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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Mourinho deixa o Manchester United

 

José Mourinho fartou-se da escumalha que grassa no MUnited e deixou o clube. Os jogadores não tinham qualidade para serem campeões. O director desportivo e financeiro não comprou um jogador indicado por Mourinho. O racista Pogba andou sempre a boicotar o seu trabalho e a meter intriga. Os resultados negativos levaram os ânimos internos a aquecer e Mourinho nunca se deu bem com palhaços e vigaristas. Muito bem, José. O MUnited não merecia ter um treinador que se dedica a cem por cento, que ama o futebol e que se habituou a ser campeão desde que tenha condições para tal. E veremos em que lugar da classificação irá ficar o MUnited. Felicidades para o melhor treinador do mundo.

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Não tem compreensão

Quatro heróis portugueses perderam a vida na queda de um helicóptero do INEM. Quatro heróis que dedicavam a vida a salvar outras vidas. Vinham de mais uma missão onde foram ao Porto levar um doente em estado grave. No regresso, quase a chegar à base de abastecimento, baixaram de altitude e embateram no inacreditável. Há vários dias que os moradores da área tinham visto a antena emissora com a luz vermelha do cimo completamente apagada. O helicóptero embateu contra a antena porque certamente o piloto não viu luz vermelha nenhuma acesa. E agora de quem é a responsabilidade de a antena estar às escuras?

Será que o primeiro-ministro saberá alguma coisa do assunto, quando resolveu ir até ao Afeganistão fingir que é muito amigo dos militares e aparecer na zona de guerra de forma ridícula. Com toda a gente de camuflado e acessórios de combate, António Costa lá ia no meio dos operacionais com gravata, sem botas e com um rolo de papel higiénico na mão... realmente, às vezes os teatros de guerra dão cá uma caganeira...

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Políticos de merda

Os nossos políticos não merecem a nossa consideração, aceitação e votação. Acabam de cometer um crime que toda a gente tem de saber. Peço-vos fervorosamente que divulguem o mais possível o que vos vou dizer. Um projecto-lei sobre os cuidadores de doentes de demência, vulgo, Alzheimer, foi rejeitado na Assembleia da República. Saberão os políticos o que é um cuidador informal? Saberão os políticos que os cientistas já concluiram que existem cerca de 250 tipos de demência? Saberão os políticos que os cuidadores é que sofrem e não é o doente. O doente perdeu as faculdades e a memória não se apercebendo do que se passa à sua volta. Muitos fogem pela porta fora. Outros partem tudo em casa. Outros batem nos cuidadores. Outros quando os filhos chegam para os ver perguntam quem é este bandido que me vem matar. Outros estão acamados sem dizer nada. Outros vão podendo andar na rua desde que acompanhados. Os cuidadores têm um trabalho de uma grandeza e dedicação profundas. Os cuidadores têm de deixar de trabalhar, normalmente é o conjuge que passa a cuidar do doente 24 horas, ou algum dos filhos. Para os cuidadores acabam-se os jantares fora, os teatros, os cinemas, as idas ao futebol, o convívio com os amigos, as férias, as viagens, etc. Um cuidador não é remunerado por qualquer instituição estatal. E agora que havia a possibilidade de se aprovar legislação para beneficiar os cuidadores, reprovaram o que estava proposto. Maria Roseira de Belém deve estar desapontada e triste porque presidia à comissão que tentou que os cuidadores passassem a ser considerados oficialmente como serviçais do humanismo. Ela que pergunte ao deputado António Filipe do PCP, que teve a sua querida mãe internada no mesmo lar onde esteve a minha mãe, quanto é dificílimo tratar de um doente com demência. O que acabou de acontecer revolta-me para toda a vida, porque há mais de quinze anos, infelizmente, que sei bem o que é ser cuidador.

 

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Os enfermeiros não são enfermeiros

Os enfermeiros portugueses são absolutamente inconscientes. Há 20 dias em greve é um absurdo e uma facada no humanismo que juraram defender. Os enfermeiros podem paralizar os hospitais em breve. Isso será um crime contra o povo a que pertencem. Certamente, que muitos enfermeiros têm familiares doentes, acamados, para consulta, para cirurgia, para exames. E nem isso os sensibiliza? Não, não são enfermeiros. São uns mercenários do dinheiro e de outras condições reivindicativas que sabem que o Estado (todos nós) não tem dinheiro para os satisfazer. A greve dos enfermeiros portugueses passou dos limites do bom senso e da compreensão por aqueles que sofrem. Com a saúde não se brinca. E os enfermeiros têm brincado com a vida das pessoas. Já morreram doentes porque a sua lista de espera para uma cirurgia avançou zero. Um jornal inglês escreveu que os enfermeiros portugueses em Inglaterra são dos melhores e nem pensam em greves. O quê? São bem pagos? Pois, mas a vida é caríssima. Alugar uma casa nem pensar. Tudo é mais caro que em Portugal, mas os enfermeiros gostam de trabalhar no estrangeiro porque ganham mais dinheiro. É esse o busílis da questão. O mesmo jornal avança que se os enfermeiros em Inglaterra fizessem uma greve semelhante à de Portugal iam logo todos para o olho da rua e a Inglaterra contratava profissionais à Austrália, Canadá e EUA. Os enfermeiros portugueses nem pensam na quadra natalícia, nem isso lhes dá um pouco de fervor para que cancelem a greve e deixem avançar as cirurgias que têm de ser feitas com urgência. Para mim, o problema dos enfermeiros foi sempre o mesmo... é que sempre gostavam era de ser médicos...

 

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Quando não há Natal

A noite estava fria, caía uma chuva miudinha. Era noite de Natal. Em casa ninguém ia à missa do galo e toda a gente se deitou cedo. Resolvi sair pela porta fora. As luzes das ruas com os efeitos natalícios fizeram-me lembrar que não tinha dinheiro nenhum no bolso. Ainda passavam pessoas com sacos cheios de presentes de Natal que iam para os jantares ou festas tradicionais. Percorri muitas ruas a olhar a decoração das montras. Artefactos lindos, roupas maravilhosas, stands de motorizadas que eram o sonho de qualquer jovem. Andei tanto pelas ruas da cidade que me cansei. As pernas doiam e no Natal nada deve doer. Sentei-me numas escadas e apareceu um velhote meio embriagado muito mais pobre que eu. Sentou-se ao meu lado e perguntou-me se também não tinha Natal. Respondi-lhe que já tinha tido quando os pais e irmãs jantaram cedo e abriram umas prendas. O homem achou-me demasiado novo para ser um solitário não embriagado e quis saber a razão da minha presença sentado nas escadas daquele bairro. Respondi-lhe que apenas me sentia triste porque não tinha Natal como a maioria das pessoas. O velho ficou ainda a saber que eu sofria de solidão porque a minha família não era natural. Nunca tinha conhecido o meu pai legítimo e vivia na casa do padrasto. Soube ainda que me fartava de chorar por nunca ter pronunciado a palavra pai, a não ser quando se falava do Pai Natal. Quando não há Natal as lágrimas não páram...

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A grande escandaleira

Joe Berardo era o tal fulano enigmático que chegou a Portugal vindo da África do Sul e diziam que vinha milionário. Comprou uma quinta enorme onde colocou esculturas orientais e outras como se fosse um museu na natureza. Logo aí, disseram que investiu uns largos milhões de euros. Um dia, apareceu como grande amigo de Sócrates, mas já se falava de umas vigarices cometidas pelo milionário. Sócrates, o pior primeiro-ministro da história de Portugal, começou a dar-lhe tudo. Não se sabe se recebia comissões. A dada altura, Sócrates dá ordens para a Caixa Geral de Depósitos que empreste o dinheiro que Berardo quiser. E o "milionário" levou 280 milhões de euros. Chico-esperto como parece que sempre foi, comprou com esse dinheiro acções no BCP/Milennium e tornou-se um dos maiores accionistas do banco. Entretanto, apareceu milagrosamente com quadros valiosos e não sabia onde os expôr. A solução foi o amigo Sócrates. E assim veio a ordem para o Centro Cultural de Belém expôr os quadros e o local passar a chamar-se Museu Berardo (imaginem). Com o Estado a pagar-lhe um dinheirão anualmente quando devia ser ao contrário. Como o museu podia vir abaixo por o CCB ser um projecto do Manuel Salgado (sempre perigoso), o "vivant" Berardo teve a pouca vergonha de começar a cobrar as entradas no museu. Ninguém sabe para onde vai esse dinheiro. O que se sabe é que nós sustentamos a CGD, a mesma encerra balcões e despede funcionários e os 280 milhões que Berardo levou já não voltam...

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Uma vida de 70 anos

Amanhã não virei aqui ao blogue escrever seja o que fôr. Quero estar um pouco descansado a meditar como é que consegui chegar os 70 anos. É uma data histórica para mim. Aos 15 anos não morri, por milagra. Aos 20 no serviço militar a mesma coisa. Aos 22 na tropa em Timor deu-se outro milagre para que a minha vida não terminasse. Aos 35 na pista do Grande Prémio deu-se outro milagre porque o meu carro embateu contra a barreira, partiu a jante, continuei e consegui o 3º lugar. Se a jante tivesse saltado já não estava cá. Aos 40 aventurei-me a guiar um jipe UMM de Macau a Lisboa onde vi a morte algumas três ou quatro vezes. Aos 54 numa corrida de carros em Darwin, Austrália saí ileso de um acidente. Uma vida que foi percorrendo o seu destino com algumas asneiras em determinados momentos, como excesso de fumo, de álcool e até de natação perigosa. Em muitos casos chamaram-me maluco, como por exemplo, fui voar numa Asa Delta em Macau quando estas aeronaves apareceram lá pela primeira vez. Viagens foram mais que muitas, de carro, comboio, barco e avião. A sorte esteve sempre pelo meu lado. Imaginem a viagem no navio "Timor" de Lisboa para Timor e onde no Índico uma tempestade esteve quase a naufragar o navio. O próprio comandante teve a coragem de me dizer que não soube como é que nos salvámos. Viagens de carro foram autênticos milagres, porque sempre abusei da velocidade. Cheguei a fazer 1 hora e 58 minutos de Lisboa ao Algarve. Abuso louco em quase todas. Acidente nenhum, mas uma vez foi mesmo milagre. Fui de Lisboa ao Porto com o meu filho e o meu sobrinho Ricardo. Almoçámos na Mealhada e o vinho estava melhor que o leitão. Pensei que um dos dois pudesse guiar até ao Estádio das Antas onde íamos ver o FC Porto-Sporting. Qual quê, quando chegámos ao carro e entrámos, mal coloquei o carro a trabalhar os dois já estavam a dormir. Eu via dois carros à minha frente e mais dois em sentido contrário e consegui chegar às Antas. Um autêntico milagre. Agora cheguei aos 70 anos de idade. Considero que esta chegada foi um milagre, ou de Nossa Senhora de Fátima ou de Deus...

 

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Angola à beira da rotura política

José Eduardo dos Santos, ex-presidente de Angola foi um ditador? Foi um corrupto? Foi um desviador de dinheiros públicos? Não sei, não tenho provas. O que eu sei é que fez enriquecer milhares de portugueses e alguns ficaram milionários. Permitiu que os seus generais e os seus filhos colocassem milhões de euros em Portugal. Sei de um banco português que estava à beira da falência e que o ex-presidente de Angola mandou a filha Isabel injectar mais de 400 milhões de euros. Veio o novo presidente, que hoje anda por aí a passear em Lisboa, e anda a tentar dar-se o ar de muito honesto e a querer mudar tudo para inglês ver. Já se esqueceu do seu passado e das benesses que Eduardo dos Santos lhe deu. Mas, João Lourenço foi longe de mais e veio a público dizer que o antigo chefe de Estado angolano deixou os cofres vazios. Eduardo dos Santos, com coragem e frontalidade já lhe respondeu e diz que no dia que passou a pasta a Lourenço deixou nos cofres do Banco Nacinal de Angola nada mais que 15 mil milhões de euros.

Naturalmente, que já viram que a coisa está preta em Angola e que o futuro político não vai ser risonho. Há muita arma espalhada por grupos de apoio de Santos e de Lourenço e a situação pode descambar para o confronto. Basta lerr as palavras importantes neste aspecto de Isabel dos Santos: "A situação está a tornar-se cada vez mais tensa, com a possibilidade de se juntar à crise económica existente, uma crise política profunda"... agora tirem as vossas conclusões.

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Chocado

Estou completamente chocado e impressionado. Quem leu o meu post de ontem sobre a tragádia de Borba pode ter lido que a dada altura escrevi: " E se fosse um autocarro cheio de passageiros?"...

Então, não é que abro o jornal "i" esta manhã e leio que "Diariamente passava naquela estrada o autocarro escolar cheio de crianças". Isto é o fim da compreensão. Como foi possível o Estado ter sido avisado cinco vezes do risco de uma tragédia e ter permitido a estrada aberta ao trânsito? E aquele presidente da Câmara de Borba que é um autêntico atrasado mental e perante vários mortos por culpa dele e de outros com funções institucionais ainda disse para as televisões "Estou tranquilo". Está tranquilo porque não foi um dos que caiu lá para baixo da pedreira...

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Os responsáveis não morreram

Há cinco anos passei na estrada entre Borba e Vila Viçosa com o coração nas mãos ao ver as pedreiras de um lado e outro mesmo ali a uns metros. A estrada nem bermas tinha. Pensei que a existência da estrada era um suicídio e que mais tarde iria dar tragédia pela certa. E deu. Ontem morreram duas pessoas e estão cinco desaparecidos. E se tivesse sido um autocarro cheio de passageiros? Por que razão não se encerrou aquela estrada há mais tempo, quando existe uma variante por onde o trânsito pode fluir. Há responsáveis da tragédia. Há ministro, secretário de Estado, director-geral, presidente da Câmara e sei lá quem mais que tem responsabilidade por aquele autêntico crime. Mais uma vez temos de louvar o exemplo de Jorge Coelho, quando se demitiu imediatamente, após a queda da ponte Entre-os-Rios. Mas os responsáveis desta derrocada não morreram...

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