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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

O incompreensível

Há factos na vida que não conseguimos compreender. O cérebro é um mundo que normalmente nos transporta ao conhecimento, à compreensão, ao temor, ao rigor e ao pensamento sobre as mais variadas vicissitudes da vida. E quando não compreendemos um facto? Sinceramente ficamos atónitos e a pensar uma razão para tal. E quando a não compreensão do facto nos leva à revolta e ao insulto? Isso, já é mais estranho mas acontece. Serve esta introdução para vos apresentar um caso que não tem compreensão e é revoltante. Centenas de agentes da PSP com os mais diversos graus hierárquicos foram ao longo da sua vida instrutores de tiro. Passaram horas, dias, meses e anos em carreiras de tiro a inspirarem as emissões de gás da pólvora. Em 2013 um subcomissário da PSP ao fazer análises foi-lhe detectada uma elevada quantidade de metais pesados no organismo. Ops!!! O que é isto? Os médicos ficaram estupefactos porque a doença atingia alguns órgãos vitais, tais como elevadas quantidades de chumbo no cabelo, no sangue e na urina. Dezenmas de agentes que, entretanto, fizeram análises, e o resultado tem sido idêntico. Um subcomissário, formador no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna desmaiou no trabalho e a medicina concluiu que se tratava de um caso de metais no organismo. Obviamente, que o Sindicato dos Profissionais de Polícia tratou logo de tentar resolver o problema no sentido de os profissionais afectados passarem à reserva com a pensão devida. Agora temos o que não é compreensível, mas é revoltante. Então, não é que o Instituto da Segurança Social tem respondido que não é possível caracterizar a situação em apreço como doença profissional. Incrível. Obsceno. Afinal, para que serve este monstro do Instituto da Segurança Social?

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