Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

ponte salazar foi abaixo

 

> Numa noite luminosa na capital lisboeta o tráfego na Ponte Salazar-Ponte 25 de Abril-Ponte Sobre o Tejo flui normalmente. Alguns veraneantes regressam da praia da Costa de Caparica após o jantar. Um autocarro inicia a travessia da ponte com cerca de 25 passageiros. A dado momento, um paquistanês aproxima-se do condutor, dá-lhe um murro e esfaqueia-o no peito, gritando-lhe: "Continua! Quero o autocarro no meio da ponte!". O condutor não obedece, sentindo o sangue a escorrer trava o andamento e bloqueia o autocarro no tabuleiro da ponte. Abre as portas para que os passageiros possam sair. O terrorista continua a ameaçar o condutor para guiar o veículo pesado até ao centro do tabuleiro. Entretanto, chega um carro sem matrícula com dois encapuzados, entram no autocarro, depositam duas caixas de explosivos, abandonam o autocarro juntamente com o agressor do motorista, sem que antes matem o condutor. O carro dos terroristas abandonou a ponte a grande velocidade. Passados cinco minutos, os explosivos no interior do autocarrro provocaram uma tremenda explosão resultando uma enorme destruição do tabuleiro e deixando um rasto de morte e de terrorismo à semelhança das torres gémeas de Nova Iorque.

 

(FICÇÃO)

 

primeiro-ministro

 

> - Está lá?... És tu, Pedrinho?... Oh, meu querido, conseguiste!... Parabéns!... Valeu a pena ser um rapaz simples, solidário, bondoso, compreensivo... valeu a pena teres interrompido os estudos para trabalhares para ajudar os teus irmãos e especialmente o teu querido irmão que é deficiente... valeu a pena teres mostrado neste país de racistas que casar com uma mulher de cor não simboliza inferioridade... valeu a pena lutares no teu partido contra tantos barões oportunistas, novos-ricos, sacadores de bancos e teres conquistado a liderança... valeu a pena um mês de tanto sacrifício pela estrada para mostrares às pessoas quanto de humanismo te vai na alma... olha, Pedrinho, não te esqueças do Serviço Nacional de Saúde... grande beijo... então?!, pára lá de chorar que agora é a hora da vitória... estou certo que vais ser um bom primeiro-ministro.

 

(Ficção - qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

 

o meu novo filme

 

 

> As filmagens do meu novo filme vão começar. Mas tu és realizador, carago? Também sou. Na vida já realizei vários filmes... mas como o Quarteto acabou não há salas de cinema para projectar os meus filmes. Estás doido, ou vais mudar para o Benfica? Nem uma coisa nem outra. O meu novo filme tem por título "A intelectual e a puta". Sinopse: Duas irmãs, uma muito bem comportadinha, virgem e que passa o tempo a ler. A outra, uma acompanhante de luxo, que enfia o barrete a trezentos homens que ficam convencidos que ela vai casar com eles e que acaba em freira num convento. É pá, mas isso é excepcional, carago!!!

 


encontro merkeliano

 

- Bom dia, minha cara amiga!

 

- Viva, José, mas olhe que amigos, amigos negócios à parte... eheheh... sente-se! Então dormiu bem aqui em Berlim?

 

- Optimamente, cara chanceler e patroa... eheheh...

 

- Não se ria, porque temos aqui assuntos muito sérios para falar. Está preparado para uma reunião de seis horas sem interrupção?

 

- Sim, sim, tenho feito jogging todos os dias à volta da piscina lá em São Bento...

 

- Por quê à volta da piscina, José?

 

- Ai, minha cara chanceler, sabe lá, ora porque nem posso sair à rua antes que me deem uma paulada...

 

- Mais ainda que aquelas que você leva no Pau Para Toda A Obra?

 

- O quê? Mas a senhora também lê aquela porcaria, aquele vómito, aquele apelo à revolta social?

 

- Leio para saber tudo o que se passa consigo... por exemplo, já sei que tem uma nova namorada...

 

- Mas, essa paulada não li...

 

- Pois não, porque esta novidade soube ontem através da revista Caras...

 

- O quê? Mas a senhora também lê aquela porcaria, aquele vómito, aquele apelo à vaidade e ao esbanjamento?

 

- Esbanjamento? Olha quem fala, então o José vai a Nova Iorque comprar os fatos e as gravatas, quando podia vir aqui a Berlim, e ainda fala em esbanjamento?... É mesmo por isso que temos muito que falar. Ora bem, vamos começar pela dívida externa, pelo défice, pelo TGV, pelo aeroporto, pelos despedimentos, pela Autoeuropa, pelo aumento da despesa, pelos seus boys, pelos seus motoristas... Como?...

 

- A senhora chanceler desculpe-me, mas tenho andado a tomar Imodium e se não se importa tenho de ir à casa de banho...

 

 

PS - Qualquer semelhança com a realidade é pura inconfidência.

 

 

 

 

coligação

 

 

 

> - Ó Zé, isto está a ficar feio!

 

- Um bocado, pá! Mas nada para desanimar.

 

- Conseguiste alguma coisa em Macau?

 

- Sim, pá! Mas os chineses são tramados!

 

- Então?

 

- Ó pá, emprestam-nos o dinheiro mas querem a Galp...

 

- A Galp?! Então, não era a EDP, a TAP e o aeroporto de Beja?

 

- Não, pá! Os tipos querem é o petróleo de Angola e do Brasil!

 

- E o de Timor, não?

 

- Esse já o têm... já têm os australianos e o Horta na mão...

 

- E que história foi aquela do Horta a querer comprar a nossa dívida?

 

- Balelas, pá! O gajo nem tem dólares para mandar cantar um cego... depois daquela basófia toda pediu-me que fosse lá visitar a terra e deixar lá mais algum...

 

- É pá, Zé, nem pensar, pá! Estamos completamente tesos e não dá para fazermos mais floreados, pá!

 

- Claro, pá! Está descansado que eu digo ao Monjardino para financiar...

 

- E o que me dizes do Amado?

 

- É pá, esse gajo anda maluco... disseram-me que queria cortar a barba para vir para o meu liugar, mas eu não acredito...

 

- Mas o gajo não podia dizer uma coisa daquelas, Zé! Andamos nós para aqui a fingir que queremos uma coligação e o gajo pumba!

 

- Deixa-os poisar que eu trato-lhes da saúde! Tanto aos nossos como aos "laranjinhas", pá!

 

- Mas como, pá?

 

- Com o apoio do Cavaco Silva!

VEM AÍ O "A"

> Primeiro apareceu o jornal "i". Depois foi criado o canal de tv "E" e agora o PPTAO vai lançar o "A" (Ah!... De espanto), um programa de rádio ficcionado e apresentado em forma de postal.
O "A" (Ah!... De espanto) poderá abordar qualquer tema desde que nos faça exclamar: "Ah!...".



Exemplo:
Bom dia, boa tarde ou boa noite, senhoras e senhores ouvintes, conforme a hora e local onde nos estiverem a ouvir. O A (Ah!... De espanto) fala-vos hoje daquele senhor que de repente virou patriota. - separador musical - Senhor engenheiro patriota, os ouvintes do A (Ah!... De espanto) gostariam de saber como é que o senhor virou o disco para o patriotismo?... Queira desculpar, mas eu não virei, nunca viro tal como nunca minto, sempre fui um patriota, já nos meus tempos da JSD eu era um patriota, recordo-lhe que já nesse tempo eu sabia cantar o Hino! (toca o Hino Nacional e o entrevistado pos-se em sentido).
Amigos ouvintes do A (Ah!... De espanto) foi a entrevista possível. Bom dia, boa tarde ou boa noite, conforme o local e a hora onde estiverem a ouvir o A (Ah!... De espanto) - separador musical -

NINGUÉM O BATE

- Bom dia, Zé!

- Olá, estás porreiro, pá?!

- Vou indo, mas agora muito contente com a história dos submarinos!

- É pá, foi na mouche! Trabalhaste muito bem, pá! Os gajos estavam a precisar de uma lição forte para se calarem...

- O Cerejas ainda veio agora estrebuchar com a história das casas da Guarda...

- Ó pá, como Cerejas ao pequeno-almoço todos os dias... eheheh... com esse posso eu bem! Mas a dos submarinos é que veio mesmo a calhar... viste como os gajos na última sessão lá no parlamento estiveram pianinhos que até pareciam a Maria João Pires, pá?

- Ahahahah... nem sei como ainda consegues ter espírito de humor com estes tipos.

- É pá, isto agora é que está porreiro, pá! O Coelho do Senhor dos Passos não mete medo porque nem sabe comprar gravatas mais giras que as minhas... eheheh... e depois o Paulinho já foi ao fundo com os submarinos...

- Qual Senhor dos Passos?

- O Ângelo dos árabes!

- Tens razão, Zézito!... ahahah... És o maior... isto está mesmo porreiro, cá pró nosso lado com o Cavaquinho sem cavaqueira e como estão as coisas que o Cherne?

- Cozidinho com batatinhas e molho de manteiga, pá!... eheheh... O Cherne meteu a viola no saco porque os submarinos são de uma potência nunca vista... o periscópio atingiu mais de três dezenas dos nossos inimigos... eheheh...

- E agora, sempre avanças para o aeroporto?

- É pá, deixa a poeira assentar e depois vais ver... são favas contadas... o Jámé já anda a tratar de tudo...

- O Jamé?

- Sim, pá! O gajo tem um gosto especial pelas almoçaradas e à mesa é que se mama tudo... estás a perceber?

- Estou pá, mas tens de resolver aquela coisa do Alegrete para as presidenciais!

- É pá, Alegrete beberete... de uma golada resolve-se depoiis essa m....

- É pá, cuidado, não digas asneiras, se não sai amanhã no 'Público'...

CODEX VARAPAU/MARATONA

- Está lá, és tu Varapau?!

- Sim, estou! Sou eu, o Maratona!

- Já foste correr hoje?

- Não, não me apeteceu. Estou um bocado em baixo com aquela história da Leninha...

- Ah sim, parece que querem vender a aparelhagem toda lá da clínica incluindo as máquinas de escrever...

- Pois, pois! Sabes que os exames correram mal... tens de saber o que se passou... parece que o Ruizinho fala muito e depois estraga as radiografias e as análises...

- Fica descansado que eu vou tratar-lhe da saúde... olha lá, quem é esse Carlos brasileiro que atendeu o telefone?

- É um amigão... sabes como é, tenho de ter uma companhia que me disfarce bem de empresário brasileiro para que não pensem aqui na praia que eu sou o que sou...

- Ah!... estou a perceber, mas se a clínica não for comprada pelos teus médicos a doença pode piorar, não é Maratona?

- Claro, Varapau! Mas não te esqueças de dizer ao enfermeiro Ruizinho que não anda a dar bem as injecções e que há muitos doentes a queixarem-se!

- Está descansado, Maratona! Vou já chamar o Penedolas e o menino enfermeiro vai mudar de bata para outro Tagus... quando é que voltas aí da ilha Madalhorca?

- Ainda não sei porque estou à espera que o Kadafinhos dê um puxão de orelhas ao Chaves do Carro...

- Tá lá?... Como?... na Marta do Carmo? Quem é essa, que não faz parte do nosso codex?

- É pá, andas surdo ou quê, Varapau?!... Eu disse Chaves do Carro, o falsário que nos tramou o negócio com a Leninha, tás a perceber?!

- Ah, desculpa! Estava a ver que já andava aí alguém infiltrado do tipo da Pastel de Belém...

- Essa também, parece que nos anda a trair com o Alegrete e com os patrões dos Genéricos, não achas?

- Acho, Maratona!... Olha lá, e tu achas que este nosso codex passa mesmo ao lado dos pescadores de Aveiro?

- O quê, daqueles atrasados mentais de Aveiro?... Já nem me preocupo com eles... o chefezinho Pintainho Montanelas já tratou de tudo e as ligaduras sujas lá da clínica já foram para o lixo...

- (ruídos) Ó Maratona, estás o ouvir estes ruídos no telefone?

- Mau, Varapau! É melhor desligarmos não vá estar por aí a secreta da Manelinha à procura de mais um atentado contra o Estado de Direito...

LENA DIVORCIA-SE

> A menina Lena quer o divórcio. O seu marido Zézinho mentiu-lhe quando deu a entender que a Leninha iria ter muitas jóias, colares de pérolas e pulseiras de diamantes obtidas ao preço da chuva na terra do padrinho Hugo. Este, é um badalhocas e um parceiro que promete tudo e não cumpre nada. A preocupação do Hugo é o encerramento de rádios e televisões que defendem a liberdade e a democracia, não se preocupando com os amigos da onça como o Zézinho e afilhadas de ocasião. O Zézinho tinha prometido à Lena que ela iria construir para o Hugo cinco mil casas, um porto para submarinos, um aeroporto, várias auto-estradas, e por isso, a Lena foi à pressa comprar uma data de rádios e jornais regionais, e até criou um novo diário, para agradar ao maridinho Zézinho, pelas mordomias que iria receber.
Entretanto, passou tanto tempo que a Lena ao confirmar que não receberia qualquer colar de pérolas ou pulseira de diamantes, e vendo que o Zézinho e o Hugo eram uns aldrabões, resolveu vender todas as rádios e jornais, oficializando assim o divórcio com o Zézinho e cortando as relações com o padrinho Hugo...