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Pau Para Toda A Obra

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Maputo gay


A capital moçambicana vai acolher pela primeira vez, na próxima semana, entre segunda e sexta-feira, um encontro internacional de lésbicas, bissexuais, transexuais e feministas oriundas de 60 países, a maioria africanos.
Subordinado ao tema "Preparar Pensadoras e Líderes Feministas Lésbicas do Século 21: Uma Resposta Feminista ao Patriarcado e à Homofobia em África", o encontro é organizado pela Associação Lambda, a primeira organização moçambicana de defesa dos direitos dos homossexuais a surgir em Moçambique.
No encontro, que irá ter lugar num dos principais hotéis da capital moçambicana, participam mais de 80 mulheres de todo o continente africano, incluindo oito representantes moçambicanos, disse à Agência Lusa Danilo Silva, presidente da comissão organizadora do evento.
Para Danilo Silva, a circunstância de Moçambique receber pela primeira vez este encontro anual (o último realizou-se na Namíbia) "é muito importante", já que permitirá "trocar experiências" e "dar mais-valias" ao movimento "gay" e lésbico no país.
"Dá uma certa visão de que o país é acolhedor, por mais que não tenhamos leis ou direitos salvaguardados", considerou o presidente da Lambda, para quem o encontro poderá constituir "um despertar para a necessidade" de encarar a diversidade de orientações sexuais em Moçambique.
"Estamos a entrar numa nova fase, a aprender a viver em democracia, o que implica a aceitação de minorias. No nosso país existe necessidade de inclusão", reforçou.
Para Danilo Silva, um dos poucos activistas assumidos no país dos direitos dos homossexuais e lésbicas em Moçambique, "existe discriminação" no país em relação a minorias sexuais.
"O facto de não sermos pessoas a viver abertamente já é um indicativo", defendeu.
Actualmente, 38 países africanos têm leis que criminalizam a homossexualidade.


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