Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

ACREDITEM PORQUE É PORTUGAL

BCP Jardim Gonçalves ainda de jacto privado

> O ex-presidente do BCP fez o seu contrato de reforma com o banco, que lhe garante deslocações em 'Falcon' e a protecção de 40 seguranças privados, publica hoje o 'DN'

Jardim Gonçalves, reformado do Banco Comercial Português (BCP) desde final de 2007, continua a utilizar o avião alugado e pago pelo banco para uso pessoal. Segundo o 'DN' apurou, o ex-presidente e fundador do maior banco privado português mantém um conjunto de regalias, entre as quais se destaca a possibilidade de viajar pelo mundo e contar com cerca de 40 seguranças privados, cujos custos são suportados pelo banco.

Segundo fontes contactadas, no último ano e meio de reforma, Jardim Gonçalves fez "várias viagens", a título pessoal. O ex-presidente alega este usufruto, baseando-se numa acta do conselho de remunerações e previdência, na qual está consagrado o direito à "segurança e protecção na saúde", o que implica a possibilidade de se deslocar a custas do banco.

Outras fontes, por seu lado, referem que Jardim Gonçalves está a usar dos direitos consagrados nos contratos que celebrou com o banco sobre a sua reforma, à data em que exercia funções na instituição.

O 'DN' sabe que o actual conselho de remunerações e previdência, presidido por Joe Berardo, está a tentar encontrar uma forma de alterar estes direitos, legalmente atribuídos. Segundo as mesmas fontes, a questão passa por tentar provar que os acordos celebrados à data entre o banco e Jardim Gonçalves não têm validade.

O 'DN' contactou a administração do BCP, que não faz comentários sobre a matéria.

O fundador do banco é o único ex-presidente do BCP a usar da regalia de voar em aviões pagos pela instituição. Nem Paulo Teixeira Pinto nem Filipe Pinhal, os outros dois ex-presidentes do BCP, usufruem de tal regalia.

O avião, um Falcon 2000, é alugado anualmente pelo banco à Heliavia, empresa de Hipólito Pires. O contrato compreende o pagamento de um determinado número de horas de voo por ano, utilizadas para deslocações da administração e quadros de topo do BCP, para diferentes locais, nomeadamente para os países onde a instituição possui subsidiárias, como Polónia, Grécia, Roménia, Turquia, Moçambique e Angola.

O uso do avião privado do BCP por parte de accionistas tinha já causado polémica, quando vieram a público notícias sobre a sua utilização por parte do ex-representante da Eureko, o holandês Gijsbert Swalef, quando se deslocava às reuniões dos órgãos sociais.

Aquando da saída do anterior conselho de administração do BCP, em finais de 2007, o banco teve de reflectir nas suas contas do mesmo ano, um total de 80 milhões de euros, destinados a rescisões e reformas dos anteriores ex-administradores.

Apesar de os valores individuais não terem sido divulgados, os únicos números vindos a público disseram respeito à Paulo Teixeira Pinto. Aos 46 anos de idade, este ex-presidente do BCP, no cargo ano e meio, recebeu uma indemnização de dez milhões de euros e uma reforma vitalícia de 500 mil euros anuais.

Paula Cordeiro

APLAUSOS AO BCP CRIME

BCP Administradores acusados

> O autor do blogue BCP CRIME merece um grande aplauso pela informação que sempre desenvolveu com o intuito de esclarecer os desmandos que reinavam no seio da administração do Banco Millennium BCP. De tal forma as suas chamadas de atenção estavam certas que o veredicto traçado pelo Ministério Público diz tudo da sua razão.
Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Cristopher de Beck, António Rodrigues e Castro Henriques já foram notificados pelo MP da acusação de manipulação de mercado, falsificação de contabilidade e burla qualificada.
Os cinco ex-gestores do BCP teriam prejudicado o banco em mais de 600 milhões de euros com actividades ligadas a offshores.

Nunca tinha visto escândalo tão grande

Pagar 500 euros por uma reunião de trabalho, seja ela qual for, já me escandalizaria. E se eu dirigisse qualquer empresa do mundo rejeitaria liminarmente que essa norma fosse aprovada. Cada gestor tem o seu salário e a mais nada a empresa deve ser obrigada a pagar.
E o que me diz o leitor se souber que na sua empresa os administradores ganham 1000 euros por cada reunião em que participem? Acha chocante? E se eu lhe disser que existe uma empresa onde os gestores ganham 9.000 euros por cada reunião? Quase desmaia? Então, segure-se bem porque vou anunciar-lhe o que li hoje na manchete do DN, e que me deixou perplexo, chocado, incrédulo e revoltado ao ponto de me apetecer pegar numa metralhadora... que os gestores do BCP-Millennium ganham 90.000 (noventa mil), leia bem porque não me enganei, 90.000 euros por cada reunião a que assistem. São 360 mil euros por ano. Um escândalo que nunca pensei que fosse possível. Uma ofensa revoltante a todas as pessoas que trabalham em qualquer função. Isto não é admissível em lado nenhum do mundo.
Os actuais responsáveis do BCP vão reunir para acabar com este estado de coisa. Já o deveriam ter feito desde o dia em que tomaram posse.