primazia à energia eléctrica. Atenção: Desde que esta tenha origem em sistemas não poluentes!

Já quanto à alimentação de unidades móveis, com toda a franqueza, não vejo como é que é possível defender-se a electricidade, ou melhor, qualquer outra forma de energia versus hidrogénio, com a excepção de utilizações muitíssimo peculiares.

Esqueçamos a produção do hidrogénio através de formas lesivas do ambiente, concentremo-nos na electrólise. O caminho que há a percorrer, entretanto, é imenso e qualquer dispersão de valores é fazer o jogo dos nossos adversários.

Não é preciso atingirmos já o “céu”. Demos passos pequenos, mas concretos! Só que para que isso nos seja autorizado é imperativo combatermos este stato quo de pilantras, ladrões, vampiros económicos e tiranos. São eles os nossos verdadeiros adversários.

A economia é condicionada pelos poderes financeiros que por sua vez dominam o mundo dos petróleos e ambos controlam a seu bel-prazer todas as decisões políticas dos governos que nós, papalvos, julgamos que são nossos, eleitos por nós, nossos representantes, etc.,etc.,etc.,… ahahah! Dirão eles.

De nada interessará estarmos aqui a discutir a têmpera do aço que devemos utilizar nas cabeças dos motores a hidrogénio, se nem sequer me deixam incorporar um pouquinho de hidrogénio na mistura gasosa do meu carro, tal qual está, para que eu possa consumir metade do combustível deles, que hoje consumo. E esta é que é a realidade, meu caro Nelson Cruz. Indivíduos sérios, como o senhor e tantos outros que felizmente existem, nada poderão fazer se não conseguirmos que a opinião geral imponha uma alteração radical desta “ordem energética”.

A Humanidade tem que se consciencializar que existem diversas soluções para que estes desequilíbrios chocantes entre ricos e pobres sejam menores e razoáveis. Eles terão sempre que existir em certa medida, mas mantê-los no estado em que estão (e até com tendência para se agravarem) é aviltante e retira-nos qualquer laivo de dignidade como participantes nesta trágico-comédia vida da Humanidade, deste grão cósmico a que chamam Terra.

*Cronista residente

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