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Pau Para Toda A Obra

Pau Para Toda A Obra

A ÁGUA DE RAMOS-HORTA

 

 

> José Ramos-Horta já mete água por todos os lados. Até parece que de um dia para o outro perdeu o discernimento. Um político experiente que acaba de ser Presidente da República não deve vir dizer no dia seguinte à saída do cargo que pretende outro cargo. E logo o de primeiro-ministro. Ramos-Horta anunciou que vai apoiar nas próximas legislativas de Julho o Partido Democrático (PD) de Fernando Lasama. E que o faz para que esse partido possa vir a fazer frente à Fretilin ou ao CNRT de Xanana Gusmão. Asneira dupla. Ramos-Horta queria dizer que a Fretilin vai ganhar e que o PD ficará em segundo lugar. Que nesse caso, far-se-ia uma aliança Fretilin-PD e que ele seria o primeiro-ministro. Uma tristeza. Então, Ramos-Horta nunca ouviu falar em reserva da República? Obviamente que era o seu lugar: quietinho, a promover Timor-Leste pelo mundo e se um dia mais tarde tivesse que intervir novamente seria como Presidente da República. Mais grave ainda: Ramos-Horta "esqueceu-se" que o PSD de Zacarias da Costa (o único diplomata a sério que Timor-Leste possui) está semanalmente a aumentar o seu número de militantes. Veremos em Julho...

 

 

A ÚLTIMA ASNEIRA DE RAMOS-HORTA

 

 

> Em final de mandato esperava-se de José Ramos-Horta uma saída airosa, digna e com as melhores recordações registadas pelos factos presenciados ao longo dos dias em que ocupou o cargo de Presidente da República de Timor-Leste. Como diz o povo, no melhor pano cai a nódoa e o Nobel da Paz resolveu fazer borrada na hora da despedida. Não haverá cão nem gato que não vá ser condecorado pelo Presidente Horta. Qual a intenção? Deixar tudo e todos contentinhos? Deixar boa imagem? Deixar boa memória? Deixar a boca adoçada para que ao virar da esquina lhe espetem de novo a faca nas costas? Condecorar este, aquele e aqueloutra não tem brio nem dignidade. Para além do mais, uma condecoração só deve existir quando é merecida.

 

 

RAMOS-HORTA RECANDIDATO PELO POVO

 

 

 

> No passado dia 18 de Dezembro, em Timor-Leste, tudo sobre a recandidatura de José Rampos-Horta era uma grande incógnita e uma enorme preocupação. E eu escrevi aqui no PPTAO que seria um grande ERRO HISTÓRICO no caso do actual presidente timorense não se recandidatar. Por várias razões, entre elas, a importante e fundamental necessidade de estabilidade e paz numa terra já por si conturbada.

José Ramos-Horta deve ter pensado centenas de vezes sobre a decisão a tomar. Como homem de coragem optou pelo sacrifício, pelo difícil, pelo problemático, pelo ingrato, mas acima de tudo, decidiu-se por se recandiatar "pelo povo". Disse bem: "pelo povo". Que haja alguém que lute e que promova uma missão em benefício do povo martirizado de Timor-Leste, que ao fim de tantos anos de independência ainda continua à espera de água potável, electricidaxde e casas para viver.

 

Saúdo efusivamente a recandidatura de José Ramos-Horta com um conselho de amigo: que na sua próxima tarefa de verdadeiro patriotismo e nacionalismo, se possa rodear apenas de mulheres e homens que lhe jurem fidelidade. Os traidores e os palhaços devem ser banidos, de uma vez por todas, dos gabinetes e das delegações diplomáticas, a fim de que o nome de Timor-Leste e o bem-estar do seu povo possam ser dignificados e heroicamente independentes.

 

RAMOS-HORTA NÃO PODE COMETER ERRO HISTÓRICO

 

 

> Resolvi escrever sobre José Ramos-Horta porque o conheço há mais de quarenta anos. Ainda tenho uma lesão no ombro por ter jogado ténis com ele na Austrália, nos anos 1990, sem ter efectuado o aquecimento preliminar. José Ramos-Horta tem defeitos como todos nós, mas tem muito mais virtudes. Desde jovem que é um lutador, profícuo autodidata e ambicioso investigador das mais deferentes matérias do conhecimento humano. Nos seus estudos liceais foi colega de minha mulher e ela tudo fez para corresponder aos pedidos do José Ramos-Horta no sentido de aprender o mais possível do currículo académico. Ao longo da sua vida compreendeu perfeitamente que o seu destino iria ficar estreitamente ligado à terra que o viu nascer. A sua missão tinha valores universais a defender. E tudo tentou na defesa da liberdade dos seus irmãos timorenses.

 

José Ramos-Horta correu o mundo com uma abordagem no interior da pasta. A abordagem etimológica, paradoxal e mobilizadora de que o seu povo tinha o direito à liberdade e à independência. O seu discurso foi escutado e as altas esferas da política internacional cederam à pressão verbal do jovem político que até tinha acabado por apreender os ditames da diplomacia. O Nobel da Paz veio premiar o lutador, o verbalista, o estudioso, o argumentista, o ambicioso, tudo em defesa de uma causa - a de uma defesa intransigente dos benefícios terrenos para o seu povo. O seu último discurso no dia 28 de Novembro, em comemoração da proclamação de independência de Timor-Leste foi significativo. Ramos-Horta mostrou-se amargurado por ainda - apesar de ter chegado ao cargo mais alto da hierarquia do Estado -, na sua condição de Presidente da República não ter conseguido que o seu país chegasse a um patamar de progresso e desenvolvimento direccionados aos melhoramentos sociais mínimos dos quais o seu povo carece.

 

José Ramos-Horta já sofreu um atentado a cargo de algozes possivelmente pagos por forças externas aos verdadeiros interesses de Timor-Leste, mas apesar da dor e do desespero, regressou ao seu cargo de Chefe de Estado e o povo timorense nunca esquecerá esse gesto. E é por esta razão que Ramos-Horta não pode cometer um erro histórico, o erro de abandonar os milhares de timorenses que continuam a confiar na sua inteligência para o contributo peculiar da estabilidade política da nação. Ramos-Horta tem de se decidir por um, só mais um, sacrifício em prol de quem ele sempre afirmou defender, o seu povo. O actual Presidente da República de Timor-Leste tem de interiorizar que o povo timorense não pode atravessar mais qualquer deserto de convulsões e de instabilidades. Sem dúvida, que Ramos-Horta não pode negar uma recandidatura ao cargo de Chefe de Estado. É imperioso para que Timor-Leste prossiga na senda do progresso pacífico que o homem defensor da paz possa continuar mais um mandato presidencial a defender essa mesma paz.

 

As próximas eleições presidenciais em Timopr-Leste não podem servir como espelho dramático de uma instabilidade política em função da diversidade pouco segura e transparente. Os actuais candidatos ao cargo de Presidente da República decidiriam, estou certo, na sua maioria, por suspender a intenção de candidatura se lhes fosse dada a garantia de que José Ramos-Horta se recanditaria ao cargo. O actual Presidente terá de reconsiderar profundamente que a sua missão ainda não terminou e que o seu povo não lhe perdoaria o erro histórico de desistir precisamento num momento histórico da existência do seu novel país.

 

PLURALISMO E VERDADE NUM JORNAL

> O diário 'Público' passa a ter na primeira página a partir de 1 de Novembro próximo o nome de Bárbara Reis como directora.
Infelizmente para o pluralismo e para a verdade na informação nunca mais naquele diário será garantido o pluralismo de informação acerca de:

- A vergonhosa participação da ONU em Timor-Leste.

- As tomadas de posição críticas de grupos de timorenses contra o que foi a governação de Sérgio Vieira de Mello, como representante da ONU, em Timor-Leste.

- O conluio político que existiu entre José Ramos Horta e Sérgio Vieira de Mello, na maioria dos casos resultando em grande prejuízo para o povo timorense.