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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

Comentário muito bem observado

 

> A propósito de um postal publicado ontem sobre o voto contra o OE de um deputado do CDS que pertence ao círculo da Madeira, o Professor Doutor Jubilado, Carmindo Mascarenhas Bordalo, habitual colaborador deste blogue, inscreveu um comentário muito interessante, que aqui vos deixamos:


Eu creio que este voto contra do deputado Rui Barreto deve ser visto com muito cuidado.
Nem tudo o que parece é e convém não esquecer as lições que a História oferece.
Em 2000 e 2001, o governo de António Guterres conseguiu aprovar os seus orçamentos devido à abstenção de um deputado do CDS, Daniel Campelo.
Caiu o Carmo e a Trindade e logo Paulo Portas rasgou as vestes de indignação, cominou as piores penas disciplinares para o deputado limiano e queixou-se a todo o país de que fora atraiçoado por um dos seus. Passaram todos estes anos. Certamente que o ofendido Portas ostracizou para sempre o traidor!
Não foi bem assim...
Logo em 2001, Campelo voltou a candidatar-se (e a ganhar) à Câmara de Ponte de Lima como independente ... mas, curiosamente, sem o CDS apresentar candidato. Estanha e conveniente cortesia de um partido que se dizia tão apunhalado pelas costas!
Mas as coisas não ficam por aí. Campelo agora é ... Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, indicado pelo CDS!! Num governo que tem como Ministro de Estado ... Paulo Portas.
E eu lembro-me bem de ouvir Campelo, no Congresso do CDS de 2002, dizer que teria muito para contar sobre conversas que tinha tido com a direcção do CDS sobre o orçamento do queijo.
Em política, convém ter memória. Os supostos kamikazes dão sempre jeito a alguém. E, quando a poeira assenta, o "terrorista" sai ileso, de braço dado com a "vítima". No fim, todos saem satisfeitos e conseguiram o que queriam.
Ninguém queria ter o ónus de derrubar o governo de Guterres, mas ninguém desejava apoiá-lo. A "dissidência" de Campelo foi a solução perfeita
Paulo Portas anda há meses a demarcar-se do governo, embora sabendo que não o pode abandonar. O deputado madeirense teve o voto ideal para essa estratégia: não põe em causa a fidelidade do grupo parlamentar ao governo, mas mostra que há descontentamento no CDS.
Ainda vai a Secretário de Estado...




novos boys

 

> Líder regional do CDS-PP diz que militantes merecem cargos.

 

PAU COMMENTS

 

De a.marques a 12 de Junho de 2011 às 18:23

 

TAL E QUALMENTE ..........................

Adaptação moderna dos Lusíadas + 1

I
As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas…
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano…
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!

E mais outro:
Um poema da "mente", só/mente!

POEMA da 'MENTE'...

Há um Ministro que mente...
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente
Que a gente acha que ele mente, sincera/mente.
Mas mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente, tão hábil/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente.

Nota: Não sei quem é o autor... com tal mente