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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

A grande escandaleira

Joe Berardo era o tal fulano enigmático que chegou a Portugal vindo da África do Sul e diziam que vinha milionário. Comprou uma quinta enorme onde colocou esculturas orientais e outras como se fosse um museu na natureza. Logo aí, disseram que investiu uns largos milhões de euros. Um dia, apareceu como grande amigo de Sócrates, mas já se falava de umas vigarices cometidas pelo milionário. Sócrates, o pior primeiro-ministro da história de Portugal, começou a dar-lhe tudo. Não se sabe se recebia comissões. A dada altura, Sócrates dá ordens para a Caixa Geral de Depósitos que empreste o dinheiro que Berardo quiser. E o "milionário" levou 280 milhões de euros. Chico-esperto como parece que sempre foi, comprou com esse dinheiro acções no BCP/Milennium e tornou-se um dos maiores accionistas do banco. Entretanto, apareceu milagrosamente com quadros valiosos e não sabia onde os expôr. A solução foi o amigo Sócrates. E assim veio a ordem para o Centro Cultural de Belém expôr os quadros e o local passar a chamar-se Museu Berardo (imaginem). Com o Estado a pagar-lhe um dinheirão anualmente quando devia ser ao contrário. Como o museu podia vir abaixo por o CCB ser um projecto do Manuel Salgado (sempre perigoso), o "vivant" Berardo teve a pouca vergonha de começar a cobrar as entradas no museu. Ninguém sabe para onde vai esse dinheiro. O que se sabe é que nós sustentamos a CGD, a mesma encerra balcões e despede funcionários e os 280 milhões que Berardo levou já não voltam...

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